A recuperação da atividade econômica em meio a crise política, por Ricardo Amorim


Publicado originalmente em: 11/03/2016

O Produto Interno Bruto brasileiro encolheu 3,8% em 2015, a maior queda desde 1990. E as previsões são de que o Brasil tenha ainda mais dois anos de retração, o que não acontecia desde a queda da Bolsa de Nova York, em 1929.

A crise política tem afetado a confiança de investidores, empresários e consumidores, desacelerando os investimentos e agravando a recessão.

O economista Ricardo Amorim faz uma análise das crises pelas quais já passamos e traça possíveis cenários e caminhos para a recuperação da atividade econômica.

Fecomercio SP

3 respostas em “A recuperação da atividade econômica em meio a crise política, por Ricardo Amorim

  1. Na entrevista publicada acima, o economista Ricardo Amorim opina sobre a atividade econômica em meio à crise política e seus reflexos na economia nacional. O parâmetro de comparação utilizado por ele já nos remete diretamente ao contexto internacional, quando projeta que o país terá, ainda, pelo menos mais dois anos de retração, algo inédito desde a Grande Quebra da Bolsa de Nova York, em 1929.
    Apresentando dados do Produto Interno Bruto do país, o economista prevê tempos difíceis para o brasileiro, o que é agravado ainda mais pela crise e instabilidade políticas que anuviam os céus do Brasil.
    Diante da insegurança política e jurídica, o país tem cada vez mais afastado investidores, trazendo os mais diversos e perverso reflexos da crise econômica que assola o globo, mas que, em determinados locais, tem consequências muito mais graves, como o desemprego, inflação descontrolada e a alta da taxa de criminalidade.

  2. Ricardo Amorim, renomado economista brasileiro, considerado pela revista Forbes como a mente mais influente do país, atrai milhares de espectadores em suas palestras e, principalmente, no programa Manhattan Connection (Globo News). Na entrevista em análise,o resultado prova sua fama: uma brilhante exposição acerca do tema da crise econômica atual.

    Amorim inicia sua exposição analisando o cenário nacional, que, segundo ele, a partir do segundo mandato de Dilma Rouseff, passou a enfrentar não só uma crise de cunho econômico, mas também político. Dessa forma – nas palavras do economista – entramos num ciclo de desastres, uma vez que a situação que já não era boa, ficou ainda pior, como prova a grande recessão que o país enfrenta.

    Não é possível saber quando a crise política irá acabar. No entanto, a solução em termos macroeconômicos é possível: 1) reduzir a dívida externa e compensá-la com aumento de produtividade interna; 2) segurar a inflação;

    Em seu livro recém-lançado, “Depois da Tempestade”, Ricardo Amorim expõe com propriedade macroeconômica que pela análise da queda do PIB nacional, estamos próximos do fundo do poço; isto é, a recessão é tão forte que não há como reduzir mais o produto interno. Nesse sentido, a economia retorna a crescer. A dificuldade, no entanto, é que o governo reduza a despesa e dívida públicas, realize o ajuste fiscal para conter a inflação e inicie políticas de austeridade fiscal, como é o caso de alterar os fatores previdenciários.

    Ele acredita, por fim, que depois de cenários de grande contração – como é nosso caso atual -, a tendência é que haja um grande crescimento da economia. Por isso o nome de seu livro – “Depois da Tempestade” – acreditando na possibilidade de mudança para melhor do país.

  3. Para o bom desenvolvimento econômico como dito no comentário anterior é necessário uma base regulamentar propícia ao fomento comercial, os agentes econômicos tem que sentir-se seguros para então seguir no exercício de suas atividades, o mercado é então influenciado a todo momento por essa regulamentação que busca a saúde do mercado. Em um país onde a regulamentação é feita de forma insegura , de modo imprevisível , gerando temor nos agentes econômicos, tendem a cominar na ação desses agentes de modo atenuar sua participação ou até mesmo buscar o desvencilho deste mercado, assim vai gradativamente causando um ambiente tendente ao encolhimento econômico e esse é o principal motivo apontado pelo economista para a crise brasileira. A imensa instabilidade política carrega consigo a inafastável reflexão: Se os responsáveis por manter o mercado em um nível de segurança desejável estão em constante conflito, em constante mutação de entendimentos, é normal que gere a estes agentes a dita insegurança e assim se chega ao resultado indesejável que nos encontramos. O economista diz em seu livro “Depois da Tempestade” duas coisas que resumem bem o seu discurso: O ponto inicial para a recuperação econômica com a volta da confiança dos investidores só seria possível com a troca de governo já que este não gerou estabilidade econômica alguma, sequer manteve a passada, sendo um péssimo agente e regulador econômico. A segunda é a defesa de que quanto menor o governo maior o brasil (referindo-se claramente a economia) , caracterizando seu pensamento liberal, mas ainda assim no mesmo livro lembra que esse “governo menor” é em relação ao Estado empresário, ao Estado intervindo diretamente na atividade econômica em sentido estrito (conceito de direito econômico), e não quanto ao Estador Regulador, a regulação apenas não pode ser excessiva a fim de não sufocar o mercado, o que não significa que deve se abster da regulamentação, o critério deve ser a razoabilidade.

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