Surto de zika expõe injustiças sistemáticas na saúde global, dizem pesquisadores


Publicado originariamente em: 13/09/2016

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O surgimento e a retomada de doenças infecciosas no mundo frequentemente são provocados por pobreza, desigualdade e discriminação, sendo que o atual surto de zika expõe “injustiças sistemáticas” presentes nos sistemas de saúde globais, disseram especialistas no site do programa Impacto Acadêmico das Nações Unidas (UNAI, na sigla em inglês).

Para os pesquisadores da Universidade de Georgetown (Estados Unidos) Alexandra Phelan e Lawrence Gostin, doenças transmitidas por mosquitos afetam desproporcionalmente os mais pobres e vulneráveis. “Falhas estruturais de governos em garantir saneamento forçam pessoas a armazenar água, o que acaba criando focos de mosquitos”, disseram.

Governos não priorizam programas de controle de vetores em seus orçamentos — especialmente em momentos de recessão e instabilidade política como no caso do Brasil — o que cria uma ‘tempestade perfeita’ para o vírus nas comunidades mais pobres”, salientaram.

Segundo os pesquisadores, outro ponto é a questão de gênero, já que o surto de zika afeta mais as mulheres, que sofrem risco de aborto e malformação fetal. “Na maior parte dos países das Américas, barreiras legais, socioeconômicas e políticas impedem o acesso das mulheres a serviços de saúde reprodutiva, incluindo contracepção, aborto e saúde maternal e infantil”.

Além disso, em países sem uma cobertura de saúde universal e integrada aos sistemas de seguridade, pessoas com deficiência ficam especialmente vulneráveis. “Os sistemas de saúde e seguridade não estão bem equipados para fornecer o apoio necessário para que indivíduos vivam de forma saudável após potenciais deficiências provocadas por síndromes neurológicas e microcefalia”, declararam.

“Infelizmente, surtos de doenças infecciosas normalmente só ganham atenção durante a fase de transmissão. É necessário garantir o direito à saúde e os direitos de crianças, mulheres e pessoas com deficiência para além do período de declaração de emergência de saúde.”

O professor Daniel Lucey, do Centro Médico da Universidade de Georgetown, lembrou por sua vez que o surto de zika e de microcefalia no Brasil em 2015 e 2016 foi precedido de eventos similares, porém de menor escala, na Polinésia Francesa. Segundo ele, a importância desses eventos prévios precisa ser reconhecida para que ações apropriadas sejam tomadas.

O reconhecimento da importância da ligação entre zika e microcefalia tanto na Polinésia Francesa como no Brasil requeria uma tomada de ação apropriada (…) em antecipação a uma pandemia de microcefalia em muitos outros países e territórios”, disse.

Sob o risco de estar errado, às vezes é necessário tomar ações antes que todas as informações desejadas estejam disponíveis. Essa ação prematura pode ser essencial quando as consequências da inação precoce podem ser catastróficas”, completou o pesquisador.

Fonte: ONU BR

44 respostas em “Surto de zika expõe injustiças sistemáticas na saúde global, dizem pesquisadores

  1. A proliferação de doenças provindas de mosquitos afetam, principalmente, a população menos desfavorável do globo. No cenário atual, os surtos de Zika vem se destacando devido às inúmeras consequências gravosas que estão causando em países menos desenvolvidos. Um dos fatores contribuintes para a proliferação do mosquito vetor dessa doença se reflete na carência de saneamento básico e na deficiência que os órgãos de saúde possuem nas fases de prevenção e tratamento. O Brasil, por sua vez, se apresenta quase ineficaz no combate ao vírus da zika, visto que não vem tomando medidas suficientes para que os casos da doença diminua. Ademais, o histórico do nosso país no que diz respeito ao combate e repressão a eventuais crises de doenças relacionadas aos mosquitos sempre se apresentou em padrões medianos, chegando a ser, em alguns casos, debilitado. Sendo assim, o governo brasileiro não pode mais esperar os efeitos dessa crise se tornarem alarmantes, devendo combater imediatamente a Zika antes mesmo dela ser transmitida a população, exclusivamente os mais pobre que, por sua vez, não possuem recursos para obter as vacinas que, em sua maioria, são extremamente caras e de difícil acesso.

  2. O agravamento das doenças infecciosas no mundo é devido a pobreza, desigualdades sócias, é assim como se enquadra o surto de Zika que surgiu no Brasil, pesquisadores demonstraram o que todos nós já conseguimos imaginar, o descaso com tratado de saúde que visem garantir o mínimo digno para uma população, é a fonte propicia para que isso ocorra. Sem condições dinas de acesso a água, famílias de baixa renda tem cada vez mais necessitar de armazenar água pelos seus próprios meios o que vem causando assim o principal e maior foco para que a zika se alastre pelo pais. Os governos além de não priorizarem a prevenção desses vetores, não cuidam de uma saúde integrada e universal a vida de cada cidadão. Assim tais doenças só se tornam alvo de campanhas de erradicação quando estas tão prejudiciais levam milhões de pessoas a morte. É de extrema urgência que se tome medidas para que a prevenção seja o melhor meio de combate, enquanto as consequências podem ser presumidas e previamente controladas, para que isso não se torne uma catástrofe.

  3. Doenças como a Zika expõe ainda mais a desigualdade social que o país vive, a população de classe baixa sofre com o descaso do governo, baixo investimento na saúde, no saneamento básico, pouca informação sobre os meios de prevenção e quando todos esses elementos se reúnem geram um impacto muito grande, difícil de ser controlado. Infelizmente somente com casos assim que notamos o quanto a população pobre é marginalizada em relação a sociedade vivendo em lugares que são pouco cuidados pelo governo e agora sofrendo com a propagação desenfreada não só da zika, como dengue e chikungunya. Há pouquíssimos incentivos ao cuidado do ambiente e a prevenção quanto a proliferação do mosquito, estes só surgem quando a doença já evoluiu e se tornou uma tragedia infelizmente. Depois de tantos relatos e casos graves é importante que nos da população abrirmos nossos olhos, não só para evitar focos da proliferação do Aedes aegypti, mas também para cobrar daqueles que elegemos a cumprir com as obras, cuidar do saneamento básico e continuarmos as companhas de concientização. O quadro so irá mudar quando todos trabalharmos juntos.

