Brasil condena atentados que deixaram pelo menos 150 mortos na Síria


Publicado originalmente em: 22/02/2016

siria

O governo brasileiro condenou os atentