Mídia internacional denuncia o golpismo


Publicado originalmente em: 27/03/2016

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Por Altamiro Borges

Enquanto as sete famílias que dominam e manipulam a mídia brasileira – Marinho/Globo, Abravanel/SBT, Saad/Band, Macedo/Record, Mesquita/Estadão, Frias/Folha e Civita/Veja – seguem em plena cavalgada para derrubar a presidenta Dilma, a imprensa internacional demonstra maior imparcialidade e já denuncia o golpe das elites no país. Nos últimos dias, Der Spiegel (Alemanha), El País (Espanha), Público (Portugal), The Guardian (Inglaterra), Página 12 (Argentina) e as redes de televisão BBC e Al-Jazeera, entre outros veículos, denunciaram as ameaças contra a democracia e criticaram a mídia monopolista e manipuladora do Brasil.

A alemã Der Spiegel chegou a estampar no título: “A crise institucional no Brasil: Um golpe frio”. A reportagem acusou a TV Globo de “estimular uma verdadeira caça às bruxas que tem como alvo o ex-presidente Lula”. Já a BBC de Londres trouxe longa entrevista com o jornalista Gleen Greenwald, que ficou famoso por denunciar a espionagem mundial dos EUA. Ele afirmou que os protestos contra o governo Dilma são “incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa… As maiores redes são controladas por um pequeno número de famílias, todas veementemente opostas ao PT e cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos”.

O respeitado jornal britânico The Guardian alertou para o risco dos protestos “saírem do controle e degenerarem em violência desenfreada e na intervenção das Forças Armadas”. Já o jornal espanhol El País criticou Sergio Moro e os “juízes justiceiros que sonham com Watergate”. E o jornal argentino Página 12 entrevistou intelectuais brasileiros e internacionais que denunciaram a ofensiva golpista do empresariado, tendo à frente a decadente Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Por último, o jornal português Público condenou a “flagrante ilegalidade do vazamento de conversas telefônicas entre Dilma e Lula” e concluiu que o juiz Sergio Moro “avançou até ultrapassar todos os limites”. Ele também criticou a mídia brasileira. “É fundamental não esquecer que um dos problemas da democracia brasileira é a sua imprensa, que não procura ser objetiva e apoiou no passado as conspirações anticonstitucionais contra as forças políticas que se consideram de esquerda – ou seja, contrárias aos interesses da Casa Grande, como se diz no Brasil”.

Fonte: Blog do Miro

18 respostas em “Mídia internacional denuncia o golpismo

  1. Apesar da indignação da mídia externa com o procedimento de Impeachment, que trata-se de um mecanismo previsto na Carta Republicana Brasileira de 1988, a economia responde bem Às tentativas de afastamento do atual governo. O dólar, por exemplo, cujo valor é estimado diariamente, teve queda devida ao noticiário do ditado “golpe”. Ademais, isso não afasta o fato de que muitos dos princípios processuais e constitucionais estão sendo violados na tentativa de egresso da presidente. Um ponto abordado pela presente notícia que deve ser destacado é a ação da mídia diante da democracia. Temos uma mídia pouco objetiva e que pondera pelos seus interesses particulares, quando insatisfeitos com determinado comando, tratam-se de noticiar os escarcéus dos poderes executivos e legislativos. Entretanto, devemos levar em conta a fraqueza da democracia por outro aspecto: boa parte dos presidentes brasileiros foram depostos por contrariar interesses de um partido que desde a instauração da democracia vem ditando parte dos rumores do pais por sua presença considerável no Congresso, o PMDB. Golpe não seria a palavra adequada. E, ressalte-se: o sistema presidencialista brasileiro caminha por seus próprios fundamentos, sendo, em realidade, um “parlamentarismo”.

