Direitos humanos não são ‘ideias abstratas’, diz chefe da ONU ao pedir apoio à Agenda 2030


Secretário-geral Ban Ki-moon afirmou que a comunidade internacional deve colocar muito mais ênfase sobre os direitos humanos enquanto continua a trabalhar para implementar a Agenda 2030 sobre desenvolvimento sustentável, pois eles são “o motor mais poderoso para a paz e o desenvolvimento”.

Publicado originalmente em: 22/07/2016

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Os direitos humanos são normas e padrões com os quais governos e instituições são medidos. Mas eles não são somente ideias abstratas, ou aspirações a serem abordadas quando a paz e o desenvolvimento forem atingidos. Eles pedem ações extremamente específicas e concretas por parte dos Estados-membros da ONU e outras autoridades.

A análise é do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que participou neste mês de um encontro de alto nível sobre a implementação da Agenda 2030 sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Ban alertou que, enquanto grande parte do mundo está se beneficiando de enormes progressos, o racismo e o desamparo estão crescendo na Europa, a violência organizada se enraizou na América Latina, confrontos mortais continuam no Oriente Médio e milhões de pessoas são afetadas pela marginalização econômica, social e política no continente asiático.

O respeito pelos direitos humanos e pelo direito humanitário internacional está sendo corroído neste momento em que o mundo enfrenta o maior número de deslocados desde a Segunda Guerra Mundial e os abusos continuam contra civis que passam fome, têm ajuda humanitária negada e são impedidos de se deslocar para locais seguros.

“Quando isto terminará?”, perguntou. “A resposta deve ser que termina agora. Os governos devem assumir as suas responsabilidades. A ferramenta mais importante para esta mudança são os direitos humanos – o mais poderoso motor de paz e desenvolvimento.”

“Os direitos humanos estão no centro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para acabar com a pobreza, reduzir a desigualdade e promover sociedades pacíficas e inclusivas”, disse o secretário-geral.

Ban Ki-moon afirmou que a evidência mostra que políticas repressivas contra o extremismo violento e o terrorismo não deixará ninguém mais seguro – pelo contrário, elas acabam por reforçar “sentimentos de exclusão e injustiça”.

Já os direitos humanos “constroem confiança e lealdade”, sendo “indispensáveis em nossa busca por um mundo mais seguro, estável e com dignidade para todos”.

Fonte: ONU Brasil

28 respostas em “Direitos humanos não são ‘ideias abstratas’, diz chefe da ONU ao pedir apoio à Agenda 2030

  1. Ban Ki-moon, o secretário geral da ONU, afirmou que a comunidade internacional deve colocar mais ênfase sobre os direitos humanos. Isso, porque, o mundo está padecendo, uma vez que dados apontam para o alto índice de racismo e desamparo na Europa, violência na América, confrontos mortais no Oriente Médio e a marginalização social, econômica e política na Ásia, ou seja, é necessário medidas que contenham esses problemas, e uma alternativa pode ser a implementação dos direitos humanos na realidade internacional. Dessa forma, políticas que promovam a paz e o bem coletivo, só assim é possível repreender o extremismo violento e manter todos mais seguro, caso contrário como aponta Ben Ki-moon continuaremos a sentirmos excluídos e injustiçados.

  2. Concordo que os direitos humanos são o mais poderoso motor de paz e desenvolvimento, tanto de uma nação, como da comunidade internacional. E concordo ainda que os direitos humanos realmente não podem ser abstratos, pois, a cada dia, a aplicação deles se faz mais necessária. A situação dos refugiados que chegam principalmente aos países europeus, e a situação das pessoas que ainda vivem em lugares que são palcos de guerra, são duas das situações de pessoas que necessitam de consideração e defesa urgente aos seus direitos humanos e fundamentais, já que elas não tem amparo em suas condições mínimas de vida, e na maioria das vezes terão que lidar com a fome, frio, doenças e morte ao seu redor. Diante de situações como essas, não há que se falar uma humanidade desenvolvida, enquanto milhares de pessoas não tem seus direitos fundamentais garantidos. Não há que se falar em evolução, enquanto se cometem os mesmos erros do passado.

