ONU convoca países para ratificar Acordo de Paris no dia 21 de setembro


Publicado em 27/07/2016 por Felipe Poli Rodrigues

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Publicado originalmente em: 25/07/2016

Líderes mundiais se reunirão no dia 21 de setembro, em Nova York, para ratificar o acordo de Paris sobre mudanças do clima. O encontro, convocado pelo chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, visa a acelerar o processo para restringir as emissões de gases do efeito estufa. No Brasil, o tratado ainda precisa do aval do Senado. Esse é o último passo para que o acordo tenha validade em território nacional.

O pacto firmado pelo país e mais 194 nações no final do ano passado, na capital francesa, quer limitar as mudanças climáticas ao estabelecer metas para frear o aumento da temperatura no mundo. O tratado tem força de lei internacional, com obrigações e recomendações aos países signatários. Cada país deve ter sua própria meta para reduzir emissões poluentes. Para entrar em vigor, é necessário que pelo menos 55 países, responsáveis por pelo menos 55% das emissões globais.

O acordo estabelece que um valor mínimo de US$ 100 bilhões anuais deverem ser transferidos de países chamados “desenvolvidos” aos mais pobres até 2025, para custear ações de combate à poluição. Concluído em dezembro de 2015, o Acordo de Paris limita o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, além de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.

Metas

Para atingir o objetivo, o tratado estabelece metas individuais de cada país para a redução de emissões de gases de efeito estufa. No caso do Brasil, o objetivo é reduzir 37% até 2025 e 43% até 2030 as emissões.

“Isso significa que deveremos, em 2025, ter níveis de contribuição per capta de 6,2 toneladas de carbono equivalente e até 5,4 toneladas de emissões per capta até o ano de 2030. A meta vale para o conjunto da economia”, explica o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Everton Frask Lucero.

Segundo a ONU, o acordo substitui outras metas referentes à diminuição da emissão de gases do efeito estufa estipulada no Protocolo de Kyoto e deve ser revisto a cada cinco anos. Não há previsão no texto de quando as emissões precisam parar de subir para que seja garantida a manutenção do aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.

Brasil

De acordo com Lucero, o país prepara um detalhamento do método usado para cumprir as metas estabelecidas. O compromisso foi assumido após uma série de pesquisas e consultas aos diversos setores da sociedade. Criado para suceder o Protocolo de Kyoto, o tratado deve vigorar plenamente a partir de 2020, ano em que termina a validade do acordo anterior.

“Por exemplo, no setor de florestas e uso da terra, nós indicamos que até 2030 deveremos chegar a um desmatamento ilegal zero e à compensação pela supressão legal de vegetação – que é aquela autorizada pelo código florestal”, aponta.

Na agricultura, a meta brasileira é restaurar e reflorestar uma área de 12 milhões de hectares. Além disso, restaurar mais 15 milhões de áreas degradadas e aumentar em 5 milhões de hectares o sistema de integração lavoura pecuária e floresta. Já no setor energético, o objetivo é aumentar a 18% o uso de biocombustíveis sustentáveis.

“Nós devemos atingir 45% de energias renováveis na nossa matriz energética, sendo que desses 28 a 33% de fonte não hídrica, aí incluída energia eólica e solar. E também esperamos ter ganhos de eficiência energética no setor em torno de 10%”, detalha Lucero.

Segundo o secretário, o governo brasileiro deve divulgar as metas dentro dos próximos meses e viabilizar a implementação das estratégias no país. “Grandes países já indicaram que poderão ratificar o acordo ainda neste ano. Com a aprovação do Acordo pelo Senado, poderemos estar entre os primeiros grandes países a ratificar o acordo. Isso será uma sinalização muito importante para manter o Brasil na liderança dessa negociação e desse processo internacional.”

Fonte:Ecodesenvolvimento

 

 

7 respostas em “ONU convoca países para ratificar Acordo de Paris no dia 21 de setembro

  1. Nota-se como é necessário que a ratificação do Acordo de Paris ocorra o quanto antes. A mudança que não ocorreu com o Protocolo de Kyoto, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos, quanto à políticas sobre mudanças climáticas é urgente. A emissão de poluentes por indústrias, automóveis, pecuária, queimadas, que ainda é agravada pelo desmatamento, faz com que o efeito estufa se intensifique constantemente. A temperatura mundial já sofreu bruscas alterações, a instabilidade das estações do ano em diversos países reflete muito bem isso, bem como o derretimento de geleiras também é um exemplo do porquê que essas políticas devem ser aplicadas o quanto antes. Sendo os países ricos ou não, inclusive o Brasil, precisam realmente definir metas e aplicar medidas como ampliar o uso de energia renovável e limpa e reflorestar áreas desmatadas, medidas que serão de extrema importância para diminuir-se a emissão de gases poluentes e tentar reverter a velocidade com que o efeito estufa tem se intensificado. Percebe-se ainda, que a cooperação entre os países para a implementação dessas políticas é muito importante, principalmente porque as mudanças climáticas são um tema de interesse mundial.

  2. As mudanças climáticas há algum tempo vêm exigindo uma resposta efetiva da comunidade internacional. Esse assunto ganhou certa relevância a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro de 1992, em 2005, entrou em vigor o Protocolo de Kyoto com a intenção de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Apesar de vários esforços em regulamentar as atividades danosas ao meio ambiente, ainda não conseguimos um resposta realmente efetiva para evitar o aquecimento do planeta. Esperamos que esses novo pacto assinado em Paris, represente mais um passo rumo ao desenvolvimento verdadeiramente sustentável, que ainda vem sendo tratado ao redor do mundo atrás de muitas outras questões.

