Respeito e dignidade para refugiados e migrantes


Publicado originalmente em 03/02/2017

As Nações Unidas querem que refugiados e migrantes sejam tratados com respeito e dignidade. A ONU lançou a campanha JUNTOS, para combater a discriminação e o preconceito contra os que precisam deixar seus lares e buscar novas oportunidades de vida em outros países.

 

Fonte: ONU BR

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4 respostas em “Respeito e dignidade para refugiados e migrantes

  1. Popularizam-se em muitos países as imagens pejorativas do imigrante, atribuindo-se a eles, em grande parte, as causas e as manifestações de violência e desajuste social. A criminalidade é apresentada como diretamente relacionada com algumas etnias. Com a globalização neoliberal, as classes baixas nos países ricos, também se sentem ameaçadas em seus direitos. O imigrante, legalizado ou não, é visto em muitos casos como um concorrente no já restrito mercado existente. Assim, cria-se um pânico e alimentam-se preconceitos em relação aos estrangeiros. Os imigrantes também são apontados como causadores de violência, incremento do tráfico de drogas e da prostituição. Seus usos e costumes são vistos como exóticos, muitas vezes uma curiosidade “folclórica” e o que se percebe é quase sempre uma idealização negativa da pessoa e da cultura que ele traz.
    Por que ainda temos que lutar contra a discriminação, a exploração, a marginalização do migrante do refugiado, do diferente, do estrangeiro? Há tantos meios, leis, acordos e tratados internacionais, órgãos e instâncias governamentais de proteção. No entanto, estes são apenas instrumentos necessários, sim, mas não suficientes. Passar do ideal teórico e jurídico à ação concreta significa agir para eliminar formas perversas de desrespeito ao direito de viver com dignidade, como a fome, a miséria, o desemprego, a exploração do indocumentado, a exclusão da terra, o abandono. Defender os direitos e agir pelo resgate da dignidade dos migrantes e refugiados é desafio, mas é sobretudo dever dos Governos, dos Países, da sociedade, das Igrejas, das organizações governamentais e não governamentais.

  2. Hodiernamente os noticiários abordam incessantemente a situação dos refugiados dos mais diversos cantos do mundo, especialmente os refugiados Sírios. Tal situação deveria gerar no outro uma necessidade de mobilização em prol do seu semelhante que tanto clamam pro arrimo. No entanto o que ocorre na maioria das nações é uma reação adversa ao movimento migratório, tais indivíduos são vistos como um entrave ao desenvolvimento e sempre associados a expansão da criminalidade e das desigualdades sociais desta forma, abrindo portas para fenômenos como a xenofobia. Mediante a este cenário surge a campanha da ONU de relevante impacto, porém ações regionais aparecem como uma alternativa : a exemplo do Brasil que tem ONGS e associações que difundem a imprescindibilidade do trabalho conjunto entre a os povos que recebem os refugiados e os refugiados a fim de assegurar os direitos e a dignidade humana. Outro ponto vultuoso é a possibilidade de criação de uma lei no país que, se confirmada pelo Senado e sancionada pela Presidência, substituirá, por fim, o retrógrado e inconstitucional Estatuto do Estrangeiro. A aprovação da nova lei chega em um momento crucial e coloca o Brasil a frente como um país garantidor dos direitos e garantias fundamentais.

    Esta reportagem da Revista Carta Capital aborda de maneira detalhada a benéfica e possível alteração na legislação brasileira:
    https://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-grri/migracoes-por-uma-legislacao-exemplar

  3. Se pensarmos num estado hobbesiano da guerra de todos contra todos, jamais seríamos capazes de nos deparar com o aspecto da solidariedade para com o outro, muito mais do que a compaixão (aqui tratada de forma pessoal e subjetiva), a solidariedade observada num sentido amplo, para além das fronteiras de um Estado. E ela só é possível se deixarmos um pouco de lado a noção de soberania, de que o Estado provém e protege apenas seus membros.

    Quando desviamos o olhar para a necessidade de outrem, o egoísmo e o sentimento exacerbado de patriotismo não mais tomam a frente, e então conseguimos desfrutar e realizar a real solidariedade. E nos tempos atuais, quando mais refugiados e imigrantes necessitam de um novo lar, mais observamos quão abertos os Estados realmente demonstram ser. Surge aí um novo ideal solidário facilitado por um maior acesso à informação e uma maior interdependência entre os Estados, apesar de infelizmente ainda nos deparar-mos com medidas de certos Estados extremamente nacionalistas, egoístas, mesquinhas e ingratas.

  4. Infelizmente a crença de que os imigrantes são criminosos que estão chegando para apenas roubar as oportunidades das pessoas é muito presente nos dias de hoje. A xenofobia, ou seja o preconceito por pessoas de fora do seu país é inadmissível e dessa forma, a campanha promovida pela ONU se mostra muito pertinente. O respeito com essas pessoas que precisam sair do lugar em que vivem por qualquer motivo que seja é muito importante e necessário. Assim como falado no video, todos nós somos seres humanos e temos emoções. Em momentos de necessidade devemos lembrar que todos somos iguais e assim ajudar ao próximo. O sofrimento que essas pessoas já passam por ter que sair do seu local de origem, não pode ser agravado pelo preconceito. Além disso, é muito importante que as pessoas busquem ajudar aqueles que chegaram, como por exemplo com doações e oferta de emprego, como aconteceu em 2015 quando diversos sírios chegaram no Brasil, e o governo crie políticas públicas para acolher as pessoas que tenham necessidade e assim dar oportunidades para que elas possam ter uma vida digna no local em que escolheram se refugiar.

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