Nepal: Casamento Infantil Ameaça o Futuro de Meninas


Publicado Originalmente: 08/09/2016

O governo do Nepal não está adotando medidas suficientes para acabar com o casamento infantil, prejudicando profundamente meninos e meninas do país, afirma relatório da Human Rights Watch divulgado hoje. Em julho de 2014, o governo do Nepal prometeu acabar com o casamento infantil até 2020. Em 2016, a meta foi adiada para 2030. Porém, o governo ainda precisa adotar medidas concretas para alcançar sua meta.

O relatório de 118 páginas, intitulado “‘Nossa Hora de Cantar e Brincar’: Casamento Infantil no Nepal” (em inglês, “‘Our Time to Sing And Play’: Child Marriage in Nepal”), relata as pressões econômicas e sociais que levam ao casamento infantil, assim como as consequências devastadoras dessas uniões. O Nepal tem o terceiro maior índice de casamento infantil da Ásia, com 37% das meninas se casando antes dos 18 anos e 10% antes dos 15 anos, embora a idade mínima para o casamento, de acordo com a lei nepalesa, seja de 20 anos para homens e mulheres. Estima-se que 11% dos meninos se casem antes dos 18 anos. O governo do Nepal adotou algumas medidas para dar fim à prática, mas o plano nacional, há muito prometido, foi adiado.

“Muitas crianças no Nepal, tanto meninas quanto meninos, tiveram seus futuros roubados pelo casamento infantil”, afirma Heather Barr, pesquisadora sênior de direitos das mulheres da Human Rights Watch. “O governo do Nepal prometeu uma reforma, mas em cidades e vilas em todo o país nada mudou.”

A Human Rights Watch entrevistou 149 pessoas em todo o país, incluindo 104 crianças casadas e jovens que se casaram quando ainda eram crianças. Eles têm origens étnicas, religiosas e sociais diversas, mas a maioria é da casta Dalit do Nepal ou de comunidades indígenas, o que reflete a grande prevalência do casamento infantil em comunidades marginalizadas ou de castas mais baixas. A Human Rights Watch também entrevistou ativistas, prestadores de serviço, profissionais da saúde, educadores, policiais e especialistas.

O casamento infantil é ilegal no Nepal desde 1963, mas a Human Rights Watch descobriu que a polícia raramente age para evitar um casamento ou indiciar suspeitos, e quase nunca o faz ao menos que seja registrada uma denúncia. As autoridades frequentemente realizam o registro de casamentos infantis, embora a união seja um crime.

A pesquisa da Human Rights Watch encontrou que a pobreza, o difícil acesso à educação, o trabalho infantil, as pressões sociais e a prática do dote são alguns dos fatores que levam ao casamento de crianças. Pesquisadores também reportam um aumento perigoso no número de “casamentos por amor” voluntários entre crianças de 12 ou 13 anos, que muitas vezes são motivados por questões como privações ou abusos em casa, como forma de evitar um casamento forçado com um parceiro indesejado, falta de informação ou acesso a contracepção e pressões sociais. Os danos causados a crianças e suas famílias com o casamento infantil incluem a negação do acesso à educação, consequências à saúde, inclusive mortes em razão de gravidez precoce e abusos domésticos que incluem violência, violência sexual e abandono.

A incapacidade do governo em fazer com que a lei seja cumprida significa que o casamento infantil é um frequente mecanismo de sobrevivência para famílias pobres. Pais que não conseguem sustentar seus filhos buscam um marido para as meninas para que elas simplesmente possam ter algo para comer. Meninas pobres deixam a escola e passam a trabalhar porque suas famílias não conseguem arcar com os custos relacionados à educação, mesmo quando ela é “gratuita”, ou ainda porque o governo não exige que crianças frequentem a escola. Meninas costumam se casar como uma consequência direta do abandono da escola.

Pressões sociais, incluindo a crença em muitas comunidades de que as meninas devem se casar assim que começam a menstruar ou até mesmo antes, tornam o casamento infantil não apenas aceito, como esperado em algumas ocasiões. A falta de acesso à informação sobre saúde sexual e reprodutiva, além do difícil acesso a métodos contraceptivos, colocam as crianças sob o risco de um casamento feito às pressas para evitar ou esconder uma gravidez fora do casamento.