  2. Excelente esse tópico, principalmente em virtude do ocorrido ontem na entrada do Congresso Nacional.
    A mídia brasileira realmente reflete um problema, que é parcialidade das suas afirmações e ‘notícias’. E a grande influência que elas têm frente a maioria do público brasileiro. Mas é válido lembrar, que pela maioria delas é respeitado o direito de defesa, assim como a da livre manifestação dos seus pensamentos. Mas o que tenho percebido é nada mais nada menos que uma tentativa de desqualificar aqueles que atacam o governo.
    O principal atacado pelo governo é o Juiz Sergio Moro, responsável pelo julgamento da investigação “Lava-Jato”, no sentindo de deslegitimar as suas atitudes dentro da investigação.
    O que se vê, contrariamente a essas acusações é o apoio não só dos magistrados em geral, mas do principal órgão guardião da constituição, os Ministro do STF se manifestam no sentido de encorajar as ações do juiz, sem temer as pressões sofridas, legitimando as suas condutas.

    • (Comentário Completo)
      Excelente esse tópico, principalmente em virtude do ocorrido ontem na entrada do Congresso Nacional.
      A mídia brasileira realmente reflete um problema, que é parcialidade das suas afirmações e ‘notícias’ e a grande influência que elas têm frente a maioria do público brasileiro. Mas é válido lembrar, que pela maioria delas é respeitado o direito de defesa, assim como a da livre manifestação dos seus pensamentos. Mas o que tenho percebido é nada mais nada menos que uma tentativa de desqualificar aqueles que atacam o governo.
      O principal atacado é o Juiz Sergio Moro, responsável pelo julgamento da investigação “Lava-Jato”, no sentindo de deslegitimar as suas atitudes dentro da investigação. Tem-se afirmado que as atitudes midiáticas e do magistrado não passam de um golpe. Essas acusações não merecem sobrelevar, pois não possuem a menor fundamentação lógica e menos ainda jurídica.
      É cômico que sejam levadas a sério. No dia 28/03 ocorreu um episódio lastimável em que pessoas do partido dos trabalhadores e apoiadores do governo impediam que a OAB protocolasse o pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff, isto sim é grave afronta a direitos constitucionais como o de ir e vir, e a própria integridade física de membros da OAB. Isso sim é grave violação a uma democracia e aos direitos inerentes aos cidadãos. O Impeachment é um procedimento constitucional que traz ao nosso sistema presidencialista tal mecanismo como forma de defesa ao Estado de direito, coibindo atuações que extrapolem a função típica do Executivo, por meio de crime de responsabilidade.
      No mais o que se vê, contrariamente a essas acusações é o apoio não só dos magistrados em geral, mas do principal órgão guardião da constituição, os Ministros do STF, que se manifestam no sentido de encorajar as ações do juiz e sem temer as pressões sofridas, legitimando as suas condutas e defendendo a autonomia do judiciário.

  3. Realmente estamos num período que pode até causar para a mídia externa indignação com os recentes acontecimentos. Indignação maior são dos brasileiros, que estão vendo e vivendo, isto sim podemos chamar de golpe, a má administração do ente público chamado Petrobrás. Este fenômeno que pode ser chamado de golpe. Pode ser sim que a mídia manipulem sim, mas é pior, estamos sentindo na pele todo reflexo, alta taxa de desemprego, inflação nas alturas, crescente taxa de criminalidade, dólar alto, falta de credibilidade do país, enfim, e vem a mídia externa me dizer de manipulação, desculpe. Estou sentindo e vivendo na pele. Tenho discernimento para concluir que estamos numa má administração sim, enriquecimento ilícito de uns sim. O que estamos fazendo é democracia, previsto na nossa carta magna constituição da república, e não podemos ficar inertes, talvez o chamado “golpe” pela elite que não recebe a tantas bolsas, que acho, diga-se de passagem excelente, mas tem que ser alto sustentáveis e não podemos tirar dinheiro de um lugar para financiar outro, temos que fazer a máquina sustentar sozinha.

