Especialistas em direitos humanos pedem que países regulamentem publicidade infantil


Foto: PIXABAY

Foto: PIXABAY

Publicado Originalmente: 18/08/2016

Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, comemorado na última sexta-feira (12), especialistas da ONU chamaram a atenção para o impacto da publicidade sobre as crianças, que são incentivadas desde cedo ao consumo excessivo e ao endividamento familiar. Os relatores pediram aos Estados-membros que regulamentem as propagandas dirigidas aos menores.

“Tais campanhas comerciais têm o potencial de moldar o comportamento de consumo e financeiro das crianças a longo prazo e elas estão crescendo em número e alcance,” afirmaram o especialista independente das Nações Unidas para dívida externa e direitos humanos, Juan Pablo Bohoslavsky, e o relator especial sobre o direito à saúde, Dainius Puras.

Os especialistas alertaram que muitas propagandas dirigidas aos menores promovem o consumo de alimentos com alto teor de açúcar e pouco valor nutritivo, que podem causar sérios danos à saúde da criança e também a longo prazo. Segundo eles, a regulação da publicidade de produtos alimentares não só melhoraria a saúde dos pequenos, como também reduziria as despesas com cuidados médicos.

Além disso, Bohoslavsky e Puras observaram que, depois de serem expostas a um grande número de anúncios, as crianças podem pressionar seus pais a comprar itens que não fazem parte do orçamento familiar e tampouco são pedagogicamente necessários. Bens supérfluos acabam sendo adquiridos mesmo em detrimento de outras necessidades domésticas importantes.

Os relatores lembraram que, em muitos países, a dívida privada das famílias é um sério problema social, tornando a aquisição de produtos de necessidade básica inacessível. Dívidas familiares excessivas também podem implicar em uma crise de dívida pública, alertaram.

“Pedimos que os Estados proíbam a publicidade, a promoção e o patrocínio de fabricantes de álcool, de tabaco e de alimentos não saudáveis nas escolas e no contexto de eventos esportivos infantis, bem como em outros eventos que possam ser frequentados por crianças”, ressaltaram os especialistas, em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Pedimos também que os países criem diretrizes que restrinjam ou minimizem o impacto da comercialização de alimentos não saudáveis, de álcool e tabaco em geral. Mais amplamente, apelamos às nações que regulamentem a publicidade dirigida às crianças, de acordo com o dever dos Estados de proteger os menores de danos”, concluíram.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do ponto de vista psicológico, as crianças não se tornam mais felizes por adquirirem mais mercadoria.

FONTE: ONU

36 respostas em “Especialistas em direitos humanos pedem que países regulamentem publicidade infantil

  1. A sociedade vem, ao longo do tempo, marcando sua passagem pelo mundo, imprimindo uma identidade formada de crenças e valores. Nessa trajetória, etapas e momentos históricos influenciaram na forma como o homem vive. Na Idade Média, o mundo era cheio de dogmas religiosos; na Moderna, pensamentos revolucionários de liberdade; e, na atual, relações comerciais fundadas na expansão do capitalismo.
    A luta pelo poder de venda ganha força com as propagandas publicitárias; as infantis são veiculadas aos ‘’alvos’’ de forma propensa a despertar o interesse das crianças para determinados produtos. Dessa forma, o uso da propaganda pode se tornar o meio certeiro –para quem vende- e perigoso para os que usufruem dos produtos comercializados.
    Portanto, faz-se necessária a fiscalização e a regulamentação das propagandas infantis, visando a ponderação e o desenvolvimento saudável de crianças que são –em sentido estrito- e serão os consumidores e, para que, dessa forma, ocorra uma influência positiva nas formas e relações de consumo.

  2. A notícia acima traz uma questão extremamente relevante para nossa sociedade : a influência da mídia na vida das pessoas. Quando crianças, o poder de propagandas, anúncios e qualquer tipo de publicidade é ainda maior sobre nós. Isso acontece devido ao senso crítico que ainda está em formação nos pequenos e, portanto, a capacidade de discernimento e compreensão do que é bom e ruim para a própria vida é também pequena. Diante disso, publicitários e fabricantes de produtos que tem como público alvo as crianças, se aproveitam disso para criar mecanismos de deslumbrá-las a fim de que, uma vez atingidas por uma publicidade estratégica, levem a seus pais o convencimento de que aquilo é realmente bom pra eles. Nessa situação, muitos pais se deixam levar e acabam comprando os produtos oferecidos, completando o objetivo dos vendedores. Portanto, é extremamente importante olhar com cuidado esse aspecto da mídia, no que diz respeito ao seu público alvo. As propagandas influenciam sim e muito na vida das pessoas e, dessa forma, podem ser muito prejudiciais para elas.

