Chefe de direitos humanos da ONU chama líderes da extrema direita de ‘demagogos’ e ‘trapaceiros’


Publicado originalmente em: 06/09/2016

O chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, chamou líderes políticos de extrema-direita da Europa e dos Estados Unidos como Geert Wilders (Holanda) e Donald Trump (EUA) de “demagogos” e “trapaceiros” que tentam incitar o ódio contra minorias étnicas e religiosas em seus países. Para Zeid, não são eles, mas os defensores dos direitos humanos, que escreverão a história do século 21.

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O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, chamou líderes políticos de extrema-direita da Europa e dos Estados Unidos como Geert Wilders (Holanda) e Donald Trump (EUA) de “demagogos” e “trapaceiros” que tentam incitar o ódio contra minorias étnicas e religiosas em seus países. Para Zeid, não são eles, mas os defensores dos direitos humanos, que irão escrever a história do século 21.

“A história talvez tenha ensinado (Geert) Wilders e sua laia sobre como a xenofobia e a intolerância podem ser utilizadas como armas. Comunidades vão se isolar em campos de medo, hostilidade, com populistas como eles, e extremistas, como comandantes. A atmosfera vai se tornar pesada com o ódio, e nesse ponto você pode cair rapidamente na violência colossal”, disse Zeid em Haia, na Holanda.

“Precisamos sair dessa trajetória. (…) Vamos continuar parados, olhando essa banalização da intolerância, até que ela atinja sua conclusão lógica?”, questionou. “Não, meus amigos, não sejam conduzidos pelos trapaceiros”, disse Zeid, completando que “nós não seremos intimidados pelo agressor, nem enganados pelo enganador”.

“Porque nós, não você, vamos orientar nosso destino coletivo. Nós, não vocês, vamos escrever este próximo século.”

Um dos favoritos para vencer as eleições na Holanda no ano que vem, Wilders, assim como o candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump, é conhecido por propagar ideias xenofóbicas.

Zeid disse que tanto Wilders como Trump e a francesa Marine Le Pen têm táticas comuns ao grupo terrorista Estado Islâmico. “Eu certamente não estou igualando as ações de demagogos nacionalistas com aquelas do Estado Islâmico que são monstruosas e doentias”, disse. “O Estado Islâmico precisa ser julgado. Mas o modo de comunicação, que usa meias-verdades e simplificações, a propaganda e a tática que o Estado Islâmico usa são semelhantes às dos populistas”, completou.

“Pinte metade de um quadro na cabeça de um indivíduo ansioso, exposto à crise econômica, por meio da mídia e em meio aos horrores do terrorismo. Coloque algumas meias-verdades aqui e ali e permita que o preconceito natural das pessoas faça o resto”, declarou Zeid. “Adicione drama, enfatize que a culpa é de um grupo específico, para que os porta-vozes dessa artilharia verbal, e seus seguidores, possam ter desencargo de consciência”.

“A fórmula é simples: faça para que as pessoas, que já estão nervosas, se sintam péssimas, e aí enfatize que isso é tudo culpa de um grupo estrangeiro ameaçador. (…) Inflame as pessoas, repita várias vezes até que a ansiedade piore e se transforme em ódio”, completou Zeid.

ACNUDH já fez alerta sobre Brasil

Em abril, o escritório regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) já havia manifestado repúdio à “retórica de desrespeito contra os direitos humanos” no Brasil durante votação de admissibilidade do processo de impeachment presidencial na Câmara dos Deputados.

Em particular, o escritório do ACNUDH, chefiado por Zeid, condenou as manifestações do deputado federal Jair Bolsonaro em referência a Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça brasileira e pela Comissão Nacional da Verdade como torturador durante a última ditadura militar no país.

Repudiamos qualquer tipo de apologia às violações de direitos humanos como a tortura, que é absolutamente proibida pela Constituição brasileira e pelo direito internacional”, disse o representante do ACNUDH para América do Sul, Amerigo Incalcaterra. “Esse tipo de comentário é inaceitável, especialmente vindo de representantes das instituições brasileiras e eleitos por voto popular.”

O representante reiterou seu apelo ao Congresso Nacional, às autoridades políticas, judiciárias e a toda a sociedade brasileira a condenar qualquer forma de discurso de ódio, e a defender em toda circunstância os valores da democracia e da dignidade humana.

