Secretário-geral da ONU pede anulação de política anti-imigração dos EUA


Publicado originalmente em 01/02/2017

Reagindo à recente suspensão pelos Estados Unidos de seu programa de recebimento de refugiados, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quarta-feira (1) que o reassentamento é frequentemente “a única solução possível” para pessoas que fogem de conflitos e perseguições, e que a nova política norte-americana, que barra a entrada de sírios no país, “deve ser removida o mais rápido possível”

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Reagindo à recente suspensão pelos Estados Unidos de seu programa de recebimento de refugiados, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quarta-feira (1) que o reassentamento é frequentemente “a única solução possível” para pessoas que fogem de conflitos e perseguições, e que a nova política norte-americana, que barra a entrada de sírios no país, “deve ser removida o mais rápido possível”.

Questionado sobre o impacto da ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira (27), que, entre outras coisas, interrompe todo o programa de refugiados dos EUA por 120 dias, barra a entrada de refugiados de sete países de maioria muçulmana por 90 dias e suspende a entrada de sírios até nova ordem, o chefe da ONU disse que os reassentamentos “são necessários (…) e os EUA sempre foram vanguarda na proteção de refugiados”. “Os sírios são aqueles que atualmente têm as necessidades mais dramáticas”.

Guterres, falando à imprensa na sede da ONU em Nova York logo depois de retornar de uma viagem à Etiópia para a Cúpula da União Africana, enfatizou: “na minha opinião, a política dos EUA não é o caminho (…) para melhor proteger o país ou qualquer outro frente às sérias preocupações que existem sobre a possibilidade de uma infiltração terrorista”. “Não acredito que isso seja uma forma efetiva de fazê-lo e acredito que essas medidas precisam ser removidas o mais rápido possível”.

O secretário-geral da ONU afirmou que as medidas “violam nossos princípios básicos” e não são efetivas se o objetivo for evitar que terroristas entrem nos EUA.

Fonte: ONU BR

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10 respostas em “Secretário-geral da ONU pede anulação de política anti-imigração dos EUA

  1. Deveras, o governo autoritário e higienista do presidente dos EUA, Donald Trump, é uma ameaça a nível global. Apesar da fala do secretário-geral da ONU, António Guterres, de que “os EUA sempre foram vanguarda na proteção de refugiados”, não se pode olvidar a questão do preconceito e da discriminação que imperam na sociedade norte-americana até hoje.

    A nova embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, já mostrou a que veio, afirmando que há um novo EUA na ONU, prometendo mudanças que serão reflexo das novas políticas adotadas pelo governo de Trump.

    A ONU não pode permitir que a soberania de determinada nação esteja acima de um patamar mínimo de solidariedade e, sobretudo, humanidade. Afinal, se inclui em seus objetivos a promoção de ajuda humanitária em caso de conflitos armados.

  2. Muito se tem discutido, recentemente, acerca do novo presidente dos Eua, Donald Trump, pela forma autoritária de presidir o país. O republicano Trump, é conhecido pelo temperamento explosivo e pelas declarações polêmicas. Sem experiência política anterior, o empresário bilionário, vai destilando suas medidas contestáveis no cenário político mundial.

    A posição dianteira dos EUA, na proteção dos refugiados, não pode ser revogada por questões preconceituosas, no entanto, essa medida do republicano, aguçou mais dissabores da população do oriente médio.

    A ONU na sua importância mediadora nas relações econômicas e políticas mundias, deve-se pautar, pelo repúdio dessa imposição autoritária do Trump, afim de que todos se conscientizem, e que se sensibilizem pelo diálogo aberto e não pelo tom autoritário.

  3. Como disse o português, não seria este tipo de medida que evitaria o influxo de terroristas no país. O pedido de retirar as medidas migratórias ocorre em meio a crescentes protestos internacionais contra as restrições sobre a entrada de cidadãos de vários países. O governo do novo presidente dos Estados Unidos da América trouxe grandes receios à comunidade internacional e esta, somada a outras posturas do supracitado país, coloca em cheque a grande credibilidade que esta grande potência tem perante o cenário internacional. Com toda certeza, tal medida pode acarretar em grandes turbulências frente à comunidade internacional e esta, caso preze pela coerência, deve deixar explícito o seu repúdio frente às atitudes deste governo inconsequente.

  4. A partir da grande crise econômica de 2008, na qual a especulação financeira levou não só mercado imobilário á bancarrota, mais sim toda a economia global se acentuaram sobretudo nos Estados Unidos, uma grande disparidade ecônomica entre os mais necessitados e os mais abastados, chegando a um ponto aflitante.

    Neste mesmo viés se observa um arrochamento dos salários e benefícios aos mais pobres e uma crescente onda de intolerância a imigração, criando a sensação que o fracasso econômico recente se dá em virtude de uma grande onda migratória enfrentada pelos países de primeiro mundo.

    È dever da ONU estabelecer uma forte oposição a estas políticas de viés elitista, no intuito de assegurar proteção aos indivíduos que em busca de sobrevivência migram de regiões de conflitos em busca de segurança e estabilidade, pois caaso nada de concreto seja feito políticas eternas absurdas como está passarão a estar em voga nas ditas nações civilizadas.

  5. A Organização das Nações Unidas, criada em 1945 no cenário de pós-guerra, ocupa papel de destaque na conjuntura internacional, seja na mediação dos diálogo entre os seus membros, nas discussões acerca do cenário bélico promovidas em seu Conselho de Segurança, na promoção de campanhas humanitárias, dentre outras inúmeras atribuições. Atualmente, vive-se um cenário de grande insegurança devido aos recorrentes acontecimentos: violações aos Direitos Humanos através do globo, consolidação de organizações terroristas com moldes contemporâneos e abrangência mundial devido à Internet, rupturas e desgastes institucionais em países em desenvolvimento, o problema constante do trabalho escravo e miséria em países subdesenvolvidos, dentre outros. Faz-se necessária, portanto, a intervenção da ONU através de ações efetivas em bem estruturadas e, se possível, em conjunto com os países afetados, para minimizar ou erradicar tais questões, possibilitando um cenário mais ordeiro em âmbito internacional.

