ONU: países têm que aprender a lidar com diversidade e garantir direitos de refugiados e migrantes


Publicado Originalmente: 19/09/2016

Reunidos nesta segunda-feira (19) para a abertura da cúpula que debateu a atual crise de refugiados e migrantes, dirigentes de organismos das Nações Unidas criticaram a retórica xenofóbica que coloca essas populações de pessoas deslocadas em situações ainda mais vulneráveis.

São tendências anti-imigração que levaram à “cruel ironia de que os que fogem do terro e do conflito estão sendo eles mesmos acusados de terrorismo e criminalidade”, lamentou o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing.

Segundo o chefe da agência, migrações são inevitáveis, necessárias para o crescimento das economias e desejáveis quando as políticas são responsáveis e humanas. “Conseguir isso vai exigir mudar a narrativa tóxica sobre migração e aprender a lidar com a diversidade cultural, étnica e religiosa”, destacou Swing.

Ainda nesta segunda (19), a OIM se tornou uma agência das Nações Unidas, após assinatura de acordo entre representantes de ambas as partes. E os Estados-membros da ONU adotaram a Declaração de Nova York, documento que contém uma série de compromissos inéditos pelos direitos dos migrantes e refugiados.

Já o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, alertou que a necessidade de convocar uma cúpula como a desta data vem do fracasso da comunidade internacional em garantir direitos de refugiados e migrantes.

“É vergonhoso que vítimas de crimes abomináveis devam sofrer ainda mais por causa de nossos fracassos em lhes dar proteção”, destacou. Segundo o dirigente, preconceitos e farsas têm colocado obstáculos no trabalho dos que defendem a dignidade de populações deslocadas.

Também presente, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, chamou atenção para os riscos enfrentados por mulheres e meninas migrantes e refugiadas. A dirigente cobrou dos Estados-membros políticas nacionais específicas para lidar com esses perigos e preservar os direitos do público feminino.

Mlambo-Ngcuka também representou o Grupo sobre Migração Global, que completou dez anos em 2016. A mensagem da entidade para a cúpula ressaltou as contribuições positivas de mulheres estrangeiras para a cultura e a economia dos países que as acolhem.

Yury Fedotov, diretor-executivo do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), enfatizou que a comunidade internacional não pode permitir que criminosos façam da maior crise de refugiados uma oportunidade de negócios. Ele pediu que Estados-membros combatam o tráfico humano e o atravessamento ilegal de migrantes.

“É, acima de tudo, uma questão de respeito (pelo outro). Qualquer pessoa em deslocamento tem direito a proteção”, afirmou.

Fedotov lembrou que 156 países tipificam o crime de tráfico humano, mas a aplicação da lei continua sendo um enorme desafio. “Para que a justiça seja feita, Estados precisam respeitar sua própria lei”, disse.

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, destacou que está atuando junto a parceiros para fortalecer iniciativas de criação de empregos para refugiados. Para o chefe do organismo financeiro, intervenções precoces podem ter um impacto na resolução de problemas envolvendo fluxos de deslocamento forçado. Dados apontam que metade do número total de refugiados estão em tais circunstâncias há menos de quatro anos.

O alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, participou da cúpula e elogiou a adoção pelos Estados-membros da ONU da Declaração de Nova York, um “compromisso político com força e ressonância sem precedentes”. Saiba mais sobre o documento e sua importância aqui.

FONTE: ONU

7 respostas em “ONU: países têm que aprender a lidar com diversidade e garantir direitos de refugiados e migrantes

  1. A presente reportagem discorre sobre a cruel realidade que enfrenta as famílias que vivem em zona de conflito, em sua maioria, em países de cultura árabe. Infelizmente, com um crescimento vertiginoso de atentados terroristas, esses imigrantes sofrem um preconceito cultural. Cabe ressaltar que a situação dos países que recebem os refugiados é árdua e complicada, pois identificar os imigrantes que realmente estão fugindo de uma zona de guerra tem se tornado uma difícil missão. É cediço que terroristas cientes da situação de migração em massa para países do ocidente aproveitam para usar essa passagem para realizar a prática de seus atos violentos. Todavia, a ação terrorista de poucos não faz jus a xenofobia praticada contra seres humanos que sofrem em deixar sua casa e cultura para trás em busca de um ambiente seguro e confortável para suas famílias. Os Estados sabendo que erraram com os refugiados adotaram a Declaração de Nova York para resguardar os direitos dos refugiados que não podem ser julgados por pura e simples discricionariedade cultural, antes, deve-se proteger vítimas de crimes hediondos. Assim, o adimplemento da declaração de Nova York vinculam os países a programar projetos de reassentamento familiar dos refugiados, além disso, os países de rendas superiores tem a responsabilidade de prover o financiamento às operações humanitárias.

