Ataque em Nice é ‘golpe de extremistas no coração da humanidade’, diz chefe de Direitos Humanos


Palavras de condenação agora são como ‘folhas ao vento’ diante de ‘mais uma tempestade violenta’ da onda recente de atentados em diferentes partes do mundo, lamentou o chefe de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein. Para o alto comissário, combate ao terror deve envolver luta contra ideologia que motivas fanáticos a ‘matar por matar’.

Outros dirigentes e chefes de agências da ONU também se pronunciaram nesta sexta-feira (15).

Publicado originalmente:15/07/2016

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Dirigentes e chefes de agências da ONU criticaram nesta sexta-feira (15) o ataque terrorista que deixou ao menos 84 mortos, incluindo dez crianças e adolescentes, e mais de 200 feridos em Nice, na França, após um caminhão avançar sobre pessoas que comemoravam o 14 de julho ao longo da costa da cidade.

“Chocado” pelo atentado, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, disse que “o ataque assassino a pessoas comuns, usando um simples caminhão como arma mortal, é mais um golpe direcionado ao coração da humanidade por extremistas”.

“Há agora tantos ataques fatais — em Bagdá, Bruxelas, Dakka, Istambul, Medina, Orlando —, para citar apenas uma fração dos que ocorreram em meses recentes, que palavras de condenação soam como folhas murchas ao vento que vão rumo ao chão após mais uma tempestade violenta”, lamentou o dirigente.

Zeid destacou que “embora as razões que motivaram o assassino de ontem em Nice ainda estejam sendo definidas, em geral estamos (mais uma vez) diante de uma ideologia que parece criar uma cadeia infinita de fanáticos preparados para matar por matar”.

“Quando um meio de cometer assassinatos — sequestrar aviões, instalar bombas, se apropriar de rifles de assalto — se torna mais difícil, eles simplesmente encontram outro. E nossa resposta precisa ser cuidadosamente calculada e altamente sofisticada”, alertou o alto comissário.

Não se trata simplesmente de aumentar a segurança. Trata-se de esvaziar a própria ideologia (por trás do ataque) até que ela recue para o lugar onde pertence, ou seja, lugar nenhum”, concluiu.

Descrevendo o episódio como “uma carnificina”, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mogens Lykketoft, afirmou que esse “massacre de civis inocentes é mais um exemplo horrível do total desprezo de terroristas por qualquer forma de humanidade”.

Nós temos visto vários desses assassinatos em massa pelo mundo nas últimas semanas e isso representa um chamado urgente por uma cooperação internacional contra o terror ainda mais forte”, enfatizou.

Lykketoft expressou suas condolências às famílias e amigos das vítimas e seu apoio ao governo e povo franceses, “que têm sofrido demais com tanta matança ultimamente”.

UNESCO também se manifestou

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, enfatizou que o “ataque bárbaro nunca vai vencer nossa determinação compartilhada em incansavelmente buscar nossos esforços para prevenir o extremismo violento através da educação para a cidadania global e os direitos humanos, do respeito pela diversidade cultural e do poder da cultura enquanto uma força para a inclusão social”.

Já o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Taleb Rifai, alertou que “diante dessas forças das trevas, temos mais do que nunca que permanecer unidos para combater essa ameaça global”.

Fonte: ONU Brasil

8 respostas em “Ataque em Nice é ‘golpe de extremistas no coração da humanidade’, diz chefe de Direitos Humanos

  1. Combater o terrorismo apenas com forças militares é pouco eficaz, pois os ataques são apenas consequências de uma ideologia extremista. Por isso, o que talvez possa adiantar, é fazer uma investigação para se obter informações e tentar combater esse recrutamento de jovens do mundo inteiro ao grupo.
    O alto comissário de direitos humanos da ONU falou algo muito importante e pertinente: “Não se trata simplesmente de aumentar a segurança. Trata-se de esvaziar a própria ideologia (por trás do ataque) até que ela recue para o lugar onde pertence, ou seja, lugar nenhum”

  2. É nítido que o islamismo tem algum problema, e isso não é ser islamofóbico, é atestar um fato, pois diversos ataques na Europa e EUA, pelo ISIS, na África, pelo Boko Haram, sempre proferindo a expressão “Allahu Akbar” (Alá é grande), demonstra isso. Evidentemente que a grande maioria dos muçulmanos não está no rol de terroristas, porém segundo as principais agências de segurança mundial, cerca de 300 milhões de pessoas encontram-se nesse rol. Ao mesmo tempo, o islamismo mais moderado tem sido sucumbido pelo islamismo mais extremista, de forma que penas que existiam no antigo testamento são aplicadas em pleno século XXI, como o apedrejamento de mulheres, matar em nome da “honra”, como recentemente no caso da webcelebridade paquistanesa Qandeel Baloch, 26 anos, foi morta no último dia 5 pelo próprio irmão em nome da “honra” da família. Necessita-se compreender o que está levando jovens do mundo inteiro, inclusive no Brasil, a se alistarem nessas organizações terroristas, que tem como fim a imposição do Califado.

