Metade da população mundial poderá ter dificuldades para obter água em 2030


Postado Originalmente: 22/03/2016

Se os atuais níveis de consumo e de poluição da água continuarem, é possível que metade da população mundial enfrente dificuldades para obter o recurso natural em 2030.

O alerta é do Painel Internacional de Pesquisa, ligado ao Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma. Vários fatores poderão aumentar de forma dramática a demanda por água: aumento da urbanização e da população, mudança climática e consumo de alimentos.

Custos

Se a tendência atual continuar, a demanda por água será 40% maior daqui a 15 anos. Com isso, o relatório indica que os governos serão forçados a gastar US$ 200 bilhões por ano com o abastecimento de água, sendo que a média histórica alcançada é entre US$ 40 bi a US$ 45 bilhões.

O diretor-executivo do Pnuma comentou os dados divulgados esta segunda-feira e lembrou que o “acesso à água limpa é a base do desenvolvimento sustentável”.

Segundo Achim Steiner, quando as pessoas mais pobres não têm acesso à água potável, elas acabam gastando boa parte da renda comprando água ou passam muito tempo transportando o bem natural.

África

O Painel Internacional de Pesquisa do Pnuma é um grupo formado por 27 cientistas renomados, 33 governos nacionais e outros grupos. Os pesquisadores revelam que na África Subsaariana, a demanda por água pode aumentar 283% em 2030, se for feita a comparação com os níveis de 2005.

O estudo mostra ser possível separar o uso de água do crescimento econômico. Na Austrália, por exemplo, o consumo de água caiu 40% entre 2001 e 2009, enquanto a economia cresceu 30%.

O relatório traz uma lista de fatores que irão levar ao aumento da demanda por água. O setor agrícola, por exemplo, é responsável por 70% da retirada de água fresca. Com o aumento da população, aumentará a demanda por comida e consequentemente, a pressão sobre o recurso natural.

Mas na Índia, é possível reduzir a lacuna entre estoque de água e demanda em até 80%, se forem utilizadas técnicas específicas na produção agrícola, como o uso de fertilizantes orgânicos.

Possível Economia

Na África do Sul, a lacuna entre estoque e demanda é de 2,9 bilhões de metros cúbicos. Se o país melhorar a produtividade da água, será possível economizar US$ 150 milhões por ano até 2030.

Nos centros urbanos, será possível economizar entre 100 bilhões a 120 bilhões de metros cúbicos de água se forem reduzidos os vazamentos em residências e prédios públicos ou comerciais.

Os especialistas observam que os governos investem de forma pesada em mega projetos como canais, aquedutos, reservatórios de água e sistemas de encanamento. Para o painel, na maioria das vezes essas soluções são ineficazes e muitas não são amigas do ambiente.

A recomendação vai para a criação de planos de manejo de água que levem em conta a fonte, a distribuição do recurso, o uso econômico, o tratamento, a reciclagem, o reuso da água e seu retorno para o meio ambiente.

FONTE: Envolverde

8 respostas em “Metade da população mundial poderá ter dificuldades para obter água em 2030

  1. O “acesso à água limpa é a base do desenvolvimento sustentável”, inicio meu comentário com essa frase do diretor-executivo do Pnuma, pois dessa frase partimos do pressuposto de que devemos consumir mais conscientemente a água para alcançarmos um desenvolvimento sustentável satisfatório, para não passarmos dificuldades nos anos seguintes. A associação de que o uso da água está diretamente ligado ao crescimento econômico de um país, leva á reflexão de que é mais que necessário um remanejo nos modos como a água é consumida, como citado acima é recomendado a criação de planos eficientes e sustentáveis para todas as etapas do consumo da água, pois se continuarmos nesse ritmo de consumo desordenado e de degradação das fontes de água, passaremos muita dificuldade em um futuro muito próximo.

  2. A escassez de água por ser decorrente de dois motivos (natural e estrutural), passa a ser de responsabilidade dos Estados, mais do que das pessoas, as quais devem ser conscientizadas.
    Pouco pode se fazer com a escassez natural, já que estiagem pode “chegar” de surpresa, e perdurar por um longo período, não sendo possível um controle humano sobre ela. Já a escassez estrutural, é de inteira responsabilidade dos Estados, já que cabe a eles investirem desde a captação, até ao tratamento.
    Grande parte dos países pecam no tratamento final da água, principalmente os em desenvolvimento, que com péssimos sistemas de esgoto (quando existentes), acabam por piorar a situação de rios e nascentes.
    Cabe o incentivo à reutilização e tratamento pelas indústrias, às quais são as maiores poluidoras, sem deixar a fiscalização de lado, com a possibilidade de punições severas.

