No Chile, presidenta defende cooperação entre países por maior desenvolvimento econômico


Publicado originalmente em: 26/02/2016

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Após se reunir com autoridades chilenas e brasileiras nesta sexta-feira (26), em Santiago (Chile), a presidenta Dilma Rousseff defendeu que Chile e Brasil trabalhem conjuntamente para superar desafios globais, sobretudo os relacionados à economia, desenvolvimento sustentável e acordos climáticos.

“Mesmo porque num momento de crise, num momento de queda dos preços das commodities, de desaceleração de economias emergentes e de crise mais profunda, nós temos de cooperar, nós temos esse caminho que, sem dúvida, leva ao maior desenvolvimento econômico e à criação de emprego e mais renda para as nossas sociedades”.

A presidenta afirmou que os dois países continuarão atuando de forma coordenada nas decisões emanadas da COP-21, assim como na Agenda 2030 e nos objetivos de desenvolvimento sustentável. “Coincidimos na visão de que o mundo enfrenta desafios que só poderão ser superados com esforços coletivos, coordenados e muito cooperativos”.

 Sobre o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos entre Brasil e Chile (ACFI), assinado em novembro de 2015, Dilma reiteirou ser um passo decisivo na criação de um ambiente mais favorável aos investimento entre os países.

“Ao mesmo tempo nós estamos negociando um acordo de compras governamentais que, certamente, vão ajudar a dinamizar as nossas relações. Além disso, estamos também trabalhando numa proposta de Acordo de Serviços Financeiros, que complementará o acordo de facilitação dos investimentos”.

Infraestrutura

Em relações aos demais temas da agenda bilateral, Dilma pontuou que o foco são os projetos de infraestrutura, em especial os corredores bioceânicos, que farão a integração física da América do Sul, interligando os oceanos Atlântico e Pacífico.

A meta do governo é priorizar a rota rodoviária que ligará o porto de águas profundas em Iquique à cidade de Porto Murtinho(MS), no Brasil. Ao interligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, o corredor é uma alternativa estratégica para o escoamento da produção da região para os mercados asiáticos. Outro corredor em análise é o corredor POA-Coquimbo.

“Esse corredor {Iquique-Porto Murtinho} é estratégico porque vai permitir uma articulação inter-regional e vai nos colocar diante dos portos do Atlântico e do Pacífico, permitindo tanto o acesso aos mercados da Europa, da África e dos Estados Unidos, como também aos mercados asiáticos”. 

Saúde, tecnologia e direitos humanos

 A presidenta ainda destacou os acordos firmados nas áreas de tecnologia, cultura e saúde. Ela agradeceu a colaboração da presidente Bachelet em relação aos esforços do governo brasileiro no combate ao mosquito Aedes aegypti.

“Nós concordamos ser fundamental essa cooperação regional frente a esse desafio. Não só em relação ao vírus zika, mas também ao vírus da dengue e da chikungunya.”

 Na área de tecnologia, a presidenta disse que a criação do Ministério de Ciência e Tecnologia do Chile vai contribuir para ampliar a cooperação no setor de ciência, tecnologia e inovação.

“Nessa área nós já identificamos várias oportunidades como as tecnologias de comunicação, de informação, a biotecnologia em fármacos, as energias renováveis, enfim, a prevenção e a mitigação de desastres naturais, a astronomia e astrofísica. Nosso ingresso no Observatório Europeu do Sul trará benefícios não somente para a indústria brasileira, mas também para a ciência e a educação no Brasil. E essa é uma cooperação com o Chile”.

Sobre a cooperação humanitária, Dilma falou sobre a importância  do Memorando de Entendimento para o Intercâmbio de Documentos para Esclarecimento de Graves Violações aos Direitos Humanos, assinado no Brasil em 2014.

“É simbólico para a história de nossos países que o acordo tenha sido assinado por duas presidentes, nós que somos testemunhas vivas desse processo, como disse na ocasião a presidente Bachelet. Agradeço-lhe novamente, minha querida amiga Bachelet, pelas informações enviadas pelo Chile, que contribuíram para o relatório final da Comissão Nacional da Verdade”.

