Obesidade e sobrepeso devem ser abordados sem uso de medicamentos, diz Organização Pan-Americana


Dados da OMS revelam que, em 2014, mais 1,9 bilhão de adultos estava com sobrepeso, sendo 600 milhões desses obesos. No Brasil, este número é ainda maior. Organização Pan-Americana (OPAS/OMS) pediu medidas não medicamentosas, dando ênfase às mudanças dietéticas e introdução de exercícios físicos na rotina dos pacientes.

Publicado originalmente em: 01/06/2016

nutri

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) divulgou nesta terça-feira (31) o 7º fascículo da série “Uso Racional de Medicamentos: fundamentação em condutas terapêuticas e nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica”.

A publicação “Obesidade como fator de risco para morbidade e mortalidade: evidências sobre o manejo com medidas não medicamentosas”, escrita pela pesquisadora Lenita Wannmacher, aborda a questão da obesidade como problema de caráter pandêmico e multiétnico, que ocorre tanto em países de baixa renda como de média e alta renda.

Estima-se que, anualmente, os gastos com a doença para os cofres públicos são alarmantes. Dados da OMS revelam que, em 2014, mais 1,9 bilhão de adultos estava com sobrepeso, sendo 600 milhões desses obesos. O número corresponde a 13% da população adulta em todo o mundo.

No Brasil, este número é ainda maior. Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Ministério da Saúde, uma a cada cinco pessoas está obesa, enquanto o sobrepeso já atinge mais de 50% da população.

Os índices são preocupantes, principalmente porque o sobrepeso e a obesidade podem trazer diversas consequências para a saúde da população, entre elas doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de câncer, apneia e hipertensão arterial sistêmica.

Segundo a OPAS/OMS, são necessárias ações reguladoras governamentais e políticas e prioridades da indústria e da sociedade civil para coibir a obesidade e suas consequências sobre a saúde dos indivíduos.

O ideal é que tanto o sobrepeso quanto a obesidade sejam manejados com medidas não medicamentosas, dando ênfase às mudanças dietéticas e introdução de exercícios físicos na rotina dos pacientes.

Neste contexto, a pesquisadora destaca que o primeiro passo para promover o uso racional de medicamentos é avaliar se seu uso é realmente necessário ao paciente, lançando mão de medidas não medicamentosas sempre que possível, visto que muitas vezes essas medidas são mais efetivas, seguras e econômicas.

Acesse aqui a publicação.

Sobre a série ‘Uso Racional de Medicamentos’

O projeto, que conta com a participação de renomados profissionais, é coordenado pela OPAS/OMS em conjunto com a pesquisadora Lenita Wannmacher. Nos próximos meses, serão lançados mais fascículos em português e com linguagem acessível.

A escolha dos temas sobre condutas terapêuticas baseou-se, principalmente, nas dez maiores causas de morte apontadas pela Organização Mundial da Saúde em maio de 2014.

A iniciativa tem o objetivo de fornecer aos profissionais, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) informações confiáveis e isentas, com base nas melhores evidências científicas disponíveis.

Todos os capítulos da série estarão disponíveis gratuitamente para download e poderão ser acessados na área de publicações da página da OPAS/OMS Brasil na internet.

Fonte: ONU Brasil

5 respostas em “Obesidade e sobrepeso devem ser abordados sem uso de medicamentos, diz Organização Pan-Americana

  1. O sobrepeso e a obesidade são realidades cada vez mais numerosas em todo o mundo, logo, se faz mais do que necessária a intervenção das autoridades mundias, por meio da OMS, por exemplo para que políticas de prevenção cura para tais casos sejam efetivos e uniformizados, tendo em vista que é um assunto que aborda a saúde coletiva.
    O uso de medicamentos emagrecedores se mostrou um grande avanço tanto para a indústria farmacêutica ( a maior beneficiada), quanto para a medicina, uma vez que trata-se de um recurso que auxilia bastante nos casos de maior demanda. Entretanto, a grande ressalva feita pela OPAS/OMS é que o uso de tais drogas não pode ser banalizado. Há que se investir na forma natural para a perda de peso ( com o controle da alimentação e a prática de atividades físicas). O incentivo dessa pratica se faz necessário por ser mais efetivo, seguro ( por não danificar o organismo ou causar dependência) e mais econômica, uma vez que demanda uma significativa parcela orçamentária dos cofres públicos.