  3. O tema acima abrange um assunto de extrema relevância para os aspectos sociais. Sabemos que a população do planeta já vem sofrendo as consequências da falta de água juntamente com a falta de recursos hídricos, que implicam graves crises econômicas e políticas. O alerta feito pelo artigo mostra o que todos já sabemos, que se continuarmos a poluir o meio ambiente e consumir a água de maneira inconsequente, o fim será a falta de água daqui a algumas décadas, além dos custos que os governos serão forçados a gastar de US$ 200 bilhões por ano com o abastecimento de água aproximadamente.
    Como diz o diretor da Pnuma “ o acesso a água limpa é a base do desenvolvimento sustentável”, e um empreendimento é dito sustentável se gerar mais recursos do que os que forem aplicados nele, e se mantiver essa condição ao longo do tempo, sem impactar negativamente aspectos sociais, ambientais, econômicos e culturais. Para o desenvolvimento sustentável é indispensável à preservação ambiental de rios, diminuindo o prejuízo econômico da escassez de água, e repensar a cultura do desperdício. O crescimento populacional e a concentração da população em áreas urbanas, o desmatamento, industrialização, consumismo, poluição, somados às mudanças climáticas, nos mostram que a falta de água no futuro é uma realidade assustadora.
    Nós brasileiros temos o privilégio de contar com um grande potencial hídrico, mas sua exploração demanda conhecimento, tecnologia, energia e preservação das matas ciliares em torno dos rios, já que estes estão assoreados e poluídos.
    O artigo menciona também algumas recomendações que poderiam ajudar como por exemplo, a criação de planos de manejo de água que levem em conta a fonte, a distribuição do recurso, o uso econômico, o tratamento, a reciclagem, o reuso da água e seu retorno para o meio ambiente. Na minha opinião, são válidas todas as tentativas que sejam necessárias para que este futuro não tão distante possa vir a ser evitado. É muito importante que o governo já esteja pensando nos anos que virão e estejam fazendo projetos para mudar esta realidade que nos cercam. Contudo, não podemos deixar a responsabilidade por conta do governo. Devemos fazer a nossa parte e começarmos a consumira água de maneira consciente.

  4. É preciso que todos ajudem e de que se conscientize que a água é fundamental para vida humana e sendo assim essencial que seja preservada e gasta da maneira mais correta possível. A previsão em que em 2030 metade da população tenha dificuldade em obter água deve ser levada a serio já que se for preservada desde hoje e possível que em 2030 essa dificuldade em encontrar água seja adiada ou ate mesmo extinta, mas se continuarmos gastando da maneira em que é gasta sem ter consentimento não vai existir outro jeito a não ser ir se acostumando com essa ideia assustadora e que nos espera. Tem que ser criadas novas formas que ajudaram a poupar água e que ao mesmo tempo não prejudiquem o meio ambiente, hábitos devem mudar e a forma de pensar de cada um, já que a água é um bem coletivo e nesse momento é preciso olhar para a coletividade. O egoísmo deve ser deixado de lado e juntos buscarmos a maneira mais eficiente e rápida para que esse consumo seja consciente e adequado para a situação que vivemos.

  5. O Painel Internacional de Pesquisa do Pnuma, ligado ao programa da ONU para o Meio Ambiente faz um alerta sobre os atuais níveis de consumo e de poluição da água, prevendo que em 2030 metade da população mundial poderá ter dificuldades para obter água. A escassez de água não é um tema recente, há tempos já vem sendo discutido e abordado, afinal todos sabemos a importância da água e os danos que sua falta pode acarretar. A água é fonte de vida, dependemos dela para nossa subsistência, é um recurso natural essencial, que tem a ver com todos aspectos da civilização humana, portanto sua quantidade e qualidade tem um impacto direto na vida. O mundo já enfrenta, principalmente em certas regiões de forma agravada, problemas como a escassez, poluição, dificuldade no acesso a água potável e saneamento. Devemos tomar uma atitude urgente, exigir ações do governo, de empresas privadas e de toda sociedade civil, tornado possível a reversão deste quadro, e buscando um futuro melhor e sustentável para o nosso planeta.

