OMS: novo plano de resposta ao zika foca na prevenção e na gestão de complicações médicas


A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um plano revisado de resposta estratégica à transmissão do vírus zika, que já se espalhou por 60 países, para vigorar no próximo ano e meio. O plano foca na prevenção e gestão de complicações médicas causadas por infecção pelo vírus e pede US$121,9 milhões para sua implementação eficaz.

Publicado originalmente em: 17/06/2016

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta sexta-feira (17) um plano revisado de resposta estratégica à transmissão do vírus zika, que já se espalhou por 60 países, para vigorar no próximo ano e meio.

O Plano de Resposta Estratégica ao Zika, cujo prazo vai de julho de 2016 a dezembro 2017, foca na prevenção e gestão de complicações médicas causadas por infecção pelo vírus, pedindo 121,9 milhões de dólares para sua implementação eficaz, de acordo com a OMS.

“Muito foi aprendido sobre a infecção pelo vírus zika (…). Esta cepa e suas complicações representam um novo tipo de ameaça à saúde pública que requer uma estratégia única e integrada, com central apoio às mulheres e meninas em idade fértil”, disse a diretora- geral da OMS, Margaret Chan, em comunicado à imprensa.

Em um mundo interconectado caracterizado pela mobilidade, o zika espalhou-se de forma dramática em toda a América do Sul e Central e, mais recentemente, para outras regiões, incluindo Ásia e África, disse.

“Seu perfil de risco mudou de uma ameaça leve para uma ameaça com graves consequências”, declarou Margaret, notando que agora há consenso científico de que o vírus é causador de microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.

O plano de resposta anterior foi posto em prática em fevereiro, mas na ocasião não havia tanto conhecimento sobre o vírus. A ligação entre o zika e distúrbios neurológicos não tinha sido estabelecida até então.

“Sabendo agora que o zika pode ter consequências de longo prazo, é necessário trabalhar com os países para ter capacidades suficientes para aconselhar casais antes da gravidez, monitorar e acompanhar as grávidas e fornecer apoio médico, se necessário, para os bebês”, disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, a jornalistas em Genebra.

 

Comunicações de risco orientadas para mulheres grávidas, seus parceiros, famílias e comunidades serão fundamentais para os esforços de prevenção, de forma a garantir que tenham a informação de que necessitam para se proteger.

Outros elementos incluem controle integrado de vetores, aconselhamento sexual e de saúde reprodutiva, bem como educação em saúde e cuidados dentro dos contextos sociais e legais de cada país onde o vírus zika está sendo transmitido.

O plano destaca várias características específicas do surto de zika que exigem uma resposta global colaborativa. Elas incluem a potencial disseminação do vírus dada a ampla distribuição do mosquito Aedes aegypti e a falta de imunidade da população em áreas onde o vírus está circulando pela primeira vez, o que permite que a doença se espalhe rapidamente.

Outros fatores são a ausência de vacina e tratamentos específicos, a falta de testes rápidos de diagnóstico, além da desigualdade no acesso a saneamento básico, informação e serviços de saúde em áreas afetadas.

Fonte: ONU Brasil

Uma resposta em “OMS: novo plano de resposta ao zika foca na prevenção e na gestão de complicações médicas

  1. O vírus da zika se tornou quase epidemia no país todo, trazendo complicações para a saúde de muitos indivíduos podendo levar ate a morte se não tratado com rapidez, seus sintomas são muito parecidos com uma gripe normal, dores no corpo, cansaço, erupções cutâneas e vermelhidão ao longo do corpo. Atualmente ficou comprovado que ele causa microcefalia.
    A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, o que prejudica o seu desenvolvimento mental, porque os ossos da cabeça, que ao nascimento estão separados, se unem muito cedo, impedindo que o cérebro cresça e desenvolva suas capacidades normalmente. O novo plano se preocupou com essas mães que foram infectadas pelo zika tentando trazer uma prevenção como um projeto educacional que prioriza acompanhar casais que os bebes vão nascer com essas doenças e lhes dar um suporte, lembrando que ainda não existe uma vacina para exterminar o zika. sendo assim a prevenção é o melhor remédio .

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