Pessoas com deficiência precisam participar de políticas públicas, diz relatora especial da ONU


deficientes

Publicado originalmente em: 11/03/2016

Pessoas com deficiência representam ao menos 15% da população mundial – o equivalente à população inteira do continente americano, disse a relatora especial da ONU para os direitos das pessoas com deficiência, Catalina Devandas Aguilar, que apresentou relatório no início de março durante o Conselho de Direitos Humanos sobre participação dessas pessoas na vida pública e nos processos de tomada de decisão.

“Devido ao estigma, a maior parte de nós é invisível, raramente ocupamos posições em governos, e normalmente não somos consultados na tomada de decisões, mesmo quando a questão nos afeta diretamente”, disse Aguilar.

A especialista em direitos humanos lembrou que a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi ratificada por 162 países, obriga os Estados a consultar pessoas com alguma deficiência, reconhecendo seu direito de participar de todas as áreas das políticas públicas, não apenas daquelas relacionadas a suas deficiências.

No entanto, de acordo com a relatora especial, trata-se de um sonho distante. “Nossas vozes simplesmente não são ouvidas. Nossa exclusão é uma perda para a sociedade como um todo. E vai contra a ideia de ‘não deixar ninguém para trás’. A esse ritmo, não vamos atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável a menos que as pessoas com deficiência sejam tratadas de maneira diferente”, disse.

Fonte: ONU Brasil    Charge: Gilmar

20 respostas em “Pessoas com deficiência precisam participar de políticas públicas, diz relatora especial da ONU

  1. Ativista assumido dos direitos da pessoa com deficiência, o senador Romário (PSB-RJ) é autor do Projeto de Lei do Senado 45 de 2015, que proíbe a cobrança de taxa adicional para alunos com deficiência física ou intelectual em escolas particulares. A proposta também estabelece que os pagamentos feitos acima do valor da mensalidade, que não sejam cobrados para todos os alunos, deverão ser ressarcidos. o reembolso deverá ser o dobro do que foi pago em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais. O projeto está aguardando votação em Plenário.
    Outra medida de autoria do mesmo parlamentar é o Projeto de Lei do Senado 62 de 2015, que aumenta o repasse de recursos para o paradesporto e os programas de incentivo à inclusão desportiva de estudantes portadores de deficiência. A atual legislação determina que os prêmios da Loteria Esportiva Federal não reclamados pelos ganhadores devem ser utilizados para promover práticas esportivas. A proposta de Romário determina que 75% destes recursos financeiros sejam destinados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e 25% ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Por esta proposta, há um aumento percentual de verbas destinadas ao CPB de 15% para 25%, com redução dos recursos do COB. O aumento é justificado pela dificuldade de obtenção de patrocínio, doação e incentivos dos esportes paralímpicos frente aos olímpicos. O projeto está aguardando parecer na Comissão de Turismo e Desporto.
    Tais medidas são exemplos de como precisamos incluir as pessoas com deficiência nas políticas públicas, e como essa pauta não está nas prioridades do congresso nacional.

  2. Muito se fala hoje na inclusão, mas pouco se tem feito por ela. Saindo às ruas se vê o quão forte ainda é a exclusão em nossa cultura. Isso ocorre tanto por parte do Estado quanto por parte da população. A relatora especial lembrou da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil ratificou em 2008. Em 2016, o Estatuto da Pessoa com Deficiência entra em vigor.
    Segundo o Censo Escolar, houve um crescimento de 177% da formação de professores em educação especial em dez anos. A educação no Brasil, para quem tem alguma deficiência, ainda é algo complicado. As escolas devem se tornar mais inclusivas, não deixando de fora ninguém que faça parte de alguma diversidade. Deveria haver nessas um ambiente que favorecesse, de alguma forma, o contato com o estudante com e sem deficiência.
    Essa ideia de não deixar ninguém para trás deveria começar nas escolas, mas a falta de inclusão nestas vai contra essa ideia. Realmente, o que se vê hoje é que o deficiente participa de políticas públicas, mas quando relacionado a área de deficiência dele. E isso é um erro. A pessoa com deficiência deveria participar de todas as áreas relacionadas às políticas públicas. Mas quando a educação especial e inclusiva para essas pessoas se torna algo difícil, todo o resto pode se tornar complicado.

