O que esperar do Governo Trump, segundo diplomatas e empresários


Publicado originalmente em: 22/11/2016

Amcham Brasil Câmara Americana de Comércio

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10 respostas em “O que esperar do Governo Trump, segundo diplomatas e empresários

  1. As polêmicas declarações de Ronald Trump durante a campanha eleitoral permitem concluir que as relações comerciais e políticas dos Estados Unidos com os países da América Latina podem sofrer consideráveis impactos, uma vez que declarou publicamente a intenção de construir um muro na fronteira com o México, executar uma deportação em massa de imigrantes ilegais e aumentar o protecionismo comercial, dentre outras medidas que podem ser consideradas extremas.
    Se confirmada a deportação de imigrantes, a economia da América Latina poderá sofrer impactos negativos nas relações de comércio internacionais, uma vez que os imigrantes norte americanos contribuem com, em média, 65 (sessenta e cinco) bilhões de dólares com a economia dos países de origem. Por essa razão, é gerada uma insegurança nas relações internacionais.
    Além disso, definiu o NAFTA como o pior acordo de livre comércio já assinado na história, e Chegou, ainda, a falar em impor uma tarifa de 35% (trinta e cinco por cento) para as importações dos vizinhos parceiros.
    Para Michael Shifter, presidente do Diálogo Interamericano: “Ele tem uma margem de decisão como presidente, mas também há questões em que é muito limitado o que pode fazer, como a questão das tarifas ou compromissos de recursos. Tem que ser uma decisão do Congresso.”
    As meras declarações de Trump não são suficientes, portanto, para esperar impactos tão expressivos nas relações internacionais, uma vez que grande parte de suas decisões necessitam de aprovação do congresso.

  2. O que muitos temiam na América Latina é agora uma realidade: o magnata Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos. Mal começou o governo do novo presidente e já podemos notar posturas menos sensibilizadas por parte do governo no que tange à luta de minorias por reconhecimento, valoração ao protecionismo econômico extremo e inconsequente, mudança de postura com relação à ONU, etc. O que mais me preocupa é que caso ele se mantenha fiel às suas propostas e promessas de campanha, tem tudo para provocar severas turbulências em todo o planeta. Essas turbulências, caso ocorram, podem afetar demasiadamente a América Latina. Com toda certeza, não serão apenas os norte americanos que sofrerão o impacto de ter um presidente radical no comando de uma grande economia. Desta forma, embora tenha torcido bastante para que ele não chegasse ao poder, hoje, pensando em todo o globo terrestre, torço para que o governo de Trump não seja um caos e não provoque tantas turbulências quanto eu imagino que provocará.

  3. A vitória do empresário Donald Trump na corrida presidencial americana nos trouxe várias incertezas. Dentre elas, a de cogitar-se um agravamento no cenário de política externa de um país que historicamente ignora os direitos humanos (como por exemplo nas incursões e envolvimento na Guerra Civil da Síria, apoiadas pelo “amado” e espantosamente vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama). O que conhecemos hoje como Direito Internacional Público pode ser reduzido às cinzas se as promessas do bilionário americano forem cumpridas. Se Barack Obama já conseguiu transformar a Síria em uma “mini” terceira guerra mundial, o que podemos esperar de Trump? Estaremos nós a beira de um colapso mundial? Acredito que só nos resta torcer para que sua influencia política seja menor que o alcance de suas palavras (e do dinheiro, é claro).

  4. A escalada do atual presidente Donald Trump ao poder nos EUA à muitos gera dúvidas quanto as posições que tomará em relação aos países latinos e aos concorrentes industriais.
    Especulações de uma possível saída da OMC e até mesmo ameaças as montadoras de veículos que recentemente possuíam projetos de construir fábricas no México para exportar aos americanos, sobretudo, criaram um receio enorme quanto a posição que adotará o novo presidente da nação detentora da maior economia do mundo em relação aos vizinhos.

    Como visto no vídeo, os empresários Brasileiros e os diplomatas não demonstraram motivos para se preocupar. Realmente, a relação Brasil — EUA é forte, tanto comercialmente como culturalmente além de ser de longa data. Certamente, um só homem não pode ser maior que um país, por outro lado, as relações diplomáticas são sensíveis em todos os seus pormenores fatores, principalmente culturais e de orgulho.

