Enquanto economia global cresce, emissões de gases de efeito estufa se mantêm constantes


Publicado Originalmente: 16/03/2016

A Agência Internacional de Energia (IEA) divulgou nesta quarta-feira (16) dados preliminares que mostram que as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) ficaram em 32,1 mil milhões de toneladas em 2015, se mantendo estáveis desde 2013.

O grande responsável pelo não-aumento de emissões foi a energia renovável, que teve cerca de 90% da nova produção de eletricidade em 2015 (só a energia eólica foi responsável por metade dessa nova produção). Na China e nos Estados Unidos, os dois principais emissores, houve redução de 1,5% e 2% nas emissões relacionadas a energia, respectivamente.

Outro fator importante é que, pelo segundo ano consecutivo, enquanto as emissões se mantiveram constantes, a economia global cresceu mais de 3%, demonstrando que é possível crescer sem aumentar as emissões. Em toda a história de medições da AIE, as outras únicas três vezes em que as emissões não cresceram estiveram associadas à recessão econômica (1980, 1992 e 2009).

De acordo com o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Mario Barroso, os novos dados enfatizam a necessidade do Brasil continuar investindo em energia renovável. “Nos últimos 15 anos, as emissões brasileiras no setor de energia mais que dobraram. Recentemente, o Brasil deu importantes passos para a diminuição das emissões, com os acordos bilaterais com Estados Unidos e Alemanha, além da participação no Acordo do Paris. Agora, precisamos de mais políticas públicas federais que viabilizem o incremento de energias renováveis alternativas, como solar e eólica, para que o país continue sendo uma das nações com mais energia renovável do planeta, sem esquecer é claro o forte combate ao desmatamento”.

A análise completa será divulgada em um relatório especial World Energy Outlook sobre a energia e qualidade do ar, que será lançado no final de junho.

FONTE: WWF

7 respostas em “Enquanto economia global cresce, emissões de gases de efeito estufa se mantêm constantes

  1. O Brasil é hoje o pais que mais se destaca no ramo de fontes de energia renováveis, em decorrência de sua alta capacidade de transformar energia limpa por meio de fontes alternativas. De acordo com o Balanço Energético Nacional, realizado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), divulgado no ano de 2009, as Fontes de Energia renováveis no Brasil representam aproximadamente quase 90% de toda energia produzida internamente. Isso se deve em grande parte ao Programa de Aceleração do crescimento (PAC) que foi criado em 2007, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010) e promoveu a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país, contribuindo para o seu desenvolvimento acelerado e sustentável. (www.pac.gov.br)
    Dois exemplos de obras de incentivo à produção e distribuição de energia renovável abarcadas pelo programa são: a HIDROVIA TIETÊ – PARANÁ, nos estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo, executada pela LOGUM LOGISTICA S.A. sob responsabilidade do Ministério de Minas e Energia e que já está em operação; e o SISTEMA DE LOGÍSTICA DE ETANOL – GO-MG-SP, também executada pela LOGUM LOGISTICA S.A. e sob responsabilidade também do Ministério de Minas e Energia ainda em obras.

  2. Há preocupação com os impactos da deterioração da qualidade ambiental sobre a capacidade produtiva e o desenvolvimento econômico futuro, dessa forma o assunto “Meio Ambiente” tem estado em evidência nos últimos anos. As pesquisas tem mostrado que é possível crescer economicamente sem, no caso específico tratado acima, aumentar as emissões de gases de efeito estufa.
    A esse respeito, no início deste mês, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, defendeu que as ações brasileiras para cortar as emissões de carbono e, com isso, frear o aquecimento global, impulsionarão a economia do País. “O Brasil é o primeiro país em desenvolvimento do mundo a oferecer essa meta para toda a economia”, declarou a ministra.
    Em dezembro passado, 195 países selaram o Acordo de Paris, que começará a valer em 2020. O objetivo em longo prazo é manter o aquecimento global “muito abaixo de 2ºC”. Agora a comunidade internacional concentra-se na regulamentação desse acordo histórico, visando medidas que tornem possível o objetivo central do acordo. Acordos como este são apenas o inicio para a qualidade ambiental em equilíbrio com a economia, a conscientização de todos que será o alicerce para a verdadeira mudança que precisamos para garantir a sobrevivência do planeta.