    • O comportamento de consumo e financeiro das crianças da sociedade atual aterrorizam pais e famílias inteiras, uma vez que a mídia, que é propulsora do comércio em geral, é a grande influenciadora dos sonhos de consumo. Aqueles produtos que agradam às crianças, quer sejam produtos eletrônicos, jogos virtuais ou alimentos não saudáveis são mostrados a todo momento. E, infelizmente hoje, com a correria do dia a dia, os pais não tem como proporcionar aos filhos atividades externas mais frequentes, então estas crianças ficam em frente aos meios de comunicação mais tempo do que deveriam e esta exposição permite uma necessidade de satisfação de consumo maior. Os pais, para compensar os filhos da sua falta, acabam lhes comprando produtos que, às vezes, estão acima da sua capacidade financeira, provocando uma desordem no orçamento doméstico e por vezes causando danos irreversíveis à saúde dessas crianças. Talvez a proibição deste tipo de propaganda seja muito radical, mas a redução do tempo de propaganda e a escolha por produtos mais benéficos e saudáveis seja uma saída para um problema que afeta não só a entidade familiar mas toda uma cadeia produtiva e financeira.

  3. O tema em questão é extremamente importante, tendo em vista a realidade em que vivemos, na qual a tecnologia e os meios de comunicação estão a cada dia mais influentes nas nossas vidas e no nosso modo de pensar. As Crianças são alvos fáceis desses veículos de comunicação, tais como televisão e internet, que distribuem indiscriminadamente propagandas incentivando a compra de bens supérfluos (em sua maioria) e que prejudicam a saúde, e formação intelectual das crianças.
    Além de incentivar a compra de alimentos que prejudicam a saúde das crianças, as propagandas também estimulam o consumismo, que fica enraizado nos jovens, que ao crescerem, se tornarão adultos supérfluos e endividados, reiniciando o mesmo ciclo com seus filhos. Tendo em vista essa influência que a mídia tem sobre as pessoas, é importante que os pais imponham limites nos seus filhos, controlando o seu acesso à propagandas, mas também seria válido, que as empresas de publicidade, elaborassem propagandas positivas, divulgando alimentos saudáveis para as crianças e brinquedos educativos.

  4. Um filme dos Vingadores, mesmo sem qualquer merchandising interno, é ele próprio uma propaganda longa-metragem dos brinquedos dos Vingadores. Idem para um episódio de Bob Esponja ou da Peppa Pig. Se a propaganda tradicional foi banida, essa propaganda indireta continua a existir. Assim, produtos que só são conhecidos nas propagandas de TV serão lesados por não poderem dispor desse merchandising indireto de anunciar o seu produto a partir de um longa-metragem. Verdade seja dita, o mundo tornou-se uma vitrine mundial para as pessoas, porém isso não deveria ser mal visto, pois comparando-se as propagandas dos anos 70, 80 e 90 com as de hoje, nota-se um melhora não só no marketing como também na qualidade dos produtos que são comercializados, porém delegar a responsabilidade sobre o que a criança deve ou não ver deveria ser dos pais e não do Estado. Ao invés de tentar regulamentar a questão, deixem os pais retomarem o papel que nunca deveriam ter abandonado.

  5. As propagandas destinadas ao publico infantil estão cada vez mais apelativas, visto que os anunciantes utilizam de diversos recursos para encantar as crianças e atraí-las para seus produtos.
    No mundo capitalista, a intenção de muitos anunciantes e fabricantes dos produtos é apenas vender e como as crianças são alvos facilmente manipuláveis e que não tem discernimento suficiente, eles se utilizam de desenhos animados famosos atrelados a alimentos que muitas vezes não são saudáveis, mas que atraem as crianças e estas acabam forçando sues pais a comprar. Outra preocupação demonstrada na notícia é de que as propagandas de álcool, tabaco e alimentos que não são saudáveis não sejam divulgadas nas escolas, em eventos infantis, ou eventos em que se pode encontrar crianças, evitando o estímulo ao uso desses produtos que fazem mal a saúde.
    As crianças ao assistirem TV ou acessarem a internet (meio onde são veiculadas as maiorias das propagandas) são bombardeadas com propagandas de brinquedos e outros produtos que as atraem devido à tática utilizada de propaganda e que muitas vezes não são necessários e são muito caros, podendo causar endividamento da família.
    Em um mundo capitalista exige-se cada vez mais dos pais que expliquem aos seus filhos de que a vida não se resume em obter mercadorias, em comprar e ensiná-los a não se deixar influenciar tanto pela mídia, afinal até na vida adulta precisamos filtrar o que devemos comprar, já que as propagandas tem alto nível de convencimento.

  6. Muitas vezes, as propagandas para alcançarem seu fim, apresentam um conteúdo extremamente apelativo, capaz de convencer que o produto por ela promovido é essencial para a nossa vida.
    Esse conteúdo apelativo das propagandas se torna ainda mais perigoso quando é direcionado ao publico infantil. As crianças por não terem ainda formado suas idéias e por ainda não terem atingido sua maturidade, são mais facilmente convencidas.
    Esse tipo publicidade faz com que as crianças desde muito novas tenham idéias consumistas, valorizando de forma exagerada o lado material, podendo acarretar em problemas futuros. Colaboram também para que os pais sejam pressionados a comprar objetos que não são de boa qualidade e que muitas vezes não cabem no orçamento familiar.
    Por esse motivo acredito que a publicidade voltada ao publico infantil deve ser analisada com muito cuidado.