  3. É de suma importância a reunião de líderes mundiais para ratificar o acordo de Paris. Ele trata da diminuição da emissão de gases do efeito estufa.
    Questões sobre as mudanças climáticas afetam o mundo inteiro e atingem diretamente a qualidade de vida da sociedade. A força do tratado como lei internacional constituída por obrigações e recomendações para os que o assinaram é importante para que as metas que serão definidas por cada país sejam atingidas. Com o auxílio financeiro de países mais ricos aos menos para a diminuição da emissão dos gases, as metas estipuladas tendem a ser atingidas.
    No Brasil, a aprovação deve ser feita pelo Senado, assim as metas para o combate à poluição serão delimitadas. Com a aprovação, o Brasil seria um dos primeiros países a ratificar o acordo, o que faz com ele se mantenha na liderança desse acordo e desse processo internacional.
    A poluição afeta o mundo inteiro e tal questão deve ser tratada de forma cuidadosa e com metas claras para que o Acordo de Paris possa ser realmente cumprido.

  4. O desenvolvimento sustentável é de importância vital para as próximas gerações. O mundo que queremos deixar para nossos filhos depende das nossas atitudes de hoje, talvez diria de atitudes de algumas décadas atrás. A ONU luta contra a mudança climática a mais de 40 anos. Acordos para redução de gases poluentes que provocam o efeito estufa, envolvendo nações desenvolvidas e em desenvolvimento permite uma esperança de que, no mundo globalizado, trabalhando todos juntos, poderão concretizar as metas de redução desses gases que estão provocando o superaquecimento do planeta. O Acordo de Paris, sendo ratificado pelo Senado e substituindo o Protocolo de Kyoto a partir de 2020 colocará o Brasil entre os primeiros países que mais se preocupam em reduzir a emissão de gases do efeito estufa, enfatizando a necessidade urgente de combate à mudança climática. É portanto necessário que os países parem de queimar combustíveis fósseis, e adote fonte de energias renováveis como energia solar, eólica, hidráulica e biocombustíveis. Também contribuir com a redução do desmatamento e mudanças nos processos industriais e agrícolas permitirá grandes avanços à humanidade.

  5. Com o aumento excessivo das mudanças climáticas, fruto de emissões desmoderadas de gases poluentes que geraram o efeito estufa, viu-se por parte da comunidade internacional a necessidade de serem estabelecidos acordos em que os países cooperassem entre si para converter determinada situação.
    Em 2005, entrou em vigor o Protocolo de Quioto. Entretanto, não foi suficiente para que ocorresse uma mudança significativa nesse contexto. E recentemente foi assinado o Acordo de Paris, o qual substitui outras metas referentes à diminuição da emissão de gases do efeito estufa estipuladas no Protocolo de Quioto, a fim de acelerar o processo para restringir as emissões de gases do efeito estufa e tem um ponto crucial que é a garantia de financiamento adequado para ajudar os países mais pobres a adotar sistemas de energia mais limpos e a lidarem com os impactos climáticos.
    Diante disso, é necessária a ratificação por parte dos 195 países que assinaram o pacto, com a consciência de deixar um planeta em condições adequadas para as gerações futuras e de que o custo-benefício de enfrentar as mudanças climáticas está aumentando com grande velocidade à medida que esses países e as empresas se deparam com gastos mais elevados decorrentes de condições meteorológicas extremas e outros problemas relacionados com o clima.

  6. O efeito estuda vem aumentando mais a cada ano, através de indústrias, automóveis e queimadas (que agravam o desmatamento), dessa forma, vem sendo preciso que se estabeleça e seja firmado o quanto antes um acordo internacional que possa diminuir essas mudanças climáticas causadas pelo grande emissão de carbono para substituir o Protocolo de Kyoto. Após este, no qual mudanças foram pedidas, mas nem todas foram seguidas, a ratificação do Acordo de Paris é de suma importância, pois esse assunto atinge toda a sociedade e essa luta vem ocorrendo a mais de 40 anos. Esse tratado, por ter força de lei internacional, com obrigações e recomendações aos 195 países signatários, tem grandes chances de ser a mudança necessária para que a temperatura mundial consiga diminuir através das metas traçadas e planejadas para os próximos anos. No Brasil, precisamos da aprovação do Senado ainda para que o acordo possa ser ratificado, e se assim for, estaremos entre os primeiros a ratificar o acordo ainda esse ano, o que representaria um papel mundial muito importante para nosso país.

  7. É evidente que assinar um tratado desta magnitude é de extrema importância, porém mais importante ainda será a disposição para cumpri-lo, não podemos perder de vista que, estamos construindo hoje, um mundo que as próximas gerações deveram desfrutar. Assim, muito além de um tratado ecológico ou sobre biodiversidade, o que está em questão é o próprio futuro do nosso planeta e a vida que há nele.
    Especialmente o Brasil, precisa repensar suas ações em relação ao clima e ao efeito estufa, pois ao mesmo tempo que temos a maior área alagada do mundo (Pantanal), a maior floresta tropical (Amazônia) e um dos maiores sistemas de água doce do mundo somos também grandes emissores de gás carbônico com as queimadas, o avanço sem controle do agronegócio e o comércio ilegal de madeira. Além dessas ações cujo o objetivo será de interromper a degradação do meio ambiente, teremos que fazer um esforço enorme no sentido de restaurar as áreas já degradadas.
    O Pacto de Paris pretende colher a ratificação de quase 200 países de diferentes cenários político-econômicos, reflete, o pelo menos deveria refletir, a preocupação dos países, representando sua população com a continuidade da vida no planeta. Portanto, a assinatura do pacto é um compromisso importante da nação brasileira e, mais importante ainda será a ação do brasileiro frente e a esse compromisso.

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