  2. A adoção pelos Estados-membros da ONU da Declaração de Nova York representa um grande avanço para os direitos e liberdades de todos os seres humanos. O fluxo de pessoas, que partem principalmente da Síria e norte da Africa está aumentado a cada ano. Muitas dessas pessoas estão usando rotas perigosas e arriscando suas vidas para chegar em países da União Europeia. Os relatos de acidentes sofridos por esses migrantes, como por exemplo o Naufrágio nos arredores da ilha Lampedusa onde morreram cerca de 800 pessoas, são muito preocupantes. Além disso sobreviventes narram violência e abusos cometidos por traficantes de pessoas. A União Europeia também tem tido seus problemas no plano econômico, o que dificulta ainda mais a situação. A Grécia tem tido muita dificuldade em receber esses migrantes devido à sua própria condição. Contudo é importante que os países e a ONU não deixem esses migrantes de lado e continuem à criar medidas de apoio.

  3. Estamos diante de um dos maiores desafios do séculoXXI.
    Levados pelos recentes e costumeiros ataques suicidas de terroristas, os países mais ricos da europa colocam os migrantes no mesmo “balaio”, fato que dificulta os entendimentos para aceitaçao dos refugiados.
    Sabemos que falta boa vontade politica e esforço para que os refugiados sejam tratados com maior dignidade. Atraves de várias reuniões e encontros internacionais “a passos de tartaruga” o tema migraçao vem caminhando, hora mais rápido , hora parado, pois como dito, verdadeiros “bandidos” infiltrados como migrantes, saqueiam, roubam e estupram como se fosse terra de ninguém.
    É necessário uma intervensão mais efetiva a fim de localizar prender e julgar tais perturbadores da ordem social.
    Nao bastasse a humilhaçao sofrida em seus países de origem, os refugiados são levados como “ovelhas mudas ao matadouro” e aguardam infindavel espera no intuito de sua aceitaçao, isto quando não são aceitos no “ceu” de forma precoce.
    Falta um enorme e quase utopico caminho a ser percorrido mas devemos ter esperanças.
    A esperança dos refugiados renasce (novamente), com a aceitaçao dos 193 países membros da ONU, para cumprir a carta de Nova Yorque que, na opinião dos mais renomados cientistas políticos, é mais uma excelente tentativa de livrar nossos irmãos dos famigerados acampamentos ou do “corredor da morte” onde infelizmente os refugiados se encontram hoje.

  4. Remontando ao termino da segunda guerra mundial onde Alemanha, França e Inglaterra incentivaram uma imigraçao em massa com fulcro a ilidir da história a eliminaçao de raças que até então teria sido perseguidas e eliminadas9. Cerca de 10 milhões de Judeus e ” defeituosos” entre outas raças tidas como inferiores foram aniquiladas.
    Na real situaçao dos refugiados, percebemos que aqueles que tiveram as portas abertas são os mesmos (na decedencia), que estão fechando estas mesmas portas que outrora foram abertas.
    Os refugiados são taxados como terroristas e barderneiros enquanto que pais deEstamos diante de um dos maiores desafios do séculoXXI.
    Levados pelos recentes e costumeiros ataques suicidas de terroristas, os países mais ricos da europa colocam os migrantes no mesmo “balaio”, fato que dificulta os entendimentos para aceitaçao dos refugiados.
    Sabemos que falta boa vontade politica e esforço para que os refugiados sejam tratados com maior dignidade. Atraves de várias reuniões e encontros internacionais “a passos de tartaruga” o tema migraçao vem caminhando, hora mais rápido , hora parado, pois como dito, verdadeiros “bandidos” infiltrados como migrantes, saqueiam, roubam e estupram como se fosse terra de ninguém.
    É necessário uma intervensão mais efetiva a fim de localizar prender e julgar tais perturbadores da ordem social.
    Nao bastasse a humilhaçao sofrida em seus países de origem, os refugiados são levados como “ovelhas mudas ao matadouro” e aguardam infindavel espera no intuito de sua aceitaçao, isto quando não são aceitos no “ceu” de forma precoce.
    Falta um enorme e quase utopico caminho a ser percorrido mas devemos ter esperanças.
    A esperança dos refugiados renasce (novamente), com a aceitaçao dos 193 países membros da ONU, para cumprir a carta de Nova Yorque que, na opinião dos mais renomados cientistas políticos, é mais uma excelente tentativa de livrar nossos irmãos dos famigerados acampamentos ou do “corredor da morte” onde infelizmente os refugiados se encontram hoje. familias, crianças e adolescentes “atracados” em acampamentos sub humanos vitimados por estupros, mortes e toda forma de violaçao dos direitos humanos.
    No fim do túnel surge uma “lamparina”onde os 193 paises membros da ONU, decidiram aceitar a carta de nova Iorque para nortear a migraçao dos refugiados.
    Penso que o bom senso e o amor ao próximo deva ser levado em considetaçao e acima de tudo que haja atitudes governamentais e organizações não governamentais, para que agitem as pautas com vistas a cobrar soluções imediatas.