  4. É bem pertinente e desde já muito polemizado esse assunto sobre a manipulação midiática que acontece no Brasil. Roberto Marinho desde tempos já era “inimigo” e imagem representativa de poder de manipulação para muitos questionadores. Agora, na situação política que enfrentamos, onde o governo não consegue mais segurar as pontas e se manter íntegro, é o momento onde a mídia “mostra suas garras” e, toma posição. Seria saudável e bem recomendado se os meios de informação fossem transparentes e críticos. Melhor explicando: que criticassem o que fosse fato verídico comprovado! O que vemos hoje é a insatisfação da população para com o governo e um dos maiores – se não for o maior – escândalos de corrupção no Brasil. Porém, não só a mídia externa viu, como também muitos brasileiros estão notando, que a maneira como se conduzem a maioria das acusações, alegações, investigações etc, são de modo arbitrário, abandonando todo o principio do estado democrático de direito, onde a Constituição é a Carta Magna a ser respeitada. É desesperador ver que, através dessa incitação ao ódio feita pela mídia e da falta de respeito para com a nossa lei, perde-se não só a legitimidade do feito anti corrupção, como a imagem de feito nobre e justo.Estamos combatendo fogo com fogo!

  5. Com exceção das emissoras públicas, a maioria dos órgãos de comunicação está nas mãos de empresas privadas com interesses próprios, nem sempre sincronizados com os da população. Como demonstrado no artigo, no Brasil, os grandes veículos de comunicação estão concentrados nas mãos de poucas famílias que, embora não tenham o mesmo poder e influência de outras épocas, ainda decidem que tipo de informação a maioria dos brasileiros deve receber e quais não devem, por não terem relevância jornalística ou por não atraírem o interesse do público consumidor.
    O controle privado dos meios restringiu sensivelmente seu emprego comunicativo, socializou exclusivamente a capacidade de recepção das pessoas. As mensagens transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma maneira por todos os indivíduos. À medida que melhoram os índices de instrução da população em geral e aumentam os pontos de vista alternativos ao status quo, a influência da mídia hegemônica tende a diminuir.

  6. Realmente muito se vê que a mídia manipula o que quer, induzindo assim muitas das vezes o cidadão a concluir certos fatos sem realmente ter total conhecimento do ocorrido. Mas primeiramente não se pode negar que algo de errado tem no governo atual, estamos enfrentando uma das maiores crises já vividas.
    Já no que se refere em golpe frio, não tem como a mídia manipular também a Constituição Federal, a presidenta Dilma cometeu um crime de responsabilidade, embasado no art. 14 da CR/88, no momento que fez a indicação do ex-presidente Lula ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Portanto conclui-se que nem tudo que a mídia diz não é manipulado, estamos sim vivendo uma época em que o brasileiro encontra-se indignado com o momento em que Brasil se encontra.

  7. Vivemos um momento político de extrema peculiaridade e importância na história deste pais, A mídia tem papel determinante de informação da sociedade e de conscientização , o que no mundo globalizado acontece rapidamente .Qualquer ato, decisão ou movimentação, toda a sociedade pode ter acesso. Isso é muito positivo, pois como toda democracia, a mídia tem e deve expor em miúdos tudo que está acontecendo no cenário do país e no dia dia do nosso legislativo e judiciário. O direito a informação é constitucional.
    E muito me alegra ver a TV Globo ( e também as outras emissoras) engajadas na ” salvação” da política nacional. Diferente do que ocorreu na época da ditadura, onde a TV Globo agiu de acordo, sonegando informações. As noticias devem ser mostradas, e a parcialidademuitas vezes faz parte do jornalismo.
    Cabe ao cidadão pesquisar sobre o embasamento das manchetes ( ex.: sobre a legalidade do grampo) e julgar o motivo daquilo ( cunho politico) e com a razoabilidade fazer uma análise critica das noticias. Isso infelizmente não ocorre, pela falta de escolaridade e instrução decorrentes da realidade social do país o que constitui em mais um dos pretextos base da crise, e motivos de porque acredito que a reforma política é imprescindível no país.
    Muito me assusta ver o posicionamento dessa impressa internacional. Pois é nítido a crise no nosso dia – dia de cidadão, como empresários no comercio, vários desempregados, a drástica queda no consumo , a inflação, o inadimplemento , a dificuldade de crédito nos bancos… A revolta não vem de simples análises de números, estimativas e reportagens. Vem da vivencia do dia-dia de cada um de nós brasileiros.
    Essa mídia internacional desinformada , principalmente do processo do impeachment que é garantia Constitucional e está sendo feito na legalidade, como a maior manifestação de soberania da população que é eleitora, do povo que é governado, que é o que legitima a democracia. The Guardian que defende o governo petista a muito tempo e essas outras mídias internacionais , deveriam repensar e analisar como esse momento tem sido na vida de todos nos brasileiros. Ver a economia e um país parar de crescer , de gerar emprego ,país rico em recursos naturais desabar por corrupção. Sim, infelizmente é verdade. Pasadena , Mensalão, Lava Jato… Essa é a realidade de nosso país. Que a política roubou nossa sociedade , nosso povo e acabou com nossa economia.
    A mídia é sim comandado por famílias, que são brasileiros, empresários , que geram empregos, são cidadãos e foram agredidos como todos outros brasileiros independente da renda. E se tem esse poder, deve sim mostrar a toda população e conceder a informação.
    Quem sabe assim conseguimos recuperar as migalhas do nosso ”BRASIL” que foi orubado de nós pelos políticos corruptos.