Fonte: ONU BR

30 respostas em “Chefe de direitos humanos da ONU chama líderes da extrema direita de ‘demagogos’ e ‘trapaceiros’

  1. Radicalismo, seja ele de direita ou esquerda, mostram sempre um traço inadmissível de intolerância . Governos mais de centro, mais equilibrados, que sejam capazes de assistir aos que mais necessitem, dando-lhes formação de qualidade e ao mesmo tempo deles exigindo responsabilidade, são para mim a saída possível. E o envolvimento das populações na vida política de seus países é também essencial para o desenvolvimento, atitude também necessária para uma mudança positiva na situação mundial atual e recentemente colocada em exposição pelo Papa Francisco em um de seus sermões. Ele externou que “a verdadeira política é a expressão da preocupação com a coletividade!”: concordo integralmente.
    O grande desafio do século XXI será o de alcançarmos a tão almejada paz social, regada pelo equilíbrio dos líderes e dirigentes dos mais diversos países mundo afora. Dificílimo, frente a tantos desafios, principalmente o de vencer a ignorância, a pobreza, a exploração de minorias.
    A população como um todo precisa conscientizar-se de sua responsabilidade: somente com cidadãos críticos, conscientes e competentes poderemos construir uma perspectiva de mudança rumo à sustentabilidade. Dentro desse conceito, incluímos não somente o aspecto ambiental, mas o convívio pacífico e cooperativo entre os diversos países do mundo e a qualidade de vida dos povos.

  2. O mundo já vivenciou experiências horríveis no que tange a ideias extremistas que pregam o ódio a minorias. As pessoas já deveriam saber que esse não é o melhor jeito de resolver os problemas dentro dos países e que quanto mais preconceito mais difícil será de achar soluções pacificas. Com o advento dos direitos humanos e a tentativa de união dos países em prol de melhora as condições humanitária do mundo é inaceitável esse comportamento vindo de candidatos a lideres políticos. A xenofobia, descriminação e o preconceito não devem ser louvados e cabe a sociedade reprimir esses discursos extremistas pois independente do tipo de problema social ou econômico que o pais esteja enfrentando a solução nunca sera odiar e hostilizar minorias pois a principio pode ate parecer que isso diminua os problemas mas com certeza isso só esta desviando a atenção do real problema. Com isso fica claro que devemos sempre está em alerta com relação aos discursos de nossos candidatos além de sempre lembrar os horrores quem vem junto com a exclusão das minorias pois independente de raça, etnia, credo todos nos somos seres humanos e devemos nos respeitar.

  3. É conhecido que a extrema direita ou “ultradireita” prega ideais extremistas no que toca a política social. Seus pensamentos são caracterizados por ideologias racistas , xenofóbicas e ultranacionalistas . Ainda assim , muitos insistem em defendê-la , sob preceitos de que um governo de direita radical traria ordem e progresso a uma nação.
    Desse modo, Insistem eles que o comando ultranacionalista representa a forma mais forte de se governar, pois garantir-se-ia o preceito fundamental do homem, que é se submeter a um poder supremo , à um “Leviathan”. Tal fundamento foi sustentado por pensadores como Maquiavel e Hobbes, que defenderam a natureza do ser humano como maléfica e, portanto, desconhecedora da lei (natural). Dessa forma, submeter-se-iam, por meio de um pacto, a um supremo líder, sendo os princípios guiadores da união social o medo do homem superior e a honra (monárquica) em respeitar os seus nobres excelsos. A dita extrema direita parece tentar criar uma espécie de “nova nobreza”, justificando-se sobre a égide dos princípios de hierarquia social , assim, apoiando a supremacia de determinados grupos sobre outros que consideram inferiores. Parecem esquecer que, talvez, o motor mais forte do homem é a liberdade . Ela é impulso que vem das entranhas, como rir , chorar , se relacionar. A sociedade humana livre pauta-se, principalmente, na parelha entre seus semelhantes.
    É conhecido na história o episódio da Revolução Francesa, que atestou a ineficácia da honra em ater-se aos nobres. O povo cansado da repressão monárquica revoltou-se , destituindo o monarca e estabelecendo a “ República dos livres”. Além do ocorrido histórico que mostrou o repúdio aos governos absolutistas, não podemos olvidar que, todas as tentativas de instalação de governos “modernos” de extrema direita caíram na ditadura e na subseqüente repreensão do povo por meio de protestos e revoltas. Destarte, os diversos exemplos políticos citados, provam que o ser humano tem como princípio nato a liberdade. Tais argumentos parecem suficientes para demonstrar a insatisfação social com movimentos radicais. O povo está cansado de lutar contra o mesmo fantasma. Entende-se ser este o motivo para o crescimento e a defesa fortíssima às instituições que defendem os direitos humanos, pois são elas que visam proteger os direitos fundamentais do cidadão. É por isso o apelo e a revolta aos ditos governos demagogos , que insistem em ressuscitar os espectros do passado sombrio da humanidade.
    Interessante ressaltar, porém, que se refere à extrema direita dentro dos moldes apresentados nesse texto, e não à dita nova direita (v.g. libertarianismo) que é classificada dentro do espectro político de alguns autores como “far right-wing” . Por fim , reitera-se aqui, a repulsa a qualquer movimento apologético que vise a diminuição dos direitos fundamentais do homem de qualquer classe ou grupo , desse modo, indo de encontro ao apelo de Zeid Ra’ad Al Hussein, pois todo atentado ao instituto dos direitos humanos é, também, um ataque à Constituição brasileira e à República Federativa do Brasil.

