Cúpula Mundial Humanitária da ONU propõe ‘Agenda pela Humanidade’


Publicado originalmente em: 20/05/2016

Evento, que reunirá líderes mundiais de diversas áreas, acontece em Istambul segunda e terça-feira (23 e 24 de maio).

O mundo atravessa um momento crítico. Testemunha-se o maior nível de sofrimento humano desde a Segunda Guerra Mundial. Em vista desse cenário, pela primeira vez em 70 anos de história das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convoca uma Cúpula Mundial Humanitária.

A proposta é estimular uma ação global imediata para por fim ao sofrimento de milhões de mulheres, homens e crianças afetados por conflitos e desastres.

Em 2016, mais de 125 milhões de mulheres, homens e crianças em todo o mundo necessitam de assistência humanitária. Nunca, desde a Segunda Guerra Mundial, tantos foram forçados a deixar seus lares: mais de 60 milhões de pessoas, metade delas crianças.

O custo humano e econômico de desastres tem aumentado, e os impactos da mudança do clima se tornam mais profundos. A previsão é de que desastres serão mais frequentes e graves.

A Cúpula Mundial Humanitária em Istambul, entre 23 e 24 de maio, pretender ser o marco de uma grande mudança na maneira como a comunidade internacional previne o sofrimento humano ao preparar-se para responder a crises.

Na cúpula, líderes mundias devem assumir responsabilidades com a população mundial, ao se comprometerem com levar adiante a ‘Agenda pela Humanidade’, proposta pelo secretário-geral da ONU, que traça uma rota para a mudança.

Nova Agenda pela Humanidade

O chamado do secretário-geral baseia-se em um processo de três anos de consulta, que alcançou mais de 23 mil pessoas em 153 países.

O resultado é o convite a líderes mundiais de todos setores do governo e da sociedade para apoiar cinco responsabilidades cruciais: (1) Prevenir e por fim a conflitos; (2) Respeitar regras de guerra; (3) Não deixar ninguém para trás; (4) Trabalhar de diferentes formas para eliminar carências; e (5) Investir na Humanidade. Acesse na íntegra clicando aqui. Outros documentos, clique aqui.

A Agenda pela Humanidade dispõe as ações-chave necessárias para dar resposta às cinco responsabilidades essenciais. Para as Nações Unidas, garanti-las é um imperativo moral e uma necessidade estratégica para confrontar os atuais desafios globais.

Em 2015, líderes mundiais demonstraram que é possível unir-se e enfrentar desafios globais. Eles entraram em acordo sobre novas estruturas para a redução de risco de desastres e sobre o financiamento do desenvolvimento ao adotar os históricos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e chegaram a um acordo sobre o clima.

Em 2016, o desafio é aproveitar esse momento e agir de forma a garantir que ninguém seja deixado para trás. Na Cúpula Mundial Humanitária, o secretário-geral convocará líderes globais e locais a comprometerem-se com uma ação coletiva e com a Agenda pela Humanidade.

Para as Nações Unidas, todos têm seu papel para assegurar essa Agenda. Por isso, a Cúpula reunirá líderes de governos, empresas, organizações internacionais e regionais, organizações humanitárias, redes comunitárias, academia e sociedade civil.

Trabalhando em parceria, é possível realizar importante mudança na maneira como a comunidade global previne o sofrimento humano, ao preparar-se e reagir a crises, assim como garantir que a Cúpula seja um ponto de partida para que se coloque o fator humano – a segurança das pessoas, a dignidade e o direito de prosperar – no coração das decisões globais.