  4. O texto relata a vulnerabilidade que países e populações mais pobres tendem a enfrentar quando surtos de enfermidades vitimizam regiões do globo, especialmente nas regiões tropicais. Coincidentemente, as regiões tropicais localizam se mais no hemisfério sul, parte do planeta geralmente menos desenvolvida que a parte nortenha, o que resulta na incidência de doenças tropicais justamente sobre países inaptos para combaterem tais surtos patológicos.
    Fatalmente isso representa um drama geopolítico vivenciado por milhões de pessoas que além de terem pouco acesso a direitos básicos como saúde, educação, moradia e segurança tendem a sofrer com as doenças.
    Há a tentativa de justificar por partes dos governos de que a doença é inevitável, já que devido a diversidade natural das áreas tropicais do planeta, se torna impossível a completa prevenção e combate contra doenças provenientes desse ecossistema tão agressivo. No entanto é completamente justo que os governos tentem ao máximo prevenir tais surtos, por meio de ações educacionais, produção de vacinas e com obras de saneamento básico. Pode ser impossível de erradicar todas as doenças tropicais, no entanto combater tais doenças de maneira eficaz é uma obrigação governamental.

  5. Dados estatisticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa, demontram as grandes dedigualdades sociais no Brasil e principalmente entre as cidades e o campo.
    Há que se ressaltar que nas periferias de grandes centros urbanos as desigualdades são sao ainda mais nítidas no que se refere ao tratamento de água e esgoto.
    Partindo desta premissa, aliada ao desconhecimento da populaçao, cria-seum ambiente favorável para a proliferaçao do Zika virus entre outras doenças graves.
    O vírus zika, também conhecido como ZIKV ou ZIKAV, apartir de 2015 começou a ser documentado em diferentes países da América do Sul com o primeiro surto no Brasil. As investigações foram realizadas por diferentes pacientes tiveram erupções cutâneas de origem desconhecida.
    Este vírus é classificado como um flavivirus, isto é, animais invertebrados, como mosquitos e carrapatos que mordem os seres humanos proliferando não apenas o Zika como a dengue etc…
    De fato a hipocredia e falencia do poder público contribui efetivamente para o progresso assustador deste mal.
    Vivemos a era da globalizaçao onde as fronteiras praticamente nao existem e, neste sentido é necessário maior investimento do poder público no combate ás doenças destas naturezas. As ações preventivas perpassam necessariamente por investimentos na educaçao, saneamento básico e principalmente na mudança de atitudes dos cidadãos.

  6. Uma grande parcela da população mundial convive com problemas diversos, tais como: carência de água potável, saneamento básico, não tem acesso a saúde e educação…Normalmente essa realidade é percebida mais frequentemente em países pobres, nesses países as doenças negligenciadas (exemplo: Leishmaniose, Doença de Chagas, Dengue…) se desenvolvem com mais facilidade.

    Doenças negligenciadas são aquelas causadas por parasitas e são endêmicas em países pobres, o Brasil é muito contaminado por esse tipo de doença. A reportagem acima nos mostra que a Zika, uma doença transmitida por mosquitos, é muito presente no território brasileiro pelo fato do Brasil ser um pais que uma grande parte da população não tem acesso a saneamento básico. Assim, a população brasileira fica exposta a esses tipos de doenças.

  7. Um dos grandes problemas hoje no mundo são os surtos de doenças infecciosas, que causam um aumento nos níveis de mortalidade e diminuem os níveis de natalidade. No entanto, esse problema está diretamente relacionado coma questão sócio-econômica dos países que são atingidos por tal fatalidade.
    É perceptível a diferença entre os atingidos por tais doenças como a Zika, por exemplo, de país para país, de estados para estados, e até mesmo dentro de cada cidade, as áreas com maior número que pessoas que sofrem com essas doenças estão sempre em áreas com carência de saneamento básico, bons centros de saúde, entre outros que contribuem a gerar tal situação.
    No caso do Brasil, com esse novo surto do Zika Vírus, essa situação pode ser observada, de forma que mostrou como o Brasil ainda precisa evoluir muito em relação à questão da saúde da sua população, visto que casos graves como de dengue ou do Zika estão se espalhando pelo país de uma maneira muito rápida e tem ficado difícil de realizar o controle sobre essas doenças, daí a importância de se fazer um controle contínuo, e não apenas em crises como estas.
    Essa situação dentro do país unida com a enorme crise econômica que vivemos nos dias de hoje, geram uma situação complicada para o Brasil em relação à comunidade internacional, pois essa situação gera grande preocupação dos outros países para que a doença não entre em seu território, portanto gera um certo desconforto em vir para o Brasil, como foi visto acontecer, inclusive, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o que gera uma imagem ruim ao país no exterior.
    Portanto, essa discussão deve ser promovida de forma a gerar uma iniciativa governamental para evitar que essas doenças se espalhem da forma como tem acontecido, por questões não só de saúde da população, mas também porque pode afetar outras áreas como por exemplo a economia. Fazendo isso de uma forma eficiente e que foque não só em conter a proliferação da doença, mas também evitar que ela comece a espalhar o vírus, pois é mais fácil evitar o seu início do que contê-la uma vez que já está se espalhando.

  8. Quando falamos do vírus ZIKA, estamos falando de uma doença disseminada por um vetor muito presente em diversas regiões e de uma população muito desassistida em serviços de saneamento básico. Além de procurar soluções de alta tecnologia para combater o vírus, não devemos esquecer o péssimo estado do acesso à água e ao saneamento para as populações desfavorecidas. os GOVERNOS devem acelerar a melhoria das condições relativas à água e ao saneamento, para tentar salvar vidas diante do desenvolvimento dessa crise mundial.