Meninas que se casam cedo também engravidam cedo, algo que é esperado delas e traz graves consequências à saúde pela gravidez precoce e pelo curto espaço de tempo entre as gestações. A mortalidade infantil é mais predominante em casos de gravidez precoce. Muitas meninas entrevistadas afirmaram ter sofrido abusos e violência sexual.

“Tive um casamento arranjado e não tive escolha. Também não tive escolha em engravidar”, conta Nutan C., de 21 anos, que se casou aos 16 anos. Quando falou com a Human Rights Watch, Nutan era mãe de uma menina de 4 anos, um menino de 18 meses e estava grávida de 6 meses.

Em 2014, durante a Cúpula Internacional das Meninas (em inglês, Girl Summit) em Londres, no Reino Unido, o Ministro das Mulheres, Crianças e Bem-Estar Social do Nepal prometeu colocar um fim ao casamento infantil até 2020. Quando o governo do Nepal realizou a sua própria “Cúpula das Meninas” em Catmandu em março de 2016, a meta foi adiada para 2030, data final para que sejam alcançados os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

O governo trabalhou com a ONU, organizações não-governamentais e outros parceiros para desenvolver a Estratégia Nacional para Acabar com o Casamento Infantil, afirmando que esta seria a base de um plano nacional de ação detalhado com fundos suficientes alocados para dar continuidade ao trabalho. Porém, o progresso no desenvolvimento do plano tem sido lento e a estratégia não oferece detalhes o bastante para que o fim do casamento infantil seja alcançado até 2030.

Em nível local nas vilas nepalesas há poucas evidências dos esforços governamentais para acabar com o casamento infantil ou atenuar os danos que as crianças casadas enfrentam. Alguns poucos programas de conscientização foram realizados por organizações não-governamentais. A frequência escolar é baixa, especialmente entre meninas, e não é uma exigência do governo. Muitos adolescentes não recebem informações sobre saúde sexual e reprodutiva, que deveriam ser fornecidas nas escolas. Instituições de saúde do governo oferecem serviços de planejamento familiar gratuito, mas muitos jovens, casados ou solteiros, desconhecem a existência desses serviços ou têm dificuldade em acessá-los em razão da distância, do preconceito ou da pressão familiar.

“Entrevistamos um número assustador de meninas adolescentes que estão em luto pela morte de seus filhos”, afirmou Heather. “Essas histórias são intoleráveis e geralmente poderiam ter sido evitadas. Acabar com o casamento infantil no Nepal exige reformas das leis nepalesas, uma resposta da polícia e de governos locais, mudanças em registros de nascimento e casamento, nas escolas e no sistema de saúde. O governo prometeu uma mudança e ela precisa começar agora.”

FONTE: Human Rights Watch

25 respostas em “Nepal: Casamento Infantil Ameaça o Futuro de Meninas

  1. Apesar de ilegal desde 1963, o casamento de crianças no Nepal, principalmente de castas mais baixas, infelizmente ainda é frequente, por significar um meio
    de sobrevivência para famílias pobres.
    Nada está sendo feito em relação a isso, nem mesmo a polícia do país, ou o cartório, se manifesta contra, ou tenta impedir a realização desse crime.
    Diante das circunstâncias, é preciso que algo seja feito e que o governo de Nepal tome as devidas providências, uma vez que o casamento entre essas crianças
    tem gerado a carência de educação, problemas de saúde e até mesmo morte, em virtude de gravidez precoce.
    A ONU, algumas organizações não-governamentais e outros parceiros, têm se reunido ao governo do país com o objetivo de estabelecer estratégias e meios para colocar
    fim ao casamento infantil. Para que esse problema seja resolvido, é necessário que haja mudança na reação da polícia quanto ao assunto, para evitar futuros casos de
    casamentos, mudanças na legislação de Nepal, no registros de nascimento e casamento, além de melhoras e incentivo nos sistemas de educação e saúde.

