Você sabia que o Brasil é o 4º maior exportador de armas pequenas do mundo e que ele também exporta cada vez mais aviões de guerra, explosivos e mísseis altamente letais?


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A legislação atual mantém as informações sobre essas exportações em sigilo, por isso ninguém sabe ao certo para quais países as armas brasileiras são vendidas nem se elas acabam nas mãos de organizações criminosas. Se elas estão sendo vendidas para países envolvidos em conflitos armados, é alto o risco de que sejam usadas para cometer graves violações de direitos humanos!

Isto já aconteceu!

Armas brasileiras foram encontradas na Costa do Marfim, na África, enquanto havia um embargo restringindo a venda de armas para lá. Mísseis brasileiros foram usados no Iêmen, no Oriente Médio, onde um conflito intenso já matou pelo menos 3 mil civis de março de 2015 até hoje.

Pressione o Congresso Nacional para evitar que armas brasileiras sejam exportadas a países onde estão acontecendo graves violações de direitos humanos.

Existe um tratado internacional – o Tratado sobre o Comércio de Armas – que exige maior controle e transparência nas exportações de armas exatamente para evitar que as armas produzidas em um país sejam usadas para violar direitos humanos em outro. O Brasil já assinou este Tratado mas o Congresso Nacional precisa ratificá-lo para que ele passe a valer.

Desde junho de 2013 o Tratado está sendo analisado no plano nacional: ele já recebeu um parecer favorável do Executivo e agora a análise do Legislativo segue num ritmo MUITO lento. Enquanto isso, armas brasileiras continuam sendo vendidas sob um sigilo perigoso.

Assine a petição exigindo que o Brasil ratifique do Tratado sobre o Comércio de Armas.

Fonte: Anistia Internacional.

6 respostas em “Você sabia que o Brasil é o 4º maior exportador de armas pequenas do mundo e que ele também exporta cada vez mais aviões de guerra, explosivos e mísseis altamente letais?

  1. É extremamente assustador saber que o Brasil é um grande exportador de armas. Geralmente fazemos muitas criticas aos grandes países que patrocinam as guerras e fazem parte da ONU em defesa dos direitos humanos em escala mundial (refiro-me diretamente aos Estados Unidos). Entretanto, devemos parar de criticar tanto os outros países sem antes olhar para o nosso próprio umbigo. O cenário de guerra presentes nas favelas brasileiras é uma forte evidencia de que o Brasil é um grande fabricante de aramas. Falta um pouco de malícia no Brasileiro quando não imagina que o Brasil exporta grande numero de armas para o mundo inteiro. Fato é que: o brasil não tem transparência quanto aos países com que negocia. Portanto, é bem possível que nosso país viole tantos direitos humanos quanto os Estados Unidos, já que podemos estar patrocinando as mesmas guerras que eles. É preciso que a população Brasileira perca um pouco da inocência e se mobilize contra tamanha exportação de armas sem o mínimo de transparência. O Brasil precisa ter mais foco nos direitos humanos e menos foco no lucro q a violação dos direitos humanos gera. Afinal, quanto vale uma vida? E milhares de vidas?

  2. O fato de o Brasil ser um grande exportador de armas beira o absurdo, uma vez que é um país historicamente “pacifico” em relação aos demais e sua própria polícia não pode fazer uso de armas letais. Chegamos então mais uma vez a uma situação que ressalta a instabilidade de posições do nosso governo, policiais precisam lidar com bandidos usando armas de efeito moral enquanto o país exporta armas para organizações criminosas internacionais. Se o problema se ativesse a organizações estrangeiras o problema não seria tão grande mas seria leviano ignorar o arsenal de armamento pesado que o crime organizado nacional possui e o enorme tráfico de armas existente no país.
    Creio que o problema não será sanado por meio de tratados internacionais ou leis anti-armas nacionais uma vez que o “o buraco é bem mais embaixo” . Exigindo então ação imediata e duradoura da policia, judiciário e sistema carcerário pois de nada adianta sanar a questão internacional sem prestar a devida atenção ao âmbito nacional do problema.

  3. O Brasil ocupa a quarta posição no ranking de maiores exportadores de armamentos do mundo e isso é extremamente preocupante.
    A maior parte dos armamentos exportados pelo Brasil vai para compradores dos Estados Unidos, Malásia, Alemanha, Estônia e Cingapura. São, em sua maioria, revólveres, pistolas, escopetas e munições diversas.
    O volume de vendas é ainda maior, já que a legislação brasileira permite que parte das transações permaneça sob sigilo, já que o Brasil assinou o tratado sobre o Comercio de Armas, mas esse ainda não foi ratificado.
    Por conta disso, O Brasil derrota os três maiores exportadores em um quesito: suas vendas de armamentos não são transparentes. O país esconde da ONU seus recibos e contratos de venda. Não se sabe o que, para quem e quanto é comercializado. O Brasil pode estar vendendo para nações em conflito ou que violam os direitos humanos.

  4. O Brasil ser reconhecido internacionalmente por sua exportação ilegal de armas danifica a imagem do pais perante os demais. Isso demonstra o como nosso governo é desorganizado e não esta a par de todos os negócios ilícitos existentes no pais.
    O chefe do executivo deve utilizar das milicias como forma de fiscalizar esse comercio ”as escuras”, deve haver mais fiscalização dos produtos que entram e saem do país e um maior fortalecimento das nossas fronteiras.
    Essa situação deve ser controlada e evitada, mas fica evidente que a protelação do legislativo para ratificar o tratado é de causas meramente politicas e econômicas. Isso evidencia ainda mais a corrupção do Brasil, a falta de controle do chefe de governo e o jogo politico por de trás dessa situação.
    O problema está mais a fundo do que se pensa, se tudo funcionasse da maneira correta o tratado já estaria aprovado a mais tempo e a fiscalização de nossas fronteiras mais eficaz, porém diante do atual cenário brasileiro, medidas como estas dificilmente serão tomadas.

  5. O Brasil detém de uma fração consideravelmente alta no que tange ao assunto de exportação de armas de fogo de pequeno e de grande porte, estando assim, em quarto lugar no ranking mundial. Estes dados são assustadores, visto que no Brasil não ha uma legislação solida referente ao processo de exportação, tanto quanto para com os países em que são exportados como para a finalidade a posteriori. Tendo como consequência da falta de leis regentes, a utilização com finalidade diversa da espera, como foi supracitado ocorrências que não deveriam ocorrer, a união em face dessas alegações, não pode se manter inerte, devendo no mínimo aumentar o poder fiscalizatório para com a exportação, para durante esse período de maior fiscalização e menor evidencias de fraudes, ocorrer a ratificação do tratado internacional pre-existente para assim, passar a valer.

  6. Espantosa a posição do Brasil no ranking de exportação de armas. Outra questão a ser levantada gira entorno do sigilo em que são realizadas tais transações.
    Como um país, considerado exemplo no que tange sua participação nas missões de paz da ONU, pode, por outro lado, estar entre os maiores exportadores de armas no mundo ? E, ainda, pouco se saber sobre o destino final das armas vendidas, que podem estar sendo compradas por nações em conflito,milícias, facções terroristas ou governos autoritários.
    Quanto a assinatura do Tratado internacional sobre o Comércio de Armas, fato é que, enquanto não for ratificada, não vincula juridicamente o Brasil, motivo esse, que nos faz desacreditar de uma possível ratificação.

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