Banco Mundial: Fim da pobreza depende de crescimento econômico


Publicado Originalmente: 03/06/2016

Pela primeira vez, menos de 10% da população global vive com US$ 1,90 por dia; África Subsaariana e Sul da Ásia devem fazer os maiores avanços até 2030.

Em 2030, 4% da população do planeta viverá em extrema pobreza se a economia continuar crescendo como na década entre 2002 e 2012. O dado é do estudo Indicadores de Desenvolvimento Global, do Banco Mundial, que neste ano tem como foco os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O relatório ainda aponta que, caso o crescimento econômico global seja igual ao dos últimos 20 anos, 6% de toda a população será extremamente pobre, ou seja, viverá com US$ 1,90 ao dia.

Extrema Pobreza

Erradicar a pobreza em todas as formas, em todo o mundo, é o primeiro dos Objetivos adotados pelas Nações Unidas em setembro do ano passado.

Segundo o estudo do Banco Mundial, a África Subsaariana e o Sul da Ásia terão as reduções mais drásticas nos percentuais de extrema pobreza se continuarem crescendo como no período 2002-2012.

Nesse ritmo, 20% dos africanos e 1,1% dos asiáticos do sul serão extremamente pobres em 2030.

América Latina

Já a América Latina faria poucos progressos em 2030 mesmo que crescesse como na década anterior a 2012, um período de bonança para a região.

Acontece que a economia latino-americana entrou, em 2016, no quinto ano de desaceleração, preocupando os especialistas em desenvolvimento.

Hoje, 5,6% dos latino-americanos vivem com até US$ 1,90 ao dia, ante os 17,8% registrados em 1990.

Para não perder os avanços sociais dos últimos anos, os economistas da região estudam novas formas de estimular o crescimento latino-americano sem depender tanto das matérias-primas, como ocorreu nos anos de bonança.

Um dado positivo do relatório é que, pela primeira vez, menos de 10% da população global vive em extrema pobreza. Em 1990, eram 37%.

O estudo do Banco Mundial ainda destaca que as iniciativas de proteção social também são fundamentais para ajudar os países a cumprir o primeiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. Entre esses programas, estão os de transferências de renda, alimentação escolar, mercado de trabalho e seguridade social.

Cerca de 60% dos mais pobres da América Latina estão assegurados por programas desse tipo, contra apenas 15% na África Subsaariana. Nessa e em outras regiões, é preciso aumentar a cobertura e a eficiência de tais programas, de acordo com o relatório.

FONTE: Envolverde 

8 respostas em “Banco Mundial: Fim da pobreza depende de crescimento econômico

  1. Fico feliz com a noticia de que reduziu para 10% a margem de seres humanos vivendo em extrema pobreza no mundo. talvez o Brasil através dos programas sociais adotados tenham também relação com essa redução. Infelizmente outros países como a África não tiveram a mesma sorte. Mas sabemos que não será apenas esses programas que serão capazes de resolver a questão que é antes de tudo social, a qual carece de projetos sérios de infraestrutural e educação para que não precisemos mais desses auxílios, uma vez que seria muito mais digno viver sem eles. Outra questão pouco debatida é a utilização irracional de nossas terras tão produtivas e férteis, aliadas ao emprego de agrotóxicos que envenenam nossos alimentos, fato que deveria ser tratado com mais atenção por nossas autoridades. Por fim ainda dentro desse assunto, não poderíamos deixar de falar do enorme desperdício de alimentos que existe desde a produção ate o consumo aqui no Brasil e no mundo. Se conseguirmos reduzir também esses números, com certeza muitos poderiam se beneficiar com isso.

  2. Como exposto a taxa de extrema pobreza tem diminuído cada vez mais na África e sul da Ásia, segundo pesquisas daqui a mais ou menos 14 anos a taxa variara em torno de 4%, isso é claro se a economia continuar crescendo como na década de dois mil. Como apontado hoje a taxa de extrema pobreza varia em 10%, uma das medidas para fazer com que esse índice diminua em nosso país pode ser os programas sociais adotados pelos governantes. Tais programas não conseguem logicamente sanar esse vício, é preciso investir em educação, meios para aumentar a taxa de empregados assalariados, entre outros meios. A erradicação da pobreza em todo o mundo é um dos primeiros objetivos adotados pelas Nações Unidas. Hoje o Brasil chega a quase um milhão de famílias que tiveram quedas em seus padrões de vida , tal rebaixamento social tem como consequência o desemprego. Portanto para retomar o crescimento econômico e como consequência diminuir a taxa de pobreza no nosso país dependemos da capacidade dos governos e da sociedade com o intuito de dinamizar a conjuntura econômica internacional.

