EUA e China reforçam compromisso com acordo de Paris


Publicado Originalmente: 04/06/2016

Faltando apenas três semanas para a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, que será realizada na sede das Nações Unidas, em Nova York, as duas principais potências globais em matéria de mudanças do clima, Estados Unidos e China, reforçaram seus compromissos com os objetivos do tratado.

Em comunicado conjunto publicado na última quinta-feira (31/03), Washington e Pequim afirmaram que assinarão o Acordo durante a cerimônia em Nova York e que tomarão os “respectivos passos domésticos” para a sua ratificação ainda neste ano.

A mensagem reforça a possibilidade de que o Acordo de Paris entre em vigor até o final de 2016. De acordo com o texto aprovado durante a última Conferência do Clima (COP 21), em dezembro passado na capital francesa, o Acordo vigorará assim que 55 países representando, ao menos, 55% das emissões globais, entreguem a ratificação do documento junto às Nações Unidas. Somente Estados Unidos e China representam cerca de 40% das emissões do mundo.

Por ora, apenas três países dos 193 que concordaram com o texto final em Paris concluíram o processo de ratificação do Acordo, todos pequenas nações insulares do Pacífico – Fiji, Palau e Ilhas Marshall.

Uma hipotética entrada em vigor do Acordo de Paris ainda em 2016 aproveitaria uma brecha aberta pelo texto finalizado na COP 21. Durante o longo processo de negociação do Acordo, o prazo geralmente citado para seu início prático era 2020, para coincidir com o final do Protocolo de Quioto, o instrumento legal internacional atualmente em vigor para contenção das emissões globais de gases de efeito estufa. No entanto, no texto final, esse prazo simplesmente desapareceu, dando lugar paro início automático do Acordo a partir da ratificação por 55 países representando 55% das emissões globais.

Ainda que possível, uma antecipação da entrada em vigor não deverá ter impacto prático, já que muitos dispositivos e regras fundamentais para o funcionamento do Acordo de Paris ainda precisam ser definidos pelos negociadores nos próximos anos, o que atrasaria qualquer efetividade prática até, pelo menos, 2018. No entanto, entende-se que esta antecipação, ainda que meramente simbólica, serviria como um sinal importante de comprometimento dos países com os objetivos de redução de emissões e combate efetivo às mudanças do clima.

FONTE: Página22

7 respostas em “EUA e China reforçam compromisso com acordo de Paris

  1. O acordo de Paris marcou um momento decisivo de transformação para reduzir os riscos da mudança climática, foi um momento de colaboração entre as nações que transformará gerações e contribuirá nao apenas nos aspectos ambientais mas também sociais.
    Um passo antes impensado que agora vem nao só sendo posto em prática como principalmente recebendo apoio de duas grandes potências, tendo se em conta, que uma delas, durante séculos manteve-se inerte no que se refere a precauções ambientais.
    Tal atitude, por parte das potências Estados Unidos e China, terá uma repercussão deveras favorável, influenciando demais países a aceleraram o processo de ratificação do Acordo, o que porá o mesmo em prática quanto antes.
    Ademais, espera-se que o investimento de 100 bilhões de dólares por ano, por parte dos países desenvolvidos, em medidas de combate å mudança do clima e adaptação em países em desenvolvimento, traga benefícios para as populações que integram os mesmos, preparando o terreno para o progresso na erradicação da pobreza, no fortalecimento da paz e na garantia de uma vida de dignidade e oportunidade para todos.

    • O Acordo de Paris, adotado na 21 Conferência das Partes (COP21), tem como principal objetivo fortalecer o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e reforçar as medidas contra o impacto decorrentes das mudanças climáticas. Para que comece a vigorar, necessita da ratificação de pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões de GEE.
      Para o alcance do objetivo do acordo, os governos construiram as chamadas Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas (iNDC), onde cada nação apresentou sua contribuição de redução de emissões dos gases de efeito estufa.
      Segundo o Ministério de Meio Ambiente, a iNDC do Brasil compromete-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Para isso, o país se compromete a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.
      O reforço dos compromissos das duas principais potências mundiais, Estados Unidos e China, é de suma importância para o acordo, visto que representam cerca de 40% das emissões globais e têm uma grande influência sobre os outros países para a ratificação do acordo.
      Apesar de ser bastante significativo, esse não é o primeiro acordo para tentar diminuir a emissão de gases. Espero que dessa vez os países se comprometam e tratem o assunto com mais seriedade e urgência.