  4. É espantoso, em pleno século 21, que ainda exista quem incite a violência contra determinados grupos por meio do discurso de ódio. Não precisamos ir tão longe quanto aos Estados Unidos (Donald Trump) ou à Europa (Geert Wilders). Isso acontece, corriqueiramente, no nosso próprio país.
    No entanto, o desrespeito aos direitos humanos não ocorre só vindo de líderes de extrema direita. Vários líderes esquerdistas promovem e incitam a mesma violência. Tomemos como exemplo os manifestantes, em sua maioria, de esquerda que marcham contra o suposto ”golpe”. É claro que em suas manifestações eles também incitam o ódio aos ”golpistas”,”coxinhas”,”capitalistas opressivos”. Eles também se utilizam da violência, ao depredar patrimônio público e privado. Assim como os Bolsonaro foram extremamente infelizes e desrespeitosos ao exaltar o Coronel Ustra durante a votação do Impeachment.
    Desta forma, torna-se claro que precisamos sim de mais tolerância, com os pensamentos divergentes, com as etnias divergentes (no caso do discurso xenófobo de Trump), etc. Mas a nossa indignação não pode ser seletiva.

  5. O cenário da política internacional atual, faz-se preocupante na medida em que líderes políticos de extrema-direita vêm se destacando nas pesquisas de intenções de voto na Europa e nos Estados Unidos. Essas duas grandes potências mundiais são as principais influências nas políticas externas e relações diplomáticas. Nesse sentido, tornar figuras como Donald Trump líderes mundiais com um poder de influência dessa magnitude, é no mínimo preocupante. Nas campanhas políticas, já evidenciam qual modelo de governo seguirão, e a todo momento fazem discursos de ódio contra minorias étnicas e religiosas, desrespeitando veementemente os tão difundidos Direito Humanos. Isso, aliado ao contexto atual, em que imigrantes refugiados do Oriente Médio procuram abrigo e acolhimento em outros países, são motivos suficientes para que haja repúdio a ascensão desses líderes. É importante a consciência coletiva na hora de realizar o voto (cidadãos norte-americanos e europeus devem estar cientes da importância em caráter mundial desse pequeno, porém complexo, ato) e a reflexão sobre a demagogia manipuladora vinda de Trump que, soa como “salvação” do povo norte-americano, mas pode se tornar a condenação.

  6. É intolerável usar de discursos de ódio para praticar a difamação e a violência, infringir os direitos humanos, se rebaixar… Precisamos de mais respeito aos grupos contrários. Obviamente há de se querer evitar o uso do poder excessivo para se manifestar, do uso da força, da xenofobia e preconceito para influenciar a mente das pessoas, porém não é utilizando de alegações como essas, com o objetivo de hostilizar que chegaremos a uma solução pacífica. Devemos estar atentos aos nossos candidatos e representantes, ter opiniões formadas e criar forças dentro da própria sociedade para combater atos que repudiamos e que não queremos como representação.

  7. O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, alegou que líderes políticos de extrema-direita da Europa e dos Estados Unidos são “demagogos” e “trapaceiros” que tentam incitar o ódio contra minorias étnicas e religiosas em seus países.
    A conduta desses líderes é inaceitável, não se pode propagar discursos de ódio e difamar e infringir direitos. Precisamos é de aprender a respeitar o diferente e pensar mais sobre quem irá ser nosso representante político, para que não seja este tipo de pessoa que propaga o preconceito e o ódio racial. É de suma importância a conscientização coletiva a respeito do voto.

