ONU defende importância da ajuda humanitária em meio a recorde de pessoas sob risco


Publicado originalmente em:19/08/2016

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin, enfatizaram a importância da ajuda humanitária em meio a um recorde de mais de 130 milhões de pessoas no mundo em situação de emergência por conflitos, desastres naturais, entre outros riscos. As declarações foram feitas para o Dia Mundial Humanitário, lembrado em 19 de agosto.

“Um recorde de 130 milhões de pessoas são dependentes de ajuda humanitária para sobreviver. Reunidas, essas pessoas em necessidade seriam a décima nação mais populosa da Terra”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, em comunicado.

Segundo Ban, apesar de estarrecedores, esses números ainda não contam “a história toda”, uma vez que escondidos atrás das estatísticas estão indivíduos, famílias e comunidades cujas vidas foram devastadas. “São pessoas não muito diferentes de mim e de você: crianças, mulheres e homens que enfrentam escolhas impossíveis todos os dias”, declarou.

São pais que precisam escolher entre comprar comida ou remédios para suas crianças; crianças que precisam escolher entre ir à escola ou trabalhar para ajudar suas famílias; famílias que correm o risco de enfrentar um bombardeio em casa ou uma perigosa fuga pelo mar”, descreveu Ban.

De acordo com o secretário-geral da ONU, as soluções para as crises não são simples nem rápidas. No entanto, há coisas que todos podem fazer. “Podemos demonstrar compaixão, podemos levantar nossas vozes contra a injustiça, e podemos trabalhar por mudanças”.

Além de ser a ocasião de lembrar a necessidade de agir para aliviar o sofrimento de milhares, o Dia Mundial Humanitário também homenageia trabalhadores humanitários e voluntários na linha de frente das crises, segundo Ban. “Homenageio esses homens e mulheres dedicados que de forma corajosa enfrentam o perigo para ajudar outros que enfrentam riscos maiores”.

Mais cedo neste ano, 9 mil participantes reuniram-se em Istambul para a primeira Cúpula Mundial Humanitária, na qual líderes mundiais se comprometeram em transformar as vidas de pessoas vivendo em conflitos, desastres e vulnerabilidade aguda. A cúpula deu origem à Agenda pela Humanidade, cujo objetivo é não deixar ninguém para trás.

Essa promessa é também o centro dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, conjunto de metas com foco nos direitos humanos, na resiliência e na erradicação da pobreza, que oferece um plano de 15 anos para reduzir as necessidades e vulnerabilidades e promover a paz mundial, a dignidade e a oportunidade para todos.

“Para ter sucesso nessa jornada coletiva, precisamos que cada um exerça seu papel. Cada um de nós pode fazer diferença. Neste Dia Mundial Humanitário, vamos nos unir em nome da humanidade e mostrar que não podemos deixar e não deixaremos ninguém para trás”, concluiu o secretário-geral.

 

Fundo de População das Nações Unidas

Em sua mensagem para o Dia Mundial Humanitário, o diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin, pediu por sua vez solidariedade global e união para auxiliar os afetados por crises, em especial meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.

Compartilhamos a responsabilidade de atingir aqueles deixados para trás, ajudar os mais vulneráveis e apoiar mais de 130 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária — uma em quatro pessoas desse total é mulher ou menina em idade fértil”, declarou.

Em resposta aos desafios humanitários atuais, o UNFPA fornece serviços emergenciais, suprimentos e informação para saúde sexual e reprodutiva, prevenindo e respondendo à violência baseada em gênero nos locais de crise.

O Fundo da ONU também está trabalhando com parceiros para transformar os compromissos da Cúpula Mundial Humanitária em ação concreta, segundo Osotimehin. “Por meio do novo Compacto para Jovens em Ação Humanitária, adotaremos iniciativas para atender prioridades e garantir a participação da juventude”, declarou, em comunicado.

“Nosso foco vai além de atender necessidades imediatas para reduzir riscos, construindo paz, fortalecendo a resiliência e apoiando desenvolvimento de longo prazo.”

Segundo o diretor-executivo do UNFPA, isso é especialmente importante enquanto países e comunidade internacional trabalham para entregar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “Para atingir esses objetivos, precisamos alcançar mulheres, meninas e jovens vivendo em países afetados por crises”, disse.

Ele lembrou que após o forte terremoto no Nepal em 2015, o UNFPA respondeu rapidamente com o fornecimento de equipamentos médicos e kits de saúde reprodutiva entregues a mais de 200 centros de saúde, beneficiando 150 mil pessoas e garantindo partos seguros para grávidas. Quatorze espaços foram criados para fornecer segurança, serviços e aconselhamento a 100 mil mulheres e meninas.

Em resposta à grave crise na Síria, o UNFPA está apoiando aproximadamente 200 mil serviços de saúde reprodutiva a cada mês, incluindo 6 mil partos dentro do país e em nações vizinhas. Também forneceu serviços para evitar e mitigar o impacto da violência baseada em gênero.

“Estes são apenas alguns exemplos das diferentes maneiras com as quais estamos trabalhando com parceiros para atingir pessoas em crise. Mas ainda há muito a ser feito”, disse Osotimehin. Em Alepo e em outras zonas de conflito, centros de saúde e outras infraestruturas civis estão sendo atacadas, deixando pessoas com poucos lugares para atendimento emergencial, e as mulheres estão pagando um preço muito alto, declarou.

Imagine ter de se colocar em risco de violência sexual enquanto busca comida ou água para sua família. Imagine estar grávida e tentar dar à luz sozinha, esperando não haver nenhuma complicação ou risco de vida para o bebê, ou enfrentando tiroteio e ataques aéreos para encontrar uma clínica ou hospital funcionando.”

Atualmente, mais de 65 milhões de pessoas foram deslocadas de forma forçada no mundo, incluindo mais de 21 milhões de refugiados, dos quais 47% são mulheres e 51% jovens menores de 18 anos.

A cada dia, mais de 500 mulheres e meninas adolescentes morrem por gravidez e partos em instalações não apropriadas, de acordo com o UNFPA. O acesso a serviços, parto seguro, prevenção à gravidez indesejada e a proteção contra o HIV são tão cruciais quanto comida, água e abrigo, disse Osotimehin.

“Toda pessoa precisa ter seus direitos humanos garantidos sem qualquer tipo de discriminação. Mesmo assim, todos os dias, pessoas afetadas por crises enfrentam escolhas impossíveis que prejudicam sua saúde, segurança e dignidade”, salientou.

 

Fonte: ONU BR

 

32 respostas em “ONU defende importância da ajuda humanitária em meio a recorde de pessoas sob risco

  1. Apesar da dignidade humana dever ser um princípio universalmente garantido, as situações de guerra e conflitos em países como a Síria nos faz pensar que essa ideia seria utópica. É triste ver o número de pessoas que precisam de ajuda, que ficam doentes e até mesmo morrem em meio a esse cenário sangrento e desumano. As questões políticas, religiosas e ideológicas atingiram um patamar quase irracional, deixando de lado vidas para defender suas posturas.

    É necessário olhar para a humanidade com mais carinho e amor. Toda ajuda é bem vinda. Tratando-se de mulheres e meninas, frágeis, sem orientação e informações suficientes, deve ser ainda maior o cuidado. A mensagem do secretário-geral da ONU serve de alerta para todos nós : as pessoas precisam ser mais humanas.

  2. O mundo, de forma geral, está vivendo um momento crítico, de muitas guerras por riquezas naturais ou territoriais e disputas religiosas que acabam incluindo, injustamente, milhares de vítimas que veem familiares sendo mortos ou feridos, ou até mesmo, vendo suas vidas acabarem por um motivo que nada lhe diz respeito. Temos atualmente 130 milhões de pessoas vivendo em condições críticas – sem casa para morar, sem comida, sem acesso a higiene e, além de tudo, sofrendo com a violência externa, principalmente as mulheres e crianças.
    Muito positivo saber, através desde artigo, que atitudes estão sendo tomadas como a UNFPA fornecendo serviços emergenciais, suprimentos e informação para saúde sexual, etc e tantos outros programas. Agora, é necessário avaliar se surtiram efeitos, mesmo que sejam a longo prazo.

  3. A humanidade tem passado por tempos difíceis, onde presenciamos além de desastres naturais exitem as atrocidades provocadas pelo homem contra os seus semelhantes. As pessoas por mais que espalhadas pelo mundo são pessoas compostas pela mesma matéria, e merecem ter uma vida digna. Quando um ser humano é colocado para viver nessas condições não é só aquela pessoa que tem a dignidade afetada somos todos nos pois como seres humanos devemos nos sensibilizar com as circunstancias em que essas pessoas estão vivendo, além de tentar ajudar a mudar essa realidade. Ainda que demore para reverter esse situação é uma causa que todos devem lutar juntos, pois quanto mais pessoas empenhadas em ajudar mais rápido veremos resultados.

  4. É extremamente comovente assistir uma reportagem dessas, como está disponível nos videos acima.Além disso, este artigo nos transmite informações que se quer imaginamos ou pensamos no nosso dia a dia….É de grande importância que a comunidade internacional tome providencias para ajudar essas pessoas, conscientizando cidadão por cidadão, que dessa forma tenho certeza que podemos encontrar uma solução e trabalharemos em conjunto para fortalecer esse projeto, dessa forma, proporcionando uma verdadeira condição digna de vida para esses seres humanos.