  3. O Secretário-geral Ban Ki-moon considerando que os direitos humanos são o “motor de paz e desenvolvimento” ressalta uma esperança importante no que tange as questões de igualdade social.
    Apesar da maioria do mundo estar passando por grandes progressos, infelizmente, o racismo, a violência organizada, os confrontos existentes ainda ocorrem e em grande quantidade.
    Muitas pessoas vivem à margem da sociedade, sofrendo com preconceitos e radicalismo.
    Enquanto o respeito pelos direitos humanos e pelo direito humanitário internacional está sendo corrompido, Ban Ki-moon afirma ao invés das políticas repressivas deixarem as pessoas seguras, elas reforçam as diferenças, os sentimentos de exclusão e injustiça. Já os direitos humanos “constroem confiança e lealdade”, alimentando a esperança na melhoria da sociedade para promover a redução da desigualdade, a inclusão e o fim da pobreza.

  4. Em concordância com o Secretário Geral Ban ki-moon, os direitos humanos, como ferramenta necessária a garantir e proteger direitos fundamentais, quais sejam: vida, liberdade, igualdade e segurança pessoal, não pode ficar no plano utópico, isto é, um ideal quase impossível de ser realizado. Todavia, apesar de alguns países demonstrarem certo progresso, é perceptível sua desvalorização, até mesmo em países que se denominam desenvolvidos é notável a fragilidade quanto a aplicação de seus preceitos.
    Há um traço de brutalidade na personalidade humana, a exemplo, vale ressaltar um estudo apontado pelo IEP (Institute for Economics and Peace) que revela: de 162 países estudados apenas 11 não estão em nenhum tipo de guerra, isso sem contar com a criminalidade que assola o Brasil, a fome em toda parte do mundo, principalmente em países onde as condições de vida são precárias.
    Levando-se em consideração esses aspectos é preciso tomar medidas urgentes a fim de erradicar esses inúmeros problemas e o meio de começar a mudar é precisamente passar o ideal dos direitos humanos do plano abstrato para o plano da eficácia, o que não é fácil, visto a calamidade que o mundo se encontra, contudo, é preciso que se faça algo e cabe a todos agirem para tal mudança.

  5. Como bem afirmado pelo Secretário Geral Ban ki-moon que apesar de avanços em determinados países há um crescente retrocesso em outros. Critica-se a marginalização econômica, e vou além, acredito que o grande propulsor dos conflitos étnicos-religiosos, do crescimento da xenofobia e racismo e sobretudo da criminalidade é de origem econômica. Há uma concentração do capital no mundo em que poucos empresários concentram a riqueza e a consequência da má distribuição aumenta progressivamente a criminalidade, atrela-se ao desemprego que diretamente afeta no sentimento de indiferença com as nações vizinhas – como acontece na Europa – crescendo a xenofobia e o racismo. A agenda dos Direitos Humanos tem de se atentar mais as políticas econômicas.

  6. Os direitos humanos são de extrema relevância para a resolução dos conflitos globais e internos dos países,uma vez que são a base para a convivência em sociedade e para que não haja abusos por parte do Estado,é uma garantia do indivíduo.
    Por ser uma garantia do indivíduo,está positivado em muitas Constituições,a exemplo da constituição brasileira de 88,chamada de constituição cidadã,que fala sobre o princípio da dignidade humana.
    A crise global que se vive hoje,com refugiados,conflitos no oriente médio,crise econômicas/sociais/políticas em diversos países,incluindo o Brasil,é importante frisar os direitos humanos,uma vez que a tendência da violência é aumentar a mesma,e assegurar direitos e impor deveres,que serão discutidos na esfera judicial,mostram segurança,a possibilidade de se resolver na diplomacia,sem uso de armas,abuso de poder.
    Pode ser que o secretário esteja sonhando alto,pelo número alto de conflitos,países rasgando suas constituições,tratados,indo contra a princípios,porém é o caminho que poderia erradicar os conflitos,como ele próprio disse,é necessário assumir as responsabilidades.

  7. Os direitos humanos são direitos básicos que deveriam ser assegurados a todos os seres humanos e também são fundamentais a boa relação das pessoas em sociedade, porém no atual momento em que vivemos mundialmente, é possível perceber que esses direitos estão sendo colocados de lado, afinal o que vemos a todo momento são pessoas sofrendo pelo racismo, desamparadas, vítimas da violência e da extrema desigualdade social.
    E, concordando com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon penso que os direitos humanos deveriam ser cada vez mais colocados em prática para proteger o máximo de pessoas e assim, alcançar um mundo mais justo, onde todos são respeitados, seja pelo gênero, pela raça, pela crença ou mesmo pelo seu pensamento, um mundo em que a dignidade possa atingida.