  3. O relatório apresentado durante o Conselho de Direitos Humanos pela Catalina Devandas Aguilar, traz que ao menos 15% da população mundial é composta por pessoas com deficiência, o que seria equivalente á população inteira do continente americano. A maior parte dessas pessoas são invisíveis perante a sociedade, raramente ocupam posições em governos, e mesmo assim não são consultados na tomada de decisões, mesmo quando essas decisões os afetam diretamente.
    A especialista recordou que os Estados são obrigados a consultar as pessoas com alguma deficiência, reconhecendo seu direito de participar de todas as áreas das políticas públicas, não apenas aquelas relacionadas a sua deficiência. No entanto, as vozes dessas pessoas não são ouvidas, essa exclusão é uma perda para toda a sociedade, vai contra a ideia de não deixar ninguém para trás.
    Portanto seria correto se a voz das pessoas deficientes fossem ouvidas, trariam ideias para a melhora da sociedade. Nos últimos tempos houve uma melhora para os deficientes, mas não a que eles realmente merecem, Pois participam das politicas públicas, mas as referentes a eles, ainda faltam participar das outras.

  4. Politicas públicas devem sim englobar as pessoas com deficiência na prática e devem dar a eles voz ativa em quaisquer assuntos que tenha cunho social. Catalina Devandas Aguilar apresentou, durante o Conselho de Direitos Humanos, um relatório que contêm dados surpreendentes e que devem ser levados em como: 15% da população mundial é composta por deficientes, para se ter uma ideia, é o número equivalente à população total do continente americano.
    Com tamanha representação, essas pessoas não possuem o respeito que merecem. Seus direitos, quando existem, não são respeitados na maioria das vezes por aqueles que não têm nenhum tipo de limitação. Exemplo clássico, como mostrado pela charge, é o descaso dos indivíduos que estacionam em vagas exclusivas para deficientes. Para completar tamanha absurdez, não se ouvem o que os deficientes têm a dizer, seus anseios são deixados de lado. Demonstrando que a inclusão é falha. É muito raro ver algum deficiente tendo algum destaque e respeito perante à sociedade, como foi dito por Aguilar.
    Enfim, não se faz inclusão tratando os deficientes com desrespeito, nem como se eles fossem invisíveis. Pessoas deficientes são cidadãs e devem ser tratadas como tais. Por isso as politicas públicas devem agregar de fato e considerar os direitos dos deficientes em todos assuntos sociais e não apenas naqueles que se referem à sua determinada deficiência.

  5. Existem um enorme número de ativistas em prol de políticas públicas, para inserir pessoas com deficiência em atividades de nossa sociedade. Mas o que acaba barrando, são vários governantes não levarem para dentro do governo, pessoas realmente com alguma deficiência, para tratar de políticas que atendem essa parcela significativa da nossa sociedade. Um exemplo de político, e que surpreendeu a sociedade brasileira, é o atual senador Romário. O ex – jogador, pai de uma linda menina com deficiência mental, que trouxe projetos inovadores e de extrema importância para a inclusão das pessoas que deveriam já estar incluídas na sociedade, sem a necessidade de criação de projetos. Pessoas com alguma deficiência são pessoas como todos nós, pagando impostos e deveriam ter o mesmo tratamento ou até melhor. A inclusão que o nosso atual senador faz, é de extrema importância, pois em nenhum momento ele desrespeita os deficientes, ele faz uma coisa que deveria ser feita antes mesmo, com compromisso e dedicação para com os deficientes.