  5. O dia 19 de agosto foi designado Dia Mundial Humanitário pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Data importante para ressaltar as dificuldades e perigos que mais de 130 milhões de pessoas enfrentam no mundo. Essas pessoas são obrigadas a fazerem escolhas desumanas, as quais não deveriam precisar fazer. Por exemplo, uma mulher que precisa se colocar em risco de violência sexual para buscar água ou alimento. Ela põe em risco um direito fundamental para conseguir alcançar outro. Isso não é uma vida digna. Os direitos humanos devem ser garantidos e não sacrificar um para obter o outro.
    Portanto, devemos buscar reduzir as vulnerabilidades, promover a paz, a dignidade e a oportunidade para todos. Devemos ter empatia com essas pessoas e buscarmos agir em prol delas, seja enviando contribuições, ou, até mesmo, participando de entidades filantrópicas ou apoiando organizações populacionais, como a UNFPA. Além disso, é de grande importância reconhecermos e parabenizarmos os humanitários e darmos voz aos projetos deles, visando inspirar os outros cidadãos a se juntarem nessa luta.

  6. Em uma sociedade desigual e capitalista, que sofre com problemas relacionados à política, economia, guerras, desastres naturais, entre outros problemas, a ajuda humanitária, inclusive no âmbito internacional, é importantíssima.
    É interessante, e muito bom saber que em meio á tudo que acontece, as medidas participativas e de apoio ainda estão sendo tomadas (pela UNFPA, por exemplo).
    Temos que buscar ajudar da melhor maneira possível, sempre. Reduzindo as desigualdades, e tentando promover ao máximo, a paz, a igualdade e oportunidades á todos.
    Esses projetos tem sim que ser exaltados e as instituições parabenizadas, porque tudo isso que é feito visa um dos princípios constitucionais mais importantes e que não deve nunca ser esquecido, o princípio da dignidade da pessoa humana.

  7. O mundo precisa abrir os olhos para a situação desumana que essas pessoas estão vivendo. O dia 19 de agosto, Dia Mundial Humanitário pela Assembleia Geral das Nações Unidas, é muito importante por reconhecer o trabalho desses voluntários que estão, com toda certeza, fazendo a diferença. Mas, é preciso também aproveitar essa comemoração para dizer que todos nós, como diz o vídeo acima, “temos um papel a desempenhar”. Essas pessoas precisam receber oportunidades e, principalmente, ter condições dignas de vida para reconstruir a vida.

    Todos os países precisam se sensibilizar e AGIR, pois a condição dos refugiados é causa complexa que recai sobre toda a sociedade internacional. A ajuda humanitária é a única forma de mudar a realidade dessas pessoas. É crucial qualquer tipo de ajuda, mas todas buscando um objetivo comum, que é ao menos atenuar os problemas que atingem essas pessoas.

  8. A globalização foi algo que a revolução industrial proporcionou para a humanidade, algo que definitivamente foi marcante para o desenvolvimento econômico e claro gerou uma interação entre as culturas que antes não havia no mundo em que habitamos. No cenário mundial atual, não vemos muito isso. São vários povos passando enormes dificuldades, tanto econômicas quanto conflitos religiosos e políticos, um exemplo são os refugiados que passam enormes entraves para viver em seu próprio país, sua própria cultura, e mesmo assim os países mais desenvolvidos dificultam mais e mais para eles ingressarem em seu território. Os direitos humanos é um princípio universal que foi proposto pela Assembleia Geral das Nações Unidas, direito essencial que todos os povos possuem, mas que infelizmente não está sendo oferecido em sua integralidade. A interação não existe mais, a cooperação entre os povos, está corrompida pela grande crise econômica que configura no mundo. A ajuda humanitária entre os povos precisa de ser algo urgente, pois mais do que nunca a população menos favorecida precisa de uma ajuda financeira e os refugiados de moradia e oportunidades de emprego.

