O clima bate à porta, já é hora de mudar


Postado em 13/08/2016 por: Felipe Poli Rodrigues

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Postado originalmente em: 12/08/2016

Mudanças climáticas ameaçam a segurança alimentar na América Latina e no Caribe.

Na mesma semana em que o mundo se reunia no Rio de Janeiro, na Olimpíada 2016, registrava-se (cdn.com.br) o Dia da Sobrecarga da Terra (8/8), quando se calculou que em pouco mais de sete meses deste ano esgotamos os recursos naturais suficientes para atender às necessidades de consumo de todo o mundo em 12 meses. E, mais complicado, evidenciou-se que a cada ano esse esgotamento se dá mais cedo (em 2015 foi no dia 13 de agosto). Feito pela Global Footprint Network, com dados da ONU, da Organização Mundial do Comércio e dos países, o cálculo avalia a “pegada ambiental global” e diz que precisaríamos de 1,6 planeta Terra para suprir o consumo de hoje no planeta e atender ao crescimento da população, confrontados com a capacidade da natureza de prover recursos e reciclar organicamente os resíduos.

Desde 2000 a sobrecarga de recursos usados dobrou. Mas foi possível também ver que isso já vinha desde 1970 – começou a ocorrer no dia 23 de dezembro e a cada ano era mais cedo, com poucas exceções. Para reverter o processo será preciso reduzir as emissões de carbono em 30% sobre os níveis atuais, conforme estabelecido na Conferência do Clima da ONU. Além de baixar o consumo, será indispensável reduzir o desperdício de energia elétrica, de carne e os transportes movidos a combustíveis fósseis, entre outros itens.

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (geodireito.com, 31/7) aponta a “exploração predatória” da Terra, a retirada triplicada da biomassa nas últimas quatro décadas, a extração de minerais, o uso de combustíveis fósseis como algumas das causas mais graves desse problema. Um brasileiro, em média, consome recursos 1,8 vezes mais do que o planeta pode oferecer; um norte-americano, 4,8 vezes mais; um australiano, 5,4 vezes.

Tratar de temas como esses costuma levar muitas pessoas a chamar de “profetas do apocalipse” ou coisas assim cientistas que fazem advertências. Mas não há como fugir. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU), por exemplo, adverte (2/8 ) que mudanças climáticas já ameaçam a segurança alimentar na América Latina e no Caribe. Estudo da Cepal afirma que o setor agrícola é a atividade mais afetada pelas mudanças, pois responde por 5% do produto bruto e 23% das exportações regionais, ao mesmo tempo que emprega 16% da população ocupada. O Noroeste brasileiro será uma das regiões mais afetadas.

Como avançar, nesse cenário, com a erradicação da fome, que exigirá maior produção de alimentos? E sabendo que as mudanças climáticas aumentarão tanto a seca como o volume de chuvas? Como enfrentar esse quadro se o último balanço (SBPC na ECO 21, maio de 2016) adverte que as emissões brasileiras de dióxido de carbono aumentaram de 2,1 bilhões de toneladas

anuais (2005) para 2,73 bilhões de toneladas, embora o compromisso nacional seja de reduzi-las em 37% até 2025 e até 43% em 2030, sobre os números de 2005?

Será necessário um conjunto de soluções. O Jornal Dia de Campo (5/7), por exemplo, assegura que o plantio direto na agricultura “mitiga a emissão de gases do efeito estufa”, conforme estudo da Embrapa Cerrados desde 2001, divulgado pela Nature/Scientific Reports. Os estoques de carbono no solo nesse sistema de plantio podem equiparar-se no longo prazo aos valores originários em solos do Cerrado nativo. Além disso, o acúmulo de carbono promove aumento da qualidade do solo dos pontos de vista químico, físico e biológico. A acumulação de carbono no solo entre 11 e 14 anos variou entre 1,48 e 1,61 megagramas por hectare/ano. Essa é uma tarefa que precisa ser considerada prioritária pelos governos em toda parte no País.

Outro estudo, divulgado por Rita Silva (avivcomunicacao, 26/7), lembra que estão entre as maiores ameaças ao clima planetário os “gases que usamos para nos refrescar”, conhecidos como hidrofluorcarbonetos, ou HFCs, “mais poderosos para o aquecimento da Terra que o dióxido de carbono”. Um desses gases, o HFC-134a, permanece 13,4 anos na atmosfera e leva a um aquecimento 1.300 vezes maior que o do dióxido de carbono ao longo de cem anos. Esses gases estão em aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e aerossóis. No ritmo atual, em 2015 os HFCs poderão contribuir com até 10% das emissões globais dos gases do efeito estufa. Desde 1990, o uso deles aumentou 258%.