    • E pensar que possuímos essa triste realidade também no Brasil,onde ocupamos o quarto lugar em casamento infantil, onde mais de 1,3 milhão de mulheres se casam antes dos 18 anos. Esse fator ocorre geralmente em lugares predominantemente pobres, onde o casamento acaba se tornando uma maneira de preservação das familias e de sua subsistência.O fato mais incômodo em minha opinião é o da pressão social,onde a menstruação ( um fato biológico e natural) é visto como uma aberração e algo sujo devido a crenças religiosas ou costumes locais e onde as mulheres mais uma vez estão em posição de vítimas, onde a opressão já nem faz mais questão de se esconder.Meninas que mal saíram de suas fases de crescimento e amadurecimento de seus corpos e de suas estruturas mentais tendo que criar filhos,dar apoio emocional a um marido(muitas vezes tão novo quanto ela) é uma situação extremamente preocupante.Devemos tomar rapidamente medidas para diminuir a incidência de casamentos infantis,e criar medidas protetivas para as meninas de todo o mundo.

  2. O casamento infantil é um absurdo, o lugar de uma criança é na escola, é um absurdo pensar que uma menina de 13 anos podera constituir uma familia. Lendo a noticia percebemos o sofrimento que elas passam, uma vez que devido a idade acabam perdendo filhos, sendo maltratadas, sem direito de escolher o que querem, violentadas.
    É triste ver como a lei do país é violada, e como existe tanto preconceito com as pessoas das ”castas” mais baixas. ;essa situação como visto na notícia gera inumeros transtornos psicologicos as crianças e a sociedade como um todo.
    A Sociedade Internacional precisa tomar providencias, para que a lei do Nepal seja respeitada, e o governo cumpra com a palavra de fornecer educação, educação sexual, saude, para que desse modo as crianças se preparem e quando forem adultos, e tiverem idade, emprego, constituam uma familia.

  3. Por mais que o país tenha na lei que o casamento infantil é proibido, que as pessoas só podem se casar depois dos 20 anos, percebo que as autoridades fecham os olhos diante destas situações e esse hábito infeliz se tornou uma costume local que deve ser modificado o quanto antes, é inaceitável que em pleno século XXI mulheres e principalmente crianças são tratadas, desrespeitadas e muitas vezes mortas desta forma. Infelizmente as medidas que estão sendo tomadas pelo governo são ineficazes e retarda-las seus objetivos só atrapalha o processo de desenvolvimento e crescimento da população local. Portanto, se faz necessário medidas mais eficientes para mudar esse quadro como grandes investimentos na educação, na economia, para que assim as classes mais baixas não tenham que recorrer a esse método de capitalização recursos, mais informações sobre saúde sexual e, claro, mais respeito à dignidade da mulher e da criança, a sociedade deve aprender que a mulher não é apenas um objeto que pode ser usado como o homem/governo manda e desmanda da maneira que desejar, os direitos das mulheres devem ser respeitados.

  4. O casamento infantil, reconhecido internacionalmente como uma violação aos direitos humanos, é definido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) –como uma união envolvendo pelo menos um cônjuge abaixo dos 18 anos.
    Esse tipo de casamento, mesmo sendo reconhecida ilegal no Nepal, desde a década de 1963 continua a acontecer, com o país fechando seus olhos para essa atrocidade cometida.
    Ninguém tem o direito de forçar uma criança a se casar, seja por tradição, seja por pressão econômica ou social, por motivos religiosos ou qualquer outra justificativa, pois trata-se de algo injustificável, deplorável e desumano. Essa prática é um verdadeiro abuso e precisa ser combatida no mundo.
    O que acontece, na maioria das vezes, é que, em vez de serem controladas pelos pais, as garotas passam a ser controladas pelos maridos. Qualquer sonho de escola ou trabalho envelhece cedo, na rotina de criar os filhos e se adequar às exigências do cônjuge. Uma situação como essa rompe e rouba a infância desses personagens da vida real, gerando nas meninas, principalmente, as consequências da maternidade precoce.
    Que o caso de, Nojoud Ali, uma menina iemenita de 10 anos seja um exemplo de resistência e de luta pelo direito de ser livre e ser criança, ainda que a maturidade tenha chegado tão cedo, devido a severidade da vida.
    Nojoud Ali, foi notícia mundial, em 2008, quando, ao ousar pedir e obter o divórcio, desafiou não só as tradições ancestrais do seu país, mas também a autoridade paterna. Casada à força, com idade inferior à legal para a contracção de matrimónio, Nojoud Ali manifestou uma maturidade que só a violência pode forjar na cabeça de uma criança, indo ao tribunal da sua cidade pedir o divórcio ao juiz, quando se julgava que tinha ido comprar pão.
    Libertando-se de um casamento indesejado com um homem três vezes mais velho do que ela, Nojoud Ali tornou-se um símbolo da causa das mulheres do Iémen, criando um antecedente que ajudou outras crianças casadas à força, antes da idade legal do casamento, a obterem também o divórcio. No livro Moi Nojoud, 10 ans, Divorcée, conta a sua história «para que outras meninas, nas mesmas circunstâncias, possam ter a coragem de pedir o divórcio». A narrativa foi escrita em colaboração com a jornalista francesa Delphine Minoui, especializada em Médio Oriente, e publicada em 2009 pela editora Michel Lafon.