  7. O tema da publicidade infantil ainda é complicado, uma vez que a publicidade em si, está se tornando cada vez mais apelativa e perigosa (ainda mais quando direcionada ao público infantil).
    A publicidade infantil, é considerada abusiva, porque realmente a criança é mais vulnerável, não consegue responder com igualdade de condições ao sofisticado discurso publicitário.
    Além disso, não consegue reconhecer, ou diferenciar, o caráter persuasivo de uma propaganda, por exemplo.
    E por ser um meio muito forte de induzir ao consumismo e uma forma de fácil disseminação de idéias e produtos, a propaganda ou qualquer tipo de publicidade direcionada ao público infantil, tem sempre que ser analisada com muito cuidado, uma vez que esse público necessita de muita proteção.

  8. As propagandas de modo geral possuem um poder de persuasão muto grande. As crianças, mais vulneráveis que os adultos, são os principais alvos de propagandas que encantam e criam um desejo gigante de ter aquele produto. Bonecas que falam, bebidas lácteas que levam a criança pro mundo encantado entre outros são constantemente vistos em propagandas televisivas, o que faz as quais induzem o público infantil a desejá-las.
    Uma regulamentação de publicidades que tem esse público como o principal é extremamente necessária para que não sejam apelativas e enganosas. O ramo alimentício é, de fato, o que mais precisa de tal regulamentação pois o excesso de consumo de produtos industrializados pode gerar crianças (e consequentemente futuros adultos) obesos.

    • É possível observar que a publicidade abusiva infantil é benéfica apenas para os grandes empresários e a mídia. Entretanto, a longo prazo é altamente prejudicial ao Estado que terá gerações futuras com impasses econômicas, sociais e, principalmente com a saúde. Neste contexto, os chamados alimentos ‘’ não saudáveis ‘’ ricos em gordura, açúcares e pobres em nutrientes, muitas vezes estão direcionados ao público infantil o que pode acarretar no individuo problemas futuros, por exemplo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado além de problemas cardíacos. Em alguns casos pais e familiares atendem aos pedidos dos menores por tamanha insistência deles.
      É inegável que o público infantil é mais susceptível a persuasão midiática, esta relaciona seus produtos com valores sociais, modo de vida e personagens carismáticos. Tal relação, torna a marca como fonte de inclusão social da criança, criando assim um ciclo fazendo com que ela queira cada vez mais aquele, e outros produtos.
      Portanto, é ineficaz a concepção imediatista do Estado o que o torna o maior interessado em regular estas questões. Diante disso, é imprescindível que órgãos governamentais, de diversos países, regulem e punem atividades empresarias que relacionam seus produtos a propagandas abusivas atribuindo seus produtos a outros elementos a fim de persuadir o público alvo.

  9. O costume de assistir televisão é adquirido logo cedo pelas crianças, elas iniciam seus pensamentos e idéias baseados no que assistem e muitas delas passam horas em frente a algum canal especifico para crianças, o qual transmite desenhos coloridos que despertam o interesse a prendem o foco das crianças.
    Nesses mesmos canais são transmitidas as propagandas de brinquedos modernos e diferentes, com a finalidade de influenciar diretamente no desejo e pensamento das crianças a respeito do brinquedo, por não entenderem que existem os gastos realmente necessários e os gastos supérfluos, seus pais acabam se endividando para presentear os filhos.
    Alem dos brinquedos desnecessários que apenas induzem as crianças a se tornarem consumistas excessivos, há também as propagandas de alimentos que fazem mal para saúde e devem ser evitados ao máximo pelas crianças, que ao contrario, estão sendo cada vez mais o publico alvo dos hambúrgueres, pizzas e demais fast food, que acabam desencadeando em doenças precoces e acostumando as crianças a escolherem comidas que acham gostosas ao invés de optar pelas saudáveis.
    Por isso, é de extrema importância que os países sigam as recomendações da OMC junto ao pedido dos especialistas e fiscalizem a publicidade dirigida aos menores, a fim de diminuir o impacto no comportamento deles. Alem de reduzir ao máximo as propagandas de alimentos não saudáveis, tabacos e álcool que possam ser assistidas por crianças.

  10. A publicidade infantil é um assunto de destaque em debates a muito tempo. A propaganda tem a capacidade de influenciar indivíduos de qualquer idade a sentirem a necessidade de consumir o que é apresentado a eles, que na maioria das vezes é um bem supérfluo. Porem, nas crianças, o impacto da propaganda é bem maior, por terem uma menor capacidade de discernimento e compreensão do mundo, elas não sabem ao certo o que é benéfico e prejudicial à sua saúde, e a distinção entre o necessário e o dispensável ainda não esta bem desenvolvida . Além disso, pela propaganda, crianças de todo o mundo são influenciadas a comer alimentos não saudáveis, na maioria das vezes com alto teor de açúcar e pouco valor nutritivo, prejudicando sua saúde a curto e longo prazo, demarcando o quão grave é a questão da propaganda alimentícia. A publicidade é um meio que exerce muita influência sob a vida das pessoas, mas a mídia prioriza o publico infantil pois ao persuadir a criança a querer certo produto, ela convence os pais a compra-lo, mesmo que a situação financeira da família não seja boa. Portanto, ao invés de ser usada negativamente para estimular a compra de alimentos não saudáveis, deve ser utilizada predominantemente para estimular a compra de alimentos saudáveis, e informar aos espectadores o beneficio que seu consumo gera na saúde do indivíduo e no seu bem estar, em prol de uma sociedade melhor.