  6. A Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência inserido no ordenamento como decreto lei numero 6949, vem no rol das medidas bem intencionadas de inclusão dos deficientes. Como ocorre com muitas políticas sociais, as medidas legais não vem acompanhada de efetivas ações no meio da sociedade e dos cidadãos. Principalmente medidas de conscientização , real inclusão desses deficientes. É exatamente o que ocorre em muitos aspectos, a legislação como artigos , tratados , decretos vem regular de forma boa , porem não são auto aplicáveis. É fundamental que haja paralelamente ações socias para a real inclusão. Seja a conscientização em escolas, campanhas sociais além de ser fundamental a garantia de condições mínimas de vida para esses deficientes. Para que possam se locomover, transitar e viver de forma a superar suas limitações físicas, o que inclusive é garantia constitucional. É importante comentar que ações legislativas como por exemplo LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015 Estatuto da Pessoa com Deficiência, é de extrema importância. Mas sempre lembrando da aplicabilidade e políticas sociais de conscientização conjuntas.

  7. A inclusão e acessibilidade a pessoas vitimadas por alguma deficiência no meio social, é um tema extremamente importante que requer a atenção de todos os integrantes da sociedade, pois a não observância a esse relevante instituto, ocasionaria a exclusão de quem é acometidos com alguma debilidade motora ou psíquica. Sendo assim, deve haver politicas publicas de inclusão nos diferentes ramos sociais para os deficientes, sempre observando as limitações, capacidades e necessidades de cada indivíduo.
    Os deficientes físicos, precisam de adaptações especiais para se conviverem harmoniosamente na sociedade, sem se sentir menosprezado, e, em observância ao principio constitucional da Igualdade, devemos tratar os desiguais na medida de sua desigualdade para equipara-los aos demais, contudo, devemos promover ações publicas que visem beneficiar essa classe social.

  8. No que consistem políticas públicas?
    Pois bem, políticas públicas são conjuntos de programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou indiretamente, com a participação de entes públicos ou privados, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico. Desse modo, atuação estatal na promoção da efetivação de prerrogativas e direitos fundamentais manifesta-se essencial na construção de um Estado Democrático de Direito participativo, em observância dos particulares enquanto indivíduos sujeitos de direitos, em detrimento de um Estado concentrado em práticas que venham a servir o capital financeiro e a prejudicar o capital humano. Desse modo, à luz do que se estabeleceu em tratados e convenções internacionais sobre a proteção e inclusão das pessoas com deficiência, o Estado tem obrigação e responsabilidade internacional de implementar políticas públicas que visem trazer para o centro da construção social os cidadãos, o capital humano, e não os grandes bancos e o capital financeiro.

  9. Inicio meu comentário replicando a frase dita por um deficiente na notícia: “Nossas vozes simplesmente não são ouvidas. Nossa exclusão é uma perda para a sociedade como um todo. E vai contra a ideia de ‘não deixar ninguém para trás’. A esse ritmo, não vamos atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável a menos que as pessoas com deficiência sejam tratadas de maneira diferente”
    Como a notícia nos mostra, as pessoas com deficiência representam 15% por cento da população mundial. E como não é novidade para ninguém, no Brasil as minorias não são representadas. No congresso não possui UMA pessoa com deficiência. Ou seja, eles não são representados. Os que lutam pelos direitos dos deficientes, não sabem o que é ser uma pessoa com deficiência, pois não vivem em seus cotidianos a realidade e as dificultados que é ser uma pessoa portadora de alguma deficiência.
    Além disso, com ilustra perfeitamente a charge, brasileiro não respeito o direito de outras pessoas. Inúmeras vezes acontece de uma pessoa considerada ‘normal’ INVADIR a vaga de outra pessoa com alguma deficiência. E não para por ai, ônibus custa para quando algum deficiente dá o sinal, e quando para, muitas vezes, a máquina que faz com que, por exemplo, um cadeirante, entre dentro do ônibus não funciona. E para piorar o constrangimento sofrido por essa pessoa deficiente, acontece muito de pessoas que estão dentro do ônibus reclamarem que está atrasando a viagem o fato de ligar o ‘elevador do ônibus’ para os deficientes físicos.
    O que o Brasileiro precisa é uma aula de cidadania e punição, para os que não respeitam o direito alheio.

