Colocando mais gasolina na motosserra


Postado em 13/02/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 10/02/2017

Logging in Para State

No final do ano passado, a Amazônia estampou os jornais do país e do mundo com uma infeliz manchete: desmatamento aumenta 29%.  Pior, essa triste notícia não vinha sozinha. Nos últimos quatro anos, é a terceira vez que o desmatamento aumenta na região. A pergunta que fica é “o que fazer, então?”.

A resposta parece óbvia: aumentar a fiscalização e a proteção nas florestas. Mas parece que não é bem assim que pensam alguns dos ministros do governo Temer. Nesta semana, trancado em uma sala refrigerada em Brasília, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB/RS), tramava junto aos ruralistas do estado do Amazonas uma maneira de diminuir Áreas Protegidas recentemente demarcadas, fazendo assim a alegria dos grileiros de terras da região, e ligando o modo “dane-se” para a floresta. Detalhe, a negociata toda se dava sem nem mesmo um aviso ao Ministério do Meio Ambiente.

Como se não bastasse, há alguns dias o Conselho de Defesa Nacional pediu a retirada de um processo que havia sido enviado à ONU para reconhecer o Parque Nacional da Serra do Divisor, na fronteira do Acre com o Peru, como patrimônio natural da humanidade junto à Unesco. A vantagem desse tipo de reconhecimento é o aumento na proteção do parque e a possibilidade de atrair investimentos em turismo sustentável, por exemplo.

Assim, o governo vai, motivado por interesses, colocando gasolina nas motosserras que destroem a floresta, causando um prejuízo imenso aos brasileiros e ao mundo, em detrimento do lucro condenável de poucos.

Mande um recado ao presidente Temer e ao ministro Eliseu Padilha. Diga a eles que a Amazônia precisa de proteção, e não de mais desmatamento. Você pode copiar a mensagem abaixo ou criar a sua própria.

Ao Excelentíssimo Presidente da República Michel Temer /  Ao Excelentíssimo Ministro da Casa Civil Eliseu Padilha

O desmatamento da Amazônia vem crescendo ano após ano. No entanto, o governo não está tomando nenhuma atitude para controlar essas taxas de destruição florestal. Muito pelo contrário, recentes iniciativas como a tentativa de reduzir áreas de Unidades de Conservação mostram aparente desinteresse do governo em resolver a questão do desmatamento.

A sociedade pede que o governo abandone seus planos de enfraquecer a proteção de nossas florestas. A Amazônia precisa de preservação e não de mais destruição.

Para enviar ao presidente Temer, acesse aqui.

Para escrever ao ministro Padilha, utilize o endereço casacivil@presidencia.gov.br.

Fonte: Greenpeace

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Uma resposta em “Colocando mais gasolina na motosserra

  1. Desde sempre aprendemos que a floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo e detém enorme biodiversidade. Ela é uma verdadeira riqueza, principalmente para o Brasil, pois a maior parte dela está no país. Porém, exatamente por ser muito rica que é objeto de satisfação de interesses e produção de riqueza para alguns. No entanto, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fundamental previsto no art. 225, da Constituição Federal de 1988. Sendo assim, o governo tem o dever de proteger a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país. Infelizmente, a maior parte dos parlamentares cedem aos interesses dos ruralistas e consegue fazer com que o congresso aprove medidas como a diminuição de Áreas Protegidas, como citado no texto. Além disso, a bancada ruralista cresceu e ganhou fôlego com a entrada do Governo Michel Temer, que, por exemplo, colocou na presidência da Funai Wallace Moreira Bastos, era subsecretário de Assuntos Administrativos do ministério dos Transportes e membro do Conselho de Administração da Companhia Docas do Maranhão, que sequer possui experiência anterior trabalhando com assuntos indígenas, mas satisfaz interesses dos grandes proprietários de terra. Uma das grandes dificuldades da luta contra essa situação é que o Brasil é o país das Américas que mais mata defensores dos direitos humanos e, portanto, é responsável pela morte de vários defensores do meio ambiente e do direito à terra.

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