  6. A eleição de Donald Trump foi uma ingrata surpresa para o mundo, suas ideologias representam um retrocesso em todas as áreas. O decreto anti-imigração assinado por Trump, com o intuito de proteger a nação estadunidense, agrava ainda mais as crises migratórias atuais. A proibição e limitação da entrada de refugiados não se faz uma solução efetiva para o terrorismo. Tal medida adotada por Trump pode gerar o efeito inverso. A luta contra o terrorismo é indispensável, porém estigmatizar pessoas em função de uma determinada origem ou crença, as quais que já sofrem pelos confrontos em seus países e apenas estão em busca de uma vida nova, não é o caminho. A generalização é um erro grave, acentua a xenofobia entre os países e faz com que se perca o sentimento de humanidade. Para os Estados Unidos, um país que se firmou em bases migratórias e tendo como alicerce a liberdade, acatar uma lei anti-imigração é no mínimo uma contradição grotesca. Tal política adotada por Trump contraria todo o escopo dos Direitos Humanos.

  7. A recente ordem executiva assinada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, proíbe a entrada a todos os refugiados durante 120 dias, assim como a todos os cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Síria, Líbia, Sudão, Irão, Iraque, Somália e Iémen) durante 90 dias. Trata-se de uma medida preconceituosa, que obviamente contraria todos os preceitos defendidos pelos Direitos Humanos e os tratados humanitários assinados pelo próprio país, visto que o acolhimento de refugiados é uma obrigação moral e legal, que o direito humanitário impõe.
    A par disso a justiça americana suspendeu, por um tempo, a ordem executiva do presidente. Líderes de diversas nações do mundo contestaram a decisão de Trump, o governante português, por exemplo, afirmou que tal decisão é “inconcebível” e “ilegal”, e fez questão de frisar que Portugal e a União Europeia têm “uma política de vistos bastante diferente” das decisões do Presidente dos EUA. Por fim, é válido ressaltar que a decisão de Trump contraria as bases democráticas e liberais em que a nação norte-americana foi fundada, e caminha em uma direção oposta dos tratados internacionais que, pautados pelos Direitos Humanos, buscam prestar auxílio aos imigrantes.

  8. Os Estados Unidos da América é exemplo de unidade política independente que não reconhecem superior político e que se considera “soberana”. Tal medida executiva assinada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ilustra a autoridade americana em versar de maneira unilateral sobre a suspensão do recebimento dos refugiados . Desta forma, violando os princípios propagandeados pela ONU bem como: o de desenvolver relações amistosas entre as nações e realizar a cooperação internacional para resolver os problemas mundiais de caráter econômico, social, cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais.
    No livro a Política do Poder de autoria de Martin Wight, há capítulos que reportam de maneira ampla sobre as Potências. Enquadrando-se em uma das dadas classificações os EUA justifica o seu poder pelos seguintes elementos: tamanho da população, posição estratégica e extensão geográfica, recursos econômicos, produção industrial entre outros fatores.Sendo assim, acreditam deter poderio suficiente para adoção de medidas como a objeto desta reportagem.
    Como enunciava Bismark “As grandes questões de nossa época não serão solucionadas por resoluções e votos majoritários mas por sangue e ferro” essa lastimável determinação americana é símbolo de uma cultura enraizada de preconceito e descriminação que prevalece na sociedade americana e que tenta se justificar, de modo falho ,como forma de impedir as possíveis infiltrações terroristas.

  9. Cerca de 7 meses após o mundo se chocar com a eleição de Donald Trump – algo que nem os mais criativos escritores adeptos do realismo mágico poderiam prever – o roteiro segue como esperado (e como temíamos). Uma a uma, as medidas progressistas do governo democrático de Barack Obama vão sendo suspensas, e a última vítima foi o programa de recebimento de refugiados.
    Na contramão do resto do mundo, a medida de Trump e “seus blue caps” teria objetivo de reduzir a ameaça terrorista sem considerar, no entanto, que tal atitude racista e infundada só aumenta a tensão frente a comunidade internacional, além de nutrir (como a história nos ensina) o ódio incondicional que o país recebe de grupos extremistas.
    Apesar de seu slogan eleitoral bradar que faria a América grande de novo, tal falta de sensibilidade não compactua nem com a própria história do país, notavelmente nascido de imigrantes. Conhecendo Trump, podemos apostar que este desconhece a frase cravada na Estátua da Liberdade: “Give me your tired, your poor, your huddled masses yearning to breathe free”

    • A agressiva campanha de Trump certamente chocou o mundo todo, ameaças xenofóbicas e a propensão à guerras foram suas marcas registradas.
      Logo após assumir, o presidente norte americano cumpriu suas promessas de reduzir a todo custo as imigrações em seu país, a medida que proibiu temporariamente naturais de alguns países adentrarem aos EUA só reafirmou a enorme aversão de Trump por estrangeiros, principalmente por pessoas de países majoritariamente islâmicos.
      É inaceitável que um país da magnitude dos EUA adotem políticas como essa proposta por Trump. O exemplo dado pode acarretar inúmeros prejuízos em escala global, acentuando ainda mais a xenofobia e a intolerância religiosa no mundo, assim as medidas tomadas por Trump podem se voltar contra ele e seu povo em uma escala muito maior.

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