  11. As propagandas são um forte método de influencia e aproximação de determinado publico em relação ao consumo do que representam. Porém, uma questão muito debatida atualmente é o alcance de tais propagandas quando direcionadas ao publico infantil.
    A critica de muitos está ligada ao fato de crianças por não terem ainda um senso critico desenvolvido acabam sendo alvos fáceis para as propagandas publicitárias, em que muitas empresas se utilizam de estratégias as quais convencem de que é preciso consumir o produto da marca.
    A utilização de cores fortes, animações referentes, faz com que as crianças não diferenciem o produto da marca, ou propaganda, contribuindo assim para uma cultura de consumo cada vez mais precoce. O problema se torna ainda mais preocupante quando se fala em alimentação, que na grande maioria dos casos, alimentos com alto teor de sódio e gorduras estão relacionados a publicidades que buscam atrair os olhos das crianças com suas ilustrações, estando assim ligadas ao aumento da obesidade infantil.
    Portanto, é de tamanha importância a regulamentação de campanhas publicitarias, resguardando de tal forma as crianças que virão a ser consumidoras de um mercado tão concorrente e desleal.

  12. A publicidade para crianças, diferentemente do que muita gente pensa, é fortemente regulada no Brasil, seja por referências diretas ou indiretas. O principal conjunto de regras da propaganda é o Código de Autorregulamentação Publicitária, que existe desde 1978 e já orientou mais de 8 mil julgamentos sobre publicidade dirigida para crianças entre 1979 e 2012. Claro que é um tema que tem que ser constantemente atualizado, pois diante da dinâmica das tecnologias atuais devemos acompanhar os meios de alcance publicitário e regulamentá-los.
    Um jovem redator questionou como falar com as crianças na propaganda?
    O outro respondeu: pense nos seus filhos.
    O que for bom para eles é bom para os outros.

  13. A publicidade infantil é uma questão de discussão atual de extrema importância. Crianças e adolescentes são indiscutivelmente mais vulneráveis que os adultos, uma vez que não possuem a mesma capacidade de discernimento em relação ao que ouvem e veem. Nesse sentido, regulamentar e restringir propagandas destinadas ao público infantil é extremamente necessário para que não haja uma manipulação e abuso por parte das grandes Companhias, as quais se aproveitam dessa vulnerabilidade infantil para obter lucro. A consequência disso, se dará nos traços da personalidade dessa criança, que se moldará de acordo com os abusos sofridos. Portanto, é imprescindível que as autoridades responsáveis pela regulamentação das propagandas no Brasil (Conar), zele pelos Direito Humanos, e garanta-os para as crianças.

  14. O consumismo trata-se de um hábito que se tornou uma das características culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir de modo inconsequente. As crianças, que vivenciam uma fase de desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, sofrem cada vez mais cedo com as graves consequências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de drogas lícitas e ilícitas, banalização da agressividade, violência, entre outras. No Brasil, a publicidade na TV e na internet são as principais ferramentas do mercado para a persuasão do público infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo adulto quando é diretamente exposto às complexidades das relações de consumo sem que esteja efetivamente preparado para isso. A formação de uma sociedade baseada em valores mais humanos e menos materialistas só se dará com um esforço conjunto entre famílias, empresas e Estado, cada um exercendo seu papel na proteção da infância.

  15. A publicidade de forma geral, foi feita para influenciar as pessoas á adquirirem certos produtos, porém, essa técnica influenciadora direcionada ao público infantil, pode causar muitos problemas, considerando que crianças não tem uma maturidade formada e são mais vulneráveis ao poder de persuasão, logo podem ser influenciadas por qualquer tipo de propaganda. O consumismo exagerado é uma das maiores preocupações quando se trata desse tema, tendo em vista que as crianças vão querer tudo que veem nas propagandas de televisão, o que pode acarretar em um endividamento familiar.
    Outra grande preocupação que este tema nos traz, é a saúde das crianças, que são diariamente influenciadas a experimentarem alimentos industrializados, que podem levar a obesidade infantil, outro grande problema.
    Segundo meu ponto de vista, a publicidade infantil deve ser extremamente controlada e fiscalizada, pois os problemas que elas podem gerar são muito graves, tanto para a criança, que pode virar extremamente consumista, tanto para os pais, que se endividam para satisfazerem seus filhos.

  16. Inicialmente, cabe destacar que a publicidade é considerada uma etapa pré-contratual no contrato de consumo, tendo em vista que é responsável por influenciar, sobremaneira, os consumidores no momento da compra de um bem ou de um serviço. Tanto é verdade que o Código de Defesa do Consumidor Brasileiro protege os consumidores desde esta etapa preliminar. Diante disso, sendo parte de um contrato, não se pode admitir que a publicidade seja utilizada com o intuito de influenciar crianças ao consumo, ainda que não seja exacerbado. Isso porque as crianças não são civilmente (ou até mesmo psicologicamente) capazes de discernir produtos/bens essenciais dos supérfluos, fazendo com que influenciem os seus pais a celebrarem contratos desnecessários. Diante disso, é acertada a orientação de especialistas em direitos humanos para que os países regulamentem a publicidade infantil. Em meu ponto de vista, ela sequer deveria existir, tendo em vista que os pais são os únicos que podem definir quais produtos serão comprados às crianças e, assim, as propagandas deveriam ser direcionadas a eles, e não às crianças. Como isso é praticamente inviável em uma sociedade de consumo exacerbado, é essencial que haja, pelo menos, uma regulamentação no sentido de impedir abusos por parte das publicidades para evitar gastos desnecessários e outros problemas, como o consumo excessivo de açúcares pelas crianças.

