Casa Branca admite a possibilidade de novos ataques aéreos contra Dash, na Líbia


Postado em: 16/05/2016

dash

“Os EUA já realizaram ataques contra alvos do Daesh na Líbia e, quando for necessário realizar ataques adicionais, para proteger americanos, farão isso novamente sem hesitar”, disse Earnest. 

“O presidente já emitiu ordens de ataque às instalações militares do Estado Islâmico na Líbia antes, e isso continua sendo uma opção possível. No entanto, isso não acontecerá de modo a substituir o desenvolvimento das capacidades do governo central, para que o mesmo garanta a segurança do país e combata o Estado Islâmico”, adicionou o oficial do governo norte-americano.

Earnest comentou o anúncio sobre a retirada parcial do embargo de armamentos adotado contra Tripoli, feito em Viena nesta segunda-feira. Segundo o secretário de Estado, John Kerry, o embargo de armamentos continuará em vigor, mas com excessões, de modo a permitir a venda de armas necesssárias para o combate com o Daesh e outros grupos terroristas.

A partir de 31 de março, um novo governo de unidade nacional começou a operar no país, sob a liderança do primeiro-ministro Fayez al-Sarraj. O novo governo espera restaurar a unidade do país que, desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, vive em estado de caos político e institucional. Algumas regiões da Líbia encontram-se sob o controle de grupos terroristas.

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Fonte: Sputnik

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Sobre Ian M. M. Duarte

Amante — permita-me o pleonasmo! — apaixonado de Fantasia. Explorador ocasional de Sci-Fi e Terror. Jogador ardoroso de videogames e cardgames, os quais tiveram suas jogatinas suspensas — temporariamente — por falta de tempo. Grande apreciador de RPG, apesar de nunca ter tido a oportunidade de me aventurar (algum dia irei, no entanto!). Bem, chega de falar de mim. Traguemos, por derradeiro, a palavra de um de meus autores favoritos, George R. R. Martin; um ensinamento que carrego para a vida: "Um leitor vive mil vidas antes de morrer; o homem que nunca lê, apenas uma." Lembre-se disso. Sempre.

4 respostas em “Casa Branca admite a possibilidade de novos ataques aéreos contra Dash, na Líbia

  1. Não sei o restante do mundo mas eu vejo uma hipocrisia tamanha quando os EUA se refere à mais um dos frutos de sua inacreditável soberba. Sim, o grupo terrorista intitulado Estado Islâmico teve como seu maior propulsor a, no mínimo, questionável política internacional norte-americana. É só olharmos para pouco mais de uma década atrás quando o então presidente Jorge W. Bush declarou guerra à al-Qaeda em virtude dos ataques de 11 de setembro, realizando a partir daí sucessivos ataques à países do Oriente Médio, principalmente o Iraque em busca de dizimar o grupo e por fim ao bode expiatório da vez, Osama bin Laden. seguiu-se a guerra, trilhões de dólares foram gastos até que mudanças de poder houveram com Obama assumindo a presidência da Nação Forte e atendendo o clamor dos cidadão e mais especificamente das famílias dos milhares de soldados americanos que permaneciam no Iraque, resolveu convocar as tropas de volta para casa. O mundo aplaudiu e os grupos rebeldes mais ainda já que agora teriam espaço e condições de botar seus planos em prática. Já na bastasse tudo isso, o país das oportunidades incentiva a primavera árabe, que, além do belo nome tinha como objetivo fazer descer goela abaixo o conceito de democracia ocidental numa parte do mundo que só conhece o significado do autoritarismo, do mando unilateral. Nobre objetivo? Talvez, a certeza é que sempre há um jeito certo de fazer as coisas. Comunidade Árabe em ebulição, um ditador caindo após o outro, seriam boas novas da mudança? Bom, fracasso define, o plano dos poderosos desceu por água abaixo. Resultado: Oriente Médio fora do controle, anarquia quase total, terreno fértil para grupos que adotam discursos messiânicos tomarem a frente. Abu Musab al-Zarqawi um muçulmano fundamentalista e guerrilheiro da al-Qaeda que foi mantido preso durante a intervenção militar americana no Iraque é liberto com o fim do apoio dos soldados americanos ao governo iraquiano, começou a congregar os demais presos e a população desolada pela guerra, a cada ano que passou o grupo foi crescendo e sendo notado pelos EUA em razão dos inúmeros ataques sanguinários e a forma violenta como agiam, sempre declarando seu ódio ao Ocidente. Desde então o Estado Islâmico ou Daesh como preferem alguns se tornou o grande problema do mundo. Os principais responsáveis relutaram em pôr homens em campo para combate, até que viram sua soberania ameaçada pela Rússia e resolveram arregaçar as mangas. Parece que a América do Norte nunca irá aprender com seus erros, mas, será mesmo que essas tragédias anunciadas são realmente consideradas erros para os interesses dos EUA? Ou seria melhor dizer sucesso? Cabe reflexão de apurado senso crítico.

