Menos da metade da população brasileira tem acesso a saneamento


Publicado por Felipe Poli Rodrigues em: 08/08/2016

Apenas 39% das residências têm seus rejeitos tratados adequadamente. Falta de tratamento afeta saúde da população e polui fontes de recursos hídricos. No Brasil, água é fundamental para agricultura e setor de energia.

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Publicado originalmente em 08/08/2016

O Brasil abriga um quinto das reservas hídricas do mundo, mas a abundância não significa acesso universal a água própria para o consumo, nem a saneamento. Menos da metade — cerca de 48,6% — da população brasileira é atendida por serviços de esgoto e apenas 39% das residências têm seus rejeitos tratados.

Os números são do Banco Mundial, que alertou na quarta-feira (3) para as desigualdades na distribuição de água entre a população, a indústria e a agricultura no Brasil, além de detalhar a importância dos recursos hídricos para a economia brasileira.

Embora 82,5% dos brasileiros tenham acesso a água, apenas 43% dos domicílios entre os 40% mais pobres do país têm vasos sanitários ligados à rede de esgoto, segundo dados de 2013.

A falta de tratamento faz com que poluentes sejam jogados diretamente na água ou processados em tanques sépticos desregulados, com graves consequências para a qualidade dos recursos hídricos, bem como para o bem-estar da população.

O Banco Mundial chama atenção ainda para o desperdício registrado nas empresas de abastecimento — perdas chegam a 37%.

De acordo com a agência da ONU, o financiamento e subsídios do setor são baseados em uma estrutura tarifária ultrapassada que, somada ao excesso de pessoa e elevados custos operacionais, encarecem a oferta para os consumidores.

Os gastos com a produção inviabilizam novos investimentos, capazes de tornar a infraestrutura mais resistente a eventos climáticos extremos como secas e inundações.

 Economia brasileira depende da água

 O organismo financeiro destaca que 62% da energia do país é gerada em usinas hidrelétricas e 72% da água disponível para o consumo é destinada à irrigação na agricultura.

O Banco Mundial lembra que o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo — sendo a agricultura e o agronegócio responsáveis por 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, apenas pouco menos de 20% da área de terras irrigáveis não contam com sistemas de água para o cultivo.

 Segundo a agência da ONU, mesmo com a diversificação das fontes de energia prevista para as próximas duas décadas, as usinas hidrelétricas continuarão entregando 57% da eletricidade usada no Brasil.

Tamanha dependência significa que, em tempos de crise – como a vivida por São Paulo em 2014 e 2015 –, a produtividade de diversos setores econômicos pode ser ameaçada.

“Em São Paulo, por alguns meses, não ficou claro se as indústrias, como a de alumínio, grande consumidora de água, poderiam continuar produzindo no ritmo anterior à crise hídrica”, lembra o líder do programa de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial no Brasil, Gregor Wolf.

Fonte: Envolverde

12 respostas em “Menos da metade da população brasileira tem acesso a saneamento

  1. Considera-se o saneamento básico um direito fundamental do indivíduo e da coletividade, visto que está diretamente ligado a uma melhor qualidade de vida, sendo um dos fatores preponderantes que garantem o bem estar social. No que tange a sua importância, no Brasil, segundo o Banco Mundial, apenas cerca de 48,6% da população é atendida por serviços de esgoto e apenas 39% das residências tem seu rejeito tratado, menos da metade, o que demonstra a falta de sensibilidade dos governantes em relação aos seus governados, que, se mostram omissos em relação a princípios básicos, dentre eles, como ressaltado, a garantia do saneamento básico como um direito não só do indivíduo mas da coletividade, todavia investem bilhões e mais bilhões em Copa, Olimpíada e mais outros fatores que na realidade obscurecem o verdadeiro problema do país. Em fim, a maneira de mudar esse quadro começa no voto, saber escolher que vai bem representar o povo, quem de fato atentará para os reais problemas da sociedade.