    A cautela e principalmente a continuação na reunião de informações feita pelos diplomatas brasileiros será de grande ajuda neste período pelo vamos enfrentar um capitalista feroz no poder.
    Para a economia, talvez seja o melhor presidente da história. Para os direitos humanos, e principalmente para a cooperação entre as nações já não é possível prever oque vai acontecer.

  5. O Governo Trump, com suas declarações polêmicas e extremas, traz muitas dúvidas quanto sua posição nas relações internacionais. O cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, James Story, opinou favoravelmente sobre a manutenção de uma boa relação dos dois países, por considerar que ambos têm muito em comum e possui uma relação respeitosa e profunda. Para o ex-embaixador do Brasil, Roberto Abdeur, campanha é diferente do governo, afirmando que o Trump presidente será razoavelmente diferente do Trump candidato, que como presidente da república, ele será mais comedido e moderado, já que suas ações trarão ônus e consequências ao seu país e, até mesmo, a outros países.
    Fato é que não se pode dizer com certeza o que se esperar, principalmente em relação a países latino-americanos. Trump já se posicionou contraria a imigração, falando até mesmo em exportação. Sabemos que isso traz conflitos entre as relações internacionais, e parece que atual presidente norte-americano não está se preocupando muito com essa temática.
    Ao fim, resta torcer para que se concretize o otimismo dos agentes do direito internacional, e que Brasil e Estados Unidos continuem a manter uma boa relação, visto a influência do último no cenário mundial.

  6. Uma coisa é o Trump candidato, outra coisa, é o Donald Trump presidente. Creio que o Donald Trump possa ter dificuldades em implementar suas propostas, já que algumas delas terão que ser aprovadas pelo Congresso, mesmo com maioria republicana. Ele tem muita restrição interna com os republicanos. Entretanto, mesmo que Trump não consiga levar adiante suas promessas de campanha, há um efeito simbólico de sua eleição que não pode ser ignorado: só o fato de ser eleito e de representar uma boa parte das pessoas conservadoras no país, isso tem um efeito simbólico importante para pensarmos como fica a situação daquele imigrante que estará vivendo em um país governado pelo Trump. Acredito que ele não vai ligar muito para o que vai acontecer daqui a cinco anos, ele vai querer mostrar que conseguiu fazer os Estados Unidos crescer.
    Trump atraiu o voto de eleitores que tem a esperança de que ele reative a indústria americana, o que pode ser uma tarefa muito difícil. Em termos de política econômica, o republicano vendeu a ideia de que irá aumentar o crescimento, o que implicaria em uma expansão monetária e uma menor preocupação com a inflação. Ele nunca falou nada a favor da estabilidade econômica. Acredito que Trump terá o desafio de legitimar o seu governo em relação à política econômica. Ele terá de mostrar para os mercados globais que ele é um presidente viável para governar os Estados Unidos, que ele vai levar estabilidade. Isso significa que o 45º presidente dos EUA terá de realizar uma série de visitas diplomáticas para provar que sua política econômica irá funcionar. Então, o que esperar o governo Trump? Aguardemos. A tarefa não será fácil em um mundo instável do ponto de vista político e econômico.Conseguir legitimar um governo que foi construído com propostas diferentes, em um momento de crise política e econômica dentro de um grande mercado como o europeu e o britânico será um problema maior para o Trump do que seria para a Hillary.

  7. A eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos foi imprevisível e alarmante. Um dos cargos mais poderosos do planeta ser ocupado por uma personalidade tão controversa como Trump gera várias incertezas para o futuro, incertezas essas que se refletem no Brasil e no mundo. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China, e tal enlace econômico pode ser alterado por Trump. O novo presidente pretende preservar empregos no país e reduzir o déficit americano nas transações com o resto do mundo. Essas medidas já denominadas como “Efeito Trump” impactariam de forma negativa na economia. Segundo as Teorias da Dependência das Relações Internacionais, o mundo capitalista é marcado por uma divisão clara entre nações “desenvolvidas”, como os Estados Unidos, contra nações “subdesenvolvidas” e dependentes, como o Brasil. Com esta divisão, o sistema capitalista mundial impede que as nações periféricas alcancem um nível de desenvolvimento maior. Tal situação caminha para que a hegemonia política e econômica de certos países se perpetuem, e este é o caminho imperialista e preocupante que Trump ambiciona seguir.