  17. A questão da publicidade infantil compreende, entre outros aspectos, a lógica de compra e descarte imediato de produtos. Essa lógica, difundida e exaltada demasiadamente pelo sistema capitalista, consiste na ampla divulgação e manipulação do seu público, em virtude da apresentação de um ideal de vida consolidado pela compra dos mais variados artigos, que possibilitariam uma felicidade extrema. Essa manipulação parece ser ainda mais sensível quando o público a ser alcançado é formado por crianças que, inevitavelmente, possuem capacidade de interpretação e discernimento reduzidos. Além disso, toda a personalidade da criança é desenvolvida a partir de informações que ela recebe do meio externo com o qual convive, meio este que compreende a publicidade como uma realidade. Diante disso, como ressaltado pelo especialista Juan Pablo Bohoslavsky, a publicidade discutida é capaz de estabelecer um padrão de comportamento financeiro nas crianças que irá refletir no futuro da sociedade, que, de forma genérica, já foi bastante afetada pelos efeitos de um consumo desenfreado. Nesse sentido, a solicitação de representantes da ONU para que os Estados-membros regulamentem a publicidade infantil é extremamente pertinente e aparece como uma medida preventiva em seu sentido mais amplo de aplicação.

  18. A publicidade infantil é um tema que vem ganhando destaque dentro de organismos internacionais. Diversos especialistas de vários países do mundo consideram que crianças não tenham, por completo, as habilidades necessárias para se protegerem dos estímulos advindos de campanhas publicitárias (principalmente crianças menores de 12 anos de idade). Isso se deve, é claro, ao seu incompleto desenvolvimento intelectual. Por causa disso, vários países têm implementado restrições nesse campo, indo de encontro aos apelos de órgãos internacionais (ONU, OMS), como já destacado na notícia em análise.
    Os esforços dirigidos nesse sentido não são em vão, principalmente quando o assunto é a alimentação. Estudos recentes provam que crianças têm uma forte influência nas decisões de compra tomadas dentro de um núcleo familiar, especialmente em: alimentos (92%), brinquedos (86%) e roupas (57%). Esses dados comprovam que os mais jovens podem, sim, alterar o equilíbrio das despesas de uma família, e isso pode ter uma influência direta na saúde da casa, uma vez que as propagandas têm o poder de moldar o comportamento de consumo (e, consequentemente, alimentício) das crianças.
    Sendo assim, acredito, assim como a ONU, que uma maior regulamentação de propagandas dirigidas às crianças seja benéfica, uma vez que, expostas à propagandas menos apelativas (com uso de personagens famosos, por exemplo) e menos frequentes, elas estarão menos sujeitas à manipulação pelas empresas, e mais abertas às importantes e fundamentais instruções de seus pais, e mais aptas a desenvolverem um bom pensamento crítico e cognitivo.

  19. A publicidade infantil trata-se de uma questão relevante não só para os pais como também para o Estado. Publicitários e comerciantes voltam-se à esse tipo de público por saberem que as crianças não apresentam um discernimento total à respeito dessas questões, ou seja, estes sabem que, ao verem a propaganda de um novo brinquedo, por exemplo, pedirão aos pais. Esse tipo de comportamento é preocupante, pois alimenta um consumo exagerado nessas crianças, ou seja, estas pedem o produto ofertado de forma incessante até os adquirirem. Diante disso, os pais devem compreender o momento certo de os filhos assistirem tais propagandas como também de darem ou não o produto à eles. Não apenas isso, mas também o Estado deve regulamentar esse tipo de situação para evitar, por exemplo, que estas crianças formem uma sociedade extremamente consumista. É necessário, portanto, que os pais ofereçam outras formas de entretenimento aos filhos, como passeios em parques, teatros, cinema para que estes não fiquem tanto tempo na frente da TV e fiquem expostos à publicidade infantil. Além disso, o Estado deve regulamentar esse tipo de publicidade e oferecer propagandas mais educativas, incentivando, por exemplo, à compra de livros.

  20. Diversos estudos apontam que a propaganda infantil encarreta diversos problemas em seu público alvo, as crianças. Esses problemas vão desde o consumo desenfreado (que é um fator de dívida em muitas famílias), casos de obesidade e em casos mais extremos o desenvolvimento de um comportamento agressivo, por não conseguir adquirir aquilo que as propagandas ofertam. No Brasil já é proibido à vinculação dessas propagandas na rede aberta de televisão, essa ação fez com que os problemas causados pela propagando infantil fossem minimizados. Contudo, não se pode pensar apenas no Brasil, esse tipo de problema deve ser abordado e tratado em âmbito mundial. A questão da publicidade infantil levanta um velho questionamento que não pode de forma alguma ser esquecido, até que ponto o dinheiro, o capitalismo desenfreado é mais importante do que o bem-estar das pessoas? Esse tipo de comportamento deve ser erradicado do mundo, assim como as propagandas infantis que causam tanto mal a sociedade.