  9. alcançou um desenvolvimento econômico extraordinário em um curto espaço de tempo. Claro que esse fato é motivo de orgulho, mas com esse imenso O mundo atual, abrangido pelo capitalismo e influenciado pela globalização, desenvolvimento, problemas foram aparecendo, como crises econômicas, desmatamento em larga escala, e dentre vários outros, um que merece ser destacado: o numero de pessoas que estão em situação de risco. Pessoas de todo o mundo, por motivo de conflitos, desastres naturais, entre outros, reunidas incorporam 130 milhões de indivíduos que necessitam de ajuda humanitária para sobreviver. Nessas situações, a ajuda é extremamente valorizada, ao fornecer alimentos, roupas, meios de se higienizar e atendimento aos doentes e grávidas, além de garantir uma vida mais saudável, proporciona aos indivíduos em risco um sentimento de esperança que havia sido perdido no ocorrido que o deixou em tal situação. Os trabalhadores humanitários merecem o respeito de todo o mundo, reconhecimento da importância de sua ajuda para todas as vidas que eles salvam e principalmente da expectativa de uma vida melhor que eles apresentam a pessoas que não tinham mais nenhuma esperança. Portanto, é notável a necessidade de um maior apoio aos indivíduos em situação de emergência, pois, se a ajuda que eles recebem já faz muita diferença, com mais apoio, o numero de pessoas em tal situação seria bem maior, seriam mais pessoas com a dignidade e ate mesmo a felicidade restabelecidas.

  10. A condição de milhares de pessoas são desumanas , que vivem em situações onde o índice de sobrevivência é mínimo , seja por motivos naturais , ou voluntários ( guerras ) , e o pior , são desprovidas de ajuda para que possam superar tal situação . A globalização proporcionou uma convivência direta com países da outra parte do polo , permitiu a troca de informações instantânea , e mesmo tendo conhecimento da maneira como sobrevive essas pessoas , há pouca ajuda , as pessoas muito sabem , mas infelizmente a ajuda não é proporcional ao conhecimento obtido . A ajuda , privada ou pública , é mais do que necessária , 130 milhões é o número de pessoas em situações de caos , é tão substancial que esse número ultrapassa a população de países desenvolvidos . É necessário o incentivo por parte dos governos do mundo á criação de ONGs que dediquem a socorrer pessoas que vivem em tais situações , seja os Estados concedendo redução de tributos à aqueles que invistam nessas , ou que se crie um sistema de metas internacionais a serem cumpridas em relação à ajuda humanitária com imposição de sanções .
    É necessário agir para que as pessoas que se encontram nessas condições consigam sair dela , e construir uma vida digna .

  11. Muito me entristece ler esta notícia e perceber que 130 milhões de pessoas no mundo dependem de ajudas humanitárias, sejam elas econômicas ou sociais. Acredito que o princípio da dignidade humana seja um pilar constitucional não só do Brasil, mas também dos demais países e isso faz com que eles se tornem responsáveis pela garantia de condições dignas de vida, alimentação, higiene, bem-estar, dentre outras, aos seus habitantes. A despeito disso, há inúmeras situações, dentre as quais cabe ressaltar as guerras e o planejamento econômico desfavorável à classe operária, que inviabilizam a concretização deste princípio e culminam em grupos sociais extremamente desamparados pelo Estado. Tais grupos não possuem condições dignas de vida e devem ser, imediatamente, reinseridas na sociedade, já que ocupam apenas as suas margens. O caminho para que isso seja efetivado é longo e depende, cada vez mais, da ajuda de grupos humanitários, como os participantes da Agenda Mundial Humanitária e os membros da Cúpula Mundial Humanitária, organizada pelo Fundo da ONU. Não obstante, também depende de iniciativas de líderes de grandes países, que possuem condições econômicas favoráveis ao auxílio daqueles que necessitam.

  12. O mundo vivencia hoje uma grave crise humanitária. Seja no que se refere a conflitos, atentados, guerras ou mesmo desastres naturais, as pessoas nessas situações de risco, se encontram vulneráveis, fragilizadas e tem que se submeter a escolhas difíceis todos os dias para sua sobrevivência. Tratam-se de pessoas que têm suas vidas devastadas e necessitam de ajuda para se restabelecer. No entanto, além da insuficiência de recursos, conflitos de interesses políticos dificultam uma ação mais eficiente.
    Hoje 130 milhões de pessoas se encontram em condições precárias e desumanas. A privação de alimentação, abrigo, riscos à saúde, à segurança ou ao bem-estar de uma comunidade ou de um grande grupo de pessoas, representa a violação aos direitos humanos básicos. A dignidade humana, que deveria ser assegurada a todos, em situações como essa, nos fazem vê-la como impossível de ser alcançada. Nosso papel é demonstrar compaixão e solidariedade ao próximo, e dar voz aos projetos humanitários que buscam ajuda, para mitigar o impacto dessas situações de risco. Ademais, O Dia Mundial Humanitário, além de homenagear os voluntários, lembra a importância da ajuda humanitária frente às crises.