  9. A atual conjuntura mundial, que a classe menos favorecidas se encontram, reflete num contexto com grande reflexo social. Uma vez que não são direcionadas políticas públicas eficazes, notório se faz como por exemplo o Zica vírus. Esgotos a céu aberto sem o seu devido destino é águas não adequadas ao consumo humano nas periferias mundiais, fazem com que o Zica se multiplica fato constatado pela ONU. Fato triste este, em pleno século XXI, essa situação não poderia ser mais encontradas. Afinal o ser humano, tem direitos positivado, direito há uma vida com dignidade, com justiça social. Faltam ao poder público, tratar os pobres com menos descaso, falta também as organizações mundiais ter mais efetividade na cobrança de Taís direitos aos cidadãos, que o próprio destino já lhe seifaram D+.

  10. É notório a diferença de como se dá prevenção e o combate de surtos patológicos nas regiões mais desenvolvidas para as menos desenvolvidas . Não só de países para países , mas em uma mesma cidade já é perceptível como uma área é tratada e outra não . O surto de doenças infecciosas geralmente se dão em locais onde há um nível acentuado de pobreza , discriminação e dificuldade à informação . Por isso não coincidentemente , os hemisférios sul do globo geralmente são os mais afetados .

    Os governos de locais onde há mais chance de acontecer um surto de doença infecciosa deixam de investir na prevenção de doenças, em campanhas de conscientização , em saneamento básico , fazendo a própria população , pela falta de conhecimento criar as condições propícias para o alastramento de uma doença . Como se só não bastasse o não conhecimento dado pelo governo , a falta de ações do Estado destinado à erradicação de vetores propicia ainda mais um ambiente nocivo à vida humana .

    Infelizmente , situações como essas só ganham alarde em sua fase de transmissão , e quando combatida e passada esta fase , é esquecida . Porém , o contrário deve ser feito , os governos junto com ONGs ou tratados internacionais para ajuda humanitária devem garantir o mínimo existencial para a vida humana , e se prevenir contra situações como essa , não só quando a situação passa a ser demasiadamente conhecida , mas focando para que esta não exista .

  11. Surtos de doenças sao fortes, se não concisos, denunciadores das mazelas sociais,pois tem que ter origens , transporte para transmissão(mosquito e seus meios de reprodução ) e falta de combate eficaz(as pessoas não sabem ou não conseguem se prevenir ) o que claramente se observa nas parcelas da população mais pobres e carentes que não tem como ou tem dificuldade em se proteger do ataque massivo e avassalador de vírus como o da zika que esta bastante em foco no momento por ser o mais novo e violento vírus a atacar a sociedade não somente em âmbito nacional mas também como a comunidade internacional (quase como um todo).
    Somente falar, fazer campanhas não é o suficiente ; a falta de recursos de algumas famílias impossibilita a tomada de atitudes ou gastos com recursos para combate , como dito no artigo acima algumas famílias necessitam de deposito de agua para suplementar sua necessidades diárias (método mais barato e econômico ). Não vislumbrei ainda uma saída mais inteligente para o problema mas com certeza estudos mais econômicos e realistas são necessários para a solução dos problemas.

  12. O Zika vírus teve uma repercussão muito grande pelo pais, devido principalmente ao grande aumento da microcefalia detectado em recém nascidos. É importante salientar que esse tipo de doença transmitido por mosquitos, está ligada a desigualdade sociais, pois o governo não investe em bons modos da sociedade em como prevenir a doença.
    O governo não está preocupado com isso, portanto não investindo verbas para acabar de vez com esse caos.
    Não basta apenas campanhas para acabar com o Zika, devido ao fato de que algumas famílias não tem recursos para poder prevenir a proliferação do mosquito.
    As políticas públicas teriam uma forma simples e inteligente para resolver o problema mundial, com o simples fato de ter um programa para evitar tal fato, que coloca em risco a vida da sociedade em geral.

  13. Atualmente um dos maiores problemas enfrentados, não só pelo Brasil, mas pelo mundo, são os surtos de doenças infecciosas. E, além de diminuir a natalidade, aumenta a mortalidade e, como pode ser observado na leitura do texto acima, está diretamente relacionado coma questão sócio-econômica dos países que são atingidos.
    É visível, que a Zika, por exemplo, é mais incidente em áreas com carência de saneamento básico e bons centros de saúde. Além de que está se espalhando pelo país de uma maneira muito rápida e tem ficado difícil de realizar o controle sobre essa doença, daí a importância de se fazer um controle contínuo, e não apenas em surtos.
    Combinada à enorme crise econômica, o Brasil vive atualmente uma situação complicada frente à comunidade internacional, vez que gera grande preocupação dos outros países para que a doença não espalhe.
    Por todo o exposto, é importante que haja uma iniciativa governamental para evitar que essas doenças se espalhem da forma como tem acontecido, não apenas no tocante à saúde, mas à educação também. Focando não só em conter a proliferação, mas a disseminação.

  14. O coordenador humanitário da ONU no Iêmen, Jamie McGoldrick, manifestou, forte preocupação com uma série de ataques aéreos no sábado (10) contra um poço na aldeia de Beit Saadan, distrito de Arhab, norte de Sanaa. Pelo menos 30 pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas, incluindo socorristas e duas crianças. Segundo a imprensa internacional, os ataques foram promovidos por coalizão liderada pela Arábia Saudita. “Continuo profundamente perturbado com os ataques implacáveis contra civis e infraestruturas em todo o Iêmen, realizados por todas as partes no conflito”, disse McGoldrick, em comunicado divulgado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
    A violência está destruindo ainda mais o tecido social do país e contribuindo para crescentes necessidades humanitárias, incluindo cuidados médicos, em um momento em que o setor de saúde está em colapso
    McGoldrick destacou ainda que os ataques aéreos foram intensificados há algumas semanas no país, assim como os confrontos em terra. Há relatos de mísseis lançados do Iêmen para a Arábia Saudita.
    De acordo com o OCHA, o conflito no Iêmen já afetou gravemente a população iemenita. A violência no país deslocou cerca de 2,8 milhões de civis e 13,6 milhões de pessoas estão recebendo assistência humanitária devido aos sofrimentos gerados pela guerra.
    Aproximadamente 100 parceiros humanitários são responsáveis pela resposta humanitária por 22 províncias do país.