  8. Embora seja difícil negar a parcialidade da mídia brasileira, condenar todo o movimento político atual como “golpismo” ou “manipulação” é uma atitude ingênua, para não se dizer irresponsável. Sim, a mídia tem apoiado de forma veemente os protestos contra Dilma e Lula e o governo petista em geral, mas a população não passou por uma lavagem cerebral em massa como alguns veículos internacionais sugerem.

    O governo atual tem uma das mais baixas taxas de aprovação presidenciais da atual república, e isso considera não apenas a elite ou os que se dizem membros da direita política, mas também os eleitores da Presidente petista que, agora, tem sob seu comando um país dividido. A população encontra-se em desgosto, e é direito de todo cidadão – seja ele um eleitor de esquerda ou um grande empresário – de protestar. Há um discurso constante que procura inibir o direito de outrem de expressar descontento, o que é tão manipulador quanto a atitude midiática nacional.

    O impeachment é uma previsão constitucional e, se necessário e seguido nas devidas vias, é perfeitamente legítimo. Esse é o discurso tomado pelo próprio PT em 1992 durante a campanha pelo impeachment do então-Presidente Fernando Collor de Mello, do PRN, por manobras políticas e corrupção. Agora que o discurso está contra eles, a militância “de esquerda” do PT brada que “impeachment é golpe”, ou que há um “Estado de exceção contra o PT”, argumentando que “outros também são corruptos, porque olhar só para o PT”?

    De fato, a corrupção é um problema sério na política brasileira, mas argumentar que não se deve julgar ou protestar a corrupção de um governo porque outros também o eram segue uma lógica absurda. Deve-se protestar todos os governos corruptos, isso é exercer a cidadania e a democracia. Há, sempre, aqueles que ignoram o lado que não lhes agradas, como a corrupção do partido que apoia, mas em geral a luta deveria ser contra a corrupção, não contra o partido X ou o partido Y.

    Essa corrupção enraizada e essa disputa de “quem é mais ou menos corrupto”, dividindo o país em dois polos muito distintos com alguns sensatos perdidos no meio da multidão é uma mancha na reputação do país diante da história e do cenário internacional. De fato, desde as eleições de 2014 que grandes jornais e periódicos internacionais reportam para o mundo que “o Brasil é um país em desequilíbrio político” ou que “após vitória por margens magras Dilma Rousseff tem nas mãos um país e um povo quebrado”.

    A crise política tem devastado o país de todas as formas: afetando nossa economia interna e externa, atacando nossas classificações de investimento, e mesmo colocando o povo contra si mesmo. E a cada passo, a imprensa – nacional e internacional – reporta sobre a crescente violência e manobras políticas perpetradas por ambos os lados, tentando nos mostrar como chacota internacional.