  8. O Estado deve assegurar o direito das minorias justamente pelo fato delas possuírem uma pequena representatividade na sociedade, porém, isso não é o que vem ocorrendo na prática. O que está acontecendo é justamente o oposto, como o próprio chefe de direitos humanos da ONU citou. Donald Trump, por exemplo, é um candidato que tem grande potencial em ganhar as eleições para presidência, porém, se mostra totalmente intolerante quando se trata das minorias. . A consciência ao voto é muito importante para que saibamos escolher bem os nossos representantes, e optar por uma pessoa que incita ódio não é a melhor opção. Diante desse teme é muito importância salientar que, na democracia, não é correto pensar que apenas os grupos majoritários devam ter suas vontades e necessidades atendidas. O Estados Unidos, sendo essa grande potência e influenciando tantos outros países, devia ser o primeiro a pensar dessa forma e incentivar outras nações a serem mais tolerantes. Observando tanta incitação ao ódio e intolerância em relação à etnia, opção sexual, religião, entre outros, sinto que a cada dia que passa a sociedade retroage mais.

  9. A história nos mostra o quanto o extremismo, tanto de direita quanto de esquerda, dominam negativamente um país. Os governistas de extrema direita ou de esquerda usam da arguição para manipular uma nação, vide Adolf Hitler, que com o uso de violência e propaganda convenceu o povo Alemão a fazer atrocidades em busca da reunificação de uma “raça”.
    O alto-comissário da ONU para direitos humanos cita Donald Trump, político que usa do ódio para conquistar seus eleitores. Com sua intolerância e xenofobia, ele dispõe norte-americanos contra o resto do mundo, principalmente os imigrantes que vão aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor (os mesmos imigrantes que realizam o trabalho braçal que os nativos do país não se submetem).
    Ideias como construir muros de isolamento em um país, enaltecer torturadores, exterminar um grupo social ou racial, parecem ter vindo do século retrasado. Porém, o extremismo político e até religioso cegam seus adeptos, que aceitam esses ideais sem perceber o absurdo que apoiam.
    O extremismo se encontra em diversos países e setores, sendo uma afronta à democracia. A ONU, na maioria das vezes, se posiciona contra discursos e ações de ódio, como deve. Todavia, cabe ao mundo reconhecer que o respeito à diferença, seja ideológica, racial ou religiosa é a solução para se alcançar a harmonia entre os povos, e não surge de uma Organização, mas sim das populações em si.

  10. Muitos chefes de governo de superpotências acreditam na existência de uma dependência das minorias em relação a eles. E isto lhes faz se sentirem no direito de ditarem as regras a esta minoria, pondo-as em uma posição inferior e subordinada a suas leis. Isso é uma afronta a princípios do Direito Internacional que tem como principal alicerce a soberania dos Estados. Independente do poder bélico ou de influência, todos os Estados são soberanos, e estão em uma relação paritária no Direito Internacional. O posicionamento de Al Hussein foi correto; ele não temeu as represálias que viriam ao enfrentar uma superpotência que tem poder de influencia ideológica sobre seus habitantes. Parecia que a aceitação do império americano era uma obrigação cuja sanção era o envenenamento proposital das mentes americanas contra as minorias rebeldes que não aceitam este império. Porém, sendo isso verdade ou não, Hussein mostrou coragem ao mostrar não sentir medo disso, e afirmar que são eles mesmos que ditarão os próprios passos no século XXI.

  11. Dentre as funções a ser desempenhada por um Chefe de Estado, esta zelar pelas maiorias e por óbvio, pelas minorias também. Não é legítimo que alguém que exerça esse cargo, governe apenas em prol da maioria. Portanto, a declaração do chefe de Direitos Humanos da ONU, em relação a Geert Wilders e Donald Trump, faz total sentido. Os noticiários, diariamente trazem a tona a problemática de territórios nos quais não se aceita o diferente, e diante dessa recusa, há guerrilhas e muita violência, que cada dia parece crescer mais. Os moradores que conseguem migrar desses locais onde o ódio e autoritarismo já dominaram, para territórios que os recebe, muitas das vezes, continuam tendo problemas por conta da xenofobia. Não deve-se generalizar, porém, alguns nativos das regiões que recebem os refugiados, não aceitam essa migração por diversos fatores e acabam sendo xenofóbicos. Diante desse contexto, torna-se ainda mais claro que não há mais espaço para aqueles que não sabem conviver com o diferente e muito menos, para Chefes de Estado que incitem, ainda que indiretamente o ódio.