  15. O capitalismo acelera exponencialmente o aumento de consumo de matéria prima elevando o desmatamento. Com esse os animais e insetos perdem seu habitat e proliferam para as cidades, em que a vida urbana acaba propiciando condições favoráveis para que esses se reproduzam. A fiscalização vem se tornando cada vez mais ineficiente devido as grandes falhas dessa e falta de recursos, junto com e a conscientização das pessoas que ‘’ignoram’’ os riscos trazidos pelos insetos. Assim, deve haver maior incentivo a população assim como melhorias na área da saúde. Os principais afetados pelo zika vírus são as famílias carentes, que não detém de recursos para sanar suas necessidades e convivem com o lixo e mazelas dos grandes centros urbanos. Além das mulheres grávidas correrem um enorme risco ao serem picadas a grande possibilidades de seus filhos nascerem com microcefalia. Quem irá ampará-las?

  16. É fácil compreender o que os pesquisadores abordaram, as doenças transmitidas por mosquitos afetam mais os pobres pois com a falta de saneamento que era pra ser disponibilizada pelo governo essa população se sente obrigada a armazenar água e com isso se cria focos do mosquito.
    Além disso a população menos favorecida não tem condições de comprar repelente, que normalmente é muito caro, se tornando assim mais vulnerável as doenças do mosquito. E ainda quando contaminados, no caso das gravidas, elas não tem acompanhamento médico necessário e eficaz pois normalmente moram longe, não tem meio de transporte para se deslocarem para algum posto de saúde.
    Deve-se levar em conta que normalmente essas doenças só ganham nome quando uma grande quantidade de pessoas são contaminadas. Acredito que temos que combater para não ocorrer, e não esperar uma grande quantidade de pessoas contrair a doença para depois poder divulgar.
    Com isso acredito que o governo deve tomar precauções contra essas doenças porque além de afetar a saúde do país, afeta também a economia. Pessoas deixam de ir aos países com essas doenças por medo, diminuindo assim o turismo não somente estrangeiro mas também de regiões onde o foco é maior como o nordeste brasileiro.

  17. As doenças infecciosas agora podem provocar surtos transcontinentais, devido a grande migração de pessoas em volta do globo. Tem-se como exemplo o vírus ebola, o qual teve seu último surto registrado inicialmente na África e que rapidamente se alastrou por diversos países. Por esse e outros motivos, nada mais apropriado que esse problema ganhe notoriedade internacional, pois ninguém está ileso.

    A questão do zika no Brasil expõe uma realidade vivida todo o ano pelos brasileiros: é sabido que anualmente, no verão, sofremos com o aumento da população de aedes egypt, vetor da dengue e também do zika, e nos expomos periodicamente a essas doenças. A calamidade na saúde pública brasileira, aliada às poucas medidas preventivas tomadas pelo Governo na ploriferação dessas doenças, faz com que o Brasil ganhe, no exterior, uma fama pouco convidativa aos cidadãos de outros países.

    Diante do descrito na reportagem é evidente como hoje em dia o surto que, aparentemente, ocorre apenas em um país ganha visibilidade diante do mundo e pode afetar pessoas de vários países. Portanto, cabe à OMS fomentar e cobrar medidas do Governo, juntamente com toda a população, para que os casos de surto de doenças infecciosas sejam cada vez menos recorrentes.

  18. Em virtude dos fatos expostos, devemos nos atentar e cobrar de nossos governos o saneamento básico adequado, é o princípio da dignidade humana que tem que ser exercido, não podemos deixar chegar ao ponto como aconteceu aqui no Brasil nos últimos anos. Além do mais, o combate tem quer ser feito com antecedência e não depois do surto. O governo pode realizar parcerias com a sociedade e incentivar a campanha, dessa forma irá obter uma ajuda da população,entretanto, é necessário um vestimento digno para que todos tenham acesso ao saneamento básico adequado, desejado, digno .

  19. No final de 2015 e inicio de 2016 começou-se a ter um breve conhecimento do vírus Zika na América do Sul. É um vírus da mesma família da febre amarela e dengue que hoje em dia afeta em torno de 15% da população brasileira e surgiu assombrando principalmente as gestantes. Isso porque a doença transmite da mãe para o bebê, causando a microcefalia, nascimento do feto com um perímetro cerebral menor que o normal, de maneira a não se desenvolver de forma adequada.
    O texto mostra como os países mais pobres e periféricos estão mais sujeitos a contaminação desse vírus que assusta milhares de pessoas no mundo. É triste saber que essas pessoas que vivem em lugares como esses, além de terem que lutar pelos seus direitos básicos, precisa encarar diariamente uma grande exposição à contaminação de diversos tipos.
    É de extrema importância o poder público se mobilizar diante a essa situação e se conscientizar no problema em que deve ser reparado, como por exemplo, a melhoria no saneamento, um maior acesso a segurança e, principalmente, a saúde.

