Brasil tem a nona maior taxa de homicídios das Américas, alerta OMS


Silhuetas de corpos desenhadas no Rio alertam para assassinatos de jovens negros. Foto: EBC

Foto: EBC

Publicado Originalmente: 27/06/2016

O Brasil tem a nona maior taxa de homicídio da região das Américas, com um indicador de 32,4 mortes para cada 100 mil habitantes, de acordo com relatório publicado em meados de maio (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A situação do Brasil é pior do que de países como Haiti (26,6), México (22) e Equador (13,8), cujas taxas de homicídio, apesar de altas, são inferiores às brasileiras. O Brasil só perde para países como Honduras (103,9), Venezuela (57,6), Colômbia (43,9) e Guatemala (39,9).

O Canadá tem as menores taxas de assassinatos nas Américas, com um indicador de 1,8 homicídio para cada 100 mil pessoas. Outros países no topo da lista entre as menores taxas incluem Chile (4,6), Cuba (5), Estados Unidos (5,4), Argentina (6) e Uruguai (7,9).

Segundo a OMS, homicídios respondem por cerca de 10% das mortes globais. Em 2012, houve estimados 475 mil assassinatos no mundo, sendo que 80% das vítimas são homens, e 65% homens com idade entre 15 e 49 anos.

A região das Américas teve a maior taxa de homicídios (19,4 a cada 100 mil) do mundo, sendo que os países de baixa e média renda, esse indicador atingiu uma média de 28,5 a cada 100 mil habitantes. A região do Oeste do Pacífico, que inclui países como Austrália, teve a menor taxa global (2 a cada 100 mil).

De acordo com a agência da ONU, um dos principais impulsionadores das taxas de assassinato no mundo é o acesso a armas, com aproximadamente metade de todos os homicídios cometidos com armas de fogo. Entre as mulheres, os homicídios por parceiros respondem por quase 38% de todos os assassinatos comparados a 6% de todos os assassinatos entre homens.

Taxas de homicídios globais

Durante o período de 2000 a 2012, houve um destacado declínio nas taxas de homicídio globais, com uma queda estimada de cerca de 17% (de 8 para 6,7 a cada 100 mil), e de 39% no caso dos países de alta renda (de 6,2 para 3,8 a cada 100 mil).

Na Europa, as taxas de homicídio caíram para mais da metade desde 2000. Em outras regiões, declínios modestos foram observados com exceção da região das Américas, onde as taxas permaneceram altas, disse a agência da ONU.

A prevalência dos assassinatos cometidos por parceiros é substancialmente alta na região africana, no Leste do Mediterrâneo e na região do Sudeste da Ásia, comparadas a outras regiões do mundo, mas apenas metade dos países dessas regiões está adotando estratégias sociais e culturais para resolver o problema da violência sexual, disse a OMS.

Segundo a agência das Nações Unidas, o homicídio e a maioria das demais formas de violência estão fortemente associados a determinantes sociais como desigualdade de gênero, pobreza e desemprego, assim como outros fatores de risco como fácil acesso a álcool e armas.

Os dados fazem parte do relatório “Estatísticas Globais de Saúde: Monitorando a Saúde para os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável)”, publicado pela OMS em maio e que também apontou um aumento significativo da expectativa de vida global desde 2000.

O documento mostrou que entre 2000 e 2015, a expectativa de vida aumentou cinco anos globalmente, evolução mais rápida desde a década de 1960. No entanto, a evolução foi desigual entre os países.

Em 12 países do mundo a expectativa de vida superava os 82 anos em 2015: Suíça (83,4 anos), Espanha (82,8), Itália (82,7), Islândia (82,7), Israel (82,5), França (82,4), Suécia (82,4), Japão (83,7), Cingapura (83,1), Austrália (82,8), Coreia do Sul (82,3) e Canadá (82,2).

Do lado oposto, os 22 países com expectativa de vida de menos de 60 anos eram todos da África Subsaariana, entre os quais Serra Leoa (50,1 anos), Angola (52,4), República Centro-Africana (52,5), Chade (53,1), Costa do Marfim (53,3), Lesoto (53,7) e Nigéria (54,5).

Clique aqui para acessar o relatório (em inglês).

FONTE: ONU

9 respostas em “Brasil tem a nona maior taxa de homicídios das Américas, alerta OMS

  1. De acordo com a OMS, o brasil possui a 9ª maior taxa de homicídio das Américas, continente que teve as maiores taxas de homicídios do mundo. De acordo com ONU, essa alta taxa (em todo o mundo) se reflete na pobreza, desigualdade de gênero e no fácil acesso às armas de fogo.
    Segundo um relatório da ONU, o Brasil é referência na redução da pobreza e, além disso, subiu 20 posições no ranking de equilíbrio social entre gêneros. E mesmo com isso, a taxa de homicídios continua a subir.
    O desarmamento está em vigor no Brasil desde 2004. A taxa de homicídios por armas de fogo (por 100 mil) nesse ano foi de 19,1. Já em 2012, esse número subiu para 20,7 (sendo ainda maior que no ano de 2003, que era de 20,4).
    Apesar da redução das desigualdades e da pobreza e do Estatuto do desarmamento, os homicídios, subiram. Há um Estudo de Harvard que diz que as armas de fogo trazem maior segurança à população. Pode ser a hora de se tentar algo novo no Brasil.

