Estados-membros da ONU adotam compromisso para erradicar epidemia de Aids até 2030


Uma nova declaração política sobre o fim da Aids foi adotada nesta quarta-feira (8) pelos Estados-membros das Nações Unidas na reunião de alto nível sobre o tema, que ocorre até sexta-feira (10) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Objetivo é reduzir o número de pessoas infectadas pelo HIV de 2,1 milhões em 2015 para menos de 500 mil em 2020, o número de mortes relacionadas à Aids de 1,1 milhão em 2015 para menos de 500 mil em 2020 e eliminar a discriminação relacionada ao HIV. O intuito é acabar com a epidemia da doença até 2030.

Publicado originalmente em: 09/06/2016

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Uma nova declaração política sobre o fim da Aids foi adotada nesta quarta-feira (8) pelos Estados-membros das Nações Unidas na reunião de alto nível sobre o tema, que ocorre até sexta-feira (10) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

A declaração política inclui um conjunto de metas específicas com prazos definidos que devem ser alcançadas até 2020 para acabar com a epidemia de Aids até 2030 no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A cúpula teve a presença de chefes de Estado e de governo, ministros, pessoas que vivem com HIV, representantes da sociedade civil, organizações internacionais, setor privado, cientistas e pesquisadores.

“A comunidade global está unida e determinada a alcançar o fim da epidemia de Aids no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mogens Lykketoft.

“Esta reunião visa a estabelecer as bases para um progresso futuro na criação de resultados mais saudáveis para todos os afetados pelo HIV e para a construção de sociedades mais fortes e preparadas para desafios futuros.”

“O mundo tem a oportunidade de acabar com uma epidemia que definiu a saúde pública de uma geração”, disse por sua vez o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

“As decisões tomadas aqui, incluindo o compromisso de zero nova infecção por HIV, zero morte relacionada à Aids e zero discriminação, irão proporcionar o ponto de partida para a implementação de uma agenda inovadora, baseada em evidências e socialmente justa que alcançará o fim da epidemia de Aids até 2030.”

Segundo o UNAIDS, um progresso memorável foi alcançado na resposta ao HIV desde a última reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o tema, em 2011.

Em dezembro de 2015, 17 milhões de pessoas tinham acesso a medicamentos antirretrovirais. No mesmo ano, os números de novas infecções pelo HIV entre crianças e de mortes relacionadas à Aids foram significativamente reduzidos, enquanto houve também progresso na redução de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV.

No entanto, o número de novas infecções pelo HIV entre adultos permaneceu quase estável desde 2010 e muitas pessoas estão sendo deixadas para trás na resposta à doença, incluindo mulheres jovens, meninas e grupos como profissionais do sexo, pessoas privadas de liberdade, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e pessoas que usam drogas injetáveis.

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A reunião ressaltou a importância de acelerar a resposta para o HIV durante os próximos cinco anos a fim de colocar o mundo no caminho para o fim da epidemia da doença.

A aceleração da resposta tem um conjunto de metas com prazos definidos, incluindo a redução do número de pessoas infectadas pelo HIV de 2,1 milhões em 2015 para menos de 500 mil em 2020, a redução de mortes relacionadas à Aids de 1,1 milhão em 2015 para menos de 500 mil em 2020 e a eliminação da discriminação relacionada ao HIV.

A cúpula foi marcada por uma série de debates e eventos para discutir como transformar a declaração em ação coordenada através da inovação científica, sustentabilidade financeira, eliminação do estigma e da discriminação e criação de sociedades inclusivas, resilientes e socialmente justas, que não deixam ninguém para trás.

A reunião abrigou eventos paralelos, entre eles um debate sobre como aproveitar o fim da Aids para a transformação social e desenvolvimento sustentável, financiando e sustentando o fim da doença e zerando novas infecções pelo HIV.

O UNAIDS lançará um relatório sobre o progresso alcançado em impedir novas infecções pelo HIV entre crianças e anunciou, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros, que mais três países eliminaram novas infecções pelo HIV entre as crianças — entre eles a Tailândia, que no pico da epidemia teve mais de 3 mil novas infecções entre crianças por ano.

