Chefe da ONU diz confiar na Europa para ‘traçar caminho adiante’ após plebiscito no Reino Unido


Secretário-geral das Nações Unidas afirmou nesta sexta-feira (24) que espera continuar seu trabalho com o Reino Unido e a União Europeia, ‘importantes parceiros’ da ONU. “Quando trabalhamos juntos, somos mais fortes”, disse Ban Ki-moon em pronunciamento. O dirigente máximo da ONU afirmou ainda que “confia no histórico comprovado da Europa de pragmatismo e responsabilidade comum pelo interesse dos cidadãos europeus”.

Publicado originalmente em : 24/06/2016

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Após plebiscito que deliberou pela saída do Reino Unido da União Europeia, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou nesta sexta-feira (24) que a ONU espera continuar seu trabalho tanto com o Estado, quanto com o bloco, considerados “importantes parceiros“.

“Agora, conforme o Reino Unido e outros Estados-membros da União Europeia embarcam no processo de traçar um caminho adiante, o secretário-geral confia no histórico comprovado da Europa de pragmatismo e responsabilidade comum pelo interesse dos cidadãos europeus”, afirmou o porta-voz do dirigente máximo das Nações Unidas.

Ban “espera que a União Europeia continue a ser uma parceira sólida das Nações Unidas em questões humanitárias e de desenvolvimento, bem como de paz e segurança, incluindo (questões) de migração”.

O chefe da ONU também tem grandes expectativas de que “o Reino Unido vá continuar a exercer sua liderança em muitas áreas, incluindo a de desenvolvimento”.

“Quando trabalhamos juntos, somos mais fortes”, disse Ban.

O secretário-geral afirmou ainda que “acompanhou de perto as discussões em torno do referendo no Reino Unido” e que a decisão de deixar a União Europeia “veio ao fim de deliberações intensas e ricas discussões, não apenas no Reino Unido, mas por toda a Europa”.

 

Fonte:ONU Brasil

3 respostas em “Chefe da ONU diz confiar na Europa para ‘traçar caminho adiante’ após plebiscito no Reino Unido

  1. A reportagem mostra a preocupação que a ONU, como um organismo de grande relevância no cenário internacional, tem em manter parceiros/membros para a consecução de seus fins como instituição. Nesse sentido, deve-se ter em consideração que a criação de instituições que objetivem dirimir conflitos e divergências internacionais se deu com a onda liberal após a primeira guerra, com a criação da Liga das Nações e o Pacto Briand-Kellog, de 1928.
    Com as atrocidades da Segunda Guerra Mundial, veio à tona novamente a visão realista, de que os países tendem ao conflito e aos jogos de poder. Contudo, mesmo não havendo um executivo central que impeça de maneira coercitiva/efetiva as ações arbitrárias de uma nação soberana, a existência de organismos internacionais que busquem a paz e a cooperação, ainda tem um grande valor.
    Desta maneira, mostra-se bastante razoável a preocupação da ONU em manter parceiros fortes e influentes, como o Reino Unido e a União Européia, visto que um organismo internacional só é eficaz quando seus membros são ativos e coadunam pela causa da instituição. Se as Nações Unidas, pela saída do Reino Unido da União Européia, perdesse parceiros de tal magnitude, teria seu poder substancialmente reduzido.

  2. Tal fato conforme o Reino Unido e os outros Estados da União Européia estão em um processo de traçar um novo caminho para as nações.

  3. O resultado do plebiscito sobre a saída britânica da União Européia impactou não somente os cidadãos europeus, mas também importantes organismos internacionais, tal como a ONU (Organização das Nações Unidas). Inúmeras questões de relevante importância internacional estão em destaque novamente. Dentre elas, o próprio futuro da ONU. Como uma organização fundada com o intuito de evitar conflitos internacionais e assegurar os direitos humanos, a ONU depende da cooperação de países importantes e com influência global para fazer valer suas decisões. Isso significa que o enfraquecimento da Europa como um todo e, particularmente, do Reino Unido (uma grande potência militar e econômica ainda nos dias de hoje, e um dos cinco países com cadeira permanente e poder de veto no Conselho de Segurança da ONU) pode acarretar em perda de influência e eficiência da ONU.
    Sendo assim, como foi expressado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os próximos passos da Europa devem ser cautelosos, e devem visar ao bem estar comum da população europeia e mundial. Contudo, ao analisarmos todo o contexto atual europeu, é possível notarmos que essa tarefa pode ser mais difícil do que o imaginado, uma vez que o que deu a vitória ao Brexit foi o nacionalismo e o medo que os britânicos sentem em relação aos imigrantes. Uma integração maior por parte da Europa parece difícil, e foi exatamente em um contexto assim (medo do estrangeiro) que os piores conflitos mundiais tiveram início.

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