    Artigo comentado:
    https://neccint.wordpress.com/2016/07/10/brasil-tem-a-nona-maior-taxa-de-homicidios-das-americas-alerta-oms/

    Fontes:
    http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/mapaViolencia2015.pdf
    http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/09/brasil-e-exemplo-na-reducao-da-pobreza-segundo-relatorio-da-onu
    http://www.ptnosenado.org.br/site/noticias/ultimas/item/38382-brasil-reduz-desigualdade-de-genero-e-sobe-20-posicoes-em-ranking-mundial
    http://www.law.harvard.edu/students/orgs/jlpp/Vol30_No2_KatesMauseronline.pdf

    • As altas taxas de homicídio são um grande problema a ser enfrentado pelo Brasil, que possui a nona maior taxa das Américas, e também pelo continente americano, cuja região é a que mantém as maiores taxas no mundo. Os homicídios, em geral, estão associados diretamente à grande desigualdade econômica existente entre os países e também no interior deles, visto que as maiores taxas são em países mais pobres e em periferias dentro dos próprios países. Este fator mostra como políticas públicas de redistribuição de riqueza e parcerias internacionais entre países de uma mesma região, mas que possuam disparidades econômicas, podem atenuar as altas taxas de homicídios em várias regiões do mundo.
      Outro fator preponderante no grande número de homicídios em determinados países, é o fácil acesso às armas de fogo. Em um país que se diz soberano e com o monopólio legítimo do uso da força pelo Estado, este deve garantir que apenas pessoas aptas e legitimadas possam ter acesso a esse instrumento, evitando que armamentos de origem legal possam ser entregues à clandestinidade. Além disso, de grande importância é a fiscalização das fronteiras, visto que o tráfico internacional de armas, assim como o nacional, dissemina armas que irão abastecer áreas correlatas ao aumento de homicídios, como o crime organizado e o tráfico de drogas.

  2. Não é difícil concordar com os dados apontados pela OMS, uma vez que cotidianamente somos bombardeados com notícias de crimes e muitas mortes, sobretudo no Brasil. Apesar de o pais buscar crescimento e relevância no âmbito internacional , esses dados mostram o descuido no tocante á políticas públicas que tratam, principalmente da segurança, e a consequência disso reflete na nona posição em que ocupa entre os países das Américas que mais registram mortes. Dessa forma, percebe-se que é necessário medidas concretas de prevenção a esses casos, ou a cada ano que se passar esse dados só se tornarão mais altos, tornando cada vez mais insustentável a situação. Além disso, os dados trazidos pelo artigo apontam para os fatores mais relevantes que contribuem pra esse censo, que dizem respeito ao porte de armas, que diga-se de passagem no Brasil se quer é algo legalizado e, ao assassinato pelo cônjuge. Portanto, nota-se que os índices brasileiros se equivalem aos índices de países pouquíssimo desenvolvidos e que estratégias urgentes, como políticas públicas devem ser estabelecidas para minimizar com esse problema.

  3. De acordo com o relatório da OMS, o Brasil tem a nona maior taxa de homicídios das Américas, este alto índice a que corresponde o Brasil, qual seja, 34,4 homicídios para cada 100 mil pessoas esta diretamente ligado a fatores sociais precários, decorrente de um governo fraco e incapaz de atentar para os problemas fundamentais da sociedade. A educação de baixa qualidade ofertada pelo Estado, talvez seja um dos pontos mais importantes que reflete a posição ocupada pelo Brasil, visto que o ensino é causa principal na formação social, moral e ética do cidadão. Por fim, medidas a curto prazo como: aumento da segurança pública, obras sociais voltadas ao esporte podem reduzir esta taxa, visto que, seu núcleo se encontra em áreas de baixa renda onde mais pessoas são lançadas ao crime. No que tange o peso da educação na formação moral da sociedade, talvez este, seria o método mais eficaz, porém a longo prazo,pois influi na formação primária da pessoa, atingindo efetivamente a raiz do problema.

  4. O Brasil está entre os que tem a maior taxa de homicídios do mundo, e isso é um reflexo dos sérios problemas que estamos enfrentando, como por exemplo a desigualdade social, visto que pesquisas indicam que os homicídios ocorrem principalmente entre pessoas de baixa e média renda. O Brasil, esta se comparando com alguns países da África, (marcados por disputas de etnias e guerras), no que diz respeito as altas taxas de homicídio, e isso está intimamente ligado ao fácil acesso a armas, a drogas e álcool, a desigualdade de gênero, a pobreza e ao desemprego.
    A dificuldade das pessoas encontrarem um bom emprego e terem condições de vida dignas, está facilitando a sua entrada na violência, o que reflete na situação precária de segurança em que vivemos atualmente.
    Muitos jovens se entregam por exemplo ao mundo do tráfico, no qual conseguem dinheiro rápido e fácil, mas acabam se envolvendo com pessoas perigosas, o que também tem sido a causa de tantos casos de homicídio, principalmente contra jovens de classe baixa do Brasil.
    Com a cultura da violência se tornando cada vez mais comum entre os brasileiros, atualmente é muito comum também, as mulheres toleraram a violência doméstica, e o que deveria ser denunciado para as autoridades, está se tornando na causa da morte de diversas mulheres no nosso país.
    Apesar de não vivenciarmos as guerras de tráfico e calamidades de países como o Haiti, e o México, o nosso país esta demonstrando taxas de homicídio ainda maiores do que essas localidades, o que demonstra uma necessidade de intervenção urgente.
    Um investimento na educação, dificultar o acesso às armas e às drogas ja seria um bom começo, para conseguirmos obter resultados melhores nas pesquisas, e termos a tão desejada segurança pública e longevidade.