Outros eventos incluem uma reunião preparatória da juventude e um serviço interreligioso. A reunião também terá apresentação de novas tecnologias e ferramentas na área de saúde e HIV.

Momento histórico do combate à epidemia

A diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, participou da reunião em Nova York e falou à Rádio ONU sobre o “momento histórico” no combate à doença, em que o mundo pode “realmente vislumbrar o fim da epidemia”.

Georgiana defendeu uma união de toda a sociedade para que essa meta seja alcançada e abordou o engajamento de jovens e o combate à discriminação.

Fonte: ONU Brasil

7 respostas em “Estados-membros da ONU adotam compromisso para erradicar epidemia de Aids até 2030

  1. A ONU vem a alguns anos tentando impor metas aos seus países membros, podemos lembrar no ano de 1997 foi assinado no japão o protocolo de kyoto, que tinha como objetivo reduzir a emissão de gases do efeito estufa isso no ano de 1997 . A sigla Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O vírus da Aids é conhecido como HIV e encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas pelo vírus. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa. Assim sendo tornou-se um problema central para o mundo é uma doença que não tem cura e que acabou crescendo com o passar dos anos,
    Com relação a transmissão via contato sexual, a maneira mais indicada é a utilização correta de preservativos durante as relações sexuais. Atualmente, existem dois tipos de preservativos, também conhecidos como camisinhas : a masculina e a feminina. Outra maneira é a utilização de agulhas e seringas descartáveis em todos os procedimentos médicos. Instrumentos cortantes, que entram em contato com o sangue, devem ser esterilizados de forma correta antes do seu uso. Nas transfusões de sangue, deve haver um rigoroso sistema de testes para detectar a presença do HIV, para que este não passe de uma pessoa contaminada para uma saudável.Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. Ao desenvolver a Aids, o paciente passa a ter muita febre,dores no corpo e seu sistema imunológico fica muito debilitado por essas e por outras razoes tornou-se importente falar sobre o problema tentando assim evitar sua incidência. No Brasil o SUS(Sistema Único de Saude) custeia o tratamento mas isso não ocorre em outras nações assim sendo esse viros com certeza necessita ser erradicado.

  2. Após os diversos conflitos, países se reuniram em torno de um órgão internacional e tentam apaziguar esses conflitos e estipular uma cooperação mútua. Um dos temas que uniu os países para essa cooperação foi a AIDS. Em 2015, houve 2,1 milhões de infectados, a meta é reduzir para 500 mil em 2020 e acabar com a epidemia em 2030.
    Após séculos de conflitos entre os diversos países (como a I e a II Guerra mundial) é interessante perceber alianças que visam um bem-comum universal. A substituição da figura do inimigo, antes tida em um Estado, para uma epidemia de alguma doença que afeta a todos, é um bom caminho para a aproximação dos países.
    Apesar do fracasso na tentativa de unir os países do passado (Liga das nações) e das diversas críticas feita à ONU, vê-se um início de uma peculiar alteração em âmbito global na relação de um país com o outro. Ações do tipo que estipulam uma doença como inimigo comum podem ser tidas como um meio para se chegar a uma paz mais duradoura.

  3. A AIDS é um problema global que precisa ser combatido. Dados da ONU indicam que o número de infectados pelo vírus HIV foi de 2,1 milhões em 2015, a meta de acordo com a ultima reunião sobre o tema é erradicar a doença até 2013. Os estados membros se reuniram e firmaram compromisso de lutar ativamente contra a AIDS, sua propagação e cuidar dos já afetados ao redor do globo. Reunião visou estabelecer maneiras para atingir resultados mais saudáveis para todos os afetados e a construção de sociedades mais preparadas para desafios futuros. A AIDS é uma doença atualmente sem cura e que diminui a níveis baixíssimos a proteção do individuo se providencias não forem tomadas, levando ele a ficar praticamente exposto a qualquer outro tipo de doença que pode atingi-lo e fatalmente levá-lo a morte. O objetivo é de extrema importância e visa proporcionar uma qualidade de vida melhor aos já infectados e evitar que novas pessoas contraiam o vírus, alem de acabar com a descriminação existente em relação aos portadores do vírus. Portanto, a comunidade internacional deve se esforçar para atingir as metas impostas e dessa forma obter uma população mais saudável e feliz.