  13. O mundo está em uma situação alarmante, em que muitas pessoas estão em situações de emergência, vivendo em um estado de necessidade constante. É triste ver essa realidade e pensar que poderia ser com qualquer um de nós.
    Essas pessoas precisam da nossa ajuda, de doações, de compaixão e de nossas orações. O mundo deve abrir os olhos para a situação desumana que essas pessoas estão vivendo, bem como lutar pela pacificação social. Trabalhos voluntários são essenciais para esse projeto. A dignidade humana deve ser um principio universal não mais utópico, mas sim concreto.

  14. É inegavel o desenvolvimento das relacoes internacionais do decorrer do tempo. Entretando, há situaçoes que vao alem do controle das naçoes, tais como os desastres naturais. Mesmo as maiores potencias do mundo não conseguem evitar que eles aconteçam, justamente pelo fato de serem acontecimentos da natureza. Entretando, como ressalta a ONU, é fundamental que se implemente medidas de combate a essas situaçoes emergenciais. Nessa medida, os paises precisam se unir, e a ajuda humanitaria se torna essecial.
    Assim, como exemplo temos os agricultores da América Central que criaram uma nova forma de enfrentar desastres naturais como a seca: um novo mecanismo de proteção e transferência de risco que atua como um seguro agrícola para aqueles que não podem acessar os sistemas financeiros tradicionais. Os chamados fundos mútuos de contingência são apoiados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Honduras e na Guatemala, criados e gerenciados por associações de produtores com o objetivo de ajudar os associados em casos de emergência. Para a FAO, tais fundos permitem financiar atividades para aliviar os problemas das famílias mais vulneráveis afetadas por calamidades inesperadas, como secas, furacões, inundações e terremotos.
    Um dos exemplos de ajuda humanitária internacional é o terremoto que aconteceu no Haiti em janeiro de 2010 que deixou milhares de feridos. O país recebeu ajuda humanitária de vários estados para enfrentar os problemas de infraestrutura, saúde pública, alimentação e saneamento básico. O Brasil liderou a missão de paz da ONU no Haiti e destinou grandes recursos para o fortalecimento do Programa Nacional de Cantinas Escolares. Assim é que deve caminhar as relaçoes internacionais, para buscar um mundo mais melhor para todos.

  15. É trágico e comovente o cenário em que mais de cento e trinta milhões de pessoas no mundo vivem. São situações bárbaras, desumanas, degradantes, em meio a conflitos, guerras, desastres naturais, vivendo em um estado de calamidade, sem condições básicas de subsistência, em condições precárias de moradia e, muitas das vezes, na ausência de um ambiente familiar.

    Essas pessoas sacrificam seus direitos humanos, como a dignidade, a propriedade privada, a vida, a igualdade, para sobreviverem. E elas sobrevivem. Sobrevivem com o que tem e com o que não tem. “E esse número ainda não conta ‘a história toda’, uma vez que escondidos atrás das estatísticas estão indivíduos, famílias e comunidades cujas vidas foram devastadas.”

    É necessário, cada vez mais nos sensibilizarmos, colaborarmos e nos unirmos uns aos outros em prol da paz mundial, do auxílio ao próximo, da caridade e benevolência. A ajuda humanitária é precisa e preciosa para mudarmos o destino dessas pessoas vulneráveis, excluídas, que vivem a margem da sociedade e que não tem representatividade social. Mudar esse destino triste é problema de todos. É questão de urgência.

  16. O texto acima nos alerta acerca da crise humanitária que se intensificou pelo mundo, fazendo com que neste momento milhares de pessoas estejam saindo de seus países originários com destinos mais promissores e seguros como a Europa. Tal fluxo migratório é em sua maioria composto por africanos, árabes e outras minorias do oriente médio, mais especificamente da região do Levante onde a guerra civil continua sangrenta e diversos grupos belicosos lutam pela hegemonia. Inegavelmente, as populações civis são as que mais sofrem quando conflitos bélicos ocorrem em países de governos frágeis ou de regiões com geopolítica delicada, como as nações das regiões citadas acima. Com a hecatombe dos sistemas de governo e seu amparo, as pessoas acabam por ficar em meio as guerras,fome e doenças perigosas, consequentemente as populações tornam se mendicantes massas humanas procurando por qualquer ajuda possível.
    O papel da Organização das Nações Unidas se mostra vital no amparo para com tais povos flagelados pela guerra,desastres naturais e surtos de doenças. Sua posição de entidade internacional possibilita a formação de diálogos mundias para ajudar os necessitados, determinar tréguas nos conflitos e o envio de ajuda humanitária necessária. Cabe aos povos de todo o planeta, manter uma pressão sobre os governantes para que estes honrem seus compromissos firmados para com a ONU na cruzada para amenizar e até acabar com o sofrimento de milhões de pessoas no mundo.

  17. Um número exorbitante de pessoas se encontram em estado de emergência em todo o mundo devido à conflitos, desastres naturais, entre outros riscos. Para ser mais precisa, 130 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária para sobreviverem.
    A desigualdade está cada dia mais evidenciada. Pessoas ao redor do mundo se encontram em estado de pobreza extrema, abusos, insegurança e preconceito. Por isso, medidas de diminuição do sofrimento dessas pessoas devem ser tomadas.
    Homens, mulheres e crianças se vêem num conflito diário ao terem de escolher entre trabalho ou escola, remédio ou comida e o perigo constante de estarem no meio de um bombardeio ou conflito. E é exatamente nesse momento que todas as forças devem ser juntadas para que possamos viver num mundo mais igualitário e humanitário.
    É aí que o trabalho de organizações mundiais, governos, empresas e indivíduos, na medida de sua capacidade, devem ocorrer. O UNFPA, por exemplo, está apoiando aproximadamente 200 mil serviços de saúde reprodutiva a cada mês. E diversas organizações independentes estão criando programas de ajuda à essas pessoas.
    Quanto mais ajuda essas crianças e adultos receberem mais perto estaremos de vivermos em uma sociedade mais humana. O dia mundial humanitário é uma forma de lembrarmos disso todo ano. É uma maneira de, assim, estarmos todos conectados como um só. Não há nada mais necessário que essa conexão, já que assim será possível estarmos todos no mesmo patamar, como seres humanos.

  18. Na atualidade, a sociedade vem lutando não só com os problemas externos, aqueles que não dependem de nós para acontecer ou que depende dos outros para que sejam evitados, como desastres naturais ou guerras e conflitos, mas também, com total descaso de sua própria raça, uma sociedade que esta cada vez mais voltada para seu umbigo e que vislumbra apenas a satisfação pessoal, sem ao menos olhar ao lado para ajudar o outro.
    Ver seres humanos vivendo em condições tão ruins, é de chocar e fazer refletir em como poder ajudar, mesmo que essa não seja de tamanha valia, será ajuda, e é disso que eles precisam. Ou até, apenas um pouco da nossa atenção.

  19. Muito triste ver que em pleno seculo XXI ainda existem mais de 130 milhões de pessoas necessitando de ajuda humanitária, econômica ou social. O mundo precisa mudar. Os povos do planeta devem fazer uma pressão aos governantes para que honrem seus compromissos com a ONU e acabem com essa tamanha desigualdade e sofrimento de milhões de pessoas. O princípio da dignidade humana é um pilar constitucional de todos os países e isso faz com que eles se tornem responsáveis pela garantia de condições dignas de vida, higiene, alimentação, bem-estar, dentre outras, aos seus habitantes.

  20. Acho curioso que coexistam no mundo, ainda hoje, nações muito ricas e nações onde impera a miséria. Mas o que espanta mesmo é perceber como é comum os países mais ricos do planeta dispenderem bilhares e bilhares de dólares em armas de guerra e exércitos em nome de um suposto socorro às vítimas de regimes de exceção gerados por governos ditatoriais, insurgências e guerras civis. Soa hipócrita representantes destes mesmos países pedirem auxílio humanitário para as vítimas de exploração econômica e de uma geopolítica intervencionista praticada pelos seus próprios governantes.

  21. O mundo se encontra em uma situação alarmante, em que muitas pessoas estão em situações de emergência, vivendo em um estado de necessidade constante. É triste se deparar com essa realidade e pensar que todos nós estamos sujeitos à situações como estas, sejam causadas por questões ambientais ou humanas. Essas pessoas precisam da nossa ajuda, de doações, de compaixão e de nossas orações. O mundo deve abrir os olhos para a situação desumana que essas pessoas estão vivendo, bem como lutar pela pacificação social. Trabalhos voluntários são essenciais para esse projeto, assim como acordos internacionais acerca do tema, visando implantar políticas concretas e eficazes contra a situação. O papel da ONU nessa mobilização é vital para contagiar as nações acerca da realidade alarmante. A dignidade humana não deve ser um principio universal utópico, mas sim concreto.

  22. Uma das maneiras mais eficazes de se combater a crise Humanitária é se combater o egoísmo.Não estaríamos com uma crise econômica em escala mundial e com um mundo assolado de refugiados, se o eu fosse diminuído e o nós fosse potencializado.Ações humanitárias auxiliam e muito a amenizar a dor de várias pessoas pelo mundo.Porém, dependemos de atos mais conscientes e menos egoísticos daqueles que detêm a direção econômica, bélica e política das nações.