  5. O casamento infantil, ainda que proibido por lei, é frequente no Nepal. A maioria dos casos consiste em famílias que não possuem condições de sobrevivência e arranjam um casamento para as filhas terem o que comer. Os “casamentos por amor”, que são decididos pelas próprias crianças, geralmente provém de abusos dentro de casa, ou seja, elas casam para se livrar da violência sofrida pelos seus pais. Ainda há as que casam para esconder uma gravidez fora do casamento, problema decorrente da falta de educação sexual e métodos contraceptivos no país. Essa situação, se configura em enorme desrespeito aos direitos humanos, que em casos como esse, deve se sobrepor à culturas locais (comunidades indígenas por exemplo) por “roubarem” a infância desses meninos e meninas. Além disso, esses casamentos interferem no futuro desses jovens, que acabam sem concluir a escolaridade por darem esse passo antes da hora. Para reverter essa situação, é imprescindível uma reforma nas leis nepalenses, além de fiscalização dos governos locais.

  6. O casamento infantil no Nepal é um dos maiores problemas do país. Já faz tempo que promete para a ONU que adotará medidas para modificar a situação, porém, pouco efetivamente tem feito. A criança que casa cedo é para dar um alivio financeiro para a família, entretanto, não tem acesso a políticas de planejamento social, educação básica, casam-se muito cedo e tem filhos muito rápido. Isso acaba fomentando o ciclo da pobreza, pois quantos mais filhos menos tempo para investir no seu crescimento profissional num país com pouco estimulo e possibilidades. O Nepal deve adotar medidas mais incisivas para coibir o casamento como, por exemplo, tornar ilícito o casamento infantil, oferecer contraceptivos nas escolas, inserir na grade escolar educação sexual, entre outros. O casamento infantil é uma das formas mais cruéis de roubar a infância e forçar o amadurecimento precoce do indivíduo, a criança nem teve infância e já tem que resolver problemas como um adulto com filhos, famílias, enfrentar a desigualdade social que é grave no país, as mães não conseguem se formar, logo, não conseguem um bom emprego colocam os filhos cedo para trabalhar ou casam as filhar cedo para ser uma despesa a menos assim se fomenta a pobreza eternamente.

  7. O casamento infantil no Nepal é proibido, mas a norma não é cumprida por seus habitantes. A partir da hora que aconteceu o descumprimento da lei, as pessoas que violaram a norma deveriam ser punidas, evitando que outros também violem. Entretanto, como vimos na reportagem, as autoridades nada fazem para combater essa infração, o que contribui para a norma continuar a ser desrespeitada.
    O casamento infantil é uma preocupação, pois prejudica o futuro das crianças causa problemas de saúde, educação, transtornos psicológicos… O que não gera problemas apenas para as crianças e suas famílias, o país também fica prejudicado, pois o casamento infantil acarreta vários problemas para a nação.
    As crianças são obrigadas a se casarem desde novas e isso traz consequências futura, pois o compromisso matrimonial assumido as afasta da escola. Toda nação que deseja ser desenvolvida precisa que os seus cidadãos sejam instruídos e tenham acesso a educação.

