Falta de representatividade e democracia racial e de gênero, por Alexandra Loras


Publicado em: 8/3/2017

Alexandra Loras, mestre em Gestão de Mídia pela Sciences Po, palestrante em raça, gênero e diversidade e ex-consulesa da França, conversa com Sabine Righetti sobre falta de representatividade e a necessidade de revisão do papel da mulher e dos negros na sociedade.

Loras fala ainda sobre a sua experiência no Brasil e a importância da quebra de padrões e estereótipos para atingirmos uma consciência mais humana.

A ex-consulesa discute também a necessidade de entendermos a diversidade como uma riqueza e não uma tragédia, e pontua: “Somos todos responsáveis por reequilibrar o que vamos contar para nossas crianças hoje e amanhã”.

Fecomercio SP

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4 respostas em “Falta de representatividade e democracia racial e de gênero, por Alexandra Loras

  1. O cenário atual é extremamente crítico no que se refere a falta de representatividade das mulheres e dos negros, seja na política, no mercado de trabalho ou nas Universidades. No decorrer dos séculos e principalmente nas últimas décadas as mulheres lutaram bravamente em busca do seu espaço no mercado de trabalho, assim como para exercerem amplamente os seus direitos políticos. Mas as pesquisas apontam que em pleno século XXI as mulheres ainda são minorias na política e no exercício de algumas profissões, e que a diferença salarial entre homens e mulheres é gritante. Assim também ocorre em relação aos negros, embora a Constituição Federal de 1988, art. 5º, XLII mencione que a pratica do racismo no Brasil constitui crime inafiançável e imprescritível, o que vemos é que o racismo atualmente no Brasil está mascarado. A discriminação pode ocorrer de duas formas: a discriminação direta na qual um sujeito de forma clara e inequívoca expõe por meio de linguagem verbal ou não verbal o que pensa de determinado grupo de pessoas, e a discriminação indireta que a princípio ninguém vê como uma discriminação, mas que está implícito na finalidade de algum ato ou ação. O Código Penal trata em seu art. 140, § 3º da injúria racial. Fala-se em injúria racial quando a ofensa é direcionada a determinada pessoa. Contudo temos meios legais para combater a discriminação direta, mas a discriminação tanto racial quanto de gênero é na maioria das vezes um modo de discriminação indireta. Penso que este modo é mais difícil de ser combatido pois, está mascarado com uma face de igualdade aparente.

  2. Pingback: democracia racial | A cor do Brasil

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