Como foi 2016 para as mulheres?


Publicado em 29 de dez de 2016

Em 2016, mulheres participaram de negociações pela paz, combateram a violência e superaram estereótipos. A luta pela igualdade de gênero continua em 2017.

 

Fonte: ONU BR

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3 respostas em “Como foi 2016 para as mulheres?

  1. O combate à desigualdade de gênero é um dos maiores desafios para as mulheres de todo o mundo. Nos últimos anos têm aumentado o número de mulheres que estão cada vez mais conscientes do seu papel na sociedade e da necessidade de se desconstruir o machismo enraizado nessa. No entanto, apesar da evolução conseguida em termos de igualdade entre homens e mulheres socialmente, o caminho a ser percorrido para a mudança, ainda é longo e turbulento. O número de mortes de mulheres, pelo fato de serem mulheres (feminicídio) ainda é alto e preocupante, salários pagos a mulheres continuam sendo menores que aqueles pagos a homens que desempenham a mesma função e possuem a mesma formação técnica. Recentemente houve um retrocesso mundial em termos de combate a violência contra a mulher, mais especificamente em relação à violência doméstica contra a mulher, em que a Rússia aprovou a descriminalização de tal conduta. Tal fato, muito desanimador e triste não deve ser encarado com conformismo, mas sim enfrentado para que haja uma possível mudança.

  2. Apesar do crescimento da participação feminina, nas tomadas de decisões de considerável relevância na sociedade, quando observado o contexto internacional em dados fornecidos pelo Fórum Econômico Mundial, ainda é expressiva a desigualdade entre gênero no contexto mundial.
    Verificando índices do Fórum Econômico Mundial, verifica-se que a equiparação entre os sexos poderá ocorrer somente daqui a mais de 100 anos, em 2133.
    Conforme o mesmo instituto, o Brasil, em 2015, caiu 14 ( quatorze) posições no ranking mundial de desigualdade de gênero, passando de 71º em 2014 para 85ª, o que se justifica pelo aumento da desigualdade salarial entre homem e mulher.
    Além dos dados de cunho eminentemente econômico, é necessário se atentar à ineficácia das políticas de prevenção à violência contra a mulher, cujos dados fornecidos pelo instituto AVON, demonstram qu 3 a cada 5 mulheres já sofreram violência de em seus relacionamentos amorosos.
    É necessário, portanto, a efetivação das políticas públicas, com a implementação de políticas afirmativas suficientes para acelerar o processo de erradicação da desigualdade de gênero e proteção à mulher.

  3. Muito embora, esteja-se em pleno século XXI, ainda não é possível dizer que a mulher se encontra socialmente em igualdade de condições com o homem. É inquestionável que houve inúmeras conquistas e que a situação de jugo do homem sobre a mulher diminuiu consideravelmente, mas, não se pode afirmar que homens e mulheres são iguais perante a lei material e formalmente.
    Atualmente há mulheres nas forças armadas, e em cargos de gerência em multinacionais, e muitas das vezes suas carreiras não atingem os postos mais elevados. Elas estão competindo, em todas as carreiras, com os homens, por um lugar ao sol no mercado de trabalho, mas a média de salários das mulheres (em determinados casos) são bastante inferior à dos homens, ainda que ocupantes dos mesmos cargos e isso fere grotescamente a garantia do art. 5º, CF/88, acima mencionado.
    A atual Constituição da República assegura igualdade de direitos para os homens e mulheres, todavia, não basta que haja uma regra positivada, é necessário a mobilização da máquina estatal com políticas afirmativas e programas de igualdade entre os gêneros para que a isonomia torne-se norma real, fática e em pleno vigor.
    É dever do poder legislativo tutelar esses direitos que ainda não são integralmente respeitados. Se o Legislativo não se manifesta, e o Executivo é omisso, cabe ao Judiciário, o poder fiscalizador, interpor decisões que assegurem esses direitos fundamentais.
    “Quando esse dia chegar, é bem possível que as crianças comecem a achar ridícula a história da Cinderela e seu príncipe encantado, pois não mais haverá necessidade de que um homem forte e poderoso proteja a frágil mulher”.

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