    • No contexto do século XXI, no qual vivenciamos grande desenvolvimento no setor urbano e de infraestrutura, é de se estranhar que ainda mais da metade da população brasileira não tenha acesso ao serviço de saneamento básico. A infraestrutura básica é um direito de todo cidadão brasileiro, entretanto os meios de acesso a ela ainda são excessivamente onerosos. Somos um país subdesenvolvido e devido a essa condição sabemos que nossa população em sua grande maioria é de baixa renda e não tem a possibilidade de contratar esse tipo de serviço. Sendo um serviço previsto na Lei 11445/07, deveria este ser fornecido de forma gratuita pelo município ás famílias necessitadas. É mister que a verba destinada ao implemento do saneamento seja canalizada para um planejamento urbano eficaz que favoreça à toda população. Mas como é de conhecimento de todos os brasileiros, nem sempre as verbas arrecadadas no país recebem um destino correto, muitas vezes são desviadas dos cofres públicos para beneficiar apenas aos agentes políticos vinculados à administração pública. A corrupção é um dos principais fatores que barram o desenvolvimento do Brasil. Temos um país com excelente localização geográfica, o que acaba favorecendo nossos recursos naturais, o volume de água existente é enorme; tendo um bom planejamento público conseguimos distribuir de uma maneira melhor os recursos e serviços com menos onerosidade. Deve-se buscar fontes alternativas para que o serviço prestado não careça de grande estrutura para a distribuição, consequentemente diminui-se o seu valor de fornecimento e aumenta-se a possibilidade de acesso a ele. Além de aumentar por parte dos cidadãos a fiscalização e cobrança quanto a administração pública para que se invista de forma correta a verba arrecadada.

  2. O serviço de saneamento básico no Brasil, apresentou grandes avanços nos últimos anos, mas ainda existem muitos problemas a serem solucionados, como a disponibilidade de infraestrutura relacionada com a desigualdade social. A Lei 11.445/07 estabelece que o saneamento básico constitui-se como o conjunto de infraestruturas e medidas adotadas pelo governo a fim de gerar melhores condições de vida para a população, compreendendo os serviços estruturais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e limpeza e drenagem de lixo e águas pluviais urbanos, sendo esses serviços básicos garantidos ao cidadão brasileiro. Com objetivo de solucionar as questões de desigualdade regional desenvolvidas em todo território brasileiro, o governo instituiu o Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico), que consiste em um conjunto de metas e objetivos para transformar a realidade desse setor no país, planejando metas e estratégias de governo para que nos próximos vinte anos, o acesso aos serviços de saneamento básico como um direito social, contemplando os componentes de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, sejam acessíveis a toda população que reside no Brasil. A viabilização dos projetos governamentais são estudados para que o saneamento básico alcance as classes baixas que mais sofrem com a falta deste serviço, sendo que a saúde acaba prejudicada por falta de qualidade de vida.

  3. Mesmo sendo um país rico em recursos naturais, principalmente hídricos, o Brasil possui grandes problemas relacionados a distribuição de água adequada para consumo e saneamento básico em toda sua extensão territorial. A questão é que a implantação do serviço de tratamento de agua é extremamente cara, e seu repasse para cada cidadão não é diferente. O que assusta é que com todos os impostos pagos, menos da metade da população tem acesso ao serviço de esgoto e tratamento. Sua falta faz com que os rejeitos sejam jogados diretamente em rios, córregos, poluindo o meio ambiente e trazendo sérios problemas para as pessoas que convivem com a proliferação de bactérias, com o mal cheiro, trazendo diversas doenças, o que piora ainda mais a situação da saúde no Brasil. O que intriga é o descaso dos governantes com a questão dos recursos hídricos em um país que possui economia extremamente dependente da água, seja para gerar energia em hidrelétricas, seja para agricultura. Mudanças devem ocorrem o mais rápido possível.

  4. Quando o assunto é saneamento básico ou a falta de saneamento básico, são vários os problemas enfrentados. Empresas responsáveis por tratar o esgoto não cumprem o seu papel, e arrecadam milhões com isso.

    A sua falta é uma das maiores causas do impacto ambiental, podendo, também, afetar a economia nacional por reduzir a produtividade do trabalhador, impactar o aprendizado de crianças e jovens, além de afastar o interesse turístico de regiões que sofrem com o despejo de esgoto e ausência de água encanada.