  8. Direitos Humanos não são ideias abstratas, mas também não são totalmente efetivas. Diversos casos em todo mundo são levados ás suas respectivas justiças, no qual são decididos baseados por costumes, precedentes, leis maiores e outros. Mas, inúmeros casos indignantes que continuam a ocorrer são vistos como algo próprio, cultural, comum á aquela sociedade, região, estado ou país, tomando dimensões cada vez maiores.
    É necessário compreender que Direitos humanos não são um produto comercial, ou assunto para barganhas políticas.E por isso, apresentar novos estímulos para o desenvolvimento sustentável afim de solicitar apoio ao tema exige uma nova postura, ao enfrentar em um mundo dominado pela lógica de mercado. Mas, internamente, a dificuldade é que deixam de ser vistos como prioridades por infelizmente estarem enraizados por séculos aos mesmos problemas sociais.

  9. Os direitos humanos são inerentes à todos desde a adoção da Declaração Universal em 1948. Esse documento foi um marco para a ONU, por ter sido estabelecido após um período de guerra mundial, onde muitas pessoas morreram por injustiças e de formas cruéis.
    Atualmente, o mundo está vivendo um caos derivado da intolerância com o diferente e a luta pelo poder, isso tem matado pessoas diariamente. Disputas por território, influência política, intolerância religiosa, entre outros conflitos que regem as relações internacionais colaboram para práticas que não condizem com os direitos humanos.
    A declaração não é uma ideia abstrata, ela precisa ser ensinada e disseminada para que se consiga estabelecer a tão sonhada paz mundial.

  10. Os direitos humanos são os direitos fundamentais e liberdades básicas inerentes a todos os seres humanos, independente de classe social, etnia, gênero, nacionalidade ou posicionamento político. Ou seja, na teoria são direitos que todos deveriam usufruir, mas na prática o cenário é bem diferente. Como citou Ban Ki-moon, enquanto uma parte do mundo está apresentando avanços, em outra parte os índices de racismo, violência, confrontos mortais, marginalização social, econômica e política estão cada vez maiores. A desigualdade marca o cotidiano mostrando esses direitos violados, o que é um problema mundial, estando presente tanto nacional quanto internacionalmente. Nesse sentido, é necessário que o Estado possua mecanismos eficazes para proteger o cidadão, garantindo a dignidade, liberdade e igualdade dos mesmos por meio dos direitos humanos. Esses direitos não podem ser ideias abstratas, e sim concretas, uma vez que são imprescindíveis para uma sociedade justa, livre, solidária, fraterna e democrática.

  11. Os direitos humanos, advindos da ideia de direito natural, direito comum a todos os povos (ius commune), são direitos inerentes aos seres humanos, pela sua própria condição de seres humanos. Desta forma, independem de qualquer circunstância como etnia, idioma, religião, sexo, cor, etc. Para o direito internacional, os direitos humanos podem ser considerados Jus Cogens, as normas imperativas de direito internacional geral, que limitam o conteúdo dos tratados, pois fazem parte da assim chamada ordem pública internacional que determina o que é um objeto lícito para os tratados. O que ocorre é que muitas vezes, como bem exposto pelo secretário geral da ONU Ban Ki Moon, os direitos humanos são menosprezados pelos chefes de Estado, deixados de lado por serem considerados ‘ideias abstratas’. E concordo com Ban Ki Moon, quando ele diz que não é o caso. O mundo está assolado por problemas de terrorismo, xenofobia, abusos contra civis, refugiados, etc. E parece extremamente sensato crer que a preservação dos direitos humanos, com planos concretos para sua implementação prática, através de políticas públicas no direito interno e de convenções e tratados multilaterais no direito externo (direito internacional público) pode ser uma solução eficaz para grande parte desses problemas do mundo moderno globalizado. É que, garantindo a dignidade da pessoa humana, garantindo condições básicas para as populações das mais variadas partes do globo, teríamos menos problemas econômicos. E há quem diga que os problemas econômicos são a grande causa da xenofobia, e a xenofobia em sua forma de intolerância religiosa, como a grande causa do terrorismo. E garantindo a democracia, diminuiriam os abusos contra civis, os refugiados, etc. Assim, torna-se cada vez mais necessário que os direitos humanos sejam ‘’levados a sério’’ pelos países.