  3. A união dos países pela redução das emissões tornou obsoleta a alegação dos países em desenvolvimento, que afirmavam ser fácil para os desenvolvidos imporem a necessidade de reduzir a poluição, já que suas indústrias já estavam estabelecidas, pois a adoção do REDD+, criou benefícios aos países em desenvolvimento, ou seja, o REED+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal + conservação dos estoques de carbono florestal + manejo sustentável de florestas e aumento dos estoques de carbono florestal) compensa financeiramente os países em desenvolvimento, quando estes combatem ao desmatamento, com pagamentos .
    Em relação ao Brasil, é necessária a regulamentação legal para a comercialização de crédito em carbono (existindo propostas engavetadas no Congresso Nacional), o que colabora para a falta de investimentos internos.
    O que não pode ocorrer, é “empurrar” a conta para o setor agrônomo, como vem ocorrendo, pois houve incentivo estatal durante décadas para a exploração do território, e agora o Estado quer a proteção ambiental, sem dar apoio ao setor.

  4. A sustentabilidade está modificando a economia e a cultura de nosso século. Existe agora uma dicotomia entre a economia capitalista usurpadora e a economia social supostamente responsável. Essa situação indica que a sustentabilidade é essencial para que haja inovação, pois, não há inovação sem sustentabilidade. O setor privado em geral, principalmente as pequenas empresas, são essenciais para a preservação dos recursos naturais no país. A ministra Izabella Teixeira acredita que o governo deverá alinhar sua visão de negócios com as companhias em relação ao desenvolvimento sustentável. Durante o EXAME Fórum de Sustentabilidade, a ministra expôs: “Tem uma visão conservadora da empresa apenas como usuária dos recursos (naturais) e tem uma visão contemporânea da empresa como estratégica para a gestão dos recursos. A primeira visão é de curto prazo. A segunda, de médio e longo prazos”. A ministra expõe também a necessidade de alterar a legislação para que o setor privado possa se empenhar. O problema é que, para muitos, esse tipo de comprometimento ainda é visto como um ônus. “O nosso desafio é mostrar que política ambiental condiciona o desenvolvimento. Não é restrição.”, afirmou a ministra.

  5. Um dos assuntos mais discutidos na atualidade é com relação ao meio ambiente, devido as grandes degradações e alterações que o planeta tem sofrido. Um dos principais problemas é a emissão do CO2 na atmosfera que intensifica o efeito estufa gerando o aquecimento global.
    Várias foram as políticas implementadas no controle de emissão dos gases poluentes, que felizmente tem surtido efeito. O Brasil, juntamente com outros países tiveram atitude positiva ao editarem várias leis de proteção e preservação, destaco a lei 8.723/93 que dispõe sobre a redução de emissão de poluentes por veículos automotores.
    Outro ponto que relevante é a utilização de energia renovável que constitui uma boa alternativa dado ao fato de causarem damos.
    Apesar de vivermos em uma era capitalista, de consumismo, em que atividade industrial cresce dia a dia, é possível adquirirmos todas as nossas necessidades, com responsabilidade e atentos aos impactos que serão gerados ao meio ambiente.

  6. A constante preocupação com o aquecimento global nas últimas décadas vem surtindo efeito, visto que estudos da Agência Internacional de Energia (IEA) demonstram que a taxa de emissão do monóxido de carbono vem se mantendo estável desde 2013.
    A implantação e investimentos em prol do uso das energias renováveis foi responsável pela contenção na taxa de monóxido de carbono emitida anualmente pelas nações de todo o mundo, sendo que a energia eólica, sozinha, foi responsável por cerca de metade de toda energia convertida em eletricidade no mundo.
    Um bom exemplo dessa conscientização dos países, em prol da redução na emissão de poluentes que afetam o equilíbrio do meio ambiente é o Brasil, visto que em 2015, seus investimentos na produção de energia não poluente, rendeu ao Estado, um lugar entre os 10 maiores investidores em energia sustentável do mundo.
    Portanto, todas aquelas convenções referentes a assuntos sobre o meio ambiente, vem ganhando grande destaque na mídia internacional e assim, esta divulgação serve de impulso para que todos os países busquem reduzir a emissão de poluentes nocivos ao ambiente global e investir em fontes sustentáveis e não poluentes de energia.

  7. Os dados divulgados pela Agência Internacional de Energia (IEA) revelam a consolidação da energia limpa e renovável como nova matriz energética. Além disso, demonstram que o crescimento econômico pode ser atingido a partir da utilização de fontes energéticas renováveis.
    Neste cenário, o Brasil destaca-se pelo aumento de investimentos em fontes alternativas, que promovem a expansão de sua capacidade de produção de energia limpa e renovável.
    É preciso ter em mente que a importância do uso das energias renováveis está na economia, que é feita através da utilização de recursos mais baratos, e na preservação do meio ambiente, pois as fontes alternativas utilizam em sua maioria meios naturais, abundantes e reaproveitáveis para produção de energia elétrica.
    Assim, diante dos benefícios no uso das fontes de energias limpas e renováveis, mostra-se de essencial importância o fomento de sua utilização como principal meio de produção de energia.

    Michelle Cândida.

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