  8. Em pleno século XXI, falar de casamento infantil é algo no mínimo ultrapassado. Crianças devem estar na escola, brincando e aprendendo, não vivendo a vida de um adulto.
    Todas as pessoas devem ter o direito de viver cada fase de sua vida, escolhendo seus próprios caminhos e meios de alcançar a felicidade, porém, como no caso do Nepal, a pobreza, o abuso, o fanatismo à religião e a existência de castas são fatores muito presentes na sociedade e, consequentemente, tornam o casamento entre crianças ainda mais frequentes.
    A pobreza intensa de pessoas de castas mais baixas, como os Dalit, faz com pais vejam como único meio de alimentar seus filhos, os casando. A religião, para piorar, incentiva o ato. E, como consequência de tudo isso, crianças vivem em um lar abusivo fazendo com que elas mesmas prefiram casar e escolher seus parceiros, ainda que muito precocemente.
    Além de tudo, meninas ao se verem casadas antes da fase adulta são obrigadas a engravidar de forma precoce e desnecessária, causando grandes danos à sua saúde. Muitas delas morrem devido à complicações na gravidez ou perdem seus filhos, o que causa um grande dano à saúde emocional delas. Mostrando de tal maneira, que o Nepal é um país que nem mesmo possui a existência de gêneros, já que a incidência de crianças novas que se casam são maiores para mulheres.
    Tudo isso é consequência de atos e a falta deles vindo do governo. O aumento do número de vagas de trabalho, o incentivo ao estudo e ao bem-estar de uma infância bem vivida deveriam ser propostas de um governo mais igualitário e presente, inexistentes no país atual.

  9. O casamento infantil é juridicamente vedado no Nepal desde 1963. Contudo, tal fato continua sendo muito comum na realidade do país, uma vez que o governo e as autoridades não tomam medidas necessárias para erradicação dessa barbarie, que, claramente, fere a dignidade de milhares de crianças e jovens, que não acabam não tendo escolha e são vítimas dessa prática rudimentar.

    O casamento infantil é reconhecido internacionalmente como violação aos direitos humanos. De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC), casamento infantil é uma união envolvendo pelo menos um cônjuge abaixo dos 18 anos.

    Segundo os relatos das vítimas (meninas e meninos das classes sociais mais baixas) é comum que ao atingirem uma certa idade, sejam forçados a enfrentar o tradicional “casamento arranjado”, em que os pais selecionam pretendes para os filhos, com o intuito de tornarem independentes mais rapidamente, o que, em tese, proporcionaria a eles um futuro mais digno e melhor. Ocorre que muitas vezes, principalmente as meninas, acabam tornando-se escravas de uma vida sexual precoce e vítimas de muito sofrimento.

    Nesse sentido, é necessária a atuação de órgãos internacionais, em conjunto com o governo e as autoridades do Nepal, na fiscalização dessa prática tão infeliz, a fim de garantir uma juventude mais feliz, uma vida mais digna e um futuro melhor aos jovens da Nação.

  10. Apesar de “ilícito” desde 1963 no Nepal, os órgãos de registro civil do Estado ainda realizam registro dos casamentos entre crianças, isto nada mais é que a aceitação tácita desta prática que nada mais que um atentado a dignidade da pessoa humana. Uma criança não possui discernimento suficiente para saber a gravidade de um casamento, muito menos como realiza-lo. Apesar de uma prática cultural isto é algo a ser mudado, independente de estar presente na cultura ou não haverá pressão externa, do âmbito internacional para o fim de práticas imorais como esta. A Espanha por exemplo sofreu pressão internacional para findar com as toradas por exemplo.

  11. O governo do Nepal não está adotando medidas suficientes para acabar com o casamento infantil, prejudicando profundamente meninos e meninas do país, afirma relatório da Human Rights Watch divulgado hoje. Em julho de 2014, o governo do Nepal prometeu acabar com o casamento infantil até 2020. Em 2016, a meta foi adiada para 2030. Porém, o governo ainda precisa adotar medidas concretas para alcançar sua meta.
    A incapacidade do governo em fazer com que a lei seja cumprida significa que o casamento infantil é um frequente mecanismo de sobrevivência para famílias pobres. Pais que não conseguem sustentar seus filhos buscam um marido para as meninas para que elas simplesmente possam ter algo para comer. Meninas pobres deixam a escola e passam a trabalhar porque suas famílias não conseguem arcar com os custos relacionados à educação, mesmo quando ela é “gratuita”, ou ainda porque o governo não exige que crianças frequentem a escola. Meninas costumam se casar como uma consequência direta do abandono da escola.
    Pressões sociais, incluindo a crença em muitas comunidades de que as meninas devem se casar assim que começam a menstruar ou até mesmo antes, tornam o casamento infantil não apenas aceito, como esperado em algumas ocasiões. A falta de acesso à informação sobre saúde sexual e reprodutiva, além do difícil acesso a métodos contraceptivos, colocam as crianças sob o risco de um casamento feito às pressas para evitar ou esconder uma gravidez fora do casamento.