Olimpíadas

Dilma também aproveitou a oportunidade da visita oficial para reiterar o convite à presidenta Bachelet para acompanhar, em agosto, a abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. “Também convidei o Chile a estabelecer uma Casa Nacional do Chile, no Rio de Janeiro. Desejo também muita sorte aos chilenos e às chilenas que vão participar dessa disputa e dessa cerimônia que, além de ser uma cerimônia esportiva, é uma comemoração sobre a paz”.

Fonte: Blog do Planalto

10 respostas em “No Chile, presidenta defende cooperação entre países por maior desenvolvimento econômico

  1. Cooperação entre Chile e Brasil, tem destaque pelo Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), assinado em 2015 que pretende facilitar acordos econômicos entre os países. O governo brasileiro quer priorizar a rota rodoviária que ligará o porto de águas profundas em Iquique no Chile à cidade de Porto Murtinho (MS), no Brasil. Ao interligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, o corredor é uma alternativa estratégica para o escoamento da produção da região para os mercados asiáticos. Esse corredor (Iquique-Porto Murtinho) é estratégico porque vai permitir uma articulação inter-regional e vai nos colocar diante dos portos do Atlântico e do Pacífico, permitindo o acesso tanto aos mercados da Europa, quanto os da África e dos Estados Unidos, como também aos mercados asiáticos.Também não podemos deixar de destacar os obstáculos a serem superados quando o assunto se trata de economia,clima e desenvolvimento sustentável. Barreiras a serem quebradas principalmente pelos países emergentes no cenário mundial, os dois países ainda vem buscando soluções através de acordos, gerando assim mais emprego em ambas as sociedades.

  2. Brasil e Chile podem juntos superar alguns desafios globais, os dois se encontram e um momento parecido, principalmente se avaliarmos o âmbito econômico, e quando forças são unidas é muito mais fácil conseguir resolver algum problema ou situação de dificuldade. Desenvolvimento sustentável e acordos climáticos também foram pautas desse encontro entre os dois países.
    Tanto Brasil quanto Chile são economias emergentes, e estão afundados em uma crise. Num momento como esse a cooperação é o caminho que, sem sombra de dúvidas, nos levará a um maior crescimento econômico e criação de empregos. A presidenta afirmou que os dois países continuarão atuando de forma coordenada nas decisões emanadas da COP-21, assim como na Agenda 2030 e nos objetivos de desenvolvimento sustentável. Na área da infraestrutura também querem focar nos corredores bioceânicos, que irão interligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Essa interligação irá favorecer o comércio com os mercados da Europa, África e dos Estados Unidos. E esse encontro ainda teve um final diplomático, Dilma aproveitou a oportunidade para reforçar o convite para a Presidenta do Chile vir ao Brasil assistir a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

  3. Nos dias atuais deve haver uma cooperação entre nações com a qual consigamos superar os desafios do século XXI. A COP-21 demonstra ser um grande exemplo. Ela vem para alcançar um novo acordo sobre o clima aplicável a vários países e interessante para todos.
    O Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos firmado por Brasil e Chile, assinado em novembro de 2015, tem como objetivo “melhorias da governança institucional, mecanismos para mitigação de riscos e prevenção de controvérsias e agendas para cooperação e facilitação de investimentos”. Economia, desenvolvimento sustentável e acordos climáticos são assuntos também muito em pauta e extremamente importantes. Dois países se aliarem para superar problemas relacionados a isso é um pequeno passo para tentar modificar a situação atual.
    Hoje o Brasil é a nona economia mundial e a maior da América Latina. O país é um grande parceiro comercial dos países do Mercosul. Com isso, o que acontece no país pode gerar um impacto aos vizinhos. Brasil e Chile são só uma parte considerável da América do Sul. Parcerias como essa devem circular com mais eficiência para tentar mudar a economia que se vê em declínio. Ter Estados que coincidam nas visões de bem estar para a população e que acreditam realmente que com isso podem ajudar essas nações é interessante se esse trabalho em equipe sair da promessa e gerar resultados.