    A lentidão do investimento no saneamento, por parte das três esferas de governo é um fato considerável. Um dos motivos para que o saneamento não melhore no Brasil, portanto, é a falta de investimento. Investir o que foi arrecadado é preciso, e não é o que tem sido feito. Com a onda de corrupção que tomou conta do pais nos últimos tempos, fica complicado progredir.

    Um dos desafios a serem enfrentados pelo país é reduzir o desperdício. Nesse sentido, tanto nas capitais como nas cidades de regiões metropolitanas e do interior são necessárias efetivas ações de melhoria, especialmente no que tange a infraestrutura, pois a deficiência de infraestrutura influencia a posição do país nos principais índices de desenvolvimento, como o de mortalidade infantil e longevidade da população.

    Enfim, diversas são as causas e as consequências que giram em torno desse problema. Ações por parte do poder publico devem ser realizadas com uma certa urgência e efetividade. Sendo uma questão real, merece ser olhada com a devida seriedade.

  5. Apesar das conquistas sociais que o Brasil experimentou na última década, ainda falta muito para avançar na questão do saneamento básico. Um levantamento do Instituto Trata Brasil mostra que o país não conseguirá alcançar a universalização do sistema nos próximos 20 anos se o trabalho de implantar serviços de água e esgoto continuar no ritmo observado.
    A pesquisa, chamada de Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades, inclui os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do ano base de 2012.
    A conclusão aponta para uma lentidão nos investimentos no saneamento por parte das três esferas de governo — nacional, estadual e municipal. O projeto de contemplar 100% das localidades brasileiras com saneamento básico nos próximos 20 anos, portanto, já está comprometido.
    Entretanto, uma melhora foi constatada, a população atendida com água tratada dos 100 maiores municípios passou de 82,7%, em 2012, para 92,2%, em 2013. Do universo de 100 municípios, 22 têm 100% de atendimento dos serviços de saneamento e 89 cidades possuem 80% de suas populações atendidas por rede de esgoto e água.
    Um dos motivos para que o saneamento não melhore no Brasil é a falta de investimento. Para solucionar o problema, é preciso investir o que foi arrecadado com os serviços.

  6. Apesar das conquistas sociais que o Brasil experimentou na última década, ainda falta muito para avançar na questão do saneamento básico, sendo que este é um direito fundamental e uma das formas de garantir o bem estar social, uma melhor qualidade de vida não só do indivíduo,mas da coletividade. A população sofre devido à falta de políticas básicas de atenção à saúde. O mais impressionante é que o problema é crônico e histórico no país.
    Atualmente, quase metade da população (43%) vive em cidades sem rede de tratamento de esgoto. Outro ponto notável é a significativa desigualdade entre as regiões, como por exemplo, enquanto na região Norte cerca de 90% dos brasileiros vivem sem o serviço de saneamento básico, no Sudeste essa parcela da população representa só 17%, menor número em todo o país.
    A gigantesca parcela da população que não recebe este serviço básico, está perigosamente suscetível a diversas doenças causadas pelas más condições oriundas da falta de tratamento de água e esgoto. A exposição a vírus, bactérias e condições insalubres aumenta a incidência de doenças, sendo esta uma afronta aos cidadãos brasileiros.
    Portanto, para que se alcance a universalização do sistema, é preciso que a execução da implantação de serviços de água e esgoto altere o seu ritmo lento das obras e a falta de comprometimento das gestões envolvidas. É necessário maior presteza nos investimentos no saneamento por parte das três esferas de governo: nacional, estadual e municipal.

  7. É extremamente triste, causa uma chateação em qualquer pessoa que tenha senso crítico e compaixão ler uma matéria dessas…..
    Onde está os políticos de nosso país ?
    Será que essas pessoas não tem acesso a essas informações ?
    Porque vivemos nessas circunstâncias há tanto tempo ?
    No preâmbulo da nossa “carta política” diz priorizar os direitos sociais, o bem estar e isso não acontece.Entretanto, vemos notícias de corrupção e diversos “bilhões” sendo desviados todo ano.
    Além disso, no artigo 1 da CR/88 é claro o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana, saneamento básico é uma das coisas minímas para nossa subsistência, já no artigo 3 que trata dos objetivos fundamentais ta claro no inciso II garantir o desenvolvimento nacional.