  10. A igualdade é um princípio constitucional que significa isonomia de todos perante a lei e está previsto no art. 5º, “caput”, da Constituição Federal, que não faz distinção de qualquer natureza entre as pessoas. A exceção a esse princípio é tratar desigualmente os desiguais para colocá-los no mesmo patamar de igualdade.
    A maior parte dos deficientes não é de fato enxergada, eles são tratados como seres invisíveis na sociedade. Isso não deveria mais acontecer, já que hoje eles chegam a aproximadamente 15% da população mundial, o que equivale à população inteira do continente americano. Representam não mais uma minoria insignificante, devendo ter maior representação política.
    Visando a obtenção da isonomia, foi criada a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Ela foi ratificada por cerca de 160 Estados, e os obriga a consultar pessoas com alguma deficiência, o que consolida o direito que elas têm de participar de todas as áreas das políticas públicas, não apenas das relacionadas com as suas deficiências. E o problema é que, na realidade, na prática, essa consulta não acontece.
    A relatora especial da ONU, Catalina Devandas Aguilar, acha que enquanto houver esse distanciamento entre a realidade fática e normativa, não vamos atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Ela ressalta ainda, a inegável necessidade de tratamento diferenciado dos deficientes, com a finalidade de obter a igualdade de fato.

  11. Políticas de inclusão de deficientes normalmente não são bem sucedidas devido à baixa participação social em suas elaborações. Portanto, sociedade civil e governo devem estar unidos a fim de criar espaços destinados à discussão e o aprimoramento das políticas públicas. A fim de que as discussões logrem êxito, é imprescindível que estes espaços tenham caráter coletivo e democrático – incluindo a participação direta de pessoas com deficiência.
    A participação das pessoas com deficiência na definição de políticas públicas evidencia maior grau de maturidade de um País e, para que este grau esteja sempre em crescimento, esforços conjuntos devem ser direcionados no sentido mudar e/ou implementar legislações, programas e ações.
    A opinião do cidadão deficiente na formulação de políticas públicas torna o governo mais próximo da sociedade e consequentemente influencia de forma positiva na eficiência das políticas públicas. A inclusão de pessoas com deficiência em discussões e decisões relacionadas às políticas públicas evidencia que assumiram o papel de atores principais de sua emancipação e cidadania.

  12. Pessoas com deficiência, que representam pelo menos 15% da população mundial, precisam ter voz e garantia de seus direitos, resultando em igualdade de oportunidades. É o que diz a relatora especial da ONU Catalina Devandas Aguilar, ao apresentar relatório durante o Conselho de Direitos Humanos, sobre a participação dessas pessoas na vida pública e nos processos de tomada de decisão. O cargo da relatora recorda e aborda um tema central dos Direitos Humanos com uma busca pela implementação de igualdade e trazendo problemas enfrentados por deficientes que, muitas vezes, não são vistos com a proporção que deveriam.
    Há, no Brasil, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garante ao deficiente, o direito de participar dos atos da vida civil e de manifestar sua vontade, mas assegurando-lhe a proteção que for necessária. Com uma grande quantidade de pessoas que possuem algum tipo de deficiência, políticas públicas que resultam em modificações e reajustes devem ser feitas, garantindo a acessibilidade e igualdade de oportunidades com os demais indivíduos. O Estatuto, Lei número 13.146 de 6 de julho de 2015 foi aprovado como um grande marco na evolução e busca por políticas igualitárias.

  13. O que pode ocorrer em muitas vezes é que o cidadão com deficiência não tem conhecimento da necessidade de participação e voz ativa na defesa dos seus direitos. O desrespeito as políticas públicas em favor de pessoas com deficiência explicitam que os deficientes devem se atentar para a necessidade de reivindicarem os seus direitos garantidos e além disso, a garantia de novos direitos pertinentes. Existem normas regulamentadas para serem cumpridas e, por conseguinte, há também a necessidade de fiscalização não só das medidas tomadas no plano governamental em seu próprio benefício, como também as ações do restante da sociedade. A inclusão se faz necessária para que não haja tratamentos “estranhados” e que os deficientes sejam vistos como parte da sociedade que precisa de atenção, e nada melhor para angariar tal atenção, como os próprios interessados se engajando na causa. Mas claro, não passará de utopia se não houver um fortalecimento desse pensamento por parte do poder público e da sociedade.