  23. O mundo se encontra em um estado extremo de egoismo. Pessoas estão brigando, guerreando por riquezas, por territórios, por egoísmo, mas em nenhum momento estão olhando para aquelas pessoas que ali habitam e fazem parte de toda uma historia.
    Assim, é de suma importância que a Organização das Nações Unidas se mostrem cada vez mais sensibilizados com o que está ocorrendo no mundo, possibilitando diálogos entre estados internacionais para negociarem tréguas nos conflitos e envio de ajuda humanitária.
    Uma boa forma também de ajudar contra acontecimentos como esses seria a criação por parte dos governos de ONGs que possam socorrer essas pessoas que vivem em situações como essas, dando total estrutura para que as mesmas possam construir uma vida mais digna em outro lugar.

  24. Estes são apenas alguns exemplos das diferentes maneiras com as quais podem ser trabalhadas com parceiros para atingir pessoas em crise. Mas ainda há muito a ser feito, disse.
    Imagine ter de se colocar em risco de violência sexual enquanto busca comida ou água para sua família. Imagine estar grávida e tentar dar à luz sozinha, esperando não haver nenhuma complicação ou risco de vida para o bebê, ou enfrentando tiroteio e ataques aéreos para encontrar uma clínica ou hospital funcionando.
    Atualmente, mais de 65 milhões de pessoas foram deslocadas de forma forçada no mundo, incluindo mais de 21 milhões de refugiados, dos quais 47% são mulheres e 51% jovens menores de 18 anos. A cada dia, mais de 500 mulheres e meninas adolescentes morrem por gravidez e partos em instalações não apropriadas, de acordo com o UNFPA. O acesso a serviços, parto seguro, prevenção à gravidez indesejada e a proteção contra o HIV são tão cruciais quanto comida, água e abrigo, disse Osotimehin. Toda pessoa precisa ter seus direitos humanos garantidos sem qualquer tipo de discriminação. Mesmo assim, todos os dias, pessoas afetadas por crises enfrentam escolhas impossíveis que prejudicam sua saúde, segurança e dignidade.

  25. Apesar da dignidade humana dever ser um princípio universalmente garantido, as situações de guerra e conflitos em países como a Síria nos faz pensar que essa ideia seria utópica. É triste ver o número de pessoas que precisam de ajuda, que ficam doentes e até mesmo morrem em meio a esse cenário sangrento e desumano. As questões políticas, religiosas e ideológicas atingiram um patamar quase irracional, deixando de lado vidas para defender suas posturas.
    Atualmente, a sociedade vem lutando não só com os problemas externos, aqueles que não dependem de nós para acontecer ou que depende dos outros para que sejam evitados, como desastres naturais ou guerras e conflitos, mas também, com total descaso de sua própria raça, uma sociedade que esta cada vez mais voltada para seu umbigo e que vislumbra apenas a satisfação pessoal, sem ao menos olhar ao lado para ajudar o outro.
    Ver seres humanos em tais condições é triste. Ontem, 19/09/2016, o presidente do Brasil, na abertura da reunião geral da ONU, levantou um dado bastante interessante e que se tratando deste assunto é de suma importância: O Brasil desde 2010 possui 95 mil refugiados. Dado este que mostra ao menos a solidariedade do Brasil, em relação a pessoas que precisam de ajuda.

  26. O mundo vem passando por problemas e tempos difíceis , entre alem de desastres naturais á atrocidades provocada pelo homem.
    atualmente mais 65 milhões de pessoas foram deslocadas através de força no mundo , entre eles estão mulheres, refugiados , crianças .
    O ódio esta disseminado pelo mundo, devendo portanto a sociedade continuar lutando em conjunto com os trabalhos das organizações internacionais, para a diminuição da intolerância humana, pois possuem uma grande importância para a sociedade mundial , para proteger e implantar a paz em seus tratados e convenões.

    ade.

  27. Quando estamos dentro de casa, em um sofá confortável, ar condicionado ligado e trajando uma roupa comprada em loja de renome, e nos deparamos com um artigo como este, chego a me perguntar aonde vamos parar. O que deu errado? Desconfio que no mundo, há (muito) mais pessoas más do que boas. Além disso, apesar de muito difundido, poucos realmente fazem algo que ajuda diretamente alguns destes 130 milhões daqueles que necessitam de ajuda humanitária. Não é por menos, não é facil ajudar! Os governos não ajudam, as empresas não ajudam, os voluntários tem medo, ja que os lugares onde ha mais necessitados, situam-se em zonas de guerra ou contém muitos agentes patógenos. Para que se atinja um número respeitável de voluntários e pessoas assistenciadas, precisamos de ajuda e incentivo dos grandes, assim conseguiremos, aos poucos, superar o problema

  28. A crise Humanitária causada por Guerras Civis , não se estendem somente a invasão de refugiados na Europa e também não é um problema novo , a anos que na Etiópia e em outros países africanos problemas como fome , morte e opressão sondam refugiados diariamente.
    A ONU tem o dever de intervir mas ela travada em seus próprios limites , desta forma organizações não governamentais tomam o frente deste problema , para no mínimo tentar amortizar o problema.Ongs como Médicos sem fronteiras e cruz vermelha são a referencia sobre organizações deste tipo.
    Mas a realidade é que Guerras sempre vão ocorrer , seria utópico falar em paz mundial , logo crise de humanitárias sempre vão existir o que realmente importa é que sempre essas pessoas terão alguém em quem contar .