  12. A atual conjuntura social internacional vem contribuindo cada vez mais com a banalização dos direitos humanos e discursos humanitários. Com o crescente número de atentados, crises econômicas e indivíduos abaixo da linha da pobreza a sociedade em si tende a ficar cada vez mais desacreditada ao pensar em um mundo pacífico onde todos possuem ao menos condições minimas de existência saudável.
    Criou-se uma cultura que visa a medidas de resultado imediato, mas não duradouro. Como por exemplo a ideia de que se deve fechar as fronteiras para imigrantes e não combater os motivos que levam a migração em massa, com o surgimento do ISIS essa ideologia se torna cada vez mais falha pois destruir humanos é muito simples mas aniquilar uma vertente de pensamento é extremamente mais difícil e requer medidas pacificas e de longo prazo.
    Portanto, Ban Ki-Moon juntamente a toda Organização das Nações Unidas estabeleceu metas para que essa conscientização ao menos se amplifique ate 2030.

  13. E evidente que no mundo todo há crises políticas em que os direitos humanos são expressamente abalados. Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Eles incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação. O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.
    Somos 7,4 bilhões de seres humanos agarrados a um pequeno e frágil planeta. E só há realmente um modo de assegurar um futuro bom e sustentável: garantir o respeito, resolver as disputas, construir instituições que sejam justas e repartam recursos e oportunidades igualmente. E preciso de mais igualdade, mais dignidade, mais participação, mais respeito. O conflito pode e deve ser evitado. A paz, a segurança e o desenvolvimento devem ser reforçados ou reconstruídos. O direito internacional precisa sim investir na proteção destes direitos, então toda e qualquer medida nesse sentido é absolutamente bem vinda.

  14. Compreendendo que o ser humano merece igual respeito onde quer que se encontre, apesar das diferenças culturais ou biológicas existentes que o distingam, é que se faz necessário entender os direitos humanos como um reconhecimento universal. A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU consagra a todos os cidadãos, a garantia dos direitos humanos, indistintamente, onde quer que se encontrem. Buscando compreender que todas as pessoas são iguais, independentemente de diferenças sociais, culturais, biológicas, que possam fazer distinções dentro da sociedade. O direito à vida, à dignidade, a segurança, à saúde, ao trabalho digno dentre outros tantos direitos consagrados na Constituição Federal do Brasil, por exemplo, e em outros tantos Estados do mundo, são direitos que devem ser garantidos e respeitados por todos. Os direitos humanos são, sem dúvidas, a maior garantia de todo e qualquer indivíduo que vive em sociedade nos dias atuais. É preciso ser respeitado, garantido e amplamente difundido pelos Estados para que possamos viver em um mundo com um pouco mais de justiça e assim conseguir o alcance da paz mundial para o bem de toda humanidade.

  15. Os direitos humanos, na teoria, são direitos inerentes aos seres humanos, e assim, independem de qualquer circunstância como etnia, idioma, religião, cultura, entre outros. No entanto, na prática, como muito bem exposto pelo secretário geral da ONU Ban Ki Moon, os direitos humanos são menosprezados e desrespeitados pelos chefes de Estado, que consideram tais direitos “idéias abstratas”.
    Ao meu ver, absurdo é tal comentário. Isto porque o que está prescrito nos direitos humanos é um direito básico do cidadão, que por guerras políticas, visando a maior lucratividade, são ignorados e salientados como bem entendem os chefes de Estado, da forma que melhor os beneficiam. Dessa forma, é possível observar que a implementação efetiva dos direitos humanos estão diretamente ligados à economia, porém, se levasse vida digna realmente, a população consequentemente produziria mais e renderia mais lucro.

    Sendo assim, a implementação dos direitos humanos no plano fático, e não só no teórico, em todo o mundo é essencial para o bem estar e o desenvolvimento de toda humanidade.

  16. Os Direitos Humanos são a maior proteção oferecida à dignidade da pessoa. Foram direitos que, infelizmente, foram sendo adequados à realidade mundial apenas após trágicos episódios, como guerras, ditaduras sangrentas, etc.

