Balanço da economia brasileira


Publicado originalmente em: 09/12/2016

Nossa economia está enfrentando pela primeira vez dois anos seguidos de queda no nível de atividade. No ano passado, tivemos uma retração de 3,8% e a projeção para 2016 não é nada animadora: analistas esperam um “tombo” de 3,22% até o final do ano. Por trás desses números negativos estão o aumento do desemprego a cada trimestre e a dificuldade do brasileiro em consumir produtos básicos e fazer investimentos de longo prazo. O que é preciso fazer para sair dessa recessão histórica? Como gerar empregos? Qual a influência da crise política que atravessamos sobre os resultados econômicos? A aprovação da PEC do teto dos gastos pode solucionar todos os problemas da nossa economia? Essas são dúvidas de muitos brasileiros e é o que será discutido nesse debate, com um balanço da economia brasileira em 2016 e algumas projeções para 2017.

Sala Debate

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2 respostas em “Balanço da economia brasileira

  1. O PIB brasileiro sofre queda gradual há dois anos consecutivos, que tem como agravante o crescimento rápido da dívida pública em relação ao PIB. Ressalta-se que, há três anos, o endividamento do Brasil era inferior a 52% (cinquenta e dois por cento) do PIB. Hoje, a relação dívida-PIB está próxima de 72% (setenta e dois porcento), é portanto, um crescimento considerável da dívida pública.
    Preocupados com o desequilíbrio entre despesa e receita, determinados políticos entendem como urgente o controle dos gastos públicos, por entendem o ajuste fiscal desnecessário, por considerarem a carga tributária elevada, que é em torno de 33% (trinta e três por cento) do PIB.
    É por essa razão, que Estados como o de Minas Gerais decretaram estado de calamidade.
    Conforme observa Marcelo Zero, nem a União Eurpéia tomou uma medida tão extrema: “No caso da União Europeia, que impõe hoje uma política de austeridade bastante contestada, não se verifica tamanha rigidez. De fato, a União Europeia criou o Tratado sobre a Estabilidade, Coordenação e Governação, também conhecido como Pacto Fiscal ou Tratado Orçamental, o qual impõe compromisso com a busca de um “saldo orçamental” que não supere -0,5% do PIB. Mas esse saldo é obviamente referenciado ao desempenho do PIB, o que não ocorre com o PEC 241, e “estrutural”, ou seja, deduzem-se de seu cálculo os efeitos da recessão sobre as receitas.”
    A lei de responsabilidade Fiscal pode ser considerada suficiente à solucionar a crise, nos dizeres do referido autor. De certo, a fixação de teto com os gastos públicos, só representa a adoção de um governo ultraneoliberal, o que pode significar violação de garantias constitucionais à população mais vulnerável.

  2. https://neccint.wordpress.com/2017/01/17/o-que-esperar-do-governo-trump-segundo-diplomatas-e-empresarios/#comment-38163

    De acordo com a entrevista é nítida a atual situação econômica do País, ou seja, queda no nível de atividade, que vem causando muita preocupação à toda parcela da população que depende do seu próprio trabalho para garantir seu sustento. Sejam empregados ou empresários, estão todos preocupados com os rumos que nossa economia vem tomando nos últimos tempos. Essa preocupação com o balanço da economia brasileira, vem fazendo com que empresários adiem investimentos e novos empreendedores aguardem momentos menos incertos para iniciar seus projetos. Como em todo momento de incerteza, uma certa dose de pânico se confunde com a frieza dos números e por isso é importante termos uma visão real do que está acontecendo. Os números não deixam dúvidas sobre a gravidade, muito embora o governo tente mascarar a crise com interpretações convenientes e a negação dos dados captados pelas diversas consultorias econômicas, instituições de classe e até mesmo das próprias agências e órgãos governamentais. A atual situação econômica do Brasil é tecnicamente de estagnação. A crise econômica de 2016 não é mais apenas uma hipótese e consta como fato em toda pauta de reunião de empresários do país e também fora dele. Acreditar em mais uma história sobre “marolas” é negar a realidade econômica do país e abrir a porta para o fracasso. É claro que, como em toda situação de incerteza, uma certa dose de pânico acaba se instalando. Esse também não é o caminho para a solução do problema, pois em momentos de histeria, decisões precipitadas podem também acabar destruindo o seu negócio.

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