Nota do Observatório do Clima sobre saída dos EUA do Acordo de Paris


Postado em 02/06/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 02/06/2017

trump-clima

Numa lamentável demonstração de irresponsabilidade, cegueira ideológica e inépcia estratégica, o presidente Donald J. Trump anunciou nesta quinta-feira que os Estados Unidos sairão do acordo do clima de Paris. A decisão é um erro histórico, que terá repercussões gravíssimas para toda a humanidade e para a população e a economia dos EUA.

O ato desta quinta-feira praticamente sepulta a chance da humanidade de atingir a meta de estabilizar o aquecimento global em 1,5oC neste século, objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris e medida de segurança para evitar a extinção de pequenas nações insulares. Também traz riscos para o objetivo de limitar o aquecimento a menos de 2oC, ao eliminar da mesa de negociações o maior emissor histórico de gases de efeito estufa e uma das principais fontes de financiamento climático – potencialmente levando outras nações a repensar os próprios compromissos.

Na geopolítica global, o dia 1o de junho de 2017 ficará conhecido como a data em que os Estados Unidos claramente abandonaram a ordem mundial construída no pós-Segunda Guerra e voltaram ao seu isolacionismo.

Ao sair do Acordo de Paris, Donald Trump também faz o oposto da sua promessa de botar “a América em primeiro lugar” e de proteger a população e os empregos americanos, como repetiu à exaustão em seu discurso na quinta-feira. Ao virar as costas para o setor de energias renováveis – que gera empregos 12 vezes mais rápido que o restante da economia – e ao dobrar a aposta em setores moribundos, como o de carvão, o governo federal americano entrega a competitividade da indústria à China, que já investe mais que os EUA em energia eólica e solar.

Além de prejudicar as empresas e a geração de empregos, expõe toda a população dos Estados Unidos (e do restante do mundo) a impactos cada vez mais graves da mudança do clima. O aquecimento “pequenininho” do qual o presidente fez troça terá um efeito grande sobre cidades como Nova York, terra natal de Trump. Infelizmente, o clima não liga para ideologia ou “fatos alternativos”; ele simplesmente aquece.

O recuo imoral do governo americano não é o fim do Acordo de Paris, nem da ação climática global. É, ao contrário, um chamado à ação. Cabe agora ao resto do mundo, inclusive a Estados e empresas dos EUA, aumentar sua ambição para fazer frente a Trump e cumprir os objetivos do tratado de garantir um planeta habitável neste século.

Fonte: Envolverde

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7 respostas em “Nota do Observatório do Clima sobre saída dos EUA do Acordo de Paris

  1. A decisão do EUA de sair do Acordo de Paris é benéfica para o país, mas prejudicial para as próximas gerações que irão habitar a terra. Com a saída de um dos maiores emissor de poluentes do mundo a intenção do acordo perde um pouco do sentido, e agora com a decisão tomada é provável que outras nações tomem o mesmo rumo. Com isso, a expectativa de uma melhora climática que já era um desejo difícil de se concretizar torna-se quase impossível de ser realizado, e quem irá sofrer as consequências desses atos são as pessoas que irão morar em um planeta mais poluído e devastado.

  2. As medidas tomadas pelos Estados Unidos desde o início desse ano revelam muito sobre a forma de governar que o atual presidente e seu gabinete estão e continuarão imputando ao país. A saída deste do Acordo de Paris, importante tratado que visa à contenção de mudanças climáticas nocivas ao meio ambiente, é mais um emblema nesse sentido. Um ponto interessante da postura adotada pelo governo federal estadunidense é a falta de coerência com as medidas liberais que por ele são defendidas. A ideia de autorregulação do mercado entra em conflito direto com esse tipo de atitude, uma vez que a indústria de produção de energia renovável existe e sua origem está relacionada à criação de um novo mercado a partir de uma demanda social: exatamente o que prega o liberalismo, defendido pelo Partido Republicano. Por fim, a justificativa de Trump para a medida tomada foi feita de forma displicente, apresentando dados de origem duvidosa e sem se preocupar muito com argumentos e reflexões. A credibilidade dos Estados Unidos fica colocada à prova e as consequências ambientais desse movimento político devem ser sentidas de maneira severa.