  4. As relações entre Brasil e Chile crescem ano a ano, beneficiando as economias de ambos os países. Isso, porque, tanto o Brasil quanto o Chile precisam um do outro. Cabe ressaltar que o Brasil concentra o maior estoque de investimentos externos chilenos no mundo, gerando vagas de emprego para brasileiros e influenciando na economia do país. Por outro lado, o Brasil também influencia na economia chilena, vez que há empresas brasileiras atuando no país chileno em setores de energia, alimentos, mineração, entre outros. Cumpre salientar que entre Brasil e Chile há tarifa zero e estes são parceiros comerciais. Há, entre Brasil e Chile, diversos interesses comuns, inclusive no que diz respeito à cooperação energética e na integração ferroviária. Dessa forma, é possível concluir que a parceria firmada entre Brasil e Chile beneficiam os dois países, mas é ainda mais importante o papel dessa parceria no momento econômico em que o Brasil se encontra. Tal parceria auxiliará na recuperação da economia brasileira, que precisará do apoio de outros países, especialmente os que possuem interesses em comum e que já são parceiros de longa data.

    Carolina Lobato Rodrigues – Direito Internacional Econômico – 7º Período (terça feira)

  5. A COP-21 foi criada em 2015 visando conter as mudanças climáticas e as ameaças à economia, um acordo global que entre outros assuntos visa supervisionar o Protocolo de Quioto. Dessa maneira a presidenta do Brasil Dilma Rousseff e a presidente do Chile Michelle Bachelet acordaram um trabalho conjunto entre os países visando maior desenvolvimento econômico, aumento na geração de emprego e renda da população.
    A presidente defende criação de um ambiente mais favorável para o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos com a implementação do porto de águas profundas em Iquique à cidade de Porto Murtinho(MS) que interligará o Brasil ao Chile, Paraguai e Argentina (ACFI), criando corredores bioceânicos entre o oceano Atlântico ao Pacífico, que tornam o mercado de importações/ exportações mais amplos, facilitando o comércio entra a Europa, a Ásia, a África e os Estados Unidos.
    Com relação à saúde percebe-se a preocupação mundial com a pandemia da dengue, zika vírus e a chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Dessa maneira há a cooperação entre Brasil e Chile na biotecnologia em fármacos, as tecnologias de comunicação e informação visando mitigar a infecção da população com tais vírus.
    A presidenta brasileira entre outras questões ressaltou a importância das informações prestadas pela Bachelet que contribuíram para o relatório final da Comissão Nacional da Verdade que investiga violações de Direitos Humanos ocorridas na época da ditadura no país entre 1946 e 1988.

  6. Não há de se negar que uma cooperação traz muitos benefícios para aqueles correlacionados. A cooperação internacional é um meio muito importante para que os países possam compartilhar questões econômicas, politicas, ambientais no sentido de combater, juntos, desafios globais. A presidente Dilma Roussef defendeu e salientou a ideia de que, considerando o atual cenário de crise profunda em ambos países, “coincidimos na visão de que o mundo enfrenta desafios que só poderão ser superados com esforços coletivos, coordenados e muito cooperativos”. A cooperação levará a um “maior desenvolvimento econômico e à criação de emprego e mais renda para as nossas sociedades”. Em relação à infraestrutura, Dilma pontuou que o foco são os projetos de infraestrutura, em especial os corredores bioceânicos, que farão a integração física da América do Sul, interligando os oceanos Atlântico e Pacífico, como priorizar a rota rodoviária que ligará o porto de águas profundas em Iquique no Chile à cidade de Porto Murtinho (MS), no Brasil. Acredito ser de extrema importância essa cooperação, pois trará benefícios para ambos países e todo aqueles relacionados, no âmbito econômico, social e politico.

  7. A relação entre o Brasil e o Chile tem ganhado destaque desde 2015, quando foi assinado o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). Esse acordo almeja fortalecer a relação econômica e comercial entre os países e foi considerado fundamental na atual conjuntura de crise do Brasil.
    O compromisso de cooperação entre Estados é de suma importância interna e externa para os países. E, sendo assim, ganhou destaque na Constituição da República de 1988, que traz no artigo 4º, IX, como um dos princípios de direito internacional o dever de cooperação entre os povos para o progresso da humanidade.
    A realização de acordos e cooperações mútuas, demonstram uma tentativa relevante de solucionar alguns problemas econômicos que o Brasil possui. Tendo em vista que a crise instaurada hoje vai demorar para ser solucionada, o país deve sim, sempre que possível, estabelecer regras de cooperação entre nações visando a melhoraria do paradigma econômico atual e almejando também melhorias futuras, a longo prazo.

