Genocídio de Ruanda: o relato de Josephine


Publicado Originalmente: 06/07/016

FONTE: ONU

2 respostas em “Genocídio de Ruanda: o relato de Josephine

  1. O genocídio em Ruanda, em um primeiro momento, mostra como o neocolonialismo do século XX, provocou estragos socioeconômicos em muitos países, sobretudo na África e na Ásia. Em Ruanda, belgas invadiram o território que era ocupado majoritariamente por dois grupos, Hutus e Tutsis, que partilhavam uma série de similaridades culturais. Ao se instalarem no território, o governo belga sempre privilegiou o grupo Tutsi, alegando que suas características físicas (altos, esguios e com pele mais clara), tornavam-os superiores aos Hutus. A prática discriminatória imperialista por parte da potência européia, provocou o acirramento das tensões entre os dois grupos, contribuindo para o desenvolvimento da intolerância étnica que explodiu na década de 90.
    Outro fator a ser destacado é o fato da ONU, por um longo tempo, ter se esquivado do conflito, de certa forma fazendo vista grossa ao evidente genocídio que em 100 dias, matou cerca de 800 mil pessoas. Esse fato pode ser explicado pelo jogo de interesses das Relações Internacionais, de colocar no papel se uma ação(intervenção, no caso) irá trazer conseqüências favoráveis, em todos os sentidos. Na mesma época, havia um conflito na Bósnia que despertou um interesse muito maior por parte das grandes potências do que em Ruanda, pois este era visto como um país pequeno, sem recursos naturais, não pairando nenhum interesse econômico, nem se mostrando uma importante zona de influência que valesse à pena uma intervenção imediata.

  2. Genocídio. Uma triste realidade que assombra a história de vários países e que até hoje tem seus resquícios e consequências. O ódio extremo. A violência. Milhões de mortes. E a destruição de um povo.
    Esse crime brutal se baseia em uma superioridade inexistente. Grupos que acreditam ser melhores, mais inteligentes e especiais enfrentam e exterminam aqueles que eles apontam como inferiores. Essa crença não tem fundamento. Hierarquia de gêneros, raças, religiões e etnias não existe. E nunca existiram. Mas grupos e pessoas insistiram durante toda a história na busca pelo poder e isso gerou mortes, muitas mortes, perdas e muita dor.
    Dor essa que não pode ser reparada, como destaca Josephine no seu depoimento. Não é possível trazer filhos, familiares ou reparar toda perda, violência ou medo causados. Não é possível aceitar, criar desculpas ou justificativas porque elas não existem. Só existe uma coisa a tirar desses acontecimentos: eles não podem voltar a acontecer.
    Nós, a população mundial não podemos deixar que esse horror tenha força. É preciso ter respeito para com o outro. É importante educar para amar, cuidar e aceitar. Não para o ódio. É necessário que todos entendam que não existe nenhuma diferença entre os seres humanos. Todos somos iguais e precisamos lutar por essa igualdade para que nunca mais ninguém ouse enfrentá-la.

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