  12. Dentre as funções a ser desempenhada por um Chefe de Estado, esta zelar pelas maiorias e por óbvio, pelas minorias também. Não é legítimo que alguém que exerça esse cargo, governe apenas em prol da maioria. Portanto, a declaração do chefe de Direitos Humanos da ONU, em relação a Geert Wilders e Trump, faz total sentido. Os noticiários, diariamente trazem a tona a problemática de territórios nos quais não se aceita o diferente, e diante dessa recusa, há guerrilhas e muita violência, que cada dia parece crescer mais. Os moradores que conseguem migrar desses locais onde o ódio e autoritarismo já dominaram, para territórios que os recebe, muitas das vezes, continuam tendo problemas por conta da xenofobia. Não deve-se generalizar, porém, alguns nativos das regiões que recebem os refugiados, não aceitam essa migração por diversos fatores e acabam sendo xenofóbicos. Diante desse contexto, torna-se ainda mais claro que não há mais espaço para aqueles que não sabem conviver com o diferente e muito menos, para Chefes de Estado que incitem, ainda que indiretamente o ódio.

  13. O discurso xenófobo remonta um passado sombrio que tomou lugar durante a primeira metade do séc. 19, típico das forças nazistas e de seus aliados. Este discurso xenófobo e discriminatório já fez parte de vários tipos de governo, sejam eles de esquerda ou de direita e normalmente visam desestabilizar um governo ou incutir na população um pensamento para justificar determinadas ações.
    São inúmeros os exemplos de governo que já se utilizaram desse método para ganhar governabilidade e agir conforme este discurso. Atualmente pode se observar discursos deste tipo nos EUA por parte do candidato Donald Trump em relação aos mexicanos, e pouco tempo atrás no próprio território brasileiro a partir das escutas autorizadas pelo juiz Sergio Moro em investigação ao ex-presidente Lula, em que ele incita o ódio à classe média.

  14. Antes de qualquer observação ou análise do texto supra, há de se definir demagogo.
    É uma forma de atuação política na qual existe um claro interesse em manipular ou agradar a massa popular, incluindo promessas que muito provavelmente não serão realizadas, visando apenas a conquista do poder político.

    Interessante que Zeid Ra’ad Al Hussein tenha sido tão rápido a mencionar que esse é um ato da direita. Sim, essa prática se mostra no Donald Trump por exemplo, um dos dois fortes candidatos para presidência nos Estados Unidos.

    Mas pessoalmente, acho que em geral, é uma prática muito mais comum em governos de esquerda. Veja, por exemplo, o Lula. Exemplo caricato que um presidente demagogo, que venceu as eleições com inúmeras promessas ao povo economicamente desprivilegiado, que compõe a maioria do Estado Brasileiro.

    Importante ressaltar que seja de esquerda ou direita, essa forma de obtenção de votos e sedução da população é abominável, e discursos de ódio -como fazia Lula com os “ricos”, ou Hitler com Judeus e como faz Trump com islâmicos e mexicanos- são o motivo de inúmeras tragédias e mortes, inclusive dos milhões de judeus na segunda guerra mundial.

  15. O extremismo desde os fundamentos da historia se caracteriza como uma pratica extremamente negativa e danosa para o sistema democrático. Ao ler a noticia e constatar que um dos candidatos com maior chance de ganhar as eleições presidências dos Estados Unidos, que é visto como a maior potência mundial e exerce forte influencia no globo, apresenta ideias xenofóbicas e extremas, sinto uma grande preocupação no que diz respeito ao rumo que a humanidade esta tomando. Ao invés de o extremismo estar se disseminando, como era de se esperar, vemos pessoas que adotam de ideologias extremas cada vez mais se destacando e ganhando forca nos cenários políticos, como e o caso de Donald Trump nos EUA e de Jair Messias Bolsonaro no Brasil. O ser humano precisa rever seus conceitos e caminhar em direção a extinção de praticas e ideias extremistas, para que assim possamos viver em um mundo mais harmônico, democrático e menos conflituoso.