  8. O fortalecimento aos mercados da América Latina é uma das principais bandeiras do plano de governo da Presidenta Dilma.
    Tal política de estratégia iniciada ainda com o Presidente Lula traz a potencialidade do Brasil em ser um difusor da nova diplomacia da América do Sul.
    As relações entre Chile e Brasil se iniciaram em 1836 e desde então, grandes acordos vem sendo firmado.
    Nos anos 70 muitos brasileiros exilaram no País em decorrência do endurecimento da Ditadura Militar do Brasil.
    A partir dos anos 90 ambos países tem estritos laços econômicos, com entrada do Chile no MERCOSUL como Estado associado.
    Tendo em vista a estrategia politica, econômica e georográfica o Chile é um portal de entrada para a América do Sul sendo um ponto de conexão ao Pacifico e consequentemente aos Mercados Asiáticos.
    A relação econômica e diplomática entre os dois países, favorece a integração latino-americana e as relações de progresso entre os dois países.

  9. Um Estado possui fundamento principal a busca do interesse comum. Portanto, suas políticas devem rondar tal objetivo. O país, no cenário internacional, é sujeito de direito internacional representante da coletividade, o seu povo. E, com isso, as relações com os demais sujeitos devem visar o benefício aos indivíduos (que são sujeitos de direito internacional, no caso, passivos). Vale lembrar, contudo, que tal interação deverá ser pautada nos princípios da boa-fé e da cooperação entre Estados.
    Por isso, a relação diplomática presente no artigo e celebrada entre a atual Presidente do Chile e do Brasil são de fundamental importância para o desenvolvimento da qualidade de vida do povo, além de refletir os requisitos para a interação entre sujeitos. Tal como exposto na fala de Dilma Roussef, retirado da própria reportagem: ” nós temos de cooperar, nós temos esse caminho que, sem dúvida, leva ao maior desenvolvimento econômico e à criação de emprego e mais renda para as nossas sociedades”.
    Além disso, vale lembrar que as missões diplomáticas são função do Poder Executivo, cujo chefe é o próprio Presidente da República, sendo que a diplomacia baseia-se tanto na intensificação das negociações entre Estado acreditante e Estado acreditado, quanto na proteção deste. Inclusive, o zelo ao país relacionado é demonstrado pelo apoio à criação do Ministério de Ciência e Tecnologia do Chile, que trará maior apoio ao desenvolvimento de pesquisas no âmbito mundial (pois, servem de exemplo).
    Por fim, a cooperação existente entre países é aspecto essencial para um crescimento de todos os Estados, sendo pronto principal do direito internacional.

  10. O Brasil certamente está passando por uma crise política interna, que consequentemente provoca efeitos externos, pois influi nas relações econômicas. A presidenta junto com o Chile em uma tentativa de minorar os efeitos da crise, procurou a cooperação de países na tentativa de maior desenvolvimento econômico. A reunião ocorreu em Santiago, cidade situada no Chile, cooperaram no sentido de superar desafios globais, inclusive no que concerne a economia, desenvolvimento sustentável e acordos climáticos.
    Em um momento de desaceleração das relações econômicas, a colaboração entre os países deve ser atenuado em vista de beneficiar todos, pois caso contrário iria piorar e levar a efeitos nefastos. O esforço coletivo faz com que a crise seja mais branda, quero dizer, o efeito sobre cada país será minorado, ou capaz de suportar, o que no qual se dependesse sozinho não conseguiria.
    Propõe a instalação de uma grande infraestrutura, em especial os corredores bioceânicos, que farão a integração física da América do Sul, interligando os oceanos Atlântico e Pacífico. Os corredores são uma alternativa estratégica para o escoamento da produção da região para os mercados asiáticos, além de permitir o acesso aos mercados da Europa, da África e dos Estados Unidos.
    Teve acordos visando a saúde, a tecnologia e direitos humanos.

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