Daniela Mercury defende a igualdade de oportunidades no trabalho para a população LGBT


Publicado originalmente em: 11/03/2016

A Campanha Livres e Iguais da ONU, coordenada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, conta com o apoio de diversas agências, incluindo a OIT, que tem a missão de promover a igualdade de oportunidades no trabalho para a população LGBT. Como campeãs da igualdade da ONU, Daniela e Malu Mercury cederam os direitos da imagem do seu casamento para uma campanha da ONU e foram a Nova York em novembro de 2015 para o lançamento mundial com a participação de diversos países da região. A campanha é um elo de ligação entre as agências e, além de conscientizar a população, promove ações diretas com trabalhadores, empregadores, governo e sociedade civil para a promoção de trabalho decente para pessoas LGBT.
Produzido e dirigido por Juliana Bacelar.

Fonte: International Labour Organization

3 respostas em “Daniela Mercury defende a igualdade de oportunidades no trabalho para a população LGBT

  1. A discriminação com as pessoas LGBT é grande e percebida em qualquer ramo da vida.
    E no caso de emprego não é diferente.
    A dificuldade de não ser heterossexual vai muito além do que se imagina.
    É notório como as pessoas ainda acham estranho ter colegas de trabalho/escola, ou outra coisa, pertencentes ao grupo LGBT. Há várias conversas e o desconforto entre muitos.
    A dificuldade de arrumar um emprego, faz com que muitos integrantes do grupo se “escondam” para poderem ser contratados e futuramente não sofram discriminação dentro do seu emprego. Fazendo com que o rendimento do indivíduo, possa ser até menor do que ele realmente é capaz.
    É como se a capacidade profissional da pessoa fosse julgada pela sua sexualidade.
    Fato semelhante ao que já ocorreu, e infelizmente algumas vezes ainda ocorre, com as mulheres.
    Ninguém será mais ou menos capaz por sua opção sexual.
    A questão cultural, pode ser um grande fator para a falta de empregos para pessoas LGBT. Muitas empresas se sentem ameaçadas de terem suas imagens atribuídas aos seus trabalhadores, e assim perder certos clientes. O que não é um absurdo,pois muitas pessoas se sentem intimidadas ao perceberem que há alguém diferente delas, em questão de gênero por exemplo. É a cultura, e o preconceito, infelizmente.
    O trabalho decente é um direito de todos, independente de qualquer coisa.
    A inércia a respeito do assunto, fará com que o desrespeito com tal grupo continue.

  2. Infelizmente, nos dias de hoje, ainda podemos perceber que a população LGBT não só brasileira, como mundial, sofre diariamente o preconceito e a discriminação em ambientes sociais e profissionais. Diante dos altos índices de violência para com essas pessoas, a ONU visa promover a igualdade e o respeito. A Campanha já criada pela mesma conta com depoimentos reais de pessoas que sofreram esse tipo de abuso em ambientes de trabalho e oferece algumas recomendações para a abordagem desse assunto, com o objetivo de conscientizar sobre a violência e discriminação homofóbica e transfóbica, promovendo maior respeito pelos direitos das pessoas LGBT em todos os lugares do mundo. É essencial ressaltar que condições dignas de vida e, no caso, de um trabalho decente é direito de todos, independente da sua orientação sexual. Trabalhar em um ambiente sem preconceitos garantem equidade, segurança e dignidade humana para todos. Projetos como esse são de suma importância para a construção de um Brasil (e mundo) livre de tais discriminações, onde todos os seres humanos gozem de respeito mútuo e tenham seus direitos assegurados pela Constituição.

  3. Não é fácil aceitar aquele que é diferente. Quando se trata de uma sexualidade diferente, então, o que mais vemos é um enorme preconceito com aqueles que não são héteros. Advindo principalmente de uma interpretação errônea da Bíblia, cristãos são aqueles que mais discriminam, por acreditarem ter sido proibido por Deus. E isso, embora seja uma visão praticamente medieval, perdurou entre as famílias mais fechadas até se tornar, nos dias atuais, a simples ideia de que é errado. Sem justificativas coerentes.
    Pois bem, a sexualidade em nada interfere na vida social e – principalmente – profissional do indivíduo. Muitos deles precisam esconder sua sexualidade para conseguirem direitos iguais no trabalho, uma vez que, assim como as mulheres, a visão antiga de que são menos capazes por fatores que não têm culpa acaba criando um fechamento maior do mundo trabalhista para estas pessoas. É com a desconstrução cada vez mais eficiente de um preconceito que não possui sentido algum (visto que diversas das pessoas mais competentes nos mais diversos ramos eram homossexuais, bissexuais ou transsexuais) que poderemos, finalmente, tirar da margem a comunidade LGBT e trazê-los para o centro dos trabalhos mais tradicionais.

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