    Atualmente, tem-se acostumado a enquadrar os Direitos Humanos no rol de direitos meramente abstratos, algo que só tem valor no papel, e não há a conduta de trazê-los para o plano fático, onde deveriam ser mais enérgicas as sanções previstas a quem os desrespeitasse.

    A postura de Ban Ki-Moon mostra-se de extrema importância, pois trás esse tema à luz das discussões internacionais atualmente, além de frisar a relevância de fazer-se cumprir vários direitos inerentes ao ser humano e que, infelizmente, encontram-se tão negligenciados nos dias de hoje.

  17. Os direitos humanos são fundamentais e essenciais e dizem respeito aos direitos e as liberdades básicas de todos os seres humanos, como o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre outros. O conceito direitos humanos também está ligado com a ideia igualdade perante a lei. Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos. Desde o estabelecimento das Nações Unidas, em 1945, em meio a forte barbárie da Segunda Guerra Mundial, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas: “Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…”

  18. A proteção aos direitos humanos devem ser resguardados pelo Estado, que tem uma função heterogênea, a de regulamentar as normas e também a de assegurar que as proteções sejam efetivamente seguidas. Tais direitos são reconhecidos e positivados pelo Estado, dessa forma, assegura o seu reconhecimento como direito subjetivo e, consequentemente, gera a proteção em cortes internacionais.
    Segundo jurista José Gomes Canotilho, os direitos fundamentais são um asseguramento de um status jurídico-material ao cidadão, que correspondem a obrigações, caso contrário seriam concebidos apenas como valores éticos ou morais. Com o crescimento do número de pessoas procurando se refugiar em países diferentes dos seus, fica ainda mais clara a necessidade de aumentar as garantias aos direitos humanos no âmbito internacional. Os direitos humanos são elementos essenciais para a manutenção de uma sociedade igualitária e justa, não podendo ser menosprezada, já que sem eles, as sociedades ficam à mercê de governos arbitrários e totalitários.

  19. O Secretário Geral da ONU Ban ki-moon, faz um apelo para que as nações que fazem parte da ONU se unam para que os direitos humanos não fiquem apenas no papel, para torná-lo efetivo.
    O fato de existir uma proposta para implementar a agenda 2015 sobre desenvolvimento sustentável, é bastante importante já que serviria de norte para que sejam implantadas mudanças, em que possam gerar sociedades mais igualitárias, justas, pacíficas e inclusivas. Os direitos humanos são contrastados com uma sociedade mundial, onde o racismo, as desigualdades sociais, a pobreza e a marginalização estão fortemente presentes.
    As comunidades internacionais precisam se unir em prol da pacificação social, por meio de diálogos e ações construtivas que busquem a paz, o desenvolvimento e a inclusão, buscando erradicar a miséria, a violência e as desigualdades sócias. A diplomacia entre os Estados Internacionais é de extrema importância, deve haver cooperação entre os Estados para que os direitos humanos possam ser aplicados de forma eficaz, garantindo dignidade a todos.

  20. Direitos humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. E, em outra ótica, normas e padrões que metrificam ações de governos e instituições. Independem de qualquer circunstância sócio-cultural como etnia, idioma, religião, sexo, cor e possuem extrema importância política ao ser apontado como carro-chefe dos 17 ODS da ONU. Visto que vivemos em um mundo assolado por violência, fome, guerras, disputas econômicas, epidemias, terrorismo e refugiados, alerta-se o fato de que o cumprimento e respeito aos Direitos Humanos vem sendo amplamente ferido pelos chefes de estado. Os países devem abrir os olhos pra essas questões urgentemente, para que possamos conviver em um mundo mais justo, mais humanitário e igualitário. Com o desenvolvimento humano, muitas outras questões terão consequências positivas, como a economia e politica. Nesse sentido, medidas para a concretização desses direitos precisam ser tomadas. Tratados internacionais são essenciais para que essa conscientização seja expandida ate 2030, período em que se espera a implementação do plano de ação que visa, entre outros fatores, harmonizar a vida social na comunidade global.

  21. O Secretário-geral Ban Ki-moon tem a importante missão, através da Agenda 2030, de erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades, atingir a igualdade de gêneros e mais outros 14 objetivos para transformar o mundo. Sem dúvidas, colocar mais ênfase sobre os direitos humanos é o caminho certo para se atingir tais objetivos. Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, sendo assim de extrema importância para o bem estar e o desenvolvimento de toda humanidade. E nas palavras de Ban Ki-moon, os direitos humanos “constroem confiança e lealdade”, sendo “indispensáveis em nossa busca por um mundo mais seguro, estável e com dignidade para todos”.