  20. Especialistas alertam para o surgimento e retomada de doenças infecciosas no mundo e as causas que levam a esse fenômeno.
    A pobreza, a falta de saneamento básico, ligado ao descaso dos governos levam a um número crescente dos agentes transmissores de doenças como o caso da Zika, Chicungunha e Dengue, transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. São doenças que se proliferam nas comunidades carentes de infraestrutura, sem quaisquer condição humana de sobrevivência no que tange água encanada, esgoto, somado à total falta de programas permanentes e efetivos de combate e controle do agente transmissor.
    No caso específico da Zika por exemplo, doença que causa a microcefalia nos bebês nascidos de mães que foram contaminadas pela doença, e notável a falta de um programa de assistência médica no período da gestação.
    Especialmente no Brasil, a crise econômica e financeira, aumentou mais ainda o descaso do governo com essa situação.
    Ainda, por omissão dos nossos governistas faltam equipamentos nas áreas de saúde e seguridade social, que busquem garantir aos afetados um tratamento e acompanhamento médico digno, assim como um auxílio financeiro para garantir que, por exemplo, crianças acometidas da microcefalia possam ter seu impacto minimizado por um tratamento digno.
    O texto também aponta que os programas de combate somente funcionam durante o período crítico de surto, ao passo que deveriam funcionar permanentemente.
    Alerta ainda sobre a importância da cooperação entre países no sentido de, ainda que estejam sendo investigadas as causas de determinadas doenças, mediante a eminência de um surto, a população seja informada sobre o que está acontecendo.

  21. O avanço da microcefalia ligada ao zika vírus, tem levado pânico a população, e é uma emergência no nosso cenário atual. Infelizmente essa doença tem afetado mais a população carente que já sofre tanto com o descaso da saúde pública.O combate á esse mosquito é uma responsabilidade de cada um de nós, mas principalmente das autoridades em assegurar profissionais de saúde , investindo numa forma de controle e participando da vida na comunidade no enfrentamento da epidemia.
    No Brasil os dados comprovando o aumento de más-formações em recém-nascidos é alarmante, isso devido a associação dos casos de microcefalia com a picada do mosquito nas gestantes, o que causa um problema no desenvolvimento infantil, diante desse desafio de se enfrentar essa doença, cabe as autoridades investirem numa forma efetiva de controle como investimentos na saúde pública , saneamento básico, coleta de lixo adequada, limpeza urbana, são fatores que contribuem para a redução desses mosquitos!

  22. Na minha visão, o governo brasileiro não investe o que deveria em saúde pública à nenhuma classe, o que difere o acesso ao sistema de saúde entre pobres é ricos, é a condição aquisitiva de buscar meios alternativos, em qualquer região seja da classe A e C, o sistema público é deficitário, o que assola a sociedade é a disparidade social é, em pleno século XXI, ter pessoas que vivem em situação de miséria onde uma bolsa mensal do governo de aproximadamente de valor irrisório, é tudo que a família tem. Fato este que não é por opção, na verdade é falta de acesso à saúde, educação, moradia. Quantas gerações serão necessárias para não vermos mais falar em miséria em um país onde a riqueza se concentra nas mãos de “meia dúzia”. Portanto, o problema da saúde pública vai muito além do investimento em saneamento básico em si, está mais atrelado a falta de interesse em diminuir o abismo que há entre a classe baixa e alta.

  23. O governo brasileiro é negligente nessa questão, pois o causador da epidemia é um mosquito que o governo já deveria ter combatido há 40 anos, o Aedes aegypti. As pessoas costumam dizer que o governo está perdendo a batalha contra o mosquito, mas na verdade esse nunca entrou. Além disso, é gritante a falta de apoio às famílias cujos filhos nasceram com a síndrome congênita do zika. Apenas famílias extremamente vulneráveis, formadas por no mínimo quatro pessoas, têm direito ao benefício de proteção continuada, que é um apoio financeiro do governo, mesmo assim muito baixo. Com esse dinheiro a família precisa comprar fraldas, remédios, óculos, utensílios em geral, alimentar as crianças, bem como cuidar do transporte. Esse dinheiro acaba servindo para que a família possa sobreviver, e não às crianças que nasceram com o problema. O governo acompanha as crianças que nasceram com síndrome por um período muito curto, de apenas 3 anos, o que não é suficiente, pois as crianças não curam até lá. O governo brasileiro poderia desempenhar um papel melhor para barrar as referidas desigualdades.

  24. Diante da desigualdade social em escala global a Zika ajuda a inflar esse quadra vergonhoso de descaso do poder publico com seus Tutelados.A desigualdade demonstrada nas áreas de contagio e no combate ao vetor são nítidas e bastante tendenciosas a população mais pobre.Não se pode computar a culpa de falta de informação, falta de condições dignas para sobreviver e o crescimento de mais uma moléstia aos mais humildes.Deve-se computar o crescimento da zika a aqueles que são responsáveis por fiscalizar e prevenir doenças como esta.Auxiliam na desigualdade de contagio de qualquer moléstia quando organizações de prevenções estatais e internacionais não fazem bem feito o seu trabalho por negligencia ou por falta de apoio da maquina.

  25. O Texto em questão abordou um assunto muito delicado e de suma importância nos dias atuais. Especialistas do programa Impacto Acadêmico das Nações Unidas mostrou que os surtos dessa doença são devido a falta de saneamento, de uma saúde justa, pelas desigualdades e discriminação nas áreas mais desfavorecidas do globo.
    No caso especifico em questão o zika virus, doença ligada a má gestação dos fetos e ate mesmo a grande causa de aborto mostra como o Brasil ainda está longe de “amenizar” situaçãos como essa. Claro que não se pode culpar o governo de todo estrago que ocorre na vida das pessoas, mas devemos deixar evidente que o fato de muitos lugares não terem melhores condições básicas na saúde e seguridade social acarreta inúmeras mortes, mostrando a falta de um programa de assistência médica no período de gestação.
    O texto também aponta que os programas de combate somente funcionam durante o período crítico de surto, ao passo que deveriam funcionar permanentemente, alertando também sobre a cooperação que deveria ter os países para que sejam tomadas medidas contra a eminencia de um surto.