  16. Desde dos tempos remotos, as minorias possuem dificuldades de serem aceitas no meio social. Vale ressaltar, que o governo tem o papel de proteger as minorias. Entretanto, como citado por Zeid, alguns integrantes do governo não possuem o devido respeito àqueles que sofrem por preconceito. De fato, a luta contra o repúdio e ódio pelo homossexualismo, é recorrente nos dias atuais. A sociedade se tornou mais flexível e com menos pensamentos tradicionais. Isso é importante para os valores da democracia e da dignidade humana serem preservados e as minorias se adentrarem na sociedade sem nenhum tipo de receio. É necessário ratificar que o mundo contemporâneo obteve mudanças corriqueiras que auxiliou no desenvolvimento da proteção as comunidades carentes, mas, infelizmente, alguns integrantes das instituições públicas possuem o pensamento retórico e arcaico e não passam pra sociedade a proteção necessária.

  17. O discurso de ódio vem se mostrando, infelizmente, como um dos métodos mais utilizados na hora de se discutir política. Hoje temos um mundo em que o individualismo alcançou um patamar em que pessoas preferem viver em pequenos grupos idealistas que compartilham a mesma mentalidade, que em uma cultura mista a variada, podendo compartilhar e trocar experiências com pessoas de todos os tipos.

    A política por outro lado se dá através da manifestação da vontade do povo, ou pelo menos assim são as eleições, fazendo com que políticos desesperados por votos assumam essa posição de condenar minorias, como é possível perceber nos discursos dos candidatos americano e europeu.

    Por outro lado, o fato de um representante internacional com o cargo por ele ocupado acusar diretamente tais ações, mostra que o mundo não atura mais ações como as listadas no artigo. Cabe a nós continuarmos lutando contra a discriminação e o discurso de ódio, caso contrario podemos muito bem fazer as malas e nos prepararmos para a volta do feudalismo.

  18. É de sabença da maioria da população, os malefícios das ideias extremistas, na qual pregam ódio a determinadas minorias e o quanto o caos vem sendo instalado pelo mundo. Pois bem. O respeito deveria ser a base de todo relacionamento, isto porque, devemos aceitar a ideologia do próximo sem xenofobia e preconceito.

    As ideias de cada candidato devem ser bem analisadas, com o foco também em seus conceitos de raça, exclusão social e outros temas contra ideias extremistas (vide Adolf Hitler).

    A política e guerra não podem estar aliadas para o mal, e sim para o bem internacional.

    Tenho que no que concerne ao extremismo, devemos juntamente com organizações capacitadas pregar o oposto, porque o mundo já está cansado de derramar lagrimas de dor devido aos atentados gerados.

  19. Em tempos de crise, tanto política quanto econômica, os pensamentos de ultra-direita começam a aflorar, criando espaço para o surgimento de figuras como o candidato à presidência dos Estados Unidos da América, Donald Trump. Com seus discursos xenofóbicos e conservadores, implantam a ideia de que a culpa de todos os males enfrentados pelo país são culpa dos estrangeiros e de minorias, devendo ser barrados e retirados do país. A denúncia feita pelo chefe de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, explicita o perigo de se deixar levar pelo radicalismo da ultra-direita. A história não nos deixa esquecer de tempos em que os pensamentos ultra-nacionalistas, conservadores e de ultra-direita foram usados como base para cometer atrocidades, sob o pretexto de melhoria econômica e também social.
    No Brasil, as ideias de extrema direita estão cada vez mais tomando força, representado, por exemplo, por pessoas como o Deputado Federal Jair Bolsonaro, que afirmam que podem salvar o país da crise, acabar com a corrupção e incitam o ódio à minorias e a partidos políticos. É necessário, assim, não se deixar levar pela ilusão de tais discursos que são tão prejudiciais à sociedade, sempre procurando manter-se informado e não se ater ao senso comum.

