ONU deve mudar para ser mais relevante e combater desafios atuais, diz chefe da Assembleia Geral


Durante debate de alto nível sobre paz e segurança, Mogens Lykketoft enfatizou que, embora a ONU tenha realizado bons feitos em alguns aspectos, a Organização ainda permanece insuficientemente equipada para cumprir o seu objetivo primordial, que é preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra.

Publicado originalmente: 17/05/2016

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Para responder mais rapidamente às atuais e futuras ameaças à paz e à segurança no mundo, as Nações Unidas devem tomar medidas concretas que incluem soluções políticas para a sustentação da paz, para a promoção de sociedades prósperas e estáveis e para a prevenção e o combate ao terrorismo e ao extremismo violento, advertiu o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mogens Lykketoft, durante encontro na semana passada (10) em Nova York.

Na abertura do debate de alto nível sobre a paz e a segurança, Lykketoft enfatizou que, embora a ONU tenha realizado bons feitos em alguns aspectos, a Organização ainda permanece insuficientemente equipada para cumprir o seu objetivo primordial, que é preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra.

“Hoje, 70 anos após a fundação da ONU, refletimos sobre os tempos em que a ONU foi bem-sucedida e acerca dos momentos em que falhou em cumprir esse objectivo. Olhamos para trás para determinar como a instituição pode fazer melhor, hoje e no futuro”, disse.

“Neste ano do seu 70º aniversário, seguindo os comentários recentes sobre a construção da paz, sobre a questão das mulheres e da segurança, temos uma oportunidade de mudar radicalmente essa realidade. E felizmente estamos em um bom momento para o multilateralismo “, completou.

Lykketoft ainda elogiou a ONU por criar uma estrutura que ajuda a conter as maiores potências do mundo, mobilizando centenas de milhares de tropas e bilhões de dólares para as operações de paz e de proteção aos direitos humanos.

O presidente da Assembleia Geral destacou que a Agenda de 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas fornecem aos Estados-membros um quadro favorável para um mundo mais pacífico, próspero, inclusivo e sustentável.

Além disso, ele disse que o acordo nuclear iraniano e a ação do Conselho de Segurança sobre a Síria, realizada em dezembro do ano passado, prova que a ONU ainda pode ajudar poderes globais e regionais a resolver suas diferenças.

O vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, destacou que, embora o Sistema ONU seja “totalmente comprometido” com a sua agenda de reformas, a Organização não pode alcançar as mudanças sozinha.

“Precisamos dos Estados-Membros para defender esta mudança. Precisamos do engajamento, supervisão e investimento político e financeiro de todos os integrantes”, ressaltou.

Fonte: ONU Brasil

5 respostas em “ONU deve mudar para ser mais relevante e combater desafios atuais, diz chefe da Assembleia Geral

  1. Durante encontro das Organizações das Nações Unidas – ONU, realizada em Nova York aos 10/05/2016, no 70° ano de seu aniversário, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mogens Lyketoft, destacou a necessidade de desenvolver políticas condizentes com a realidade atual, com o fito de conter as ameaças à paz e à segurança. Jan Eliasson, vice-secretário-geral das Nações Unidas, ressaltou que para alcançar estes objetivos é necessário o engajamento de todos os Estados membros, apoiando politicamente e financeiramente os projetos vindouros. Com isso, espera-se que sejam, de fato, tomadas medidas concretas de prevenção e combate ao terrorismo e ao extremismo violento, garantindo, portanto, certa estabilidade e ordem no cenário internacional.

  2. A Organização das Nações Unidas, criada em 1945 no cenário de pós-guerra, ocupa papel de destaque na conjuntura internacional, seja na mediação dos diálogo entre os seus membros, nas discussões acerca do cenário bélico promovidas em seu Conselho de Segurança, na promoção de campanhas humanitárias, dentre outras inúmeras atribuições. Atualmente, vive-se um cenário de grande insegurança devido aos recorrentes acontecimentos: violações aos Direitos Humanos através do globo, consolidação de organizações terroristas com moldes contemporâneos e abrangência mundial devido à Internet, rupturas e desgastes institucionais em países em desenvolvimento, o problema constante do trabalho escravo e miséria em países subdesenvolvidos, dentre outros. Faz-se necessária, portanto, a intervenção da ONU através de ações efetivas em bem estruturadas e, se possível, em conjunto com os países afetados, para minimizar ou erradicar tais questões, possibilitando um cenário mais ordeiro em âmbito internacional.

  3. A ONU, em 70 anos de amadurecimento político-social, finalmente constatou aquilo que a muito já havia sido percebido: tomar para si, enquanto organização – não representante de determinados países – o papel de protagonista no combate a conflitos de quaisquer natureza que, de certa forma, ameaçam a segurança global.
    Talvez em função de uma orientação política escusa, a ONU se omite frente a determinados conflitos, enquanto assume o timão de outros. A crise – e as soluções propostas – no Oriente Médio caminha na direção oposta das soluções encontradas, por exemplo, na gênese da organização, quando se resolveu, em parte e com muitas ressalvas, o problema do Estado de Israel. Os esforços empregados nesta empreiteira, a princípio pacíficos, se distanciam cada vez mais daqueles despendidos (ou não) no atual cenário do Oriente Médio, que tem um viés muito mais bélico e conflituoso.
    É com satisfação que recebemos tais notícias, que denotam, por parte da ONU, compromisso com a paz mundial e mostram boa vontade em aceitar o que chamam de “multilateralismo”. Aguardamos na esperança de que assumam o papel que lhes cabe: de agentes diretos da Paz e defensores dos Direitos Humanos de todos – não de alguns.

  4. Nas relações internacionais existem várias correntes de pensadores que possuem diferentes visões de mundo. Foi de uma dessas correntes, a liberal, que veio a ideia de organizar os Estados através de um tipo de governo mundial. A criação de uma instituição internacional teria por objetivo impedir novas guerras e esse discurso foi visto pelo presidente da assembleia geral. Ainda se percebe um acréscimo de ideias com relação a proteção de direitos humanos e da promoção dos direitos das mulheres. Esse tipo de debate fomenta a necessidade de novas formas de pensar sobre as RI que estão sendo discutidas como um “quarto debate” entre os dissentes em um modo diferente após o fim da guerra fria com acréscimo de novos problemas. Ainda, o ideal de manter a paz mostra como teses tradicionais continuam vigentes junto à novas perspectivas, o que ilustra a “lente” usada por cada pessoa para explicar as relações internacionais de acordo com seus próprios valores.

  5. É possível se fazer uma abordagem comparativa em relação a noticia e uma analise das relações internacionais no que tange a perspectiva de que é possível observar padrões que se repetem e todas relações sociais entre as pessoas e nas relações internacionais entre estados, vez que se noto o interesse de órgãos mundiais como a ONU pela preservação da paz e promoção de sociedades mais prosperas e desenvolvidas, o que reflete um interesse individual dos Estados e geral da população. Tal como mostrado no livro sociedade anárquica de Hedley Bull, os Estados possuem uma convergência de interesses que os fazem se unirem em prol de uma coletividade para que tais interesses sejam assegurados .

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