    • É notável como a prevalência do sobrepeso e da obesidade vem aumentando rapidamente entre as pessoas por todo o mundo, sendo assim considerada um importante problema de saúde pública, tanto para países desenvolvidos como em
      desenvolvimento. No Brasil a situação é alarmante, visto que cerca de 50% da população está em situação de sobrepeso. O sobrepeso e a obesidade contribuem de forma importante para a carga de doenças crônicas e incapacidades. As consequências para a saúde associadas a estes fatores vão desde condições debilitantes que afetam a qualidade de vida, tais como a osteoartrite, dificuldades respiratórias, problemas músculo-esqueléticos, problemas de pele e infertilidade, até condições graves como doença coronariana, diabetes
      tipo 2 e certos tipos de câncer. A grande beneficiada com o crescente uso de medicamentos emagrecedores é a indústria farmacêutica. Acontece que esse não é o melhor e mais saudável dos meios de se buscar a perda de peso, até porque a longo prazo os malefícios de tais medidas são maiores que os benefícios. O ideal é que os problemas relacionados à obesidade e sobrepeso sejam tratados por meio de medidas que priorizam as mudanças alimentares e exercícios físicos na rotina das pessoas, sendo o uso de medicamentos o último recurso.

  2. Um levantamento feito recentemente pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) revelou que num período de 5 anos a população brasileira acima do peso cresceu mais que 7% (para realização dessa pesquisa foram coletados dados em 26 capitais brasileiras). Outra pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revelou quase metade da população brasileira esta acima do peso. Fato incontroverso é a situação alarmante dessa atual conjuntura brasileira de sobrepeso pois a obesidade é uma doença crônica, com diversas consequências graves para a saúde, dentre elas: hipertensão arterial, aterosclerose, insuficiência cardíaca, dispneia (dificuldade de respirar) e fadiga, síndrome de insuficiência respiratória do obeso, apneia do sono, esteatose hepática, litíase vesicular (formação de pequenos cálculos na vesícula), infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária, hiperplasia, osteoartroses, insuficiência venosa crônica, risco anestésico, hérnias, dentre outros. Estudiosos e pesquisadores apontam a má alimentação e o sedentarismo como as principais causas do aumento de peso no Brasil. Médicos apontam como o ideal a se fazer para reverter essa situação é a prática de exercícios e a alimentação saudável.

  3. Brasil, um país que o povo se alimenta mal, uns passam fome, enquanto vários alimentos se perdem todos os dias. É preciso que haja uma orientação nutricional para a população em geral para que tenha hábitos saudaveis, para diminuir os riscos de doença, tais com hipertenção, alta de colesterol dentre outras.

  4. A prevalência de sobrepeso e obesidade vem aumentando rapidamente no mundo, sendo
    considerada um importante problema de saúde pública tanto para países desenvolvidos como para países em desenvolvimento. O sobrepeso e a obesidade contribuem de forma importante para a carga de doenças crônicas e incapacidades. As consequências para a saúde associadas a estes fatores vão desde condições debilitantes que afetam a qualidade de vida, como dificuldades respiratórias até condições graves como diabetes e certos tipos de câncer. Porém, o uso de remédios feito pelas pessoas que encontram-se acima do peso torna-se cada vez mais abusivo, uma vez que desejam uma solução rápida e fácil para o problema. A promessa de emagrecimento, sem a alteração dos hábitos alimentares faz com que muitas pessoas adquiram esses produtos achando terem encontrado a solução para o problema do excesso de peso Assim, estas, não se dão conta das conseqüências do uso inapropriado de tais substâncias. Como todo medicamento, os utilizados no tratamento da obesidade também devem ter a indicação e a supervisão de um profissional especializado, não devendo ser usados indiscriminadamente. Além disso, é bom ressaltar que os resultados só serão satisfatórios e definitivos, se houver a associação do medicamento com planejamento alimentar e exercício físico. Quem quer realmente emagrecer deve ter em mente que a luta contra a obesidade implica em superar as dificuldades, não permitindo que os empecilhos acarretem em desânimo e falta de motivação. Diante disso, é necessário ressaltar que para conseguir um resultado duradouro e satisfatório à saúde, o mais indicado é uma mudança de comportamento com a correção de hábitos alimentares inadequados e o aumento do gasto energético, através do exercício físico. Fazer o uso indevido e excessivo desses medicamentos não trarão benefícios para a saúde destes. Portanto, não há segredos no combate à obesidade, mas sim um empenho permanente para superar todos os obstáculos encontrados e chegar na reta final, com um corpo esbelto e saudável.

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