América Latina e Caribe firmam parcerias para combater mudanças climáticas


Poluição do ar foi tema de debates entre Ministros do Meio Ambiente de 33 países da América Latina e Caribe. Na imagem, poluição atmosférica na cidade de São Paulo. Foto: Flickr/Thomas Hobbs (cc)

Publicado Originalmente: 06/04/2016

Ao final do vigésimo Fórum de Ministros do Meio Ambiente da América Latina e Caribe, líderes da pasta concordaram na semana passada (31) em criar uma plataforma regional para o combate às mudanças climáticas.

Este e outros acordos de cooperação foram firmados a menos de dois meses da segunda Sessão da Assembleia Geral da ONU para o Meio Ambiente (UNEA), que será presidida pela Costa Rica, segundo decisão acordada durante o encontro. O Fórum foi organizado com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Reunidos em Cartagena, na Colômbia, ministros de 33 países concordaram em estabelecer um programa de cooperação que permitirá a discussão de políticas públicas voltadas para o clima e o debate de ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

A transferência de tecnologia entre países também será um dos temas contemplados pelo projeto, que discutirá ainda meios de financiamento e de implementação. A necessidade de expandir parcerias regionais, mas também de adquirir novas tecnologias junto a países desenvolvidos foi um dos destaques do Fórum.

O compromisso dos ministros busca promover “o funcionamento saudável dos ecossistemas como condição global, transversal e integral fundamental para um futuro melhor e mais justo para todos, indispensável para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza”.

A Declaração de Cartagena – como foi chamado o documento de compromissos firmados ao final do encontro – determinou também a atualização da Iniciativa Latino-americana e Caribenha para o Desenvolvimento Sustentável (ILAC). O programa considera a integração entre Estados como motor da promoção do crescimento sustentável.

Ministros determinaram que a Costa Rica será a nação responsável por liderar os trabalhos da UNEA, além de definir que Barbados vai atuar como um dos Estados vice-presidentes. A Sessão da Assembleia Geral ocorrerá em Nairóbi, no Quênia, durante o mês de maio.

Os chefes da pasta também declararam que vão apoiar os pequenos países insulares em desenvolvimento, auxiliando projetos nacionais e regionais voltados para as mudanças climáticas, a biodiversidade, a degradação do solo e a gestão dos recursos hídricos.

Outras medidas aprovadas entre os Estados participantes incluem a criação de redes intergovernamentais para o manejo de dejetos e produtos químicos e a produção de dados mais consistentes sobre a poluição do ar, no âmbito do Plano Regional de Ação sobre Contaminação Atmosférica, adotado pelo último Fórum de Ministros. Esta iniciativa reúne recomendações para a redução de poluentes de vida curta, como o metano e os hidrofluorocarbonetos.

O Fórum enfatizou também a importância do fortalecimento, a nível regional, do PNUMA e sugeriu que o Programa amplie sua cooperação com países latino-americanos e caribenhos, além de estimular alianças com o setor privado e outros atores interessados em disponibilizar recursos.

FONTE: ONU

Uma resposta em “América Latina e Caribe firmam parcerias para combater mudanças climáticas

  1. As questões ambientais devem ser sempre motivos de debates embora esse Fórum ser somente com a América Latina e o Caribe que representam apenas 10% do total de emissões.
    As responsabilidades são de todos e não somente deles. Acredito que todos deveriam se reunir e com forças lutar para o melhoramento do meio ambiente.
    O fato que vejo que ninguém quer reagir e tentar mudar algo que já está previsível de acontecer.
    Se percebermos hoje o inverno é mais quente, pois as condições climáticas estão cada vez mais piorando e o mundo está cada vez mais poluído.
    Esse fórum veio mais uma vez quebrar os paradigmas e precisamos acabar com o aquecimento global, efeito estufa, derretimento das geleiras, tempestades, mudanças climáticas que são resultados dessa extrema falta de responsabilidade que todos nós e todos os nossos representantes não querem ver.
    Devemos utilizar mecanismos que diminuem os prejuízos que estão tendo, o calor está aumentando e a sensação climática também.
    É dever da sociedade reverter esse caso.
    Os pontos relevantes que vejo no caso do fórum foi:
    .Ter participado 33 ministros achei de uma grande evolução
    .Pretensão de criar uma plataforma regional para o combate às mudanças climáticas outra melhoria e faz com que todos participem.
    .Acordos de cooperação foram firmados a menos de dois meses da segunda Sessão da Assembleia Geral da ONU para o Meio Ambiente (UNEA)
    .Adquirir novas tecnologias junto a países desenvolvidos foi um dos destaques do Fórum.
    .Busca promover “o funcionamento saudável dos ecossistemas como condição global, transversal e integral fundamental para um futuro melhor e mais justo para todos, indispensável para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza”.
    Acredito que tudo irá mudar e vamos reunir todos os ministros de todos os países, pois a causa é de todos e não só de um.

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