    Nós que fazemos parte da nação brasileira devemos cobrar mais de nossos representantes e que pelo menos o minimo seja feito e cumprido ,isto é, pelo menos os princípios e objetivos fundamentais previsto na CR/88. Em virtude da matéria referida fico indignado e desanimado com nossos representantes e a situação que essas pessoas que não tem saneamento básico vivem.

  8. O Brasil é um país que nas últimas décadas vem se destacando em relação aos avanços sociais, tecnológicos e principalmente de infraestrutura, mas por outro lado muito ainda se há de problema quando o assunto é saneamento básico. Problema este que se explica pela falta de grandes investimentos no setor, sendo que segundo dados de pesquisa para um avanço significativo em tal área o país deveria investir a mesma quantidade do que se arrecada com serviços.
    A situação é tão expressiva que brasileiros ainda adoecem pela falta de saneamento básico em suas regiões. Sem contar no quanto tal questão é prejudicial não só para as pessoas de forma direta mas também nas redes hidrográficas do país e no solo, ambos que são tão importantes para o desenvolvimento econômico de todo território.
    É fato que deve se olhar com olhos mais atentos para esse grande problema, visto que as áreas com maior desenvolvimento de saneamento básico são também as grandes áreas desenvolvidas, ou seja, os grandes centros urbanos, o que confirma a falta de muitas vezes preocupação com as demais localidades do país, as quais possuem da mesma forma grande importância.

  9. É estranho, para dizer o mínimo, que em um país classificado como a 9ª Economia do mundo sofra com problemas tão entranhados a situação de subdesenvolvimento, o fornecimento de um saneamento adequado e uma água tratada é imprescindível para garantir uma vida digna ao cidadão e a falta de tais recursos no país que possui a maior bacia hidrográfica do mundo é algo a se indagar. O problema maior é o fato de tais políticas da administração públicas ainda serem tão onerosas, de fato o povo brasileiro em sua maioria não possui renda hábil a contratar serviços de saneamento, tal recurso deveria advir das verbas destinadas ao tratamento e saneamento, mas a incopetência da administração publica e a corrupção generalizada dos governos torna a implantação das verbas a princípio contabilizadas uma pretensão distante da verdade. é preciso um olhar mais atento da população à violência acobertada que a administração prática, a cobrança por taxas menos abusivas e o fim da corrupção também é resposabilidade da população, talvez a pressão popular possa começar a fazer girar as engrenagens enferrujadas desse governo incopetente.

  10. Como o próprio nome diz, saneamento básico, deveria ser o básico de acesso da população! Muito triste ler que menos da metade dos brasileiros não possuem saneamento em suas casas.
    Além de causarem doenças às populaçōes carentes, por serem abastecidas com a rede de esgoto, geram revoltas que, ao meu ver, são totalmente justas.
    O investimento do governo no saneamento é o mínimo a ser esperado pela população mas claramente, as verbas que seriam destinadas a tais medidas, são “reutilizadas” pelos representantes de alguma outra forma, desconhecida…
    Nós como cidadãos devemos ficar atentos e nos preocupar com essa situação visto que somos todos moradores de um mesmo país e, temos os mesmos direitos.

  11. A questão de tudo isso, esta na consciência do homem.A cultura já nos ensina errado,partindo dos próprios governantes que arrecadam e não repassa para os seus destinos,e quando repassa , muitas vezes a pizza é tao fatiada que não chega no local devido!Acorda brasil,precisamos termos mais consciência,porque,o que não serve pra você serve para um irmão e também tem a questão ambiental é muito importante, fauna como citado anteriormente, questão de produção e industrialização da região, entre outros fatores não citados. Mas nada se compara com situação humana e digna das pessoas que vivem nessas regiões. Vivemos a era da banalidade. E a negligência absurda em relação a população mais pobre.

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