  21. O século XXI é marcado pelo grande avanço da tecnologia, no qual encurtou a distância entre pessoas de diferente partes do mundo, assim como os canais de comunicação se tornou o melhor meio para divulgação de mercadorias. Porém, isso trouxe uma série de consequências que devem ser combatidas antes que se agrave, dentre elas o crescente consumo de bens supérfluos por crianças. Um dos causadores desse consumo excessivo é a publicidade infantil, que se aproveitam da inocência das crianças para ludibria-las seja por meio propagandas de alimentos que trazem consigo imagens de desenhos animados, produtos que vem com brinquedos com o intuito de levar os pais a satisfazer o desejo do filho. Isso é cada vez mais frequente, pois as crianças estão cada fez mais tendo acesso aos meios de comunicação. Portanto, é necessário que os países regulamentem a publicidade infantil para que estas crianças no futuro não passem dificuldades financeiras devido ao mal gerenciamento do dinheiro. Vale ressaltar que os menores de idade estão em fase de crescimento, aprendizagem e necessitam de proteção diante de uma publicidade que manipula e somente visa o lucro, deixando de lado o bem estar social.

  22. A mídia como um todo e as propagandas possuem um grande poder de persuasão e quando são direcionadas as crianças esse poder aumenta, já que essas ainda não possuem senso crítico e capacidade de discernimento para saber no que devem ou não confiar. Infelizmente, as propagandas direcionadas para o público infantil, muitas vezes, o influencia negativamente ao consumo de alimentos pouco saudáveis e bens supérfluos. Sendo assim, torna-se cada vez mais necessária a regulamentação desse tipo de propaganda e principalmente a necessidade de se criarem propagandas que influenciem uma boa alimentação e hábitos saudáveis para as crianças.

  23. A publicidade infantil se aproveita da vulnerabilidade dos pais em relação às vontades dos filhos. A questão da publicidade infantil de alimentos, principalmente, afeta a saúde das crianças como um todo. Produtos associados a personagens infantis, ou que vêm com brindes, são atrativos irrecusáveis aos olhos das crianças. O acesso a esse tipo de publicidade é fácil: na televisão, na internet, e até na fila dos supermercados.
    Os alimentos divulgados especialmente para as crianças são, em sua totalidade, “junk foods”, considerados altamente prejudiciais à saúde, principalmente na fase de crescimento.
    Para regulamentar a publicidade direcionada ao público infantil, o CONAR (Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária) faz recomendações àqueles que desrespeitarem as normas implementadas, que estão em um Código especial para isso (mas não tem força de lei); no entanto, as decisões podem ser discutidas no Poder Judiciário.
    No Brasil há muito o que melhorar no âmbito da publicidade infantil, mas estamos no caminho certo, com a ajuda do CONAR. Em países como os Estados Unidos, onde a cultura é a do consumismo, existe muito com o que se preocupar. As dívidas, a obesidade, e demais problemas de saúde são consequências de uma explosão de propagandas destinadas a um público que não entende dos problemas expostos.

  24. O artigo aborda a problemática da publicidade infantil que influencia as crianças ao consumo de alimentos considerados não saudáveis. Seus altos investimentos a fim de fidelizar o público infantil, fogem do controle social, bem como confronta padrões estabelecidos pelas normas legais dos Estados que visa proteger as crianças das relações de consumo e, principalmente, da fragilidade, tendo em vista que a saúde dos menores é primordial dentro de um Estado. Com isso, os relatores da Organização das Nações Unidas pediram aos Estados-membros que regulamentem as propagandas dirigidas aos menores.

    De acordo com o texto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os Estados proíbam a publicidade, a promoção e o patrocínio de fabricantes de álcool, de tabaco e de alimentos não saudáveis nas escolas e no contexto de eventos esportivos infantis, bem como em outros eventos que possam ser frequentados por crianças e que regulamentem a publicidade dirigida às crianças, de acordo com o dever dos Estados de proteger os menores de danos.

  25. Este artigo aborda a problemática da publicidade infantil que influencia as crianças ao consumo de alimentos considerados não saudáveis. Seus altos investimentos a fim de fidelizar o público infantil, fogem do controle social, bem como confronta padrões estabelecidos pelas normas legais dos Estados que visa proteger as crianças das relações de consumo e, principalmente, da fragilidade, tendo em vista que a saúde dos menores é primordial dentro de um Estado. Com isso, Os relatores da Organização das Nações Unidas pediram aos Estados-membros que regulamentem as propagandas dirigidas aos menores.
    De acordo com o texto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os Estados proíbam a publicidade, a promoção e o patrocínio de fabricantes de álcool, de tabaco e de alimentos não saudáveis nas escolas e no contexto de eventos esportivos infantis. Porém, essas recomendações não vêm sendo respeitadas, criando um problema mundial em questão da saúde para as crianças.