  14. Primeiramente, uma organização internacional, como a ONU, é um sujeito de direito internacional, que possui direitos e deveres. Por ser uma organização, a sua criação é decorrente de um ato jurídico entre Estados e, logo, representa a vontade destes (porém, não se limita a esta, uma vez que, por ser dotada de personalidade jurídica, é detentora de vontade própria).
    Baseando-se na teoria dos poderes implícitos, para que uma organização realize o seu fim, seu objetivo, esta denotará de competências, inclusive, caso não seja abordado em seu ato constitutivo. Portanto, a ONU, possui em uma de suas inúmeras funções, o dever de garantir os direitos humanos, englobando, então, os relativos a pessoas com deficiência.
    Logo, é de competência operacional dela em determinar a inclusão desse grupo minoritário nas políticas públicas dos Estados. Entretanto, vale lembrar que tal ação constitui de um empasse: será obrigatória ou não? Os Estados membros detém de soberania, seja ela no conceito de independência em relação aos demais sujeitos internacionais, seja em relação a autonomia/ supremacia no âmbito interno. A partir disso, não constitui de direito de ninguém, a intervenção ou o julgamento relativo aos atos de autoridade. Logo, não é função da ONU em regulamentar as políticas públicas, sendo a inclusão de indivíduos com deficiência, mera sugestão.
    Por outro lado, a liberdade de vínculo do Estado é determinante para a participação deste nos tratados internacionais. Com isso, uma vez que este ratificou sua participação, além de ser originário da organização, o país se vincula ao ato, gerando uma obrigação. Inclusive, não é possível alegar direito interno para abster de tratado internacional retificado. Por tal perspectiva, uma vez concedida a competência à ONU no contexto de direitos humanos, no ato constitutivo desta, o Estado se vincula às diretrizes da organização.
    Por fim, vale lembrar que um Estado nada mais é que a representação unificada da coletividade, do povo e, logo, deverá, como objetivo principal, objetivar o interesse comum, sendo parte deste, a proteção às minorias. Conclui-se, então, que a efetivação da declaração da ONU relativa à inclusão das pessoas com deficiência no plano político é fundamental ao desenvolvimento social.

  15. Há décadas o movimento social das pessoas com deficiência tenta desvincular o assunto das áreas da saúde e assistência e incluí-lo no âmbito dos direitos humanos, de modo a ser tratado de forma transversal nas ações programáticas das políticas públicas. A ideia é que todos os programas, na área da saúde, trabalho, esporte, educação, cultura, etc, devem ser acessíveis e incluir a todos os cidadãos. A reafirmação desta noção é muito importante, uma vez que significa a transição do chamado modelo médico para o modelo social da deficiência. No modelo médico, o indivíduo com limitações era visto como objeto de assistência e caridade. Já no modelo social, ele é reconhecido como sujeito de direitos. Neste modelo, a deficiência, que antes era entendida como um problema individual da pessoa, passa a ser vista como resultante das barreiras impostas pelo meio ambiente. A responsabilidade de prever e se ajustar à diversidade e às necessidades de cada indivíduo agora é da sociedade. Com isso, cabe aos governos e à sociedade em geral construir estruturas acessíveis e promover adaptações de modo a equiparar oportunidades e incluir o indivíduo com deficiência.
    A partir da adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em 2006, e sua ratificação por 151 países, entre eles o Brasil, onde entrou na legislação como norma constitucional, o tema da deficiência tem ganhado maior visibilidade. Ademais da Convenção, o Protocolo Facultativo, também aprovado por vários países, inclusive o Brasil, prevê que indivíduos ou grupos denunciem os Estados que descumprirem a Convenção. Quem analisa os pedidos é o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, um grupo de 18 especialistas independentes, apontados pelos Estados que ratificaram a Convenção. O Comitê se reúne periodicamente em Genebra e monitora a implementação da Convenção pelos Países-Membros a partir de relatórios enviados pelos governos.
    A partir da adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em 2006, e sua ratificação por 151 países, entre eles o Brasil, onde entrou na legislação como norma constitucional, o tema da deficiência tem ganhado maior visibilidade. Ademais da Convenção, o Protocolo Facultativo, também aprovado por vários países, inclusive o Brasil, prevê que indivíduos ou grupos denunciem os Estados que descumprirem a Convenção. Quem analisa os pedidos é o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, um grupo de 18 especialistas independentes, apontados pelos Estados que ratificaram a Convenção. O Comitê se reúne periodicamente em Genebra e monitora a implementação da Convenção pelos Países-Membros a partir de relatórios enviados pelos governos