A esperança é que em reunião a ser realizada em Ruanda, em outubro, se chegue a acordo entre os países para reduzir o uso dos HFCs e o aquecimento global em O,5% até o final do século. Até já existem alternativas para esses gases, como o propano, que pode ser usado em pequenos aparelhos de ar-condicionado. Quase cem países em desenvolvimento querem sustar o nível de crescimento dos HFCs em 2021. O custo total para eliminá-los estaria entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões em três décadas – ou 8 a 10 centavos de dólar por tonelada de dióxido de carbono equivalente.

O Centro de Estudos em Sustentabilidade, da Fundação Getúlio Vargas, está divulgando nestes dias os inventários de emissão de gases do efeito estufa no Brasil em 2015, por 136 organizações membros – um “primeiro passo para a transição para a economia de baixo carbono, fruto do Acordo de Paris”.

A urgência de mudanças nessa área é exemplificada por Ana Lúcia Azevedo (9/4) com a Chapada Diamantina, “conhecida como a Caixa d’Água da Bahia” (80% dos rios do Estado nascem ali e fornecem água inclusive para 60% dos habitantes de Salvador). Mas a água escasseia por lá, “à medida que se concretizam previsões sobre o impacto das mudanças climáticas na região”. Ou em várias partes da Amazônia.

São alguns dos casos mais em evidência na área do clima no País, que estão acontecendo em todas as regiões. Cuidemo-nos para evitar quadros piores. Informações e advertências não faltam.

15 respostas em “O clima bate à porta, já é hora de mudar

  1. Por muito tempo o problema global do clima foi ignorado pela maioria das nações, e mesmo demorando para entender a gravidade do assunto hoje o mundo demonstra uma preocupação em conter os danos, causados ao meio ambiente, ou pelo menos diminuir através de medidas preventivas e ecológicas. Para países como os da América Latina que depende da agricultura como fonte de renda isso se torna mais problemático pois a agricultura está diretamente ligada ao clima. É possível que o mundo ainda encontre uma solução, porém é fundamental que as nações e as pessoas se dediquem a conter os danos ao meio ambiente, hoje as pessoas consomem bem mais que o necessário e ainda utilizam de um outro problema, como a fome mundial, para continuar produzindo de forma desenfreada sendo que si um americano consome 4,8 vezes mais que o necessário quer dizer que no minimo 4 pessoas poderiam está vivendo de forma adequada, ou seja não é preciso produzir para suprir as necessidade e sim dividir o excesso com quem de fato precisa.

  2. É importante lembrar que grande parte da população reconhece o quanto o clima está debilitado, precisando de cuidados, e sabemos que isso depende de todos.
    Podemos ver pelos meios de comunicação, como TV e jormais, que desastres acontecem o tempo todo, como incêndios causados pela seca, enchentes causadas pelo acúmulo de lixo, poluição dos rios e escassez do tratamento de esgoto a comunidades mais carentes, poluição da atmosfera causada pelo CO2 que é emitido também pelos carros, etc. O que não faltam são fatores que colaboram para a devastação do clima.
    De certo modo, vale destacar que a indústria acumula grande potencial dessa culpa, como por exemplo, a indústria de carne, na qual podemos relacionar que, parte do desmatamento da Amazônia é usada como fonte para criação de pastos e a ampliação das lavouras de soja, que é ingrediente das rações bovinas, e segundo a organização não-governamental Viva!, que atua em defesa dos animais, 70% das áreas desmatadas da Amazônia são usadas para criação de pastos. Uma solução para isso, segundo o Ministério da Agricultura, é um acordo em que agricultores se comprometem a não expandir a área destinada ao plantio de soja e um debate entre pecuaristas e frigoríficos sobre um possível acordo em que a Embrapa monitoraria pastos via satélite – assim, seria possível saber se há expansão de pastagens para áreas de florestas. (http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_449281.shtml).
    Isso, no meu ponto de vista, é lamentável, uma vez que, notável parte da população não sabe dessas informações ou insistem em não saber, melhor dizendo “tampam os ouvidos”.
    Claro, que isso foi um exemplo que destaquei, mas pode-se citar outros, como a indústria de automóveis em relação a emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente, que são responsáveis, grande parte, pelo aquecimento global.
    Para a maioria dos problemas, todos oferecem soluções, basta, porém que a sociedade esteja disposta a melhorar o clima e seus derivados de alguma forma, para o bem de todos e principalmente do planeta.

    Gabriella Chaves, Milton Campos 2/2016

  3. As mudanças climáticas estão cada vez mais devastadoras. Hora secas prolongadas, hora chuvas que não dão trégua. Qual será nossa saída para diminuir a fome em todo planeta sem recurso para alimentar 7 bilhões de moradores?
    Devemos procurar alternativas como fazer plantações em lugares diversos e onde os alimentos conseguirão se adaptar as transformações e trabalhar sobre a diminuição de gases que se acumulam por anos no redor do planeta.
    O desgaste da Terra (hídrico, energético, mineral, etc.) tem sido maior do que o prazo que o globo consegue se restabelecer .
    Existem alguns acordos (como o Protocolo de Kyoto) que obrigam os Países a diminuírem suas emissões de gases, uma forma de fazer com que as temperaturas não subam ainda mais e afetem o clima. Lugares como Amazônia (floresta reguladora de temperatura mundial) e locais de bacias hidrográficas já sofrem com as alterações no ambiente e consequentemente afetarão todos que dependem diretamente e indiretamente deles.

  4. Não é de hoje que vemos a preocupação de estudiosos do clima e das condições do planeta em relação a sobrecarga do uso de recursos naturais. A cada ano o esgotamento acontece mais cedo. A questão se torna cada vez mais complicada pois acredito que a educação ambiental de cada cidadão em seu país, é um dos fatores de grande importância para a questão climática. No Brasil, por exemplo, recursos como água e energia são pagos, assim, a preocupação sobre economizar é ligada majoritariamente ao valor da conta, e não à questão ambiental acerca do esgotamento do recurso, sendo assim, não é algo que aflige toda a população. São poucos os países que possuem um governo e uma população com postura ativa relacionada a questão ambiental. Acredito que não faltam informações, e sim interesse acerca do assunto, o que é alarmante, já que as mudanças climáticas afetam diretamente e indiretamente o nosso cotidiano, seja em relação ao calor, a agricultura, a produção de energia, entre outros. Espero que não seja tarde quando o mundo perceber isso.

  5. O problema que aflige o futuro das novas pessoas nos mundo, a meu ver parece subsidiário as representantes das nações o desenvolvimento a todo preço parece mais atraente. Não é de hoje que há um chamado de intelectuais, cientistas, entre outros. Para os desastres iminentes que sofrerá o planeta caso o consumo não seja controlado. Porém, como a sociedade pode dar a contra partida se o sistema atual vê um valor superestimado no desenvolvimento. Pode-se fazer tratados para programar mudanças climáticas no mundo, mas qual será a verdadeira diferença se hoje a mudança que faz a diferença na vida das pessoas é a econômica. E, quem pode julgar os países a querem progresso e desenvolvimento, as nações mais antigas como a Europa já se fartaram de seus recursos naturais, e quando conveniente utilizaram outros, e se cogitar uma possível ajuda que não representar ganho para sua economia a Europa e nações mais abastadas intelectual e financeiramente deixam outros países perecer de fome, e em guerra. Em contrapartida, países que estão em desenvolvimento precisam fazer uso dessas fontes para produzir energia, renda e desenvolvimento. Como resolver esse paradigma. E o que sobra para as gerações futuras, qual a qualidade de vida que podem usufruir, o desenvolvimento trás inúmeros benefícios ao homem, mas se não for consciente representara seu próprio fim.

  6. Os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios para o ser humano,mas com eles vieram inúmeros prejuízos para o meio ambiente,pois foi de forma desordenada que se retirou os recursos naturais do meio ambiente.
    Atualmente,se tem consciência que é necessário preservar o planeta,o meio ambiente,para continuar vivendo,produzindo,porém,devido a questões do passado,é muito difícil mudar certas coisas,como por exemplo a distribuição de alimentos,que todos sabem,daria para alimentar todo a população mundial,porém ela é concentrada e o desperdício é gigantesco.Assim,há um aumento na produção,mesmo que a realidade diga que não é necessário,esgotando recursos naturais,desmatando florestas,ocasionado queimadas,secando rios e lagos,o que gera um grande transtorno para a população que depende.
    Rever as políticas públicas,a organização de distribuição de alimentos,com acordos com as empresas,países,afinal vivemos em um mundo capitalista,globalizado,que é regido pelo direito internacional,é importante e necessário para o futuro do planeta.
    Além disso,a tecnologia tornou-se um aliado essencial do ser humano,a cada dia algo novo no mercado,aumentando o lixo eletrónico,que prejudica bastante o meio ambiente,assim é necessário entender que é possível criar,desenvolver,sem prejudicar,isto é,sem consumo exagerado,que é o que acontece atualmente.

