PNUD e governo debatem alternativas para preservar camada de ozônio sem aumentar aquecimento global


Publicado em 22/09/2016 por Felipe Poli Rodrigues

Publicado originalmente em: 21/09/2016

Parceria entre PNUD e governo brasileiro permitiu eliminação de 17 mil toneladas de substâncias com potencial de destruição da camada de ozônio. Em evento comemorativo do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, agências da ONU e representantes do governo, sociedade civil e setor privado debateram novos caminhos do Protocolo de Montreal.

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Em comemoração ao Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio — celebrado na última sexta-feira (16) —, o Ministério brasileiro do Meio Ambiente reuniu em Brasília especialistas e representantes do governo, setor privado e organizações internacionais para debater a implementação do Protocolo de Montreal.

No Brasil, as metas do tratado têm sido buscadas pela indústria e o Estado sob a liderança do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lidera as iniciativas nacionais do Protocolo desde 2012. A parceria entre a ONU e o governo para o tema, porém, já dura quase três décadas.

A agência da ONU presta assistência técnica e operacional à pasta do meio ambiente para desenvolver estratégias de redução das emissões de HCFCs — substâncias danosas à camada de ozônio.

“Essa cooperação possibilitou a eliminação de 17 mil toneladas de substâncias com potencial de destruição da camada de ozônio e de aquecimento global”, destacou o diretor nacional do PNUD no Brasil, Didier Trebucq.

O representante das Nações Unidas ressaltou ainda que, “sob o aspecto social e econômico, o trabalho que o PNUD vem executando, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente, tem permitido que as pequenas e médias empresas recebam os recursos e assistência técnica do Fundo Multilateral garantindo a sua sustentabilidade econômica”.

“Graças às ações conjuntas, o excesso da radiação ultravioleta sobre os seres vivos têm sido evitado. Espera-se que a recuperação da camada de ozônio ocorra até a metade deste século”, afirmou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério, Everton Lucero.

O integrante da pasta falou ainda do legado positivo do Protocolo de Montreal para outros tratados internacionais sobre questões ambientais. “Estamos diante de uma história de sucesso que espero sirva de exemplo para outras iniciativas, e possamos ter esse mesmo grau de engajamento com as metas do Acordo de Paris”, disse.

“O acordo do Protocolo é um dos mais bem-sucedidos, ele conseguiu realmente reduzir o impacto sobre a camada de ozônio”, acrescentou o representante-adjunto da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) no Brasil, Clóvis Zapata.

Preocupação em combater mudanças climáticas

Os debates promovidos por ocasião do Dia Internacional lembraram que substâncias usadas no lugar dos HCFCs são, muitas vezes, propulsoras do efeito estufa e das mudanças climáticas. Entre elas, estão os HFCs, grupo de compostos associados ao aquecimento global.

Por isso, os países que integram o Protocolo de Montreal têm monitorado o crescimento acelerado do uso desses substituintes aos tradicionais HCFCs.

“Nossa perspectiva é a adoção de emenda para redução dos HFCs na reunião das partes do Protocolo de Montreal, que acontece em Ruanda em outubro deste ano”, afirmou o secretário do Ministério das Relações Exteriores, Rafael da Soler.

“Já se definiu que os países em desenvolvimento terão acesso aos recursos do Fundo Multilateral para implementar os projetos de eliminação dos HFCs. Em termos de estrutura do compromisso, é algo que temos muito parecido com o processo de eliminação dos HCFCs”, explicou.

No entanto, o objetivo não será a eliminação desses compostos, mas sim a redução do consumo e da produção. “Ainda não temos substituição da substância em todos os setores. Estima-se que será mantido cerca de 15% do uso dos HFCs”, disse Soler.

Programa brasileiro começa segunda etapa

Nas comemorações da sexta-feira (16), o PNUD e o Ministério do Meio Ambiente também deram início à segunda fase do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), que ajudar empresas a converterem suas cadeias, deixando de utilizar os HCFCs em seu processo produtivo.