  8. A relação entre o Brasil e os Estados Unidos poderá ser afetada com a entrada de Donald Trump no poder em 2017. Então o que pode se esperar do governo segundo diplomatas e empresários que tem lações econômicos, culturais comerciais é que o governo americano dê incentivo ao desenvolvimento do Brasil, pois se melhorarmos a produção, melhoraremos o consumo nos EUA devido a forte relação econômica. O Governo Republicano tende a defender o livre comércio e se opor a medidas protecionistas, por isso um país como o Brasil se beneficia com este tipo de relação, se Trump resolve-se mudar sua política para defender apenas o interesse local afetaria o Brasil. Visto que ele se mostrou altamente protecionista, mesmo de governo republicano, pode acarretar as relações com países como o Brasil.
    Trump afirma que protegerá os imigrantes legais e que favoreceria os brasileiros dentro do país. Ao contrário do ex presidente Barack Obama, ao tentar ajudar, com políticas, os imigrantes ilegais, Trump faz queixas ameaçadoras destes. Além disso, Trump já citou que o Brasil tenta tirar vantagens injustas dos Estados Unidos. Para estudiosos, já que Trump não se manifesta muito sobre o Brasil, provavelmente não irá mudar muita coisa.

    • A relação entre o Brasil e os Estados Unidos não tem de ser necessariamente afetada com a entrada de Donald Trump no poder em 2017. O que pode se esperar do governo segundo diplomatas e empresários que tem lações econômicos, culturais comerciais é que o governo americano dê incentivo ao desenvolvimento do Brasil, pois se melhorarmos a produção, melhoraremos o consumo nos EUA devido a forte relação econômica. O Governo Republicano tende a defender o livre comércio e se opor a medidas protecionistas, por isso um país como o Brasil se beneficia com este tipo de relação, se Trump resolver mudar sua política para defender apenas o interesse local afetaria o Brasil. Visto que ele se mostrou altamente protecionista, mesmo de governo republicano, pode acarretar as relações com países como o Brasil.
      Trump afirma que protegerá os imigrantes legais e que favoreceria os brasileiros dentro do país. Ao contrário do ex presidente Barack Obama, ao tentar ajudar, com políticas, os imigrantes ilegais, Trump faz queixas ameaçadoras destes. Além disso, Trump já citou que o Brasil tenta tirar vantagens injustas dos Estados Unidos. Para estudiosos, já que Trump não se manifesta muito sobre o Brasil, provavelmente não irá mudar muita coisa.

  9. Espera-se que o Brasil estabeleça boas relações com o governo Trump. Afinal, historicamente, Brasil e EUA tem mantido uma relação que vai além do indivíduo, o compartilhamento de valores e princípios é ideal para isso, como foi dito no vídeo por Liliana Ayalde, embaixadora dos EUA no Brasil. Sendo assim, em termos de política econômica, o republicano vendeu a ideia de que irá aumentar o crescimento, o que implicaria em uma expansão monetária e uma menor preocupação com a inflação. Mas, apesar da parceria comercial entre os países ser grande, isso pode se alterar com as novas propostas do presidente. Dentre as propostas de Trump, estão a extinção o acordo da Parceria Transpacífica – em seu lugar, ele pretende fazer acordos bilaterais com alguns dos países para levar as indústrias aos Estados Unidos e, assim, gerar mais empregos. Além disso, Trump pretende reformular o acordo do NAFTA (EUA, Canadá e México). Tal ação, afetaria negativamente a economia, havendo uma elevação das taxas e maior necessidade de imigrantes para mão-de-obra. É importante ressaltar também, que o protecionismo de Trump também afetará nossa exportação de soja e carne para os Estados Unidos. Essas consequências negativas atingirão a economia do mundo todo, principalmente, dos países que mais dependem dela, os emergentes.

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