  7. O crescimento mundial tecnológico, iniciado na Revolução Industrial, trouxe sérios problemas para o meio ambiente, problemas que mesmo depois de anos e anos, vemos diariamente. Rios que um dia foram considerados os mais belos de todos, hoje estão em estado de calamidade. Florestas que era densas e ricas em fauna e flora, são devastadas todos os dias. Solos, que foram um dia, propícios para a agricultura, hoje estão seco e condenados pela erosão. Os mares se tornaram os verdadeiros esgotos globais e com isso, espécies raras de animais desaparecem todos os dias. O homem precisa salvar a sua casa !

  8. O meio ambiente hoje, está sendo castigado pelo crescimento populacional, e principalmente pelas inovações tecnológicas, que por mais que sejam benéficas para a humanidade podem causar transtornos tanto para a flora quanto para a fauna. É de se impressionar o que o ser humano é capaz para manter sua subsidiariedade, e claro com o desenvolvimento do capitalismo a partir da revolução industrial, manter o seu desenvolvimento econômico. As inovações estão muito acima do que o meio ambiente pode suportar, são tecnologias que progrediram num curto espaço de tempo e que consequentemente proporcionaram um grande impacto social, cultural e político. A população sofre com o aumento da poluição oriunda do aumento de emissão de CO2, a divergência cultural de ideais e princípios, e claro, os efeitos gerados pela crescente mudança climática, devem ser analisados com frequência pelas entidades internacionais, por ser um assunto com uma relevância muito grande para a humanidade, tanto para o presente quanto para o futuro.

  9. O esgotamento de recursos, é um problema que foi por muito tempo ignorado e tratado como subsidiário.
    A exploração dos recursos naturais do planeta é fundamental para a sobrevivência do ser humano, mas foi necessário muito tempo para que as pessoas percebessem que os estoques destes materiais, no entanto, apesar de parecerem abundantes e infinitos, são escassos e, se usados de forma excessiva e desmedida, irão se esgotar.
    Só agora, que se notou a amplitude do problema é que as medidas de sustentabilidade estão começando a ser efetivamente tomadas, e o crescimento tecnológico, bem como a industrialização se caracterizaram como fatores preponderamentes aos imensos prejuízos ambientais.
    Se a exploração dos recursos e o consumo global continuar neste ritmo, em 2030 serão necessários recursos equivalentes a dois planetas Terra para manter este padrão.
    É impossível conseguirmos restabelecer todos os recursos da maneira que tinhamos antes, mas é imprescindível que busquemos preservar tudo aquilo que restou,conciliar o uso com a preservação, porque essa é a única forma de evitarmos uma catástrofe global no futuro.

  10. As questões climáticas e ambientais estão cada vez mais preocupantes. Esgotar os recursos naturais do mundo por 12 meses nos proximos 7 meses? A sobrecarga dos recursos vem aumentando e precisamos de mais cuidados com nosso planeta. Há diversos fatores contribuintes para essa aceleração, fatores decorrentes da ação humana, porém enquanto continuarmos tapando os olhos ou não enxergando a gravidade desses problemas, estaremos destruindo nosso habitat. Países que dependem da agricultura estão sofrendo com as mudanças, dentre ouros que sofrem com o derretimento das calotas polares, ou até o Brasil sofrendo com as secas prolongadas do sertão. Fora os fenômenos naturais devastadores… O Tratado de Kyoto é uma importante colaboração dos países para diminuir a emissão de gases, deveriam haver mais iniciativas do gênero para tentar salvar nosso planeta a tempo.

  11. Com o exponencial crescimento do capitalismo e da industrialização e, consequentemente, a evolução da globalização e tecnologia, há de se destacar, simultaneamente, o esgotamento de recursos ambientais e a poluição climática.