  4. O vírus HIV causador da AIDS sempre foi um problema mundial, porém tem sido mais frequente no século XXI (principalmente em jovens), mesmo com uma tecnologia de grande potencial e o acesso a informação cada vez mais acessível a qualquer público. Atualmente, não se tem cura para as pessoas infectadas pelo HIV, porém pode ser tratada por meio de antirretrovirais que permite aumentar a esperança de vida dos portadores. É de grande importância a mobilização do estados- membros da ONU para que essa epidemia não se expande cada vez mais e aumente o número de mortes devido ao vírus. Não se pode dar as costas para uma doença tao grave, no qual ataca o sistema imunológico e pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, dentre outras formas. Portanto, deve-se incentivar a prevenção contra o vírus, por meio do uso de preservativos e tratamentos , investir em novas formas de se combater a AIDS.

  5. O vírus da HIV é um temor mundial. Em especial, aos países menos desenvolvidos, que consequentemente possuem uma problemática em relação ao tratamento, difusão de informações, conscientização e outras etapas tão importante para se obter êxito na diminuição ou erradicação dessa doença. Diante dos dados assustadores sobre a quantidade de infectados pela doença, os países membros da ONU, ratificaram um tratado no qual estabelecem metas para erradicar essa epidemia até 2030. A reportagem nos mostra, que outra preocupação desse tratado, foi com a inclusão e não discriminação das pessoas que vivem com essa doença, uma vez que, qualquer pessoa esta sujeito a contrai-la, caso não se previna da forma correta. Esse feito entre esses países signatários, deve marcar um passo importante em relação a erradicação desse mal que assolou a sociedade nas últimas décadas. Torço para que os esforços tenham resultados satisfatórios.

  6. Há muito tempo, quando foram detectados os primeiros cinco casos de homossexuais de classe média alta com Aids na Universidade da Califórnia, ninguém poderia imaginar que estava emergindo uma das epidemias mais devastadoras da história da humanidade.A epidemia colocou vários países da África Central em estado de calamidade pública: em muitas regiões, de 20% a 30% da população está infectada.Com base nesses dados, o Conselho de Segurança da ONU começou a trabalhar com a possibilidade de diminuir o número de pessoas infectadas pelo HIV de 2,1 milhões em 2015 para menos de 500 mil em 2020, o número de mortes relacionadas à Aids de 1,1 milhão em 2015 para menos de 500 mil em 2020 e eliminar a discriminação relacionada ao HIV. O intuito é acabar com a epidemia da doença até 2030.
    Tal iniciativa da ONU é fundamental considerando que apesar da aids, atualmente poder ser controlada, ela ainda é muito preocupante e apresenta um risco alto de morte. Desse modo, seria extremamente satisfatório que este objetivo da ONU alcançasse o êxito!

  7. Não é novidade alguma que várias pessoas pelo mundo são contaminadas pela AIDS todos os dias, e muitas até morrem por falta de tratamento, pois os remédios são muito caros, e nem todos os países fornecem medicamento de graça como o Brasil, que disponibiliza tratamento contra AIDS pelo Sistema Único de Saúde.

    E por ser um problema mundial de saúde, nada menos comum que a ONU se interessar por esse assunto, sendo assim, a ONU propõe que seus estados membros busquem programas e condutas progressivas para a erradicação das mortes e infecções do vírus, não obstante é fomentado e extermino do preconceito que está entranhado nos não contaminados pelo vírus.

    Percebemos claramente que as pessoas acometidas desta doença sofrem não só com os efeitos colaterais do vírus, mas também são vítimas de preconceito, pois a doença há grande tempo é rotulada como oriunda de classes “inferiores” como grupos de prostitutas, gays, trans e usuários de drogas injetáveis, trazendo a ideia de promiscuidade/viciado para o doente, que não necessariamente contraiu tal doença fazendo sexo ou usando drogas, pois já é sabido as inúmeras formas de contrair o referido vírus.

    Em essência, é extremamente relevante a proposta, pois não basta tratar é necessário incluir os doentes na sociedade, mitigando os suicídios que ocorrem por exclusão social, e os que padecem à mercê de sua própria sorte.

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