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  22. Ban Ki-moon cobra ações positivas dos países envolvidos nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Tal cobrança é justificada pelo fato de terem os países se comprometido com tais objetivos e não poderem se escusar das obrigações a eles atribuídas. Os países parecem estar muito mais envolvidos com as políticas econômicas internas do que com a cooperação internacional e com os esforços para proteger os direitos humanos, uma vez que tais direitos são desrespeitados cada vez que um país fecha os olhos para a violência sofrida por um país vizinho, quando negam a entrada em seus países de deslocados e refugiados, ou quando preferem as respostas agressivas aos países em que estão em conflito ao invés de promover o diálogo e tentar recompor a relação.

  23. No auge da luta por um desenvolvimento sustentável, é imprescindível que haja, concomitantemente, uma luta pelos direitos humanos. Essa luta, há tanto tempo defendida pelas autoridades mundiais, não pode ser deixada de lado por um novo projeto, ainda mais na atualidade, em que as discriminações contra minorias vêm crescendo devastadoramente, mormente no continente Europeu. Tal luta deve continuar, para que todos os que necessitam de amparo sejam beneficiados pelo direito internacional e seus órgãos, sem deixar de lado uma causa para que uma julgada mais relevante no momento seja defendida. É necessário, acima de tudo, o equilíbrio. A Organização das Nações Unidas deve tomar cuidado com esse tipo de segregação e privilégio, retornando ao status quo ante.

  24. O principal ponto dos Direito Humanos, é alcançar a paz social; O interessante da notícia é que o Secretário Ban Ki-Moon enfatizou que agir de forma excessivamente reprimindo os grupos extremistas não colocará um final nos conflitos étnicos, dessa forma o secretário de forma sensata reconhece que a guerra e injustiça se perpetua. É necessário que o ponto principal do DH seja alcançado, para que assim ocorra, os Estados devem de forma conjunta abrigar os refugiados e prestar-lhes assistência necessárias à uma existência digna! Na atualidade dizer que os conflitos terão um fim é utopia, é extremamente necessários que todos os preparativos para o encontro sobre sustentabilidade de 2030, sejam de atuações efetivas conjuntas para proteger os indefesos! Com relação ao índice de criminalidade na América latina, os Estados devem implantar politicas públicas, afim de reduzir a exorbitante diferença social, que é o principal incidente sob o aumento da criminalidade.

  25. A Polícia Militar de São Paulo é alvo de uma denúncia na ONU. Nesta segunda-feira, a ONG Conectas se pronunciou diante do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, pedindo que a entidade cobre explicações das autoridades brasileiras.
    No discurso, os ativistas criticaram “o crescente processo de criminalização do direito de protesto no Brasil”. A intervenção ainda citou o fato de que a violência da polícia fez várias vítimas, entre elas a jovem Deborah Fabri, de 19 anos. Ela perdeu a visão do olho esquerdo por conta de um estilhaço de bomba.
    “O Brasil vive um momento político conturbado após o afastamento definitivo da Presidente Dilma Rousseff. As ruas de várias cidades do país têm se tornado o principal espaço de manifestação das pessoas que reclamam por novas eleições ou denunciam propostas do Governo de Michel Temer que representam graves retrocessos em matéria de direitos humanos”, disse a ONG.
    “Em reação aos protestos de larga escala que estão ocorrendo, o Estado brasileiro tem utilizado suas forças de segurança para reprimir as manifestações violentamente”, acusou.
    “No estado de São Paulo, onde os protestos de rua têm sido os mais numerosos, o governador Geraldo Alckmin reprimiu com truculência os manifestantes. Vários manifestantes foram feridos”, disse.
    Em resposta, a diplomacia brasileira indicou que os incidentes estão sendo investigados. “Se exageros ocorreram, os autores serão processados”, garantiu o Itamaraty. “O governo brasileiro defende o Estado de Direito, de acordo com princípios democráticos”, completou a diplomacia, lembrando que o País reconhece plenamente o direito à liberdade de expressão e manifestação.
    A denúncia contra o Brasil acontece a poucas semanas da votação na ONU para escolher os novos membros do Conselho de Direitos Humanos. O Brasil faz campanha do governo para garantir sua eleição.
    http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,governo-alckmin-e-denunciado-na-onu-por-violencia-da-pm,10000076979