    Os avanços tecnológicos e a exploração de recursos naturais são necessários e fundamentais para a conservação da espécie humana na Terra. Porém, o excesso dessas atividades está causando sérios problemas para o ecossistema. De fato, há um desequilíbrio entre o tempo de produção e consumo humano e o tempo de reposição dos recursos naturais. Tal incoerência, torna urgente uma transformação no comportamento do ser humano.

    Se não mudarmos o nosso jeito de pensar sobre o meio ambiente (tanto a fauna, quanto a flora), e criarmos normas e estatutos para regulamentar e presidir o uso desse bem precioso, concomitantemente com práticas e atividades sustentáveis, como reciclagem, utilização de transporte coletivo, diminuição no consumo de energia e de água, iremos ver “ao vivo” a natureza se degradar.

  12. Com o advento da Revolução Industrial, houve crescente processo de urbanização das cidades por todo o mundo, ocorrendo de maneira exponencial a substituição de flora e fauna naturais por ruas asfaltadas e industrias. Somado a isso, destaca-se o crescimento da vertente capitalista, que ao pregar o habito de vida consumista ,aumenta o processo de industrialização e verticalizacao dos grandes centros urbanos, intensificando a emissão de gases poluentes, associados ao descarte incorreto e inconsciente de lixo, alem do desperdício de agua. Todos esses fatores tornam-se alarmantes no contexto atual, em que a necessidade por suprir os hábitos da sociedade, alguns imprescindíveis e outros apenas supérfluos,coloca em risco o funcionamento do planeta. Ocorre por exemplo,mudança no ciclo da agua, ocasionando menos chuvas e aumento das secas. Com isso, diversos locais tornam-se focos de atenção no que tange ao risco de escassez de produção de alimentos. Dessa forma, devemos adotar medidas mais conscientes e balanceadas, que sejam capazes de suprir a demanda global por recursos, mas que da mesma forma os preservem.

  13. A migração de pessoas em larga escala através do mar mediterraneo ou qualquer outra rota, é um reflexo da situação em que está os seus países de origem, seja por guerra, escassez ou perseguição,porém, os paises do bloco europeu visto a crise econômica atual não se encontram em posição favorável para o recebimento de imigrantes e refugiados que, após a longa jornada enfrentada para ingressar no país (jornada esta que causa um grande numero de fatalidades), ainda tem de enfrentar a discriminação e o tratamento sem dignidade oferecido pelos naturais do pais em que ingressam.O posicionamento da ONU com relação a situação atual deve ser dado com a firmeza pois as violações ao tratado de direitos humanos seja pelo tratamento xenofobico ou pela perseguição e guerra estão demasiadamente grandes, visto que o crescimento migratorio se mantem ainda que a situação de risco pro imigrante se agrave.

  14. Não é de hoje que a comunidade internacional vem alertando o mundo acerca das mudanças climáticas ao redor do globo, aliás, me é recente na memória o ex Vice-Presidente dos Estados Unidos Al Gore denunciando estas mudanças no seu documentario “uma verdade incoveniente” de 2006, mas como é de praxe entre os homens, se algo possui consequências futuras; distante de seu conforto atual, os mesmos não se importam muito,porém , as consequências já se mostram presentes e a calamidade não parece mais tão distante. O entrave maior da falta de interesse em medidas de controle de emissão está no próprio motivo da emissão estar acontecendo: Desenvolvimento econômico. Não há que se culpar um Estado por querer crescer e desenvolver, é o curso natural que os países busquem proveito dos recursos que tem disponíveis, e recursos ja findados e como na europa e em alguns países da asia são obtidos por fontes diferentes e exportações, visto isso o método não diferencia o objetivo final, a importancia do desenvolvimento estatal tornou de segunda necessidade assuntos tais como o meio ambiente. O desenvolvimento é necessario mas com sustentabilidade como parametro, caso contrario os danos podem ser fatais.

  15. De acordo com especialistas, o mundo já está a caminho de um futuro mais quente e, sem mudanças radicais, o aumento de temperatura em breve atingirá níveis críticos.
    Cientistas estimam que o planeta já se aqueceu cerca de 0,8 graus Celsius desde os anos 1850, e novas projeções põem o aumento de temperatura em até quatro graus até meados do século 21, se os níveis atuais de emissões persistirem.
    Governos e instituições também devem abordar a adaptação, adiciona Rosina Beirbaum, um professor de recursos naturais e do ambiente da University of Michigan. “Quanto mais esperarmos, mais caras e menos eficazes serão as medidas de adaptação”, explicou ela.

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