Fonte: ONU Brasil

10 respostas em “Cúpula Mundial Humanitária da ONU propõe ‘Agenda pela Humanidade’

  1. Atualmente estamos vivendo uma das maiores crises humanitárias desde a segunda guerra mundial, vemos muito sofrimento espalhado pelo mundo, através de guerras, crises econômicas, desastres ambientais e impactos cada vez maiores e frequentes na mudança do clima. Devido ao cenário atual o secretário-geral da ONU, Ban Ki- Moon convocou uma Cúpula Mundial Humanitária, com propósito de estimular uma ação global para pôr fim ao sofrimento de milhões de pessoas. Líderes mundiais assumiram responsabilidades com a população mundial de levar adiante a “agenda pela humanidade”, dentre eles o Brasil, que aderiu aos cinco compromissos centrais propostos. A cúpula está sendo o primeiro passo, pois visa uma mudança na mentalidade da prevenção dos conflitos e não soluções concretas para o momento. Para que este número de pessoas não aumentem, a comunidade internacional deve se unir e enfrentar os desafios, colocando a humanidade em primeiro lugar.

  2. Concordo em gênero numero e grau acerca do exposto no texto acima. Achávamos que com a herança deixada pela 2ª Guerra mundial, que dizimou milhões de pessoas, retrocedendo o desenvolvimento social humano em centenas de anos, iríamos manter uma agenda pela humanidade, deixando o egoísmo capitalista, próprio dos países que competem entre si , para uma visão holística e de caridade para com nossos irmãos que vivem em situações degradantes passando fome e submetidos a conflitos que sequer sabem o motivo. Ao revés, o que vemos é a total indiferença pelo sofrimento alheio. O Brasil, ao que pese não estar em guerra com nenhum pais, tem infelizmente outro tipo de guerra, uma guerra interna, nos guetos, favelas e vilas. Milhares de jovens negros e pobres em sua maioria. Dizimados diariamente pelo estado, de todas as formas, desde a fome, doenças e falta de hospitais e por, fim a bala que sai das pistolas e fuzis das policias que não só matam como também morrem num confronto alimentado pelo trafico de drogas que ultrapassam as fronteiras desprotegidas .

  3. O vídeo acima nos faz pensar de quantas pessoas tiveram essa indagação, de fazer essa escolha tão impossível, que é, por exemplo, “para qual criança dar o único salva vidas?” Situações como estas são cada vez mais comuns na sociedade em que vivemos, mas não se trata somente de dar o único salva vidas para uma criança que está dentro do barquinho minúsculo na travessia de um mar perigoso vai, além o sentido desta pergunta trata-se porque não aumentar o número de ‘salva vidas’ e distribui-lo para todos? Por que temos que chegar nesta calamidade para tentarmos salvar os que ainda restam? Quantas vidas se perderam até que os líderes de cada país se reunissem para tomarem alguma atitude? Temos que pressionar sim, reivindicar os nossos direitos para que não faltem ‘ salva vidas’ para nós e nossas crianças. Tem muito humano não praticando a humanidade.

  4. Hoje podemos dizer que vivemos em um mundo onde há um grande número de pessoas passa por situações desumanas, sofrimento e dor . Basicamente os motivos decorrem do grande número de guerras cíveis, miséria em diversas partes do mundo e desastres naturais, ou até mesmo provocados pelo próprio homem. Decorrente de tal situação o secretário da ONU convocou a cúpula Mundial Humanitária. O Brasil é um dos membros da cúpula, que tem objetivo dar fim e prevenir conflitos existentes no mundo. A cúpula tem como responsabilidades prevenir e por fim aos conflitos, que as regras de guerra sejam respeitadas por todos que participarem de tal ato, trabalhar para eliminar carências, investir na humanidade e entre outros objetivos com o intuito de minimizar o sofrimento humano.

  5. Pertinente e relevante a proposta da cúpula mundial humanitária da ONU em propor a Agenda pela Humanidade, isto porque e necessário que nos lembremos sempre de compromissos firmados após conflitos armados, vide segunda guerra mundial, para que evitemos situações parecidas nos tempos atuais.
    Tal agenda poderá renovar os valores referentes à direitos humanos que as nações que compõem a ONU alçaram à condição de essenciais.
    Infelizmente vivenciamos tempos de instabilidade no que tange a garantia de direitos humanos, com a presença e atividade de grupos terroristas, conflitos armados, dentre outras situações que resvalam na vida cotidiana dos cidadãos, as quais podem ser consideradas de cunho desumano.
    Lado outro, não podemos nos esquecer da necessidade do compromisso de evitamento de intervenções militares para a resolução de conflitos, sendo a agenda o meio ideal para debater, minimizar e resolver os problemas postos.