  3. Desde a sua candidatura o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já se mostrava avesso às regulações ambientais e de acordos internacionais sobre o clima. Agora, depois de eleito, diversas foram as ações tomadas por Trump para desfazer as medidas climáticas aprovadas no governo anterior, do ex-presidente Barack Obama. O acordo de Paris foi aprovado por 195 países em 12 de Dezembro de 2015 na cimeira climática da ONU em Paris depois de muitos anos de negociações e é considerado um acordo histórico cujo objetivo principal é a contenção do aquecimento global do planeta, pois visa reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. A retirada dos EUA do Acordo de Paris é uma verdadeira tragédia mundial e o impacto dessa decisão trará consequências para a política e para a sociedade internacional, uma vez que os EUA são o segundo maior emissor de gases de efeito estufa anualmente, e o maior emissor acumulado. Os efeitos de um clima desregulado será sentido no mundo todo e a decisão de Trump deixa claro que ele não se preocupa nem um pouco com o que poderá acontecer.

  4. A decisão de Trump é muito preocupante em muitos sentidos. Claramente representa um retrocesso para as questões ambientais, uma vez que já existem previsões das consequências do aumento da temperatura. Dentre elas, é possível afirmar a ocorrência de tempestades e secas extremas e até o desaparecimento de ilhas, caso aconteça um aumento de dois graus até o fim do século. A menção à situação de Nova York é muito relevante, pois é uma das cidades ameaçadas pela mudança climática, em especial pelo aumento do nível do mar. Esse fato demonstra, de maneira mais clara, o prejuízo para o próprio país com a adoção dessa medida. Por um outro lado, foi interessante observar que houve resposta da população em sentido contrário a tal medida. O protesto (que contou com artistas que nadaram em um aquário gigante para alertar sobre os efeitos das mudanças climáticas) é essencial no momento. Uma outra preocupação relacionada a decisão é a demonstração de extremismo e falta de cooperação frente à comunidade internacional.

  5. O acordo de Paris tem a proposta de diminuir a emissão de dióxido de carbono a partir de 2020. Com a saída dos Estados Unidos, um dos maiores emissores de poluentes, a situação ambiental mundial entra em choque. A atitude de Trump foi impulsiva e irresponsável, uma vez que somente pensou no âmbito econômico, desconsiderando as questões ambientais. Grande parte da população norte americana se mostrou contra a decisão tomada pelo atual presidente.No entanto, é pouco provável que Trump volte atras de sua decisão egoísta. Com a saída dos EUA do acordo de paris, pode levar com que outras nações também saiam, dessa forma o acordo perdendo força e o objetivo mais longe ser alcançado.

  6. A preservação do meio ambiente vem sendo pautado em muitas situações no atual cenário mundial, onde é necessária sua observância pois é algo que atinge a todos. A atitude egoísta do presidente Donald Trump faz passar uma mensagem de descaso dos Estados Unidos com as outras nações, que se propuseram a tentar atenuar o grave problema do aquecimento global que atinge o mundo. A justificativa apresentada pelo representante americano é feita com base na ganância, em que se de fato os Estados Unidos cumprisse com os termos acordados poderia resultar em um aumento de quase 39 bilhões de dólares por ano, e um possível aumento na taxa de energia cobrada aos cidadãos. O descaso com o Acordo de Paris da parte americana é de uma vergonha imensa, se levado em consideração que o país é um dos que mais contribuem para o agravamento dos problemas a serem combatidos com o acordo.

  7. Os Estados Unidos se configura como o mais país com maior emissão de gases poluentes para a atmosfera. A saída anunciado pelo atual presidente, Donald Trump, pode significar um agravo na contingência do aquecimento global do qual o Tratado de Paris trata.
    Entretanto, se faz necessário uma intensificação de políticas nos Estados Federados dos EUA, para que estes com a autonomia que a Constituição Americana lhes compete crie mediadas para que esta saída do Tratado não seja tão desastrosa principalmente para o seu país a longo e curto prazo, buscando amenizar as consequências seríssimas que vão causar a medida do presidente.

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