  12. Mesmo sendo reconhecido como uma violação aos direitos humanos, pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) e no Nepal, inclusive, desde 1963, continua a acontecer, com as autoridades ignorando tal atrocidade.
    O casamento infantil, acarreta na vida de jovens garotas, a destruição do sonho de ter um ensino de qualidade, a maternidade precoce, rouba-lhes a infância, causando graves danos à sua saúde. Quando a jovem não morre por complicações no parto, perde o filho pela incapacidade de cuidar de outra criança, gerando grave dano psicológico.
    Todo o exposto é consequência de atos e falhas governamentais, do fanatismo religioso, da desigualdade social e da estrutura da sociedade em castas. Sugerindo que, a única maneira de “subir” de casta é o casamento, e a casta significa o nível social que você deve permanecer pelo resto da vida, sendo-lhe impossibilitado a prática de uma atividade diferente daquela imposta a sua referida casta.

  13. Em qualquer lugar do mundo, o casamento infantil é uma pratica que deve ser condenada enfaticamente. Seus efeitos são nefastos e tem grande impacto na vida das crianças. As mesmas deveriam estar na escola, brincando e tendo a oportunidade de se desenvolver progressivamente ao longo do tempo, ingressando na vida adulta no momento adequado e não por pressão social ou outro motivo insignificante. Ao meu ver, o casamento infantil é apenas uma manifestação social que tem como raiz a combinação de um fator histórico cultural com o subdesenvolvimento social e econômico do país.

    Me parece ingênuo que se tente acabar com a consequência do problema – casamento infantil – apenas criando leis que são continuamente ignoradas. Obviamente tais leis devem existir e deve-se fazer o possível para que sejam observadas. No entanto, as medidas que tem maior capacidade de resolver o problema são todas de longo prazo e incluem maior investimento em educação, tecnologia, acesso a saúde, aliados a programas de distribuição de renda e seguridade social. O aspecto cultural e pressões sócias não se muda rapidamente e só perde forca ao longo do tempo quando as novas gerações percebem os efeitos negativos de tal pratica.

  14. O casamento infantil e uma pratica abominável que precisa ser extinta em todo local do mundo, representa uma grave ameaça a dignidade humana sujeitando crianças sem o menor discernimento a se unirem forçadamente com pares com três ou quatro vezes mais idade do que elas. Mesmo proibido desde 1963 o governo não toma as medidas necessárias para acabar de vez com tal pratica, calcula-se que 37% das meninas se casam com menos de 18 anos e 10% com menos de 15 anos.

    Diante de tais circunstancias é necessário que algo seja feito e que o governo do Nepal e a Sociedade Internacional tome as devidas providencias para acabar com essa pratica e que forneça aos jovens educação, saúde, educação sexual e lazer para que tenham um crescimento saudável e consciente e que tenham livre arbítrio para escolherem com quem casar no momento ideal.

  15. O casamento infantil no Nepal, como em outros países, ainda é um problema gravemente adiado. O governo sempre adia a data de por fim nessa prática que rouba a infância dessas crianças.

    Meninos e meninas sofrem por terem que deixar seus lares, para casarem-se com parceiros em sua grande maioria bem mais velhos. Infelizmente, é uma pratica cultural que vem se prolongando por anos. Muitas vezes as famílias não têm opção, porque geralmente é através do casamento que conseguem o sustento da família!

    Mesmo sendo ilegal no país, os cartórios, registram inúmeros casamentos por ano. O que mostra um descaso completo pelas leis do país, e por parte do próprio governo, que somente finge que está preocupado em acabar com essa prática egoísta. O governo apenas mascara pois isso causa repugnância em todo o mundo.