  2. O meio ambiente sempre é um assunto em voga, vivemos em um espaço delimitado e precisamos conseguir conviver bem, pois toda a humanidade sente os efeitos da poluição, do desmatamento, dos desastres envolvendo os rios e os mares.
    O planeta terra é um ecossistema equilibrado, quebrar a homeostase pode ser perigoso, pois desencadeia alterações no período de chuvas em lugares diferentes, fato esse que modifica a época dos frutos e legumes.
    A emissão de CO2 é um ponto discutível com os dois países, ambos se recusaram a assinar o protocolo de Kyoto e são as duas maiores emissoras de KFC e derivados da combustão em razão do grande número de indústrias em seus territórios.
    A participação desses dois Estados no acordo de Paris, mostra que toda a comunidade internacional está se unindo para evitar que a temperatura continue aumentado e produzindo efeitos danosos em todo o mundo.

  3. Os debates dobre o meio ambiente são assuntos constantes no mundo contemporâneo. A falta de cuidados e a disseminação de países não colaboradores de tal ideia ainda é algo presente.

    Apesar de termos em pauta a Conferencia do clima (COP) , e este ser um começo significativo se tratando da preservação do meio ambiente em caráter mundial, ainda vemos desorganização e falta de iniciativa de outras países com grande potencial em poluição.

    Dessa forma, há de se pensar e firmar com veracidade um acordo plausível e de qualificação eficiente, visando a preservação mundial , para que no futuro não precisamos nos preocupar com questões ambientais, pois estas, já estarão sanadas.

  4. O interesse de grandes potências mundiais na assinatura de acordos que respeitam e preservam o meio ambiente mundial, demonstram, desde logo, os avanços nas negociações e articulações internacionais para a melhoria e cuidado ao nosso planeta.
    O crescimento tecnológico que experimentamos nos últimos anos, não veio desacompanhado das imposições naturais causadas à natureza, ou seja, desenvolvimento industrial pressupõe maior extração de insumos, crescimento de produção pressupõe aumento de gases nocivos na atmosfera, sem contar na grande quantidade de lixo que é produzido ante à velocidade em que os bens tecnológicos tornam se obsoletos.
    Por isso, reafirmar compromissos com agendas elaboradas visando a consciência ambiental é de suma importância e especial relevância no momento atual.

  5. A preservação do Meio ambiente é um assunto que está sempre em pauta nas conferências internacionais, pois isso, tem-se a necessidade de haver conferências específicas para debater sobre esse assunto como a Conferência do Clima (COP) e criar tratados que possam ser cumpridos pelos países.
    No filme “Uma Verdade Inconveniente”, vemos o quanto é de suma importância debater esse assunto, pois, conforme foi aumentando o grau de desenvolvimento dos países economicamente com o Capitalismo selvagem, surgiram e surgem consequências graves para o Planeta e a qualidade de vida de todos os seres vivos.
    Dessa forma, os tratados devem ser cumpridos e envolver cada vez mais maior quantidade de países, garantindo sua eficácia quantitativamente e qualitativamente.

  6. O acordo de Paris, veio para marcar a transformação e iniciar mudanças no planeta. Há muito já era discutido que os EUA e a China deveriam assinar este acordo, uma vez que por serem, os maiores poluentes, irão contribuir de forma significativa de estiverem de acordo e cumprirem as regras desse acordo. Os EUA apesar de ser um dos maiores contribuintes para a poluição do meio ambiente, já possuem diversas medidas para tentar atenuar a poluição por ele produzida.

    Mais tratados com este deveriam ser assinados, pois somente assim os países se comprometeriam a evitar poluição desnecessária e reduzir os índices dos quais já são produzidos.

    O interesse na assinatura desses acordos são de todos os outros países componentes, uma vez que o meio ambiente é um espaço comum a todos. E se todos os países querem um meio ambiente mais limpo, devem cada um, começar dentro de ‘’ casa’’ cuidando dos seus próprios problemas e achando soluções.

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