  20. A população mundial, de modo generalizado, busca por uma verdade e uma ideologia pela qual lutar e se apegar no meio do caos da insegurança e da instabilidade. É nesse momento que surgem os grandes líderes populistas que trazem a solução mais pratica e rápida para todos os problemas: culpar terceiros. A transferência de culpa é uma das, e se não “a”, maneira mais eficaz de agrupar as pessoas que não querem ver em si mesmas os problemas da sociedade, responsabilizar a minoria cria a visão de uma resolução rápida da aflição popular. Assim como os inseticidas exterminam as pragas, governos como o de Hitler encontram na eliminação dos “culpados” a solução dos seus problemas, assim, o pensamento maquiavélico de que “os fins justificam os meios” parecem extremamente plausíveis diante o desespero. Diante disso, é preocupante ignorar a história, que nos provou inúmeras vezes a capacidade do ser humano de disseminar o ódio, com o pensamento de que o mesmo não ocorrerá novamente.
    A aversão ao estrangeiro é então, como mencionado anteriormente, a transferência da culpa que movimenta a máquina populacional disposta a ultrapassar os direitos individuais para sanar seus problemas. Homens como Donald Trump e Jair Bolsonaro, que incitam o ódio, na busca de poder, são sim, demagogos.

  21. A constante insistência em pregar pensamentos intolerantes, merece sim qualquer tipo de repúdio. E foi exatamente isso que o chefe de direitos humanos da ONU fez, relatou um posicionamento pessoal criticando veementemente líderes diplomáticos que possuem pensamentos arcaicos e preconceituosos perante temas como imigração e a igualdade de gêneros, alem disso, intensificou o repúdio a qualquer desrespeito aos direitos humanos.
    É necessário haver uma conscientização geral, de que qualquer tipo de posicionamento xenofóbico, preconceituoso, racista e extremista não deve prevalecer. Esse fato, certamente acarretaria em grandes benefícios ao nosso ordenamento jurídico, tal como a melhor convivência dos povos em um mesmo meio social e consequentemente, traria ao fim qualquer tipo de guerra política ou religiosa em prol de um único ideal radical.

  22. Essa herança de incitação ao ódio é cultivada há muito tempo. Esse texto inclusive me faz lembrar do Comitê da UNPO, no qual traz não só a discussão do ódio ao estrangeiro ou ao povo sem território na maioria das vezes, mas também os motivos que levam a não representatividade do povo. Muitas vezes, ou talvez em 90% delas, a motivação que existe nunca é puramente étnica e cultural. Como por exemplo, os povos chechenos, a origem desse conflito tem alegações “bizarras” e fez o povo sofrer uma deportação para a Sibéria. Sendo que na verdade, o interesse era nas riquesas naturais. É fato que uma intolerância religiosa surgiu quando ocorreu a opção do povo pelo islamismo, mas o problema de fato, é o conflito de interesses e a manipulação por detrás de tudo isso. É importante que as coisas sejam esclarecidas, mas a mídia sensacionalista muitas vezes contribui para esse ódio. Os povos precisam ser empoderados e terem voz. Mas mais do que isso, é importante que os problemas que existam sejam assumidos, encarados e solucionados de forma coerente. “Jogar o problema” e mutá-lo para a inversão de que quem sofre com o problema é o real causador é o que atrapalha na construção de um mundo mais evoluído.

  23. As pessoas já deveriam saber que esse não é o melhor jeito de resolver os problemas dentro dos países e que quanto mais preconceito mais difícil será de achar soluções pacificas. Com o advento dos direitos humanos e a tentativa de união dos países em prol de melhora as condições humanitária do mundo é inaceitável esse comportamento vindo de candidatos a lideres políticos.É necessário haver uma conscientização geral, de que qualquer tipo de posicionamento xenofóbico, preconceituoso, racista e extremista não deve prevalecer e também ratificar que o mundo contemporâneo obteve mudanças corriqueiras que auxiliou no desenvolvimento da proteção as comunidades carentes.

  24. Forma totalmente desrespeitosa , acho que por esses motivos que o mundo está como está.
    Com um discurso de ódio e o desrespeito aos direitos humanos não ocorre só vindo de líderes de extrema direita. Vários líderes esquerdistas promovem e incitam a mesma violência.
    Estamos vemos pessoas que adotam de ideologias extremas cada vez mais se destacando e ganhando forca nos cenários políticos, como e o caso de Donald Trump e de Jair Bolsonaro, cada um no seu país.. O ser humano precisa rever seus conceitos e caminhar em direção a extinção de praticas e ideias extremistas, para que assim possamos viver em um mundo mais harmônico e evoluindo os pensamentos e atitudes.
    Por isso é de grande importância, que temos e devemos sempre está em alerta com relação aos discursos de nossos candidatos, pois nos que colocamos eles para governar, e nos representar.