    A ONU, e as demais organizações não- governamentais, veem cada vez mais tentando junto ao Nepal acabar com os casamentos infantis. Porém somente com a atitude dessas organizações não é possível. É necessária uma postura firme do Nepal perante os cartórios que ainda fazem esses registos e com suas leis, para que elas realmente tenham efeito.

  16. Mesmo proibido desde 1963 o casamento infantil ainda faz parte da realidade do Nepal. Prevalecendo na população de baixa renda do país, percebe-se que o casamento é vínculo econômico.
    Dentro da estatística entram meninos em meninas, mas também é citado que em algumas comunidades é esperado que as meninas se casem muito cedo, o fator econômico e social, juntos determinam o futuro das crianças.
    As autoridades parecem não se preocuparem com o fato, incluindo governo e polícia local. É lamentável pois existem maneiras de se evitar esses casamentos e as consequências que eles acarretam, como a gravidez precoce, já que as crianças nepalesas que se casam não recebem qualquer auxílio ou orientação sobre como se prevenir e se proteger, também de doenças sexualmente transmissíveis.
    O governo do Nepal precisa prover subsistência para as famílias de baixa renda, que culturalmente não são assistidas e recorrem ao casamento como meio de sustento. Os casamentos que já ocorreram devem ser denunciados, e meninas e meninos que passam por esse trauma devem receber tratamento psicológico durante toda a vida.
    Costumes são diversos nas culturas existentes no mundo, mas os que são ilegais e abusivos como este, devem ser extintos o quanto antes.

  17. Com o fito de subsistência para classes mais necessitadas no Nepal, o casamento entre crianças é medida que se impõe pela população, contudo, ressalta-se tal pratica ser ilegal.

    Destaca-se a negligência estatal, bem como internacional para o fato, o crime em síntese ocorre livre e notoriamente. Todavia, necessário se faz então, uma intervenção da ONU juntamente com outras instituições para coibir estes feitos, isto porque, por ter fato costumeiro do pais, equivoca-se quem pensa que de um dia pro outro tal pratica será realmente proibida e punida.

    Por fim, vejo que é alarmante esta afronta aos Direitos Humanos e muito grave e, caso a ONU interfira, existem chances de ser solucionada ou subsidiariamente diminuída.

  18. O casamento infantil, reconhecido internacionalmente como uma violação aos direitos humanos, é definido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) –como uma união envolvendo pelo menos um cônjuge abaixo dos 18 anos. Mesmo sendo uma conduta abominável e ilicitamente desde o ano de 1963 no Nepal os órgãos de registro civil do Estado ainda realizam registro dos casamentos entre crianças.
    Embora seja uma conduta ilícita, como foi visto é recorrente esse tipo de acontecimento. As famílias mais desfavorecidas financeiramente utilizam-se desse casamentos para conseguir muitas vezes um dote para salvar sua família da “miséria”. Sem falar que o fato de serem apenas meninas, que ainda nem chegou na fase da adolescência causa inúmeras mortes devido a gravidez precoce, sem falar que essas meninas e também meninos acabam se desvinculando da escola para dar atenção ao seus cônjuges.
    Diante de tais circunstancias é necessário que algo seja feito e que o governo do Nepal e a Sociedade Internacional tome as devidas providencias para acabar com essa pratica tão medonha.

  19. Apesar de “ilícito” desde 1963 no Nepal, os órgãos de registro civil do Estado ainda realizam registro dos casamentos entre crianças, isto nada mais é que a aceitação tácita desta prática que nada mais que um atentado a dignidade da pessoa humana

  20. Uma criança não possui discernimento suficiente para saber a gravidade de um casamento, muito menos como realiza-lo. Apesar de uma prática cultural isto é algo a ser mudado, independente de estar presente na cultura ou não haverá pressão externa, do âmbito internacional para o fim de práticas imorais como esta.
    O casamento infantil, reconhecido internacionalmente como uma violação aos direitos humanos, é definido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) –como uma união envolvendo pelo menos um cônjuge abaixo dos 18 anos. Mesmo sendo uma conduta abominável e ilicitamente desde o ano de 1963 no Nepal os órgãos de registro civil do Estado ainda realizam registro dos casamentos entre crianças.
    Apesar de “ilícito” desde 1963 no Nepal, os órgãos de registro civil do Estado ainda realizam registro dos casamentos entre crianças, isto nada mais é que a aceitação tácita desta prática que nada mais que um atentado a dignidade da pessoa humana
    Diante de tais circunstancias é necessário que algo seja feito e que o governo do Nepal e a Sociedade Internacional tome as devidas providencias para acabar com essa pratica tão medonha.