  9. Atualmente o país está dividido entre aqueles que desejam e os que são contra o impeachment, cada vez mais a população brasileira apoia tal medida. Tudo isso devido à pressão das mídias brasilaeiras.
    O que falta para o povo brasileiro é o raciocínio e o respeito à Carta Magna brasileira. Estamos em um Estado Democrático de Direito, sendo assim, devem ser respeitados os 51,64% dos votos que reelegeram a Presidenta Dilma Rousseff.
    Não há confiança em um julgamento de processo importante e complexo em um cenáio de corrupção onde o presidente da Câmara dos Deputados e o presidente do Senado Federal estão respondendo por crimes administrativos, (sendo que há um pedido de cassação do mandato de Eduardo Cunha presidente da Câmara).
    Até agora não foram comprovados nenhum crime de responsabilidade pela Presidenta do Brasil (art. 85 CF/88), Dessa maneira não há o que se falar em impeachment. As pedaladas fiscais que tanto se falam nas mídiam ocorrerram desde a época do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso e nada foi questionado.
    O que a população brasileira não percebe é que a mídia continua com sua manipulação para que seus gostos sejam realizados, e infelizmente o golpe está iminente.
    Não se pode jogar a Constituição Federal no lixo, Devemos preservá-la e respeitá-la para que a democracia permaneça.

  10. Atualmente, é nítida e ameaçadora a influência da mídia brasileira em relação à política. O que vem causando preocupação para os intérpretes e operadores do Direito. A democracia é um modo de exercer o poder político, e como assegura a nossa Constituição: “Todo poder emana do povo.” E a população têm se conscientizado disso, como temos visto nas recentes manifestações populares, de ambas as opiniões. Entretanto, com a globalização e constante evolução midiática, a mesma tem tido um papel cada vez mais definidor e formador de opiniões em relação aos cidadãos. Não deixando de ressaltar a importância do caráter informativo da mídia, a mesma tem abordado cada vez mais assuntos que demandam um certo conhecimento técnico, ao abordar e interpretar textos legais de forma equivocada, por exemplo. De forma leiga. Emitindo informações muitas vezes deturpadas. É preciso cautela ao navegar em águas políticas brasileiras no nosso atual momento, principalmente com assuntos que demandam certa repercussão social. Assim como a mídia internacional foi capaz de perceber, o brasileiro precisa reconhecer e filtrar as informações que recebe e, obviamente, as que emite.

  11. Tudo o que está disposto neste artigo demonstra com fidelidade o quão alienado é o povo brasileiro, visto que a maioria das pessoas que reivindica a saída do atual governo brasileiro se quer busca se informar em fontes seguras sobre o que a mídia (manipuladora) constantemente veicula no noticiário do país. Às emissoras televisivas detém grande poder sobre aqueles que não possuem um mínimo de conhecimento para enxergar todas as distorções nas matérias que são exibidas ao público. Um claro exemplo dessa manipulação, é o fato de que toda reportagem, exibindo a posição da Presidente da República referente ao processo de Impeachement, o apresentador ou o correspondente do veículo informativo, traça o seguinte comentário: Ministros do STF dizem que o processo de impeachement está previsto na Constituição da República como forma legitima de afastamento e impedimento do mandato e de que não se trata de um golpe. Ou seja, a mídia ao divulgar esta fala, de qualquer que seja o ministro do STF, consegue atingir o seu objetivo, devido a influência social deste, que é o de atacar o governo e insuflar um sentimento de revolta na população, visto que grande parte desta, não possui a mínima maturidade (conhecimento) para entender tudo o que está por trás de tal argumento. É fato que a constituição prevê o mecanismo de impedimento do mandato, mas desde que seja configurado crime de responsabilidade praticado pela Presidente da República, que está previsto na lei complementar 101 de 2000 e que estabelece que normas para a festão fiscal do país. Portanto para que o processo de impedimento seja legitimo, deve incorrer crime de responsabilidade fiscal como disposto na lei e analisado pelo STF de acordo com os fatos do caso concreto.
    Não estou defendendo a idoneidade da Presidente da República e sim defendendo que a informação midiática, seja a mais cristalina e objetiva possível, facilitando a compreensão de toda a população sem querer influenciar uma tomada de partido pendente a um interesse que seja interessante para o veículo midiático brasileiro.