  26. As propagandas são meios eficazes de incentivo às compras dos produtos ou serviços que veiculam,são usados diversos métodos para chamar a atenção das pessoas,principalmente quando a publicidade é destinada às crianças.
    A publicidade infantilil,bastante presente no mundo capitalista em que vivemos, se utilizada de forma errada e sem se preocupar com as suas funções sociais podem incentivar o consumo excessivo, a alimentação pouco saudável e baseada em comidas industrializadas,como os fast-foods, formando gerações cada vez mais consumistas e doentes tanto fisicamente quanto pscicologicamente. Além disso,os pais são compelidos pelas crianças a comprarem produtos com os preços exorbitantes e que não fazem parte do orçamento familiar ou que sejam desnecessários.
    É de extrema importância a fiscalização da publicidade infantil, a sociedade precisa ser moldada com um comportamento menos consumista e mais saudável,dando melhores exemplos para as gerações futuras.

  27. A publicidade e a propaganda atuam no e sobre o campo do interesse público. Se o que elas pretendem é influenciar e induzir uma pessoa a um determinado comportamento e se essa pessoa atua no espaço social influenciada por elas, a regulamentação e o controle das atividades dessa natureza devem estar sob o controle estatal em nome de toda a coletividade. Desta feita, tais práticas devem sempre ser norteadas e delimitadas pelo interesse e pelo bem comum.

    No entanto, nada disso acontece, pois sendo o setor um braço importante e essencial em uma economia organizada em um Sistema Capitalista e Liberal, impera no setor as regras da livre iniciativa vigentes para as atividades de produção de bens e de serviços.

    Assim como a economia no modo de produção capitalista é voltada para o lucro e para a geração de riqueza, a publicidade e a propaganda também o são. Consequentemente, sendo o consumo um dos eixos do Sistema Capitalista, a publicidade e a propaganda trabalham para fomentá-lo.

    Dessa articulação com o modo de produção capitalista surgem os problemas quanto aos limitas daquelas atividades. Uma vez que o seu mérito reside na criação do maior número de consumidores para os produtos daqueles que os contratam, a publicidade e a propaganda se esmeram em despertar e lapidar nas pessoas um comportamento inconsciente e compulsivo voltado ao consumo de coisas que em sua grande parte, ou que lhes são desenecessárias, ou impõe ao consumidor um prejuízo ou mal, pois fazem com que ele consuma coisas em uma medida que se torna prejudicial à sua saúde física e moral e lhe roubam energia que deveria ser empregada em esforços por construir uma vida e um mundo realmente útil e benéfico para ele.

    E se os efeitos são ruins para o público adulto, para o público infantil os efeitos são muito piores, pois que a criança não está preparada intelectual, emocional e culturalmente para processar e criticar as informações que recebe por estas formas.

    E o resultado não é só ruim para o indivíduo que se forma, mas pode-se dizer, sem dúvida alguma, que para a toda a humanidade formada por esses indivíduos. Ora, sabemos que a demanda por serviços e bens de consumo ultrapassou a capacidade do planeta de produzir a matéria prima ali utilizada. No entanto, o incentivo ao consumo não cedeu. Já sentimos os efeitos da degradação ambiental promovida pelo homem em todas as partes do mundo. Uma tragédia de escala planetária já pode ser vista e sentida, mas ainda assim, a riqueza, e por conseguinte, o consumo, são priorizados. E a reboque, catalizando os deletérios efeitos destes valores contemporâneos, a publicidade e a propaganda se revelam como armas eficientíssimas para produzir a catástrofe que se avizinha.

  28. A publicidade voltada para o público infantil pode ser muito danosa, uma vez que crianças são facilmente manipuladas e incentivadas. A exposição de uma criança à muitos comerciais podem gerar uma necessidade de consumo exagerado de bens supérfluos que em nada acrescentariam ao jovem. Portanto, o que os estudiosos da ONU (Organização das Nações Unidas) querem é a regulamentação desse tipo de publicidade, visto que é perigosa. Manipular o público infantil não é uma tarefa difícil, já que uma vez feita a associação do produto com algum personagem de desenho animado o interesse por ele se torna muito maior. Um exemplo importante seriam as propagandas de restaurantes fast-food, que oferecem um serviço péssimo com uma comida com quase nenhum nutriente e que além disso faz muito mal à saúde. Veja o caso do Mc Donald´s e Burger King, por exemplo, onde é oferecido um brinquedo de “brinde” à pessoa que comprar certo tipo de produto. Este tipo de propaganda deveria ser vetada, porque a criança pode se viciar nesse tipo de alimento, o que danificaria permanentemente sua saúde.

  29. A preocupação da ONU em relação ao tema abordado possui precedentes em vários países ao redor do mundo. um desses países é o Brasil, que no ano de 2014 teve a divulgação de propagandas e publicidades direcionadas ao público infantil fossem proibidas no país.
    A discussão acerca do tema veio se tornando um problema corrente, uma vez que por se tratar de um público com certa inocência e sem o discernimento necessário para saber o que é primordial ou não para o dia-a-dia, as crianças ao ver tais propagandas, se sentem cada vez mais compelidas a comprar, ou seja, acabam forçando seus pais a comprar itens que não possuem nenhuma utilidade só para atender ao desejo imediato da criança.
    A pior parte é que os pais muitas vezes por não saberem lidar com a criança ou simplesmente por terem sido criados da mesma forma, estimulam cada vez mais a cultura do consumismo e da futilidade.

