Made in the World


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Sobre Luiz Albuquerque

O Núcleo de Estudos sobre Cooperação e Conflitos Internacionais (NECCINT) da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Faculdades Milton Campos, sob a coordenação do professor Luiz Albuquerque, criou o Observatório de Relações Internacionais para servir como banco de dados e plataforma de pesquisas sobre relações internacionais e direito internacional . O site alimenta nosso trabalho de análise de conjunturas, instrumentaliza nossas pesquisas acadêmicas e disponibiliza material para capacitação profissional. Mas, além de nos servir como ferramenta de trabalho, este site também contribui para a democratização da informação e a promoção do debate acadêmico via internet.

4 respostas em “Made in the World

  1. Nos dias atuais é notório o nível globalizado em que as economias de mercado passaram a operar. Se em um passado não muito distante os países competiam com seus produtos específicos, no mundo atual competem na cadeia de produção, contribuindo apenas com parte do processo necessário a fabricação de determinado bem.

    Neste sentido, é interessante analisar tal fato a luz da ideia de David Ricardo, mormente no que concerne a teoria das vantagens absolutas.

    Desenvolvida em 1817, aponta a noção de que os países são diferentes, cada qual apresenta diferenças climáticas, solos diferenciados, população, dentre outros aspectos que influem na produção de mercadoria, consequentemente tornando-os mais ou menos competitivos na produção de um dado bem

    Diante disso, o teórico sugere que para melhor enfrentarem as desigualdades, mantendo-se no mercado e, naturalmente, expandido suas riquezas, os países devem especializar sua produção, dedicando-se em maior grau à produção daquilo que mais tem aptidão, enquanto optam por importar o que produzem com pouca eficiência.

    A crítica que se faz a este pensamento, encontra fundamento em situações onde não existem vantagens entre países. Ocorre que, nestes casos, os governos optam por investirem estrategicamente de modo a tornar o país eficiente na produção de determinado produto, anulando, consequentemente, a aptidão natural de outra nação tornando a economia global menos eficiente. Logo, conclui-se que o intervencionismo deve ser evitado, visto que, em numerosas vezes, traz efeitos colaterais negativos em grau superior aos positivos.

  2. No mundo globalizado reflexo do século XXI o produto final é fruto de planejamento, produção, marketing e montagem oriundos de diversos países diferentes, o que conclui um questionamento da famosa etiqueta ”made in x country”. Esse fenômeno da globalização da produção se dá por diversos fatores, entre eles: o abatimento do preço de custo causado pelo baixo preço da mão de obra de determinado país; baixa tributação de certo produto produzido em determinado país; qualidade técnica em fornecimento de determinado serviço por determinado país e especialização de produção em determinado país.
    Atualmente, concluí-se que haveria uma alta desvantagem econômica na produção de determinado produto em um só país. Por isso, as grandes empresas optam por distribuir filiais pelo mundo, com o escopo de captar o que cada país tem de melhor a oferecer, e então conseguir produzir o produto mais barato possível e conquistar cada vez mais mercados e gerar cada vez mais lucros.
    Essa globalização da produção possuí aspectos negativos e positivos. De fato que, como positivo pode ser citado a geração de empregos em certo país, e consequentemente, o desenvolvimento da economia. Mas, há também aspectos negativos, como a exploração da mão de obra e muitas vezes, dano ambiental. Logo, cabe ao governo de cada país defender seus interesses, de forma a regular esse fenômeno dentro de suas fronteiras.
    Outro problema relacionado que pode ser citado, é a classificação de um produto em: produto final e produto meio. Dessa forma, um software, por exemplo, pode ter tanto a função de um produto final como a de um produto meio, fazendo parte de um computador.

  3. O vídeo acima faz referência dentre outras coisas ao fenômeno da globalização. Uma das principais caracterísiticas da globalização é o fato de ela se manifestar nos mais diversos campos que sustentam e compõem a sociedade: cultura, espaço geográfico, educação, política, direitos humanos, saúde e, principalmente, a economia.
    Ela apresenta aspectos positivos e negativos. Por exemplo, considera-se que o principal entre os problemas da globalização é uma eventual desigualdade social que esta gera em que o poder e a renda encontram-se em maior parte concentrados nas mãos de uma minoria, principalmente dado nosso sistema econômico capitalismo.
    Além disso, ela pode gerar uma desigual forma de comunicação entre os diferentes territórios, em que culturas, valores morais, princípios educacionais e outros são reproduzidos obedecendo a uma ideologia dominante, que muitas vezes coincide com uma forte economia e país. Assim, tem-se na prática uma hegemonia em que os principais centros de poder exercem um controle ou uma maior influência sobre os menos favorecidos e subrrogam as culturas próprias, tradições, entre outros.
    Como exemplo de aspectos positivos na globalização, temos os avanços proporcionados pela evolução dos meios tecnológicos, que proporciona uma maior difusão de conhecimento.
    Os países devem ter conhecimento desse fenômeno e saberem se adaptar para que não sejam “dominados” por aqueles mais fortes. Assim técnicas e políticas de especialização, concessões e trocas entre os países podem fortalece-los e prepará-los para os moldes atuais.

  4. No vídeo apresentado, fica evidente a forma em que o sistema de produção no mundo capitalista mudou. Antes os produtos eram fabricados nos países ricos e capitalistas do norte, agora no século 21 o modelo é totalmente diferente. Costumava-se olhar a sigla “made in” como forma de determinar a origem de um produto, porem o modo de produzir os produtos mudou radicalmente, o desenvolvimento e pesquisa seguem nos países europeus e nos Eua, mas a produção em massa se deslocou para a Ásia, onde a mão de obra é mais barata, com isso temos essa abundancia de produtos “made in china, Taiwan, Vietnã”. O que não mudou foi o destino do lucro do produto, que continua firme e forte nos países europeus e os Eua.

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