  12. No texto exposto, comprova ainda mais o quanto o povo brasileiro é alienado pelo o que a mídia brasileira passa, sendo mostrado por vários países de forte influência que demonstraram sua opinião favorável à alienação da mídia frente a população. Mostra, também, como o reflexo internacional esta sendo que acham ocorrer um golpe à democracia no Brasil, decorrente de atos institucionais promovidos por um impeachment sem fundamento jurídico suficiente para ocorrer, acarretando, assim, um golpe à democracia por não ser adequado ao que a constituição diz. O que é visto pelos países de fora são uma parcialidade por parte da mídia, no qual mostram-se favorável a um lado político, influenciando, assim, maior parte da população que não tem muita oportunidade de procurar conhecer mais sobre, por ser a maior parte da população brasileira de baixa renda, não tendo escolaridade e sendo mais fácil se influenciar pelo que é passado pela mídia e o que dizem é visto como certo, como a mídia instiga muito o ódio ao ex-presidente Lula. A mídia internacional também mostra-se insatisfeita com a ilegalidade do vazamento de conversas telefônicas entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, assim, cada vez mais inconstitucional os atos praticados, e aumentando cada vez mais a impressão de fora de um golpe instaurado à democracia brasileira.

  13. Acho muito cômodo para a mídia internacional encarar o acontecimento político atual do Brasil como um golpe com a chancela da elite manipuladora, que são as empresas de rádio, televisão e jornal do Brasil.
    A insatisfação da população não é controlada pelas mídias. A indignação de um povo que está cansado de ser roubado por políticos corruptos e inescrupulosos não pode ser visto como se fossem marionetes num cenário criado pela mídia manipuladora. O povo foi às ruas expor a sua insatisfação e clamar por respeito e mudança.
    Acreditar que o cenário atual é fruto de manipulação é negar os terríveis resultados financeiros do país, é ignorar sumariamente a insatisfação de uma grande parte da população brasileira é ridicularizar e diminuir o trabalho de brasileiros que estão lutando diariamente para eliminar do país a corrupção e não de instaurar um golpe.
    Os fatos existem e podem ser comprovados independente da exposição deles na mídia ou não. Além do mais, aqueles que se sentirem difamados por algum fato tem o direito de recorrer ao direito de resposta.

  14. Após as escutas da presidenta terem seu sigilo quebrado pelo juiz Sergio Moro e que uma emissora de TV de maior influencia no Brasil, ter parado sua transmissão como se fosse o maior crime político que o Brasil já teve. Uma serie de perguntas, passaram sobre minha cabeça, como: Por que a essa emissora quer tanto derrubar o governo atual? Por que a população brasileira em sua maior parte, não diferencia reportagem tendenciosa de reportagens serias? Após um longo tempo de pesquisa, lendo alguns meios de veículos independentes, você começa a perceber que tem muita coisa por trás desse apoio incondicional de uma emissora para o “GOLPE”. O PIG, está com medo de ter que em 2019, perder o seu poder, devido ao fim da sua concessão, sabendo do iminente perigo que corre em ter que se adequar as exigências do governo, o PIG quer acelerar o processo de impeachment para colocar no poder um parlamentar que mantenha suas regalias. Os grandes meios de telecomunicação mundial, vem alertando para o verdadeiro golpe em que FIESP e emissoras de TV estão apoiando essa conturbada situação que vive a política brasileira. A Dilma é culpada? Não sei, mas devemos ter cautela e consciência que quem julga são os magistrados e estes tem de usar de forma imparcial. Alguns jornais, querem que ultrapassemos meios legais para atingir o seu real objetivo. Assistindo uma aula, um certo e grande professor disse a seguinte frase: ” a revista VEJA, no cenário internacional é tratada como revista de fofoca”. No cenário internacional e por um público brasileiro a REVISTA VEJA, não passa de um mero e simples PANFLETO tendencioso e maldoso. Essa revista, julga sem ao menos ter conhecimento de causa, mostrando sua parcialidade em favorecer um certo grupo político. Isso tudo citado acima, são exemplos de como a mídia brasileira é vista pelo mundo. Com isso, as mídias internacionais, sem muito alarde, estão nos alertando para o CAOS que está por vim para o nosso Brasil, devido a grande interferência midiática na politica. O cenário internacional para o Brasil está em baixa, nossa política está cada dia mais a beira de um colapso. O que a mídia deveria fazer é respeitar a nossa presidenta, o nosso estado democrático de direito. Além disso, os Senhores magistrados, devem julgar de forma imparcial, de acordo com a lei e não por interesses advindos de fora.

