VÍDEO: ONU convoca governos e pais a proteger crianças intersex


As pessoas intersex nascem com características sexuais que não se encaixam nas definições típicas do sexo masculino e feminino. Em muitos países, as crianças intersex são submetidas reiteradamente a cirurgias e tratamentos para tentar mudar suas características sexuais e sua aparência, causando terrível dor física, psicológica e emocional – e violando os seus direitos. Crianças intersex não precisam ser “consertadas”; elas são perfeitas assim como elas são!

Publicado originalmente em

 

Fonte: ONU BR

5 respostas em “VÍDEO: ONU convoca governos e pais a proteger crianças intersex

  1. Este vídeo exposto pela ONU, introduzindo a problemática dos abusos médicos diante do causídico do nascimento de pessoas intersex, vem para informar aos governos a necessidade de protegê-las. Pois, é evidente que a tão famosa heteronormatividade não pode afetar diretamente no crescimento, no pensamento, no aspecto físico, no desenvolvimento cultural e psicológico de uma criança intersex, fazendo com que qualquer pessoa possa a vir a optar a qual sexo o intesex deva pertencer, ao não ser ela mesmo. Este tipo de procedimento médico invasivo aos recém nascidos só afetam de forma negativa aos seus direitos, por não lhe conferirem a percepção da autonomia da vontade privada, o respeito a dignidade da pessoa humana,ao direito de uma vida saudável e livre desenvolvimento da personalidade.

  2. Neste vídeo a ONU, uma organização internacional que visa a paz e o desenvolvimento social, demostra o quão alinhada está com a proposta de não preconceito e aceitabilidade. A ONU como uma organização internacional tem grande influência sobre os seus países membros e isso demostra uma política e um incentivo a ações que reafirmem o tema. A temática do intersex deve sim ser trazida a baila para que sejam quebrados vários tabus sociais existentes que acabam por desencadar o desconhecimento e o preconceito. É louvável a atitude de uma organização internacional deste calibre em abarcar está discussão de forma tão singela e amorosa.

  3. A Organização das Nações Unidas, vem através desse vídeo trazer uma reflexão sobre a situação de crianças intersex no mundo, visando um melhor tratamento para estas. Tendo em vista o sofrimento psicológico e físico que muitas dessas crianças sofrem, por terem essa condição, há a necessidade de ampliação dos seus direitos, trazendo para estas e suas famílias uma melhor qualidade de vida, sem discriminação e preconceitos. Crianças intersex devem ter seus direitos garantidos, direito de escolha futura em relação ao seu corpo e opção sexual. A ONU com essa iniciativa mostra aos países que o tema é de suma importância e deve ser alvo de discussão para que essa parcela de pessoas possa ser protegida da melhor maneira possível. A criação de leis que resguardam essas crianças já foi adotada por alguns países, mas o Brasil hoje não tem nenhum tipo de proteção a essas crianças. É algo que deve ser observado pelos governantes, pois trata-se de um tema de grande relevância tanto no Brasil como no mundo.

  4. As crianças em situação de intersexo, nascem com alguma variação de caracteres sexuais e/ou reprodutivos que dificultam a identificação de um indivíduo como totalmente feminino ou masculino. Esta situação pode expressar dúvida sobre o sexo da criança e sobre a forma de criá-la. Desde o momento da notícia até os cuidados ao longo do desenvolvimento de uma criança com intersexualidade, exigem muita dedicação e compreensão daqueles que lidam com ela. O manejo clínico da intersexualidade é bastante complexo, o atual debate em boa parte dos países ocidentais sugere, para além das controvérsias existentes no campo, falta de consenso entre seus diferentes atores no tocante à sua própria definição, não obstante as contribuições dos mais recentes estudos científicos. O que mais compromete as crianças intersex é a dificuldade com que a sociedade as observa e consequentemente, julga.

  5. Devemos conceber a “prisão a um gênero” como uma construção social. Um bebê não traz consigo, além do órgão genital, nenhuma característica externa que signifique um sexo ou outro. A construção do gênero se dá no bojo social, seja pelo nome, pelas roupas, pelas fantasias familiares a respeito da criança, pelos brinquedos e pelas representações sociais que nós, enquanto comunidade, projetamos a um novo ente social que, desde o nascimento, deve responder não às próprias demandas, mas à imposições externas. É mister desmistificar o imaginário social que impõe uma relação natural entre ser homem (sexo) e sentir-se homem (gênero) ou ser mulher (sexo) e sentir-se mulher (gênero).
    Entendo que as ciências – medicina, biologia, psicologia- ajudam a estigmatizar. É preciso agasalhar a ciência positiva com outros conhecimentos que considerem as culturas não pelas comparações – porque deste modo ainda há uma hierarquização – mas por suas idiossincrasias, e que o debate não seja feito de fora pra dentro, como me sugerem algumas campanhas da ONU, mas uma discussão dentro das culturas. Em suma, é preciso estudar as culturas, dialogar com seus representantes, entender a temática não de forma isolada, mas de maneira relacional, pois ao abordar o preconceito sobre os sujeitos transexuais/ intersexuais, devemos criar espaços para discutir os preconceitos de gênero, de culturas, de raça e de credos.
    Considerando a contribuição da psicanálise freudiana, poderíamos afirmar que a tanto a masculinidade quanto a feminilidade “são pontos de chegada e não de partida”, recusando as amarras biológicas como determinantes das escolhas.

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