  26. Normalmente o surto de doenças infecciosas cujo vetor de transmissão seja o mosquito Aedes Aegypty está relacionado ao clima tropical favorável e à presença de água tornando o Brasil um lugar perfeito para a proliferação do agente transmissor, visto que, o país ainda sofre com as desigulades sociais e as mazelas advindas dessa situação, tal como a falta de saneamento básico e o acumulo de lixo em lotes, dentre outros locais. A falta de estrutura e subsidio governamental no sentido de prevenir a proliferação da doença propicia que ano após ano um novo surto surja e mais pessoas morram, evidencia-se que essa politica paleativa não apresenta efetividade, é uma tentativa falha de tentar salvar aqueles que já se contaminaram, faz-se necessario um plano governamental mais agressivo no sentido de prevenção da doença, o povo mais afetado é aquele que vive em condições onde falta até mesmo um saneamento básico, sendo assim, enquanto não houver investimentos voltados para a proteção da saúde pública os surtos continuarão matando à cada verão.

  27. Em poucas palavras, tal artigo lembra que os efeitos causados pelas epidemias são maiores e mais intensamente sentidos nos países mais pobres e com menos eficiência no combate às doenças. Tais efeitos são sentidos de forma amplificada nesses lugares porque além da ineficiência do país em relação às políticas sanitárias e de combate à doença, os países também não têm uma cultura de limpeza implantada. Assim, com lixo espalhados nas ruas, faltas de saneamento, despreocupação do governo com questões de saúde e doenças, os vetores, especificamente das doenças como zika, dengue e chikungunya se alastram rapidamente, antes que o governo consiga combater a doença com eficiência. Isso leva uma vantagem às várias epidemias que assolam o país, que assim se alastram com muita velocidade pelo atraso do governo.

  28. O surto de Zika ocorrido recentemente no Brasil vem assustando a todos. Porém, este problema vai muito além de uma doença, o mesmo expõe cada vez mais a desigualdade existente nos sistemas de saúde globais, visto que esses tipos de doença infecciosas afetam absurdamente mais pessoas de renda mais baixa. Isso ocorre devido a falta de suporte dos governos, que não fornecem para uma grande parte da população condições básicas de vida como saneamento e assistência médica. Com o fato de aparecerem diversos casos recentes de zika e microcefalia veio a tona um problema antigo e que já deveria ter sido solucionado. Não podemos nos atentar apenas nos momentos mais críticos, é necessário realizarmos trabalhos preventivos e é preciso que o governo trate com mais atenção um problema tão grave, dando mais auxílio e fornecendo mais recursos aos menos favorecidos, para que assim todos possam ter condições iguais de barrar esses tipos de doença.

  29. A Zika é uma doença viral transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti, o famoso mosquito da dengue. Esse tipo de vírus é mais comumente encontrado em países Sul-Americanos como o Brasil, em continentes como a África, Ásia (sudeste) e Oceania. Todas essas regiões tem como comum característica o clima tropical, além de outros fatores geopolíticos; economia subdesenvolvida, desigualdade socioeconômica acentuada, pobreza, entre outros. Dessa maneira o zica, no meu modo de ver, simboliza a precariedade sanitária e do sistema de saúde dos países de terceiro mundo. Essa doença evidencia, para o restante do planeta, o quão ultrapassado o país que sofre com o zica se encontra, no que tange a política pública de saneamento básico, à saúde pública, a educação cultural da população. O Zica é lamentável, principalmente porque recentes pesquisas apresentam indícios de que a contaminação por zica em gestantes poder causar microcefalia congênita. Entretanto, mais triste que o zica, é pensar que vivemos em uma nação em que uma epidemia que poderia ser facilmente contida, assola a população de maneira assustadora, devido ao descaso do Estado e as péssimas condições do sistema de saúde pública.

  30. Os governos além de não priorizarem a prevenção desses vetores, não cuidam de uma saúde integrada e universal a vida de cada cidadão. Assim tais doenças só se tornam alvo de campanhas de erradicação quando estas tão prejudiciais levam milhões de pessoas a morte. É de extrema urgência que se tome medidas para que a prevenção seja o melhor meio de combate, enquanto as consequências podem ser presumidas e previamente controladas, para que isso não se torne uma catástrofe.
    O avanço da microcefalia ligada ao zika vírus, tem levado pânico a população, e é uma emergência no nosso cenário atual. Infelizmente essa doença tem afetado mais a população carente que já sofre tanto com o descaso da saúde pública.O combate á esse mosquito é uma responsabilidade de cada um de nós, mas principalmente das autoridades em assegurar profissionais de saúde , investindo numa forma de controle e participando da vida na comunidade no enfrentamento da epidemia.
    É de suma importancia que haja uma iniciativa governamental para evitar que essas doenças se espalhem da forma como tem acontecido, não apenas no tocante à saúde, mas à educação também. Focando não só em conter a proliferação, mas a disseminação.

  31. A questão do surto do zika vírus colocou o nome do Brasil em alta no cenário internacional.
    O surto de casos e mortes no país é de amendrontar qualquer pessoa, o que leva à conscientização e prevenção por todos em conjunto. O prolema é que, a sociedade precisa de uma ajuda do governo, uma vez que conforme comentado no artigo, os pobres vivem em condições precárias, e estão sujeitos e mais vulneráveis à contaminação. Além disso, o governo não buscou formas de prevenir e nem de melhorar o atendimento nos hospitais públicos para aqueles que foram afetados pelo problema. O que o governo faz é aletrar a população, mas não busca ajudar aos que estão mais propícios a se contaminarem, aos que não tem o mesmo acesso à informação do que o resto da população. Por isso, as mortes causadas pelo zika virus podem sim ser consideradas uma “injustiça social”.