  30. A publicidade infantil é um tema extremamente importante, visando a realidade em que vivemos, na qual a tecnologia e os meios de comunicação (redes sociais) estão dia após dia mais constantes e influentes nas nossas vidas e no nosso modo de agir e pensar. Num mundo onde as crianças possuem fácil acesso a esses veículos de comunicação, tais como televisão e internet, estão se tornando uma má ferramenta de informação, incentivando a compra de bens desnecessários, em sua grande maioria, e que prejudicam a saúde, e formação intelectual destes rapazes. Estas propagandas valorizam de forma exagerada do lado material, podendo acarretar em problemas futuros, quando assistidas pelas crianças. O problema se torna ainda mais preocupante quando se trata de alimentação, uma vez que alimentos não muito saudáveis estão relacionados a propagandas que buscam motivas as crianças com suas ilustrações, estando assim diretamente ligadas ao aumento da obesidade infantil. A publicidade direcionada ao público infantil, tem sempre que ser bem analisada, uma vez que esse público necessita de muita proteção.

  31. As crianças são consideradas sensíveis e vulneráveis a publicidade, por isso são persuadidos com facilidade, são vistos pelas empresas como parte relevante. Acabam por estar aproveitando da deficiência de julgamento delas. E uns dos piores problemas que podemos ver, é que acaba por estimular padrões de consumo que não são saudáveis, é muito raro ver por exemplo na TV, incentivo e propagandas com alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras. Na maioria das vezes só vemos o incentivo de alimentos que não são saudáveis, como balas,chocolates , sorvetes, guloseimas, dentre outros. Toda publicidade que tem o público infantil como interlocutor acaba por desrespeitar o princípio da identificacao, pois as crianças não tem condições de fazer uma análise crítica sobre o interesse mercadológico que existe por trás de informações que são direcionadas a ela.
    Então, a respeito disso devemos estimular mais a publicidade de alimentos saudáveis, de coisas boas, como o não insentivo a violência, o não insentivo ao uso de drogas, bebidas, dentre outras coisas que aparecem muito nas mídias e afetam as crianças.

  32. Os pais são vítimas nessa história também. O mercado sabe como captar a atenção e o desejo da criança. Ainda que tenham informação, os pais não têm condições de brigar contra o volume de investimento e de recursos feito pelo mercado. A publicidade está em todos os lugares: na escola, no jogo eletrônico, na televisão, nos games etc.
    De acordo com a Constituição, a responsabilidade pelo cuidado das crianças é compartilhada entre a família, a sociedade e o Estado, cada qual na sua esfera. A família é responsável por educar e informar. Os anunciantes, como parte da sociedade, não podem se eximir, nem violar os direitos da criança sob o pretexto de que são os pais quem decidem.

  33. As crianças são consideradas sensíveis e vulneráveis à publicidade, por isso a propaganda para esse público deve ser regulada cuidadosamente

    Por ser um público extremamente sugestionável, persuadido com facilidade, as crianças são vistas pelas empresas como parte relevante do mercado. Para o Idec, tendo como base o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, a publicidade direcionada ao público infantil é abusiva pois se aproveita da deficiência de julgamento da criança. O Conselho Federal de Psicologia afirma que “além da menor experiência de vida e de menor acúmulo de conhecimentos, a criança ainda não possui a sofisticação intelectual para abstrair as leis (físicas e sociais) que regem esse mundo, para avaliar criticamente os discursos que outros fazem a seu respeito”.

    Segundo a advogada do Idec Mariana Ferraz, a criança é muito sensível às práticas de marketing. A problemática fica ainda maior quando a publicidade estimula padrões de consumo alimentares não saudáveis.

  34. A regularização da publicidade infantil é um assunto bastante polêmico e que vem sendo discutido há algum tempo sobre a sua legalidade, tema esse de enorme relevância no cenário atual, considerando a atualidade que vivemos, que a tecnologia e os meios de comunicação estão cada vez mais fortes e influentes nas nossas vidas. Com as diversas ferramentas que facilita as crianças o acesso a esses veículos de comunicação, que acabam tendo um poder muito grande de persuasão na vida e personalidade dessas crianças .
    Pois a mídia coloca a publicidade de forma a valorizar exageradamente o seu produto, fazendo que as crianças se deslumbre com aquele determinado material que está sendo exposto, e os pais se veem sem alternativa para adquirirem, pela alta publicidade que gira em torno do produto, as crianças não tem discernimento algum para diferenciar aquilo que é bom, do que é ruim, e os pais devem assumir esse papel de forma a não deixar que seus filhos menores e incapazes, seja influenciado por meios de publicidade enganosa que só que obter lucro em cima da vulnerabilidade e sensibilidade das crianças que se deixam deslumbrar por propagandas fantasiosas e fantásticas que levam a criança querer de toda maneira obter aquele produto, muitas publicidades usam até mesmo outras crianças para que tenha mais eficácia a sua propaganda.
    A imoralidade como lidam com um assunto como esse, é muito preocupante para todos, pois eles tratam a publicidade infantil como se fosse uma coisas simples, quando na verdade é bastante delicado no cenário mundial, que devem ser observadas e acompanhadas por entidades responsáveis , que se estabeleça normas e diretrizes de acordo com a legalidade.

Comente esta notícia!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s