  6. A água é um recurso tão vital e essencial que a grande maioria da população mundial acredita que ela nunca irá acabar ou nem pensa no assunto, pois se acabar serão séculos a frente. Esse engano é comum, mas não correto. A água está acabando, principalmente a água doce, natural, aquela que consumimos e usamos para nossas atividades domésticas. A porcentagem de água doce disponível já é consideravelmente menor que a salgada. E mesmo com estudos sobre reaproveitamento e dessalinização da água já se constata que daqui a 14 anos, mais ou menos metade da população já terá dificuldades para obtê-la.
    Essa realidade já é evidente na África, grande parte da população não tem acesso a esse recurso e quando tem ele é bastante limitado. Com isso, as pessoas têm que gastar o pouco que ganham comprando água á valores absurdos ou levar horas e passar muitas dificuldades para ir buscar. E mesmo diante disso, muitas pessoas querem acreditar que essa é uma realidade distante da nossa. Mas não é, o Nordeste brasileiro também já apresenta dificuldades com esse recurso, e a cada dia que passa só aumenta a demanda e diminui a disponibilidade.
    O aumento da demanda acontece principalmente por causa da urbanização e crescimento populacional. Com isso, aumentam o consumo de alimentos e por consequência o setor agrícola que é o principal responsável pela retirada de água natural. E esse ciclo não tem fim. Além disso, junta-se a esses fatores a poluição, o uso desmoderado e o desperdício que geram perdas enormes. Como consequência temos a principal que é a diminuição considerável do recurso e de sua disponibilidade, mas também podemos destacar os grandes gastos governamentais que já estão sendo feitos e aumentarão para buscar o abastecimento de água para os países, estados e municípios. Não podendo esquecer das guerras iminentes. Por ser um recurso tão vital quem tiver mais disponibilidade pode ser alvo daqueles que tem menos. E com isso o caos pode se instaurar sobre todos nós.
    A água por ser um recurso renovável não significa que não tenha fim um dia. Se a população continuar com esses comportamentos esse dia pode não estar muito longe. Precisamos de medidas eficientes para atingir a população e evidenciar os perigos da escassez da água. E também de melhores técnicas para reaproveitar, reciclar e tratá-la. Precisamos mudar para desenvolver e deixar um mundo melhor para as próximas gerações.

  7. A água potável encontrada na natureza é essencial para a vida no nosso planeta. No entanto, esta riqueza tem se tornado cada vez mais escassa. Vários fatores poderão aumentar de forma dramática a demanda por água: aumento da urbanização e da população, mudança climática e consumo de alimentos. Os países mais pobres já sobrem com a falta de água potável.

    O Painel Internacional de Pesquisa do Pnuma, a partir de estudos fez um alerta mundial sobe o consumo de água, afirmando que em 2030 metade da população mundial poderá ter dificuldades para obter água. E a falta de água pode gerar sérios problemas para a humanidade, uma vez que a água é indispensável para a sobrevivência humana. E essa falta, além de acarretar em um aumento de 40% no valor, pode gerar conflito para obtenção desse recurso.

    Portanto, para que se possa prevenir problemas futuros, é necessário um incentivo aos estudos nessa área, e ainda uma colaboração por parte da população para evitar gastos desnecessários.

  8. A previsão em que em 2030 metade da população tenha dificuldade em obter água deve ser levada a serio já que se for preservada desde hoje e possível que em 2030 essa dificuldade em encontrar água seja adiada ou ate mesmo extinta, mas se continuarmos gastando da maneira em que é gasta sem ter consentimento não vai existir outro jeito a não ser ir se acostumando com essa ideia assustadora e que nos espera. A porcentagem de água doce disponível já é consideravelmente menor que a salgada
    Na minha opinião, são válidas todas as tentativas que sejam necessárias para que este futuro não tão distante possa vir a ser evitado. Tem que ser criadas novas formas que ajudaram a poupar água e que ao mesmo tempo não prejudiquem o meio ambiente, hábitos devem mudar e a forma de pensar de cada um, já que a água é um bem coletivo e nesse momento é preciso olhar para a coletividade. Precisamos de medidas eficientes para atingir a população e evidenciar os perigos da escassez da água. E também de melhores técnicas para reaproveitar, reciclar e tratá-la.

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