Unctad fala de “quase extinção” da indústria da pesca em vários países


Publicado Por Felipe Poli Rodrigues em 15/05/2017

Publicado Originalmente em 10/05/2017

Agência estima que mercado de exportação do setor pode chegar a US$ 150 biliões (mil milhões) por ano; ONU quer ação de líderes definindo direção para um futuro mais sustentável; Conferência sobre os Oceanos decorre em junho.

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As Nações Unidas realizam em junho a Conferência sobre Oceanos que pretende estimular ações internacionais para proteger os mares e os recursos marinhos.

Esta terça-feira, o diretor de Comércio e Meio Ambiente da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, falou à ONU News, de Genebra, sobre os efeitos da sobrepesca.

Indústrias

Lucas Assunção disse que a maior preocupação é com os países que podem subsidiar as suas indústrias do setor.

“A situação é crítica e de quase extinção da indústria pesqueira em algumas partes do mundo. Os três temas (para debater no evento) são a avaliação sobre a propriedade de alguns subsídios, que hoje são introduzidos por países desenvolvidos. Isso faz com que aqueles países que não podem se beneficiar fiquem em desvantagem. O segundo problema é a ocorrência de comércio ilegal não regulado de produtos pesqueiros e o terceiro é quanto ao acesso a mercados internacionais por parte dos países em desenvolvimento. Muitos deles dependem da indústria pesqueira para o seu desenvolvimento.”

O encontro da ONU será o primeiro a juntar chefes de Estado e de governo em torno de um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. Em destaque estará o ODS 14 que prevê a conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e dos recursos marinhos, para o desenvolvimento sustentável.

Quantidade

Uma das metas é aliviar a pobreza e a desigualdade, preservando a terra. Lucas Assunção entende que já há um passo dado nessa direção com investimentos para tornar a produção pesqueira mais viável, mas que há muito a fazer.

“O mercado mundial de exportação de produtos pesqueiros gira em torno de US$ 146 biliões a US$ 150 bilhões por ano. Não é um mercado desprezível muito pelo contrário é bastante expressivo. Segundo, em termos de subsídios para gerar esses US$ 146 bilhões os que podem subsidiar têm subsidiado num valor de cerca de US$ 20 bilhões por ano”.

A expectativa das Nações Unidas é que os líderes mundiais deem luz verde a uma chamada à ação com uma declaração global definindo a direção para um futuro mais sustentável dos oceanos e mares.

Fonte: Rádio ONU

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Uma resposta em “Unctad fala de “quase extinção” da indústria da pesca em vários países

  1. O pescado representa um dos alimentos com maior desempenho econômico nas exportações mundiais. Embora Organizações Internacionais já tenham chamado a atenção para o esgotamento de algumas espécies, majoritariamente a pesca ainda é desenvolvida de modo irresponsável.

    Nesse contexto, a pesca predatória desequilibra ecossistemas e aumenta as chances de extinção de espécies e vegetais aquáticos, além de trazer impactos socioeconômicos para populações que sobrevivem da cultura. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgado no início de 2011, dos 23 estoques mundiais de atum, a maior parte (mais de 60%) já foi totalmente explorada, alguns estão superexplorados ou esgotados (35%), e só um pouco (cerca de 5%) parece estar subaproveitado.

    Tendo em vista esse contexto, demostra-se necessária a proteção das espécies e seus habitats, além da adoção de métodos seletivos de pesca, de modo que a biodiversidade conviva com o cultivo do pescado.

    Desse modo, a aquicultura é vista como uma alternativa sustentável para a produção do pescado, uma vez que os peixes são cultivados em local confinado e controlado. Ademais, conforme a (FAO), a aquicultura é a mais rápida das atividades agropecuárias em termos de resultados produtivos e uma das poucas capazes de responder com folga ao crescimento populacional, o que pode contribuir para o combate à fome em todo o mundo.

    Portanto, a ação conjunta dos setores da pesquisa e tecnologia que pode ser desenvolvida por Universidades, Ongs e Organizações Internacionais permite viabilizar a fiscalização e o desenvolvimento da produção sustentável do pescado.

    Referências Bibliográficas: Empraba, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e Superinteressante.

    Regiane Braz Ribeiro

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