Na primeira etapa da iniciativa, foram adaptadas cerca de 400 empresas de espumas de poliuretano. Para a segunda, governo e ONU esperam beneficiar cerca de 800.

Fonte: ONU BR

2 respostas em “PNUD e governo debatem alternativas para preservar camada de ozônio sem aumentar aquecimento global

  1. É um começo ainda tímido mas temos que ter fé.
    Parece escarnio mas não é. Como agente de fiscalizaçao ambiental durante 30 anos da minha vida pude desenvolver várias atividades produtivas para o meio ambiente e para a comunidade.
    Dentro da labuta diária encontrei muitas dificuldades para fiscalizar os “poderosos”e, infelizmente chego a uma triste conclusão de que, Lei ambiental tem cumprimento imediato só para pobres, pequenos produtores e médios fazendeieros.
    Percebi que as empresas de grande porte säo as que mais “burlam” a lei e aí explico.
    O agente de fiscalizaçao no caso do estado de Minas Gerais deve se submeter a concurso publico para ingressar na carreira e deve possuir nivel superior em ” qualquer” área do conhecimento. Isto no mínimo é um absurdo. Como alguém embuido de poder de fiscalizaçao possa em determinada situaçao näo conhecer da sua atividade?
    Tive contato com varios agentes que assim como eu, näo eram técnicos da área de atuaçao. Após aprovaçao em concurso faz-se um treinamento de um ou dois meses daí saem para fiscalizar grandes empresas potencialmente poluidoras. Geralmente tais empresas sabiamente possuem nos seus quadros especialistas altamente gabaritados formados e ás vezes doutorados na área ambiental.
    É uma desproporçao humilhante para o fiscal que conversa em nome do Estado e tão somente pelo poder de polícia que o faz sem nada poder acrescentar .
    Caso encontrem algo que esteja em desconformidade com aquilo que aprenderam em 30 ou 60 dias, lavram se autuações administrativas que são facilmente contestadas e anuladas em ambito admistrativo ou até mesmo judicial. Os agentes da fiscalizaçäo nāo fazem as autuaçoes de forma correta pelo desconhecimento.
    É dentro deste contexto que as promessas hipócritas de ministros e secretários estaduais afirmam que vai tudo bem, obrigado.
    O problema é mais cronico que se imagina.
    Temos que repensar um novo modelo de fiscalizaçao, onde o Estado na pessoa de seus agentes sejam capacitados para desenvolver as atividades para o qual o o Estado se propõe e deveria realizar.

  2. O ser humano usando sua capacidade criou e destruiu ao seu bel prazer.Dentro deste contexto há evidências científicas de que substâncias fabricadas pelo homem estão destruindo a camada de ozônio. Em 1977, cientistas britânicos detectaram pela primeira vez a existência de um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. Desde então, têm se acumulado registros de que a camada está se tornando mais fina em várias partes do mundo, especialmente nas regiões próximas do Pólo Sul e, recentemente, do Pólo Norte.
    O homem levado a necessidade de manter o luxo, movido pelo consumo exacerbado impulsionado pelo capitalismo põe em risco a sua própria existência.
    É sabido que diversas substâncias químicas acabam destruindo o ozônio quando reagem com ele. Tais substâncias contribuem também para o aquecimento do planeta, conhecido como efeito estufa. A lista negra dos produtos danosos à camada de ozônio inclui os óxidos nítricos e nitrosos expelidos pelos exaustores dos veículos e o CO2 produzido pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Mas, em termos de efeitos destrutivos sobre a camada de ozônio, nada se compara ao grupo de gases chamado clorofluorcarbonos, os CFCs.
    Já foram tomadas muitas atitudes mas no meu entendimento falta maior pressão sobre países de primeiro mundo (os grandes megas poluidores), para que cumpram os acordos firmados e aqueles que porventura aínda não o fizeram que sejam acordado metas para seus respectivos cumprimento. Só assim poderemos ter um planeta a nossa disposição com respeito e reciprocidade com justiça social e respeito onde todos caminham em mesma direção.

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