  25. A forma como foi discursada, desrespeita completamente os princípios baseados aos Direitos Humanos. Tal atitude, é inadmissível em pleno século XX! onde esperasse que as pessoas tenham um mínimo de humanidade e respeito, se baseando no respeito, paz e amor.
    Obviamente, não foi o ocorrido, as ideias extremistas envolvendo ódio e desrespeito continuam predominantes e abusivas… São vários os líderes (tanto direitistas quanto esquerdistas) que estão incitando e promovendo ódio e violência em proporção mundial.
    Casos impactantes como o de Donald Trump (EUA) e do Bolsonaro (BRAZIL) são exemplos de tais ideias.
    É necessário uma conscientização do ser humano para que repense a respeito de tamanho preconceito e falta de humanidade existente na atualidade.

  26. A fala de Zeid Ra’ad Al Hussein, de certa forma exaltada, reflete o sentimento de parte da sociedade que sente repulsa por preconceito e extremismo, infelizmente a ideologia extremista de direita é vivida inclusive no Brasil, que por sinal está a cada dia aumentando, o que acaba facilitando o surgimento de empasses ou até mesmo pequenos conflitos em manifestações. O grande problema do extremismo de direita é que no geral ele está arraigado na parte da sociedade com grande influência, que acaba criando em toda população sentimentos de xenofobia, preconceito com o diferente, negação de direitos fundamentais a determinada parcela do povo. É necessário replicar o comentário de Zeid Ra’ad Al Hussein, no ponto que é necessário que se coloque um fim no avanço desse nacionalismo preconceituoso! Culpar o estrangeiro não é a solução para as crises econômicas e sociais, possivelmente eles serão um apoio para fortalecer à economia, e é isso que deve ser propagado.

  27. Compartilho da opinião do alto comissário da ONU para os direitos humanos no tratante a opinião externalizada sobre Trump, suas palavras em relação a certos grupos étnicos dos EUA nada mais é que ódio disfarçado, elege-lo como representante da considerada principal nação tendo em vista o poder econômico atual seria retroceder aos tempos onde Hitler liderava a Alemanha incitando a distinção e ódio entre os povos como vantajoso.É clara a xenofobia que emana de ambos tanto Trump quanto Wilders.
    Este tipo de pessoa ignóbil assumindo grandes cargos no poder além de causar a separação dos povos e nações poderia levar a uma terceira guerra mundial.

  28. É triste saber que, atualmente, com todo o acesso à informação, pessoas rotulam e descriminam pensamentos diversos por nao concordar e nao aceitar diversidades. Há anos vivenciamos a eterna luta entre as correntes politico-sociais, e mesmo vivendo a modernidade de hoje, os homens insistem em atitudes egoístas e discursos de ódio por simples diferenças de filosofias polítcas. Nem esquerda nem direita, mas sim, o saudável bom senso, pelo bem da população.

  29. Temos vivenciado tempos difíceis na democracia brasileira. Tem-se usado o direito constitucional da liberdade de expressão como um escudo para a violação de outros direitos fundamentais garantidos também na constituição federal de 1988. É nesse momento que se faz (ainda mais) necessário o respeito aos Direitos Humanos de todo cidadão, seja ele, brasileiro ou estrangeiro, branco ou negro, pobre ou rico, jovem ou idoso, homem ou mulher. Nesse contexto delicado, é de extrema importância que os chefes de Estados ou candidatos a tal se atentem para seus discursos, de modo que, não propaguem preconceito ou ódio em seus países. Quaisquer ato/fala atentatórios aos direitos humanos devem ser repudiados tanto pela ONU quanto pelos presidentes das nações e população destes.

  30. O comentário do alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, em que alegou que líderes políticos de extrema-direita da Europa e dos Estados Unidos são “demagogos” e “trapaceiros” que tentam incitar o ódio contra minorias étnicas e religiosas em seus países se mostra extremamente atual.
    Por mais que generalizar que este (discurso de ódio e radicalismo) seja um mal da extrema-direita seja um tanto inconsequente da parte de alguém no seu posto, o comentário não deixa de ser relevante. O radicalismo, seja qual for a bandeira, é perigoso. Quando empregado para disseminar um discurso de ódio contra minorias toma sua forma mais danosa, e é isso que podemos ver, por exemplo, em diversas falas do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump. Mais dificilmente observado, no entanto, é o efeito que este discurso de ódio diariamente tem nestas minorias e por isso é importante que representantes da ONU, e mais importante ainda, líderes, repudiem e combatam esse radicalismo.

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