  21. O casamento infantil no Nepal pode ser entendido como resultado da situação econômica, financeira e também cultural no país. Econômica e financeira, uma vez que crianças das regiões mais pobres são obrigadas a se casarem uma vez que não têm, a grande maioria, condições estruturais para ter estudo, escolaridade, e acabam sendo inseridas em um meio no qual o casamento na infância se torna a única solução para fugir da realizade vivida por elas. O casamento infantil pode ser considerado também uma questão cultural pois, conforme citado, é proibido no país desde 1963 mas, o governo continua, nos dias de hoje, adiando a solução e a intervenção nesse fato que, pode e deve ser considerado como violação não só aos Direitos da criança e do adolescente, como também da integridade física dessas crianças, por serem vítimas de uma falha do governo perante um problema social que precisa ser resolvido, que consequentemente destrói não só a infância, mas principalmente o futuro das crianças que não poderão escolher o caminho que irão seguir, a profissão, o estudo e muito menos a família que irão constituir.

  22. Tal notícia revela dois aspectos da cultura nepalesa: em primeiro lugar é a dificuldade de se desvincular de uma tradição tão antiquada, em que a mulher ainda é vista como inferior em relação ao homem e segundo lugar, como que o governo ainda permanece despreparado para lidar com tais questões. O casamento de meninos e meninas tão jovens mostra uma realidade ainda mais triste: ficam desprotegidas as crianças, as mulheres, os indivíduos de outras etnias, bem como as pessoas que castas mais baixas, que casam seus filhos visando o dote. Lembrando que muitas vezes, esse valor econômico que eles atribuem ao casamento é para que possam sobreviver, escancarando também a incapacidade do país em relação à distribuição de renda.

  23. O casamento no Nepal, infelizmente pode ser entendido como a situação econômica e o difícil acesso à educação, o trabalho infantil, as pressões sociais e a prática do dote são alguns dos fatores que levam ao casamento de crianças. O casamento infantil pode ser considerado também uma questão cultural pois, conforme citado, é proibido no país desde 1963 mas, o governo continua, nos dias de hoje, adiando a solução e a intervenção nesse fato que, pode e deve ser considerado como violação não só aos Direitos da criança e do adolescente.Uma criança não possui discernimento suficiente para saber a gravidade de um casamento, muito menos como realiza-lo. Apesar de uma prática cultural isto é algo a ser mudado, independente de estar presente na cultura ou não haverá pressão externa, do âmbito internacional para o fim de práticas imorais como esta.O problema é que as pressões sócias não se mudam rapidamente e só perde forca ao longo do tempo quando as novas gerações percebem os efeitos negativos de tal pratica.

  24. É absurdo e ridículo pensarmos na hipótese em que em pleno século XXI há famílias, vilas, cidades e quem dirá sociedades inteiras ainda casam as suas mulheres com pessoas mais velhas, estranhas (casamento arranjado), quem ao menos se gostam. Como é possível ainda existir sociedades em que a mulher é objeto para o homem, que eles são seres superiores e podem mandar em “suas” mulheres como bem entenderem.
    A ideia de crianças não estudarem de forma minimamente aceita ou possuírem uma qualidade de vida equivalente a de uma criança é algo que não deveria existir. As crianças não deveriam se preocupar em casar, ter filhos ou cuidar de sua casa e família. Elas deveriam estar estudando e brincando, e não sendo mulheres de família.
    Este tipo costume cultural deveria ser extinto. Obviamente não é possível simplesmente acabar com este tipo de prática do nada, pois se trata de um traço cultural de uma certa sociedade, mas realmente algo deveria ser feito com uma grande urgência. Estas crianças não podem ser prejudicadas ou sofrer mais com estas práticas horríveis e machistas.

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