  5. A fuga do terror, por si só, já é uma difícil realidade para refugiados e migrantes. Ter que deixar para trás uma vida inteira certamente é uma das decisões mais difíceis que têm de ser tomadas por aqueles que veem suas casas e cidades serem destruídas. Nas palavras do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, o lar é onde o coração do homem cria raízes. Ter que deixar o lar é ter que destruir suas raízes.
    Migrantes e refugiados carregam consigo toda uma bagagem de valores culturais e religiosos, e isso não pode ser negligenciado pelos Estados que os acolhem. Acolher significa proporcionar dignidade, isso é algo nobre, mas não deve ser feito por interesses puramente econômicos, pelo contrário, primeiramente o interesse deve ser social, visto que aqueles que fogem precisam da sensibilidade e do apoio dos países e de seus cidadãos. Os países precisam desenvolver políticas não apenas para o acolhimento do imigrante, mas também para a sua inclusão social, destaque para políticas que visem a inserção no mercado de trabalho e na vida política. A migração deve acontecer de forma consciente e humanizada, como afirmou Willian Lancy Swing, diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
    Ademais, é fundamental que sejam desenvolvidas estratégias que, ao contrário de difundir o ódio sob o pretexto de “luta contra o terrorismo”, busquem desmistificar as associações feitas entre atos terroristas e a cultura e religião de determinados povos. Enfim, desconstruir estigmas é o primeiro passo para o reconhecimento da diversidade. Enxergar o outro a partir dos olhos do outro é um desafio para a humanidade, talvez o maior de todos.

  6. O cenário mundial atual é marcado por guerras e conflitos de cunho religioso, étnico e social. Diante disso, inúmeras pessoas que vivem em locais diretamente afetados por tais conflitos, são obrigadas a deixarem a sua terra natal e as suas raízes, à procura de uma vida melhor, e principalmente mais segura. Com isso, inúmeras pessoas partem para países que consideram melhores, com a esperança de reconstruírem a sua vida com dignidade e segurança. No entanto, centenas de imigrantes partem para outros países de modo extremamente precário e ilegal, devido à precária situação econômica em que se encontram. Diante disso, muitos países que são destinos desses imigrantes tentam impedir a sua entrada ou os tratam com desprezo, sob o argumento de viverem na ilegalidade, ao invés de criarem políticas públicas que possam reinseri-los no mercado de trabalho como forma de lhes proporcionar uma vida minimamente digna. Esses atos que beiram à xenofobia devem ser eliminados pelos países que recebem os migrantes e refugiados, em nome da concretização dos direitos humanos e do respeito à diversidade que deve prevalecer sempre, pois, em momentos de crise como esses, é necessário haver a cooperação entre os países.

  7. A concessão do Asilo em outros países à aquelas pessoas que estão se esquivando de perseguições é uma prática muito recorrente das antigas civilizações, como por exemplo os impérios do Oriente Médio, como Babilônico, Assírio e Egípcio antigo.
    Após milhares de anos, a defesa e proteção destes refugiados foi uma das missões principais da ONU. No final da Segunda Guerra Mundial, foi criada a agência de refugiados da ONU para garantir a assistência dos refugiados que aguardavam para voltar aos seus países de Origem.
    Os Migrantes, especialmente migrantes econômicos, optam por se mobilizarem para buscar um ambiente com melhores condições para si e para suas famílias. Já os refugiados precisam deslocar-se para preservar suas vidas e suas liberdades. A eles, não é garantida proteção e defesa em seus próprios países de origem e na maioria das vezes, são perseguidos pelo próprio governo de seu Estado.
    Assim, podemos observar que se outros territórios não permitirem a sua entrada e estadia, e não promoverem também a sua proteção, essas pessoas podem sofrer consequências como violação de sua liberdade, além de estarem condenadas à morte ou a uma vida sem direitos e garantias.

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