  2. É interessante perceber que a autoproclamada primavera ou revolução árabe levou a criação de grandes vácuos de poder em toda região nas quais os governos autoritários entraram em colapso, ante o clamos popular.

    Tal processo se dá em virtude da grande falta apoio dos países que detém aparato militar a administrativo no intuito de auxiliar tais governos a se organizarem, de modo que suas respectivas fragilidades levaram a este grande vácuo de poder estabelecido atualmente.

    Tal política de prevenção do fortalecimento do poderio do Estado Islamico, via ataques colaterais, não será efetiva, visto que a raiz real do problema não está sendo abordada.

    Tais bombardeios levarão apenas a um breve impacto a tal grupo e a uma grande perda de civis visto que tais ações se dão no ambito urbano em áreas densamente povoadas.

  3. Conforme mencionado pelo autor Martin Wight, em seu livro A política do poder, “uma potência é um estado moderno e soberano em seu aspecto externo, e quase pode ser definido como a lealdade máxima em defesa da qual os homens hoje irão lutar”. Dessa forma, ao meu ver, ser uma potência ou ser considerado como um país soberano acarreta muitos impactos globais. Ter domínio sobre o armamento, a economia e as demais potencias mundiais acarreta uma superioridade por vezes devastadora, como é o caso dos Estados Unidos da América. Sua interferência em países orientais por interesses nem sempre tão claros, acaba por destruir e modificar a paz social de determinada cultura, o que deveria ser impedido. Infelizmente, por se tratar de uma potência de alto calão, não são realizadas medidas para impedir que esse massacre continue. Os noticiários mostram a situação precária em que a sociedade civil dos países em que os Estados Unidos declarou guerra se encontram, algo completamente desmedido. Por isso, concluo que ser uma potência depende de cautela e compreensão para com outros países, para que a superioridade do poder não acabe por passar por cima dos interesses de outros países.

  4. A Primavera Árabe foi uma insurgência contra os governos autoritários em países do Norte da África e do Oriente Médio. O que se vê 6 anos depois de seu início e que a maioria dos países que dela participaram estão em situações iguais ou piores do que estavam. A Líbia é um desses casos. O país que tinha o maior IDH da África, hoje se vê totalmente instável em questões políticas e econômicas. Não se defende aqui que os governos autoritário seriam melhores, apenas se faz uma análise fática de como o país se mostra vulnerável a intervenções externas. Os EUA por exemplo, deram total apoio aos rebeldes quando se iniciou a onda de revoluções, o que foi visto com bons olhos pelo povo Líbio, inicialmente. Porém, mesmo após a queda do ditador Kadafi, os EUA continuou a intervir no país, direta ou indiretamente. A intenção desses ataques, segundo os EUA, é combater grupos terroristas do Estado Islâmico. O que se esquece é que essa “Guerra ao Terror” chefiada pelos EUA, acaba por atingir e matar centenas de civis que nada tem a ver com isso. A ironia da história é que agindo assim, os EUA tem uma atuação similar às dos grupos terroristas. Pode-se perguntar então, se esse seria o real motivo de tantas intervenções, ou se é apenas uma desculpa para a ampliação e refirmação de poder dos Estados Unidos da América.

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