  29. Infelizmente humanidade ainda vaga sem muito rumo. É muito interessante esta noticia, principalmente no que tange a realidade de muitas pessoas, que vivem em meio a guerras, pobreza, precisando muito de apoio e auxilio. Por isso, é extremamente importante que a comunidade internacional tome providencias para ajudar essas pessoas e apoiar iniciativas humanitarias para que dessa forma possamos ajudar tais causas de extrema importância, fortalecendo e desenvolvendo mais projetos e maneiras de auxilio aos mais necessitados.

  30. O conflito na Síria é o que faz mais mortos e semeia mais instabilidade.Um ataque repugnante, selvagem e aparentemente deliberado. O diplomata sul-coreano denunciou o ataque na segunda-feira contra um comboio humanitário da ONU e do Crescente Vermelho na região de Alepo (norte).
    “Trata-se de um ataque repugnante, selvagem e aparentemente deliberado”, que forçou as Nações Unidas a suspender as suas operações humanitárias”, acrescentou, qualificando os trabalhadores humanitários na Síria “de heróis” e os seus agressores “de cobardes que responderão pelos seus crimes”.
    Cerca de 20 civis e um membro da equipa do Crescente Vermelho Árabe Sírio [organização federada com a Cruz Vermelha] foram mortos no ataque, que destruiu uma grande parte da ajuda, indicou a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV/CV), em comunicado.
    A guerra na Síria, que começou em 2011, fez 300 mil mortos e milhões de refugiados, deverá dominar os trabalhos da 71.ª sessão da Assembleia-geral da ONU.
    Os Estados Unidos e a Rússia presidiam hoje, em Nova Iorque, a uma reunião internacional crucial sobre a Síria para tentar salvar o processo diplomático.
    O grupo internacional de apoio à Síria, composto por 23 países e organizações internacionais, vai tentar recuperar a trégua decidida a 09 de setembro por Washington e Moscovo.
    http://www.jn.pt/mundo/interior/secretario-geral-da-onu-exige-fim-de-combates-na-siria-5399398.html

  31. A realização da primeira Cúpula Mundial Humanitária já demonstra uma preocupação com os números alarmantes de pessoas que necessitam de ajuda humanitária para sobreviver.Já é um começo, mas não pode parar no plano das ideias. É necessário buscar e aplicar medidas que busquem minimizar cada vez mais o sofrimento dos mais necessitados. Recentemente os refugiados estão no centro das atenções, precisando de ajuda para serem inseridos novamente na sociedade. Precisam ser acolhidos pelos países, dando a eles oportunidades para um novo recomeço. Não basta só ajuda governamental, a população em geral também devera acolher e ajudar de alguma forma possível. Só dessa maneira, pensando no próximo conseguiremos diminuir esse numero tão alto que tem assustado muita gente, mas são poucos os que realmente têm contribuído para sua diminuição.

  32. Diante do elevado grau de violência vivenciado em várias partes mundo, fica nítida a necessidade de ajudar as milhares de pessoas que vivem em situação de risco, miséria e guerra. As pessoas e os Estados devem se sensibilizar e lutar para que essas pessoas em situação de risco tenham uma vida digna e possam realizar um sonho em comum: viver em segurança ao lado de suas famílias, sem se preocuparem com bombardeios, miséria e outras formas de violência das quais são vítimas todos os dias. Diante disso, é fundamental que cada vez mais as pessoas que vivem em uma melhor situação econômica e social possam contribuir para a concretização de uma verdadeira ajuda humanitária em busca de transformar a vida dessas pessoas que na maioria das vezes são vítimas fatais desses conflitos sociais. Os Estados devem criar políticas públicas de ajuda humanitária em nome da proteção da vida humana, que se encontra em risco diante de tamanha violência. Além disso, a ajuda internacional é fundamental à manutenção de direitos básicos como saúde, educação e moradia digna, pois, muitas vezes os países que passam por tais conflitos não conseguem suprir todas as necessidades de seus cidadãos.

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