  3. O grande problema dos terroristas do Estado Islâmico é que eles, pelo apego à ideologia de interpretação deturpada do Alcorão, não tem medo de morrer, nem de serem presos, nem de qualquer punição no ”mundo terreno” pois para eles tudo será recompensado na ”vida após a morte”. Desta forma, tornam-se assassinos brutais, não se importando com quem, quando ou como matar, desde que consigam, com isso, mostrar seu ponto de vista e sua força para a civilização ocidental.
    A única forma de parar os ataques que nos assolam é enfraquecer a ideologia. E para enfraquecer a ideologia do ISIS, é preciso enfraquecer a contra-ideologia, a xenofobia. Se os muçulmanos forem aceitos nos países ocidentais, se intregrarem verdadeiramente à sociedade, não se sentissem mais à margem, o número dos ataques diminuiria.
    Gentileza e tolerância geram gentileza e tolerância. E violência (mesmo que verbal ou por meio de imagens, Charlie Hebdo) gera violência.

  4. O terrorismo é o usado como um meio de gerar violência através de ataques em determinadas regiões, e em muitas vezes, em locais que geram maior repercussão e que podem dar a eles maior visibilidade.
    No mundo contemporâneo, as ameaças terroristas são cada vez mais frequentes. É revoltante pensarmos que uma ideologia tão irracional, como é o terrorismo, possa ser responsável pela morta de 84 pessoas inocentes. Porém, é importante ressaltar que o modo como alguns países almejam solucionar esse conflito não é a melhor opção. Muitos países, como o próprio Estados Unidos, já cogitaram em recorrer a medidas mais drásticas para colocar um ponto final no terrorismo. Isso não vai solucionar os problemas, e pior, pode até causar maior ódio entre as pessoas. Guerra gera mais guerra e por isso o melhor jeito de amenizar as diferenças é através do diálogo e respeito às culturas diversas.

  5. O mundo esta vivendo uma constante guerra. O Estado Islâmico (EI) está sendo mandante de inúmeros atentados à pessoas comuns por simples divergência de idéias e fanatismo.
    O terrorismo nada mais é que o uso de violência, física ou psicológica, através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada, de modo a incutir medo, pânico e, assim, obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território.
    Dessa maneira, os ataques à Paris, Nice e Orlando nada mais são do que um ato de ódio contra o próximo. Os ataques demonstram a falta de compaixão pelo próximo e a adoração de uma ideologia desumana. Os terroristas nada mais mostram que seus atos são golpes de extremismo no coração da humanidade, sem nem mesmo pensar nas consequências disso tudo.
    O grupo extremista do EI vive em uma longa guerra civil com o resto do mundo e, com isso, trazem apenas negatividade para todo o mundo. É necessário, portanto, que haja a igualdade a tolerância às diferenças para que possamos viver em paz e harmonia com o resto do mundo. O fanatismo e a violência não levam ninguém a lugar nenhum, trazendo apenas sofrimento e terror à todo o mundo.

  6. O terrorismo é uma “ideologia” que, infelizmente, vem tomando conta e se alastrando cada vez mais pelos cantos do mundo. O extremismo religioso e ideológico está acabando com a paz mundial, visto que acaba gerando mais consequências e resultados nas vidas de pessoas inocentes, no que nas dos próprios adeptos ao terror. A fissura pela morte, pelo terror, pela guerra é tanta, que cara vez mais esse “movimento” domina territórios, adquire influência e até mesmo novos membros como sempre são mostrados pessoas que sempre levaram uma vida normal e de repente se juntaram ao terrorismo. Cabe ao mundo, à todas as nações se unirem contra o que pode ser considerado uma calamidade mundial. O terrorismo DEVE ser combatido e evitado em todos os países, pois o mundo precisa de paz, precisam parar de destruir e acabam com vidas inocentes, como em um dos milhões de casos como este em Nice. Os terroristas estão tão cegos por suas ideologias que acabam não percebendo o quão contraditórias suas ações são, em alguns casos, principalmente nos religiosos.

  7. As relações internacionais existem desde a criação dos Estados, mesmo que, primeiramente, de forma isolada e ínfima. No último século, com as facilidades tecnológicas e a globalização, essas relações foram impulsionadas. A troca de informações, produtos, serviços e cultura foram facilitadas, assim como o transito de pessoas entre um país e outro.
    Não se pode esquecer que, há séculos, os países europeus partilharam o mundo como puderam e invadiram territórios com base na sua força de guerra e sua superioridade bélica, mas isso não é motivo ou justificativa para o que os países ocidentais vêm sofrendo com os inúmeros atentados descabidos causados por islâmicos radicais nos últimos anos.
    Esses atentados motivam a discriminação de toda uma religião, promovem a xenofobia, espalham o medo e dificultam as relações internacionais em todas as esferas possíveis entre o ocidente e os países de maioria islâmica.

  8. O Estado Islâmico admitiu estar por trás do ataque terrorista em Nice. Como li em outro artigo nesse mesmo site, as leis antiterror estão ganhando cada vez mais força no cenário mundial, e apesar de ser necessário certa cautela tal diploma normativo é fundamental para a proteção mundial, apesar de tais forças estarem cada vez mais camufladas na nossa sociedade. Nos dias atuais o terrorismo é visto e praticado de forma diferente com que se manifestava antigamente, pois exige planejamento, objetivos em foco, recursos financeiros e a presença de guerreiros. Acredita-se que atos terroristas são financiados por pessoas bem sucedidas que simpatizam com o movimento, por pessoas ligadas ao governo que tentam secretamente destruir algo e ainda pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Os terroristas utilizam explosivos, gases nocivos, vírus, bactérias, materiais radioativos, armamentos atômicos e ainda sequestros e assassinatos.

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