  32. Tendo em vista as áreas geográficas de maior incidência da infecção pelo “zika”,que na gíria popular é sinônimo de coisa esquisita ou desconhecida, entrou definitivamente no vocabulário do povo brasileiro ao longo de 2015, e as caraterísticas da população mais afetada; mulheres, jovens e afrodescendentes é considerado que a epidemia da doença não é apenas um problema de saúde pública, mas também o resultado das desigualdades sociais que ainda persistem no Brasil.
    Além das vulnerabilidades relacionadas ao acesso a água tratada e saneamento básico, acredita-se ser urgente a redução das disparidades no acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva.
    No Brasil, mulheres e adolescentes em áreas afetadas pela epidemia têm enfrentado os diversos perigos da doença, que incluem a infeção durante a gravidez e o riscos de que seus filhos tenham microcefalia.

  33. O ZIKA vírus é uma doença espalhada por um agente frequentemente presente em regiões com falta de um serviço público essencial, o saneamento básico, o que força as pessoas a armazenarem água e assim criam focos do mosquito que deposita seus ovos em água parada, sendo assim comum em comunidades menos favorecidas pelo serviço publico estatal.
    Outro fator que se destaca é quanto ao gênero, ao afetar mulheres gestantes o vírus causa modificações no feto, causando a microcefalia, foram registrados 7584 gestantes com casos suspeitos da doença, sendo que 2844 casos foram confirmados, lembrando que apesar de confirmada a relação, nem toda gestante infectada dará a luz a um bebe com microcefalia.
    Enfim, isto é mais um caso de descaso do Estado, que ao negar um serviço básico gerou um problema bem maior, colocando em risco a saúde da população.

  34. O ZIKA virus é mais uma grande enfermidade no meio de tantas que o ser-humano enfrenta nos dias de hoje.Como essa é trasmitida por mosquitos, consequentemente será em paises menos desenvolvidos com regioes pobres e sem saneamento basico,que seram os principais focos do virus.Alem disso, o ZIKA ainda ataca o genero feminino de forma mais grave ,pois mulheres gravidas que sao contaminadas pelo virus sofrem risco de aborto e malformação feta.
    Dessa forma, a doença deixa claro que o Brasil ainda e um pais que sofre muito com as desigualdes e que tem um politica publica falha,corrupta e incapaz de fornecer todos os cuidados possiveis para com seus cidadoes ,especialmente em momentos de recessão e instabilidade política nas quais o pais nao progride com nehum projeto de quantia elevada,
    Sendo assim,essa o combate a essaepidemia deve ser prioridade em discussoes internacionais para uma sociedade mais saudavel e segura,pois alem de seus efeitos objetivos,o zika interfere na economia e na natalidade de um país.

  35. Sem dúvida, as doenças de fácil transmissão como a dengue, a zika ou até mesmo a AIDS são mais presentes em países e regiões mais pobres. São nesses locais que a população é mais vulnerável por, muitas vezes, não ter acesso a tratamentos de saúde, a rede de esgoto adequada ou até mesmo, não terem conhecimento ou consciência da importância de agir na prevenção.
    No entanto, acredito que o texto peca ao citar que a proliferação da zica mostra as “injustiças sistemáticas presentes nos sistemas de saúde globais”, uma vez que um governo não erra ao deixar de fornecer a saúde pública e sim, ao tirar a chance de uma pessoa de ter condições de aderir a um plano de saúde decente. Um país assistencialista como é o Brasil cobra caro para oferecer serviços ineficientes, enquanto na Suíça, por exemplo, o Estado não se responsabiliza por questões tão ínfimas, mas também não cobram por elas, portanto, o cidadão tem direito de escolha para alcançar o que é melhor para ele.

  36. Surtos de doenças como o vírus da Zika são problemas enfrentados principalmente por países onde se tem muita pobreza e um efetivo descaso do governo.
    O Brasil se enquadra muito bem nessa classificação por se tratar de um país onde o governo não investe corretamente na saúde publica, onde o saneamento básico é precário, os hospitais não conseguem atender a demanda populacional, e há grande desigualdade social, ainda mais no momento que esta vivenciando, uma tempestade perfeita’ para o vírus nas comunidades mais pobres”, como dito brilhantemente no artigo. Entretanto, tal problema se enfatiza ainda mais, pela falta de conscientização populacional, que em muitas vezes não sabem realmente como ajudar no combate.
    Considero importante que os países mais afetados pelo vírus procurem sanar tal problema de maneira rápida e efetiva, para que a situação seja totalmente controlada e não cause riscos a comunidade internacional.

  37. O Brasil apresenta características favoráveis à proliferação de doenças contagiosas advindas da falta de investimentos estruturais, especialmente saneamento básico, ausência de políticas de combate austeras somado à forte crise econômica, falta de planejamento e iniciativa pública, desfoco administrativo governamental, governo centrado em corrupção. Nível de pobreza da população elevado, com expressivo assentamento humano em locais desprovidos de saneamento básico, com total vulnerabilidade.
    Este transtorno além de atingir em cheio a população, que se expoe a elevado risco de contaminação a doenças tais como o vírus Zika, afugenta turistas, potenciais parceiros comerciais, fragilizando ainda mais a economia, criando um círculo vicioso.
    Tem como solução a sensibilização dos governantes que devem buscar meios de combater este mal. Isto é governável, prioritário, realizável.

  38. Existe negligência por parte do Estado em relação à infestações que podem vir a ser prejudiciais dada a falta de urgência momentânea, o tema só passa a se tornar clamor público quando já se é tarde demais e uma epidemia se espalhou. A falta de atenção devida a falta de recursos leva a algo que poderia ser prevenido se tornar de muito maior escala do que inicialmente esperado, tudo devido a uma má gestão de recursos e prioridades por parte de, principalmente, estados com menor potencial econômico.

    Ao invés de focar em prevenção prévia, as verbas são utilizadas na cura de população carente o que leva a diversas fatalidades por falta de recursos que com valor muito menor poderiam ser utilizados para prevenir tal doença de se espalhar. É sabido que no sistema democrático atual os governantes de países mais pobres não costumam pensar à longo prazo pois isso não gera votos, prometer curar a doença é muito mais atrativo para população do que prometer acabar com algo que pode estar por vir. É necessária mudança de mentalidade por parte dos gestores de gastos e planejadores públicos, além de maior pressão da comunidade para evitar o alastramento de epidemias.