  5. A guerra no Brasil possui um nome: Chama-se ¨homicídio¨, em todas as suas formas e tipos relacionado á violência urbana ou o tráfico de drogas. Onde pessoas morrem em números equivalentes a combates armados e confrontos como entre Israel e Palestina. É inacreditável a tamanha dimensão destes crimes.
    Pode-se dizer que são também reflexo do desemprego e desigualdade no qual a segurança pública em diversas localidades foi substituída por criminosos em comando, cercados de impunidade, e, estes últimos principalmente “contribuem” para o número de reincidências que são na grande maioria dos casos muitas vezes fatais. A inobservância ao fato de que grande parte destes crimes são cometidos reiteradas vezes pelas mesmas pessoas projeta estatísticas preocupantes como esta.
    Cabe destacar, a questão sobre a segurança pública que vêm sofrendo implicações de ordem social, tais como o número de mortes em ações das polícias.O número de homicídios decorrentes de intervenções policiais cresce cada vez mais principalmente nas capitais em que os níveis de violência urbana são maiores e, inocentes continuando morrendo em meio ao caos de impunidade.

  6. A OMS classificou o Brasil como pertencente da nona maior taxa de homicídio das Américas. Para entender a causa desse resultado, deve-se tomar conhecimento dos principais fatores que levam aos cidadãos cometerem homicícios. Primeiramente, destaca-se a pobreza e a desigualdade social que se apresenta extrema no Brasil e, de fato, acarreta no aumento da violência. O acesso às armas de fogo, mesmo após a lei do desarmamento, foi diminuído apenas para os olhos do Estado, visto que tal lei não impediu que a populaçao encontrasse diariamente a posse de armar pelos criminosos que, muitas vezes, são menores de 18 anos. Ademais, outro fator que contribui diretamente em diversos casos de homicídio é o aumento do consumo e abuso de álcool pela populaçao que, para o Governo, se torna irrelevante, uma vez que os riscos e malefícios gerados pelo álcool como internações, homicídios e violência extrema são menos prejudiciais ao Estado se comparado a proibiçao dessa substância que, por sua vez, se mostra como uma imensa fonte de arrecadação pública e o Estado nunca terá interesse em cortá-la, mesmo quando gera malefícios absurdos à população. Dessa forma, o interesse por trás dos abusos de álcool não é racional, e sim financeiro. Por fim, destaca-se a maneira como nosso Código Penal aplica as penas aos cidadão, afirmando que as mesmas serão aplicadas visando a prevenção e retribuição. Contudo, se pensarmos bem, ninguém deixa de praticar um homícidio por saber que tal conduta é proibida.

  7. O alto número de homicídios ocorridos no Brasil é conseqüência de uma série de fatores que vão além do desemprego. A falta de qualidade da educação publica de base, a falta de uma segurança publica rígida, a falta de projetos por parte do governo de incentivo aos jovens à buscar um futuro melhor, são exemplos de lacunas existentes no meio social que acabam levando à formação de uma sociedade cada vez mais violenta. Mesmo com inúmeras leis relacionada à violência, não há eficácia dessas no cenário nacional. A situação brasileira é preocupante, já que na medida em que a violência e a taxa de homicídios no resto do mundo diminui, o numero desse tipo de ocorrências no país apenas aumenta.

  8. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil ganhou a posição de nono país com o maior índice de homicídio nas Américas. O problema da violência social sempre foi preocupante no país e pode ser associado as desigualdades de gênero, pobreza, ausência de amparo e estrutura familiar e principalmente, ao acesso às drogas como também, às armas de fogo. Pelos índices mostrados, chega-se a conclusão que países de baixa e média renda são mais suscetíveis a propagação da violência. Já países com um melhor desenvolvimento social, como o Canadá, são propensos a uma menor taxa de violência urbana. Portanto, acredito que para a solução do problema em questão é imprescindível a eficiência de instituições de controle social com o melhoramento do sistema prisional. É fundamental a excelência na prestação dos serviços de ação policial que deveria ser uma garantia de segurança para todos. Infelizmente, é o contrário do que se constata na realidade. Além disso, é fundamental a garantia ao acesso da população brasileira à educação básica, uma vez que influencia na geração de renda familiar, redução da desigualdade e também, na acessibilidade as informações de prevenção ao uso de álcool e drogas.

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