  6. Em meio a tantos conflitos cruéis e sangrentos que tiram a vida de centenas de pessoas e deixam outras tantas desamparadas e sem sua família (especialmente crianças que perdem e se perdem de seus familiares ao tentarem se refugiar em outros países) e a tantas catástrofes naturais provocadas pelas alterações climáticas, que e tornarão cada vez mais frequentes, a atitude da ONU de criar a “Agenda pela Humanidade” se mostra de uma necessidade imensa para que os líderes dos países membros possam auxilar o máximo que puderem para que a grande maioria dos problemas causados pelos conflitos e pelos desastres naturais e, também, a grande maioria do que causa tudo isso sejam controlados. É função dos países, principalmente das grandes potências mundiais, amparem essa situação para conseguir controlá-la da melhor forma possível.

  7. A crise mundial devido a conflitos de diversas naturezas enseja a propositura da agenda pela humanidade. Tal atitude é um chamado universal para que os lideres de todos os países membros possam juntos buscar uma solução para os problemas atuais. A notícia mostra a situação alarmante em que nos encontramos pois ela trata que nunca houve tanto sofrimento humano desde a segunda guerra mundial, podemos perceber isso no dia a dia seja por meio dos noticiários que tratam de situações mais distantes ou seja por situações próximas a nós. Notícia excelente, pois demonstra que há uma busca contínua pela mudança e pelas melhorias afim de minimizar o sofrimento humano.

  8. A instituição de uma agenda pela humanidade é urgente e de alta relevância, visto que grande parte da população mundial vive em situação precária e os conflitos que vem ocorrendo só estão contribuindo para piorar a situação dessas pessoas. Por isso, é muito importante que a ONU tenha criado esse projeto que, acima de tudo, enfatiza a não distinção entre aqueles que precisam de ajuda, sem diferenciação de cor, raça, língua ou religião, como dito pelo Presidente da Turquia na Cúpula Mundial Humanitária em Istambul, em maio desse ano. A Cúpula reuniu cerca de 9 mil participantes de 173 países e entre os principais compromissos assumidos estão o empoderamento das mulheres e a proteção da saúde e desenvolvimento dos jovens, destacando a importância da participação e liderança destes.

  9. Excelente proposta a Cúpula Mundial Humanitária, pois é extrema importância acabar com o sofrimento da população afetada pelos conflitos e desastres.
    A convocação dos líderes mundias contribuirá para ajudar a resolver conflitos futuros nas nações.
    A união entorno da agenda humanitária, ou seja, o trabalho em parceria ( com a participação dos governos, empresas e até mesmo da sociedade civil ), será importante para diferenciar a maneira como a sociedade enxerga o próximo contribuindo até mesmo para um melhor desenvolvimento humano.

  10. A proposta Agenda pela humanidade é uma iniciativa que evidencia exatamente a cooperação entre países, já que uns dos seus objetivos é investir na humanidade e respeitar regras de guerras. E esse é um acordo firmado não só entre líderes de governo, mas também entre empresas. Essa proposta é excelente, já que um país pode cooperar para o desenvolvimento da humanidade e contribuir indiretamente com outros países. Essa proposta também contribui para evitar possíveis conflitos futuros, já que o que “está em jogo” é o bem da humanidade! Quanto mais países aderirem a essa proposta mais força terá essa iniciativa e com isso, mais e mais conflitos poderão ser resolvidos de maneira pacífica e também a cooperação entre os países poderão se tornar cada vez mais forte!

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