  39. O zika é um problema muito grave e que as vezes não possui a abordagem com a seriedade em que o problema deveria. A pessoa que gera uma criança que é afetada com o zika trás problemas tanto às famílias, quanto ao Estado. Pois a pessoa que nasce com a doença causadora pelo Zika possui mais gastos para o Estado do que uma pessoa que à não possui.
    Se for olhar estatisticamente, esta pessoa produzirá menos para o Estado e se amparada pelo mesmo, gastará um número maior de recursos oferecido por ele, o que já são bem poucos. É gritante a falta de apoio às famílias cujos filhos nasceram com a síndrome congênita do zika. Apenas famílias extremamente vulneráveis, formadas por no mínimo quatro pessoas, têm direito ao benefício de proteção continuada, que é um apoio financeiro do governo, mesmo assim muito baixo. O país não tem estrutura para sustentar bem este tipo que problema. E o pior disso tudo não é só após, é com a prevenção da doença também. O povo brasileiro, assim como o restante da população mundial, deve entender que o Estado necessita fazer a sua parte, contudo, o povo também. O Estado não conseguirá sozinho acabar com a proliferação do Zika no Brasil. A sociedade brasileira deve se conscientizar sobre o assunto e passar a ajudar mais.

  40. É notório que durante e principalmente os últimos anos de 2015 e 2016 tem aumentado cada vez mais a proliferação do surto de Zika expondo todos a doenças infecciosas, principalmente crianças e mulheres no período de gestação. Este fato pode ter grande influência devido a grande desigualdade social que existe em nosso país, além da saúde pública que deixa muito a desejar. Um grande exemplo deste aumento, pode ter ocorrido em locais que foram encontradas falhas do nosso governo, em não garantir um saneamento básico em locais mais isolados, obrigando desta formam, pessoas a armazenarem água em locais exposto aumentando a proliferação deste vírus.
    O governo de nosso país não tem colocado como prioridade programas de controle de vetores em seus planos orçamentários conforme citado, o que tende a aumentar cada vez mais a proliferação. É necessário que nosso governo, tome medidas cabíveis de modo que sejam elaborados projetos de prevenção e combate a este tipo de proliferação

  41. Infelizmente o Brasil tem que conviver com esse mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e a febre do Zika, essa epidemia parece aumentar cada vez mais devido a pobreza e desigualdades sociais, os políticos precisam priorizar mais essa questão com mais campanhas de conscientização e políticas publicas visando o combate e evitando a proliferação. De acordo com o Ministério da Saúde o número de bebes com microcefalia só vem aumentando, além de causar complicações em jovem adultos. Todos nós devemos nos conscientizar evitando esse número crescente de mortes.

  42. O texto acima nos traz um tema muito interessante: a injustiça na saúde global. O surto do zika vírus verificado recentemente é apenas um exemplo de doença infecciosa cujo efeito é ampliado em razão da pobreza e desigualdade em certos países. Apesar da falta de infraestrutura ser o fator que mais contribui para a transmissão desproporcional de doenças infecciosas, é muito importante também educar a comunidade através da rede de ensino formal e informal, para que o combate à doença se dê de forma preventiva e não apenas depois do surto. O problema é que, transformar a informação adquirida pela epidemiologia (ramo da medicina que estuda a propagação de doenças) em matéria de ensino e em políticas de saúde pública é um desafio que demora décadas, até em países mais desenvolvidos. No caso do Brasil, onde a educação é extremamente desigual, essa tarefa se apresenta ainda mais difícil. Além disso a desigualdade na saúde não está somente no fator de aquisição das doenças, mas no próprio tratamento e assistência hospitalar. O SUS, apesar de ter seus pontos positivos, ainda é um sistema precário, mal administrado e muitas vezes lento.

  43. Mais de 1,5 milhão de brasileiros contraíram o vírus da Zika no final de 2015 e no início de 2016, vírus esse que ameaços a vida de muitos. O país entrou em estado de alerta, fazendo com que países vizinhos também se preocupassem com a infecção. Casos de microencefalia foram ficando cada vez mais recorrentes e o descaso com a saúde pública mais evidente. Diante do atual cenário, vislumbra-se que o vírus da Zika ainda é uma realidade presente no Brasil que precisa ser combatida. O país necessita atacar seus problemas estruturais, encarar e reorganizar o acesso à água tratada, dar destinação adequada ao lixo, esgoto. Sem um saneamento básico, uma saúde pública -mínima- eficaz e programas governamentais e sociais de expansão e conscientização do situação, o problema jamais será solucionado.

  44. “Falhas estruturais de governos em garantir saneamento forçam pessoas a armazenar água, o que acaba criando focos de mosquitos”. Essa constatação demonstra o quanto é necessária a realização de um mínimo de direitos e garantias. Não alcançado esse patamar mínimo, a pessoa sujeita a essa situação estará sempre a mercê da miséria, que poderá crescer a nível exponencial, no caso de um surto de zika vírus em seu país. É deplorável a situação da pessoa que tem, quase como garantia, somente a tendência de ter a sua condição piorada, dado o nível de vulnerabilidade a qual ela está exposta. E quando vemos que esse tipo de situação não é meramente ocasional, pois compõe um sistema existente no mundo, isso causa um choque. O choque é pela impotência, que por vezes se confunde com a culpa nos momentos em que a alteridade encontra o seu lugar. Cogitar que a miséria estrutural é de alguma forma planejada por aqueles que detêm certo poder é uma atitude que trás um pesado fardo, e esse fardo pode ser paralisante. Volta-se novamente a impotência. No final das contas, esse dilema não se resolve, e sugere-se até mesmo que essa inconclusão é justamente programada por aqueles que, perversamente, se beneficiam da miséria humana.

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