  15. Torna-se dispensável estimular o contraditório em relação à temática de que impeachment é golpe. Há quanto tempo estamos discutindo se o impeachment é ou não golpe? Creio que, apesar de preciosismos jurídicos, o processo de impeachment é consequência de um julgamento político no Congresso Nacional. E o que prevalece, nesses casos, é o conjunto da obra. Pedaladas fiscais e suplementação de verbas sem autorização legal são apenas detalhes da existência de um complexo e sofisticado esquema de corrupção idealizado em nome de um projeto de poder de longo prazo.
    Um leque de questões desenha o momento dramático vivido pelo País. Como não considerar os crimes, revelados pela Operação-Lava Jato, à sombra do poder no País? Como não considerar a farta documentação encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral, onde juízes irãode julgar a cassação de mandato da presidente e do vice-presidente da República, em razão de crimes praticados durante a campanha eleitoral?
    Investigações, documentos e delatores revelaram ao País a utilização de recursos oriundos do esquema Petrobras na campanha eleitoral. Portanto são três vértices que oferecem sustentação política e jurídica ao processo de impeachment: o Tribunal de Contas da União; a Operação Lava-Jato e o Tribunal Superior Eleitoral.
    Há material de prova suficiente para um julgamento político, mas com pressupostos jurídicos indispensáveis para a sua sustentação. Por isso, discutir que o impeachment é golpe já se tornou cansativo. Não há como isentar quem preside o País desses fatos que, lamentavelmente, provocaram a grande indignação no povo brasileiro.
    O que se vê em relação às instituições consagradas nos últimos tempos, como a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal é a tentativa de desqualificá-las e fragilizá-las na esperança de que a Operação Lava-Jato não alcance o êxito que o Brasil exige.
    O que precisamos é defender essas instituições que estão retirando debaixo do tapete toda a sujeira que se acumulou nos últimos anos como decorrência da corrupção que assaltou o Brasil. Golpe contra a população é desmerecê-las. Golpe é ignorar as provas existentes. O impeachment, como atestaram vários ministros do STF, não é golpe.

  16. Apesar do inconformismo da mídia externa, exposto nesse tópico, há de salientar que os mesmos jornais estrangeiros ficaram inconformados com a nomeação do ex-presidente Lula como Ministro. Tal fato demonstra o quão grave é a crise política brasileira e é importante lembrar que a solução se resume a uma palavra: Educação. É preciso haver uma profunda mudança e investimento na educação brasileira, para que no futuro, os cidadãos possam pensar e formular opiniões sozinhos, sem a alienação promovida por interesses particulares de uma mídia corporativa. Com uma profunda reforma na educação, a população pode conseguir desenvolver um senso crítico e defender o que for melhor para o país, independente do cunho político.

  17. Desde a reeleição da presidente Dilma os brasileiros se manifestam de maneira diversa a respeito do mandato eletivo da referida autoridade do Poder Executivo, porém o que está em julgamento já não é posicionamento político e sim a maneira em que a mídia brasileira e internacional está reagindo diante da crise política que estamos vivendo. É extremamente antagônica a maneira como as mídias nacionais se posicionam de maneira distinta das internacionais que tratam o possível impeachment como algo extremamente negativo. Essa atual discrepância das mídias torna ainda mais claro o quanto a imprensa brasileira deixa de realizar a função primária de transmitir a notícia para a população e passa a manipular certas informações de acordo com seus interesses. Devemos buscar uma mídia que retrate o real cenário ou que ao menos seja imparcial diante dos fatos que estão ocorrendo para que cada indivíduo possa basear sua opinião em informações confiáveis, independente de posição partidária. Mas é preocupante como as mídias internacionais estão relatando o momento do Brasil.

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