Junho: o mais quente da história


Publicado em 20/07/2016 por Felipe Poli Rodrigues

Dados da Nasa mostram que primeiro semestre teve temperatura 1,3 grau Celsius mais alta do que no fim do século 19, praticamente garantindo o recorde de 2016 como ano mais quente de todos.

mapaNasa

Publicado originalmente em 20/07/2016

Duas agências do governo americano divulgaram nesta terça-feira (19) dados sobre temperaturas globais em junho. Sem surpresa, ambas mostram que o mês passado foi o junho mais quente de todos os tempos desde o início dos registros, em 1880. Segundo a Noaa (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera), foi o 14o mês consecutivo a bater recordes absolutos de temperatura, o que praticamente garante o lugar de 2016 na história como o ano mais quente de todos os tempos.

De acordo com a Noaa, a temperatura da superfície terrestre e dos oceanos no mês foi 0,90oC superior à média para junho no século 20, ultrapassando 2015 – o recordista anterior – em 0,02oC. Na média do ano até aqui, a temperatura global foi 1,05oC mais alta que a média do século 20, ultrapassando o recorde de 2015 em 0,2oC. Segundo comunicado divulgado pela agência americana, a fila de meses consecutivos com recordes de temperatura é a maior em 137 anos de registro. O último mês com temperaturas abaixo da média do século 20 foi dezembro de 1984.

A Nasa mostrou a mesma tendência, mas usando uma “régua” diferente. A agência espacial americana calcula as chamadas “anomalias de temperatura” (ou seja, o quanto um determinado mês é mais quente ou mais frio do que a média histórica para esse mesmo mês) em relação ao período 1951-1980. Por essa conta, junho de 2016 foi 0,79oC mais quente que a média, superando junho de 2015 também em 0,02oC. Segundo a Nasa. Segundo a metodologia da Nasa, o último mês com temperaturas abaixo da média foi julho de 1985. Para a agência espacial, a temperatura do primeiro semestre foi 1,3oC mais alta do que a média do fim do século 19.

“Embora o El Niño no Pacífico tenha dado um impulso às temperaturas globais a partir de outubro, é a tendência subjacente [de aquecimento global] que está produzindo essas cifras recorde”, disse Gavin Schmidt, diretor do Centro Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa.

Mais uma vez, eventos climáticos extremos campearam mundo afora. A América do Norte teve seu junho mais quente, e condições de temperatura extrema também predominaram na Amazônia, no Nordeste do Brasil e na África. O gelo marinho no Ártico teve a menor extensão registrada para aquele mês – 11,8% abaixo da média, devido ao calor extremo no semestre sobre a região polar.

“O recorde de temperaturas globais já dura mais de um ano, mas as altas temperaturas no Ártico têm sido ainda mais extremas”, afirmou Walt Meier, também da Nasa.

Tempestades atingiram a Europa e a Austrália, onde choveu mais do que o dobro da média em junho. A região centro-sul da América do Sul, porém, viu temperaturas 1oC mais baixas do que a média – resultado da onda de frio que atingiu o Sul e o Sudeste do Brasil, o Paraguai e parte da Bolívia naquele mês.

Fonte: Envolverde

 

 

2 respostas em “Junho: o mais quente da história

  1. Não é novidade que o mundo está passando por uma grave crise climática. É recorrente na mídia, matérias que abordam temas como aquecimento global, efeito estufa, queima de combustíveis fósseis, poluição, desmatamento, entre outros. O problema é que a cada ano, são feitas novas pesquisas que constatam o aumento da temperatura global. Segundo um comunicado da agência americana Noaa (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera), a fila de meses consecutivos com recordes de temperatura é a maior em 137 anos de registro. Julho de 2016 foi o mês mais quente da história. O nível dos oceanos está aumentando a cada dia e a extensão do gelo marinho só diminui. É necessária uma mudança de postura dos cidadãos e das indústrias, para que busquem comprar só madeiras com certificação, que criem mais consciência ambiental na produção de seus produtos, que diminuam a queima de combustíveis fósseis e entre outras atitudes que possam pouco a pouco reverter o avanço das mudanças climáticas, e o aumento da temperatura global.

  2. À medida que os anos vão passando e os dados vão se acumulando, torna-se cada vez mais evidente que o aquecimento global é uma fraude. A mudança climática é algo natural e permanente, mas a Terra não se aqueceu significantemente ao longo dos últimos trinta anos. Tampouco houve algum efeito único e negativo, de qualquer tipo, que possa ser inequivocamente atribuído ao aquecimento global.
    Este aquecimento se dá devido a poluição e a emissão de cases que fazem com que tenhamos a impressão que estamos vivendo em uma estufa.

    Se tivéssemos alguma apreciação pela história, não seríamos enganados tão facilmente assim. Tudo isso já aconteceu antes, embora em escala menor e numa época em que as pessoas tinham mais senso comum. Em 19 de maio de 1912, o Washington Post propôs as seguintes perguntas: “O clima do mundo está mudando? Está ficando mais quente nas regiões polares?” Em 2 de novembro de 1922, a Associated Press relatou que “o Oceano Ártico está se aquecendo, os icebergs estão se tornando mais escassos e, em alguns lugares, as focas estão achando as águas muito quentes”. Em 25 de fevereiro de 1923, o New York Times concluiu que “o Ártico aparentemente está se aquecendo”. Em 21 de dezembro de 1930, o Times notou que “as geleiras dos Alpes estão em completa retração”. Alguns meses mais tarde o Times concluiu que havia “uma mudança radical nas condições climáticas e uma tepidez até então inédita” na Groenlândia. A única coisa que mudou no Timesdesde 1930 é que, atualmente, ninguém que trabalha ali é literato o suficiente para utilizar a palavra “tepidez”.

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