  3. A melhor distribuição da renda mundial deve ser um dos objetivos principais dos órgãos internacionais. Criar a meta de erradicar a pobreza até 2030 parece bastante interessante, mas ao meu ver muito otimista. Como se vê em vários estudos e levantamentos, a pobreza mundial tem cara, local e até mesmo cor de pele, infelizmente. São nesses locais que os órgãos internacionais devem concentrar seus esforços para que as pessoas vivam com o mínimo de dignidade.

  4. Diante do exposto neste artigo, existe uma esperança quanto a diminuição da taxa de extrema pobreza. Visto que o cenário atual, não esta nada condizente com os dados apontados. Se espera uma diminuição de 10% da porcentagem atual para 4% em 14 anos, isto se contarmos que este momento financeiro do pais não dure o bastante para tornar esta expectativa uma frustação. Para mudança relativa neste cenários, ficaríamos a mercê de politicas publicas, mais atuantes em programas sociais, não sendo a única forma de resolução do problema, mais sim investir em saúde de qualidade, educação e incentivos para que as empresas contratem e gerem empregos. Para tanto ficamos nas mãos dos governantes.

  5. A pobreza está concentrada, principalmente, no hemisfério sul. Isso significa na África e na América Latina. O primeiro continente é o que possui a maior concentração porcentual da pobreza mundial, o que significa que ela tem mais a desenvolver que a América. Outro ponto a se considerar é o fato de que o desenvolvimento do continente africano se deu mais tardiamente que o americano, de modo que recebeu investimentos da Europa e da América do Norte anos depois da América Latina. Isso significa que a África está em um ponto pelo qual a América Latina já passou, e como é visto na história, primeiro um continente se desenvolve rapidamente para depois desacelerar o seu ritmo. O caso é que ambos os continentes citados estão em fases diferentes de desenvolvimento, mas um seguido do outro. Mais tarde, a África passará por essa desaceleração assim como a América Latina já passou por esse rápido desenvolvimento. Sabendo dessa situação histórica, se estabelece uma necessidade de investimento, principalmente das Nações Unidas que têm esse objetivo, para que sejam encontrados meios que evitem essa desaceleração da erradicação da pobreza, fazendo com que ela tenha continuação para a América Latina em 2030 e para que dê continuidade para a África após esse período. As iniciativas de ações sociais são importantes para o desenvolvimento dos países dessas áreas, mas há que se considerar que nesses lugares há muito desvio de verba. Portanto, o mais sensato seria que essas ações tivessem intervenção das Nações Unidas, para que fosse mais eficaz e justo.

  6. A erradicação da pobreza e um dos principais objetivos adotados pelas Nações Unidas.Atualmente o Brasil chega a quase um milhão de famílias que tiveram queda na qualidade de vida.

  7. A pobreza é uma situação altamente preocupante em todos os países. O número de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza é assustador e traz drásticas consequências para os países e consequentemente para toda a economia.
    É lamentável pensarmos que em meio a um mundo tão capitalista, onde a pessoa visa cada vez mais o lucro, existem pessoas sobrevivendo em situação tão desumanas.
    Vamos nos atentar ao lado econômico da situação. Quanto mais pobreza e desigualdade existirem no cenário mundial, menor será o aquecimento econômico, pois os meios de circulação de riquezas ficaram altamente debilitados, uma vez que boa parte da população, que são os consumidores, não estão em condição de poder de compra.
    Esse cenário, gera uma grave repercussão em todos os setores econômicos. Não tendo quem comprar, as empresas param de produzir, estocam produtos, funcionários são mandados em bora e assim sucessivamente.
    Este é um ciclo vicioso que não tem fim, tendo como resultado final, o insucesso, crises econômicas e uma trava na economia mundial.
    Além das questões econômicas, ocorre uma notável queda na qualidade de vida das pessoas, provocando mais quadros de depressão, estresse e consequentemente, mais mortes.
    Concluído, um problema que é aparentemente centralizado, a pobreza, reflete negativamente nas mais diversas áreas, causando serias consequências de ordem econômica e social para os países e desaquecendo o comércio internacional.

  8. A pobreza e desigualdade social é um dos problemas que assola o Brasil. Na última década, o Brasil se preocupou com o desenvolvimento de programas sociais assistencialistas, mas não se preocupou efetivamente com uma economia consolidada. Percebemos que a liberação de crédito em programas sociais como Minha Casa Minha Vida e FIES serviram apenas para maquiar a verdadeira face do Brasil subdesenvolvido. De fato, muitos brasileiros conseguiram cursar o Ensino Superior e comprar a casa própria, mas as custas de crédito liberado pelo governo federal. Hoje vemos uma população desempregada que não consegue pagar aquilo que deve aos bancos estatais. Para o verdadeiro desenvolvimento social e para diminuir a desigualdade, devemos nos preocupar com o crescimento econômico sustentável e inteligente. Diminuir a burocratização, a presença estatal e incentivar o livre mercado é uma das maneiras de se atingir isso.

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