What happens to a child’s brain during conflict?


Published on Mar 23, 2016

More than 86.7 million children under the age of 7 have spent their entire lives in conflict zones, putting their brain development at risk. During the first 7 years of life a child’s brain has the potential to activate 1,000 brain cells every second but the trauma from living in conflict can limit that development.

The solution is to invest more to provide children and caregivers with critical supplies and services including learning materials, psychosocial support, and safe, child-friendly spaces that can help restore a sense of childhood in the midst of conflict.

UNICEF

3 respostas em “What happens to a child’s brain during conflict?

  1. Os conflitos não acarretam consequências somente sobre a política e economia, prejudicam também, e gravemente, as pessoas que estão nas zonas de conflito, quem, às vezes, nem sequer tem o conhecimento do porque estão vivendo naquela situação. Existem crianças que estão ali e que nunca viram um mundo diferente da guerra, pensam que suas vidas se limitam àquilo.
    Quando uma criança está crescendo, precisa de incentivos, educação, suporte, para desenvolver seu cérebro, suas habilidades, etc. Porém, as crianças que se encontram em zonas conflituosas não possuem nenhum tipo de proteção, estão correndo um grave risco de não desenvolverem corretamente seu organismo, seu cérebro, além de ficarem abaladas psicologicamente.
    O mundo e suas organizações precisam olhar também para essas crianças, para que elas possam ter uma infância digna, com respeito aos seus direitos mais básicos, e não deixar que essa situação interfira no futuro de suas vidas.

  2. Embora a guerra seja um mal recorrente na história do mundo, é um mal que dificilmente será erradicado por completo. Sempre haverá divergência de opiniões e conflitos de interesses. Embora o combate à guerra e a busca da harmonia e paz mundial seja um objetivo nobre, é um conceito utópico longe de ser – sequer em parte – atingido.

    Nesse contexto, o cinismo e ingenuidade humanos chegam a imaginar a guerra como a desavença entre adultos, entre “defensores da liberdade” e regimes autoritários, entre guerrilheiros de grupos ideologicamente opostos, ou mesmo entre grupos extremistas. O que muitas vezes não é considerado é que a guerra é, muitas vezes, defendida por poucos e repudiada por muitos. De fato, tomando como exemplo o chamado Estado Islâmico, há relativamente poucas pessoas que defendam o conflito incitado por ele, enquanto a vasta maioria se vê sob as garras do regime extremista ou cercado pelos conflitos que o envolvem. Refugiados, vítimas, inocentes.

    Dentre essas pessoas que nada tem – ou melhor, nada deveriam ter – com esses conflitos, não há, como a ingenuidade e o cinismo humanos podem também lhe fazer imaginar, apenas adultos. Crianças, em quantidades enormes, sofrem com esses mesmos conflitos. É extremamente prejudicial para uma criança crescer em um ambiente adverso, imagine um ambiente tão adverso quanto o ambiente de guerra.

    De fato, esse ambiente de guerra afeta seriamente o desenvolvimento dessas crianças que, além de cercadas por violência, não tem os recursos mínimos necessários para lutar contra essa maré. Como apontado em uma campanha da UNICEF publicada em março de 2016, 87 milhões de crianças com menos de 7 anos de idade vivem em áreas de conflito constante, e isso afeta seriamente seu desenvolvimento. Assim, a guerra não afeta apenas os envolvidos, sequer afeta apenas os adultos, mas, preocupantemente, danifica uma geração inteira de futuros seres humanos e cidadãos que sofrerão permanentemente as consequências de um crescimento cercado de conflito.

  3. A inserção de uma criança num ambiente permeado pela guerra traz a ela efeitos muito mais fortes do que para os adultos; nos estágios iniciais de vida, as crianças absorvem praticamente tudo o que está ao seu redor; as percepções sensoriais ainda não são desenvolvidas o suficiente pra que seu cérebro saiba aquilo que ela deve, realmente, prestar atenção. Além disso, por terem pouca idade, a grande maioria ainda não consegue definir aquilo que é certo e aquilo que é errado, causa maior dos traumas que apresentam.
    Durante uma guerra, a criança está propensa aos mais diversos estímulos, e nem sempre são bons; as atitudes que ela vê seus pais, soldados, outros civis e demais cidadãos causam um grande impacto naquilo que ela acredita ser certo e errado, podendo gerar futuramente uma pessoa que não se sente inserida na sociedade ou que possui transtornos e síndromes. O contato próximo com mortes violentas também acaba gerando sequelas para o futuro que são dificilmente tratadas.
    Tendo isso em vista, é primordial que possa haver espaço para a evacuação de crianças, jovens e incapacitados do campo de guerra, justamente pois estes se mostram mais propícios aos estímulos externos e tendem a apresentar maiores traumas e sequelas.

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