Bolívia: “Estamos sempre ao lado da Rússia”


Publicado em: 02/06/2016

bolivia russia

Líder boliviano, entrevistado pela Sputnik abordou, entre outros, o assunto da Crimeia.

A Rússia pode contar com apoio da Bolívia no que diz respeito ao reconhecimento da Crimeia, disse o presidente do país Evo Morales, entrevistado pela RIA Novosti.

“Perante qualquer agressão norte-americana, estamos sempre ao lado da Rússia. Seja essa agressão política, econômica, territorial ou militar, o país (a Rússia) pode contar com a Bolívia e com nosso apoio integral”, disse Morales, respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade de seu país tomar passos adicionais para evidenciar o reconhecimento da Crimeia como território da Rússia por parte de La Paz.

“Estamos completamente em desacordo com a política dos EUA na América Latina e não ficamos calados. Graças à unidade do povo boliviano, que foi conseguida devido à libertação da influência da embaixada norte-americana quanto aos assuntos políticos, e do FMI nos assuntos econômicos, o país está muito melhor. E o povo apoia. Somos anti-imperialistas e apoiamos todos os esforços dos outros países anti-imperialistas. Em primeiro lugar, da Rússia, a qual respeitamos e admiramos”, acrescentou.

Fonte: Sputnik

3 respostas em “Bolívia: “Estamos sempre ao lado da Rússia”

  1. Ate onde sei a região da Crimeia está sob disputa desde que foi praticamente anexada pela Rússia, sendo que na ocasião os Estados Unidos em apoio a Ucrânia, fez de um tudo para reverter a situação. Ocorre que nesse assunto concordo com o líder da Bolívia, Evo Morales. Ora pelos elementos território, governo e povo, este ultimo remete a identidade cultural própria dos habitantes…foi o que aprendi na aula de Direito internacional publico, com o eminente professor “Guga”, carinhosamente conhecido assim pelos seus alunos , o povo que vivia naquela região era de total acordo com a anexação pois eram de maioria russa e não se identificavam com a Ucrânia, o que foi aceito em um referendo interno no território, perguntando aos habitantes se eles estariam dispostos a se juntar à Rússia, sendo o resultado, um apoio esmagador à anexação. Não gosto das atitudes de Evo, mas me causa repulsa esta postura imperialista assoberbada dos Eua perante nós aqui do Sul. Infelizmente o Mercosul ainda não atingiu uma maturidade necessária para o enfrentamento econômico ainda imposto a nos por eles.

    • Evo Morales, líder populista de esquerda sul-americano que apoia seu governo, dentre outros aspectos, principalmente na identidade cultural do povo boliviano, que segundo o próprio presidente em praticamente todos os seus discursos, é um elemento chave para unir a nação boliviana. Fica mais do que esperado por parte de um político com tais características narradas compor uma narrativa de combate ao imperialismo norte-americano. Contudo, observando por outra ótica, a Rússia não exerce esse papel no leste europeu e em parte da Ásia, assim como os EUA desempenham nas Américas? A Bolívia, considerando seus objetivos geopolíticos atuais faz jus a uma aproximação com a Rússia, rival histórica estadunidense, sem qualquer necessidade de elencar tantos e tantos episódios no cenário mundial de disputa em todas as esferas (tecnológica/espacial, armamentista/nuclear, ideológica etc.), mas justificar essa aproximação atacando ao imperialismo dos EUA me soa um tanto quanto hipócrita. A própria questão da Criméia é um tanto quanto nebulosa, e essa ocupação talvez seja o exemplo mais evidente no momento de como a ex-URSS vem retomando seu papel de interventora. Um representante político como Evo Morales não possui cautela diplomática em declarar assertivas de apoio amplo e irrestrito, incondicional a outro rival do Tio Sam. Voltando a Criméia, a própria questão do abatimento do avião comercial, supostamente derrubado por armamento russo, mas o governo russo apontar como responsáveis os “rebeldes” da zona ocupada. Enfim, sem a resposta oficial quanto a esse “incidente” vejo a Rússia, com qualquer adjetivo, seja potência econômica e armamentista, menos como um país não imperialista. Diante das ponderações quanto a Rússia, na minha opinião, o apoio boliviano faz sentido mas sua justificativa é incoerente.

  2. Em 1856 a Inglaterra a maior potência militar e econômica da época, iniciou uma guerra com a Rússia pelo território da Criméia. Os ingleses perderam a guerra e a Rússia passou dominar aquele território que no século XX foi cedido para Ucrânia por Moscou. A Criméia é a porta de entrada do território russo pela Europa e isso fez com que Putin tomasse a medida que tomou em virtude da crise política da Ucrânia.
    Partidos alinhados com os EUA tomaram o poder naquele país e o receio que a Ucrânia se tornasse membro da OTAN, isso quase aconteceu e pode acontecer, pode tornar a Rússia mais vulnerável a um possível invasão. Putin não ia e não vai deixar isso acontecer. A Criméia é tida como ponto estratégico militar.
    Os EUA tem bases militares pelo mundo inteiro isso traduz a ideia de política internacional estadunidense. Uma política intervencionista e imperialista como sempre foi a política internacional do Tio San.
    Sendo assim Evo está certo, também não vejo a Rússia como ameaça, pelo contrario o fim da URSS desequilibrou o tabuleiro global fazendo que os EUA tomassem as medidas que tomaram em relação ao Iraque, Síria, Líbia etc. Se tivessem a URSS do outro lado tais medidas não aconteceriam ou seriam mais difícil de acontecer. O equilíbrio de forças sempre foi benéfico.

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