  26. A Polícia Militar de São Paulo é alvo de uma denúncia na ONU. Nesta segunda-feira, a ONG Conectas se pronunciou diante do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, pedindo que a entidade cobre explicações das autoridades brasileiras.
    No discurso, os ativistas criticaram “o crescente processo de criminalização do direito de protesto no Brasil”. A intervenção ainda citou o fato de que a violência da polícia fez várias vítimas, entre elas a jovem Deborah Fabri, de 19 anos. Ela perdeu a visão do olho esquerdo por conta de um estilhaço de bomba.
    “O Brasil vive um momento político conturbado após o afastamento definitivo da Presidente Dilma Rousseff. As ruas de várias cidades do país têm se tornado o principal espaço de manifestação das pessoas que reclamam por novas eleições ou denunciam propostas do Governo de Michel Temer que representam graves retrocessos em matéria de direitos humanos”, disse a ONG.
    “Em reação aos protestos de larga escala que estão ocorrendo, o Estado brasileiro tem utilizado suas forças de segurança para reprimir as manifestações violentamente”, acusou.
    “No estado de São Paulo, onde os protestos de rua têm sido os mais numerosos, o governador Geraldo Alckmin reprimiu com truculência os manifestantes. Vários manifestantes foram feridos”, disse.
    Em resposta, a diplomacia brasileira indicou que os incidentes estão sendo investigados. “Se exageros ocorreram, os autores serão processados”, garantiu o Itamaraty. “O governo brasileiro defende o Estado de Direito, de acordo com princípios democráticos”, completou a diplomacia, lembrando que o País reconhece plenamente o direito à liberdade de expressão e manifestação.
    A denúncia contra o Brasil acontece a poucas semanas da votação na ONU para escolher os novos membros do Conselho de Direitos Humanos. O Brasil faz campanha do governo para garantir sua eleição.

  27. Os direitos humanos são a principio, um conjunto de direitos fundamentais inerentes e aplicáveis a todos os seres humanos, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, nacionalidade ou posicionamento político. Além disso, e não menos importante, são normas e padrões com os quais governos e instituições são medidos.

    No entanto, os direitos humanos não são somente ideias abstratas, eles pedem ações extremamente específicas e concretas por parte dos Estados-membros da ONU e outras autoridades. Para que se tenha um mundo estável e com dignidade para todos, é preciso que cada Estado faça sua parte, respeitando e aplicando os Direitos Humanos em seus territórios.

    Enquanto grande parte do mundo apresenta inúmeros avanços, muitas regiões ainda são ou estão frágeis à aplicabilidade dos direitos humanos. Como exemplo notável, a violência organizada crescente na América Latina, principalmente no Brasil, e os confrontos mortais que perpetuam há anos no Oriente Médio.

    Os direitos humanos existem para serem seguidos e respeitados, sendo esta a forma mais eficaz de disseminar a paz e contribuir para o desenvolvimento. São eles que constroem confiança e lealdade, indispensáveis na busca por mundo mais seguro. Enquanto essa ferramenta não começar a ser utilizada e os governos não assumirem suas responsabilidades, não haverá mudança alguma.

  28. Diuturnamente vê-se que a adoção de políticas repressivas tem se tornado posição preferencial para diversos governos, visto que por meio dessas políticas os Estados acreditam possuir maior controle social. No entanto, tal tipo de conduta é extremamente prejudicial , tanto no âmbito interno quanto no âmbito externo, no que tange também às políticas externas – isso se deve ao fato de que as políticas externas serão reflexo das estruturas estatais.

    Dessa maneira, conforme aduz o secretário-geral da ONU na entrevista supracitada, Ban Ki-moon, os direitos humanos devem ser protegidos e ressaltados como medidas auxiliares inclusive às propostas acerca do Desenvolvimento sustentável.

    Faz-se necessário a adoção de ações humanitárias contra os diversos conflitos sociais ainda existentes, que possuem números elevados de vítimas e de deslocados políticos, números apenas inferiores à Segunda Guerra Mundial, segundo consta na entrevista.

    Cabe aos países a responsabilização e conscientização acerca da urgência da tomada de sérias providências em prol dos direitos humanos, que não podem ser banalizados e idealizados , colocados à parte da realidade.

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