Um recado sobre o clima para Trump


Postado em 11/01/2017 por Felipe Poli Rodrigues

Postado originalmente em 11/01/2017

Mais de 540 empresas e 100 investidores – desde corporações emblemáticas da lista Fortune 500 a pequenas empresas familiares – estão pedindo ao governo Trump e ao novo Congresso que apóiem políticas para acelerar um futuro com baixas emissões de carbono para combater as mudanças climáticas.

Entre os signatários estão nomes conhecidos do grande público, como Nike, L’Oreal, Levi’s, Starbucks, Gap, Hilton, Johnson & Johnson e Unilever, e grandes corporações multinacionais como DuPont, General Mills, Hewlett Packard Enterprise, IKEA, Kellogg Company, Mars Incorporated , Pacific Gas e Electric, Schneider Electric, Sealed Air e VF Corporation, entre outros. Juntas, elas representam uma receita anual de quase US$ 1,15 trilhão, estão sediadas em 44 estados e empregam cerca de 1,8 milhão de pessoas.

A declaração destaca que o apoio a uma economia com baixas emissões de carbono é mais forte do que nunca: quase metade das empresas listadas na Fortune 500 têm metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, utilizar energia renovável e / ou aumentar a eficiência energética.

Mais da metade desses signatários divulgou uma declaração de apoio ao Acordo Climático de Paris na COP22 em Marrakech em novembro. O número de signatários quase dobrou em apenas 60 dias desde então e espera-se que mais companhias e investidores assinem nas próximas semanas e meses. Agora, eles reafirmam seu “profundo empenho” em lidar com as mudanças climáticas e se comprometeram a fazer a sua parte – em suas próprias operações e além – para “cumprir os compromissos do Acordo Climático de Paris de uma economia global que limita o aumento da temperatura global bem abaixo de dois graus Celsius”.

“É imperativo que as empresas tomem um papel ativo no cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Acordo Climático de Paris”, disse Anna Walker, Diretora Sênior de Política Global e Advocacy da Levi Strauss & Co. “Será fundamental que trabalhemos juntos para garantir que os EUA mantenham sua liderança climática, garantindo, em última instância, a prosperidade econômica de longo prazo de nossa nação “.

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Especificamente, os signatários estão convidando os líderes eleitos dos EUA a apoiarem fortemente:

* A continuação das políticas de baixo carbono para que os EUA possam cumprir ou exceder os compromissos nacionais já assumidos.

* O investimento em uma economia de baixa emissão de carbono no país e no exterior, a fim de dar aos decisores financeiros clareza e aumentar a confiança dos investidores.

* A continuação da participação dos EUA no Acordo Climático de Paris, a fim de fornecer a direção de longo prazo necessária para limitar o aquecimento global.

“Com dezenas de bilhões de dólares de investimentos em energia renovável nos EUA neste ano, e muito mais globalmente, a questão para a liderança política norte-americana é se eles querem aproveitar esse impulso e seu potencial de crescimento econômico”, disse Jonas Kron, Vice-presidente da Trillium Asset Management. “É extremamente importante perceber que esta é uma oportunidade que os legisladores nacionais também podem aproveitar, e não só os líderes nacionais”. Juntos, os investidores signatários gerenciam mais de US$ 2 trilhões em ativos e incluem instituições líderes como o Fundo de Aposentadoria do Estado de Nova York, o Sistema de Aposentadoria de Professores da Califórnia (CalSTRS), Westpath Benefits and Investments, além da Trillium Asset Management.

“A Unilever continua empenhada em lidar com as mudanças climáticas e implementar práticas comerciais que apóiem uma economia de baixo carbono”, disse Kees Kruythoff, presidente da Unilever North America. “Continuamos a apoiar e seguir o Acordo de Paris e a meta global da Unilever de ser carbono positiva até 2030”.

A íntegra da declaração de apoio, a lista de signatários e um mapa interativo mostrando o quão generalizado é o apoio das empresas nos EUA podem ser encontrados em www.lowcarbonusa.org.

Fonte: Envolverde

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2 respostas em “Um recado sobre o clima para Trump

  1. É interessante perceber que grande parte dos funcionários de confiança que a administração do novo presidente americano Donald Trump, defende publicamente que o efeitos estufa, bem como seus efeitos para o meio ambiente global, não são verídicos, sendo que as consequencias até agora recebidas se dão pelo fato de leves alterações do clima em virtude do tempo.

    Este meio industrial que refuta a idéia de adequação dos meios de produção, objetivando um menor impacto dos processos industriais, em detrimento de uma menor margem de lucro, poderá levar toda a humanidade, a enfrentar grandes desastres ambientais em vista desta gigantesca ganância.

    A corajosa atitude deste grupos de companhias e investidores ao defender uma alternativa industrial que se adeque as demandas ambientais e louvável em vista do possivel descho desastroso desta nova administração americana que objetiva unicamente o aumento da produção industrial, a qualquer preço.

  2. Desde antes de sua campanha, Donald Trump já gerava controvérsia ao falar de temas científicos e ambientais. Sua afirmação de que o aquecimento global é uma invenção da China foi uma das mais polêmicas. Agora, em pouco tempo como presidente dos Estados Unidos, ele tem mostrado que não estava para brincadeira. Em uma de suas ações mais recentes, ele assinou uma lei que desfaz as regulações à exploração de carvão no país. As decisões de Trump caminham em direção aposta aos pedidos de mais de 450 empresas que estão pedindo ao governo Trump e ao novo Congresso que apóiem políticas de baixas emissões de carbono para combater as mudanças climáticas.
    O cenário é o pior possível, Trump é o presidente errado na hora errada. Além disso, o presidente declarou apoio a desregulamentação para facilitar a expansão do gás de xisto e por novas explorações de petróleo. E é a favor da construção de um oleoduto polêmico ligando os EUA e o Canadá. Contudo, participantes da COP em Marrakesh estão tentando manter o otimismo. “O mundo vai continuar. Trump não poderá negar os benefícios que a economia limpa trazem para o país. E aqui os outros países devem manter seus compromissos”. Afinal, ele agora é presidente de todos os americanos. E terá que se conciliar com a realidade. Campanha é uma coisa, governo é outra.

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