  16. Apesar de existirem cerca de 15% de pessoas com alguma deficiência, ainda existe uma falta de representatividade nos cargos de comando no mundo, conforme afirma a relatora especial da ONU para os direitos das pessoas com deficiência, Catalina Devandas Aguilar. Conforme relatório apresentado à ONU, a participação dos deficientes na vida pública é mínima, e muito se deve ao estigma que a deficiência causa. Outro interessante ponto levantado por Aguilar é que as decisões que afetam diretamente as pessoas com deficiência são tomadas sem uma prévia consulta.
    A relatora apresenta um certo pessimismo quanto a mudanças. Infelizmente, este pessimismo se baseia na realidade.

  17. A pessoa portadora de deficiência deve ser protegida e inserida em todas as esferas da sociedade. Não deve existir preconceitos ou restrição dada a sua limitação. O Estado deve trabalhar procurando meios e condições para que as pessoas portadoras de deficiência possam concorrer em igualdade com os demais indivíduos.
    Acredito que estamos avançando no processo de inclusão, ainda que timidamente, a cultura do brasileiro tem mudado e estamos evoluindo nesse sentido, hoje em dia, há mais ofertas de empregos destinada aos portadores de deficiência, assim como reserva de vagas em concursos, mobilidade urbana, esse é o caminho para alcançarmos a igualdade no tratamento.
    Com relação às políticas públicas, acredito que podem contribuir e muito, a participação de todos os grupos é importante, todos os grupos da sociedade devem estar representados na política, assim podem criar as melhores alternativas para defenderem seus direitos, pois conhecem suas necessidades.

  18. Com toda certeza, as pessoas com deficiência devem participar das politicas publicas, precisamos enquanto sociedade criar mecanismos de inclusão de forma que possamos fazer destas pessoas verdadeiros cidadãos. São milhões de pessoas excluídas simplesmente por não terem a seu favor politicas inclusivas que possam dar uma melhor qualidade de vida a elas.

  19. Os países devem abrir os olhos e não deixar com que situações como essa ocorra. Os deficientes tem direitos e esses devem ser respeitados como os de qualquer outra pessoa e não podem ser tratados de for indiferente ou ser considerados invisíveis pelo estado, é preciso sim que os deficientes participem das politicas públicas e que campanhas de conscientização sejam feitas para mostrar que não são representados como deveriam. Por quase não existir deficientes na politicas questões relevantes para esse grupo não são colocadas em pauta e com isso são deixadas no esquecimento. Como se não bastasse não ser representados ainda não são consultados, já que para se saber o que é melhor para um grupo que apresente alguma deficiência nada melhor que a opinião dos mesmos. Todos devem ter direitos fundamentais levados em consideração e para deficientes, isso não é diferente, devem ser olhados e tratados de uma forma especial, com uma atenção maior levando em consideração que todos em um governo, em um estados devem ter o que merece, e não ser deixado no esquecimento.

  20. É preciso assegurar ao portador de necessidades especiais o convívio social e a inclusão de políticas públicas. É visto pela lei de cotas n° 8213 que até um certo número de funcionários, a empresa, é obrigada a ter deficientes inseridos no seu efetivo. No entanto, falta suporte para que o deficiente posso realizar seu trabalho com normalidade, por exemplo, com elevadores adequados, computadores. Além disso, a qualificação dos deficientes é de extrema importância para que posso atender à demando do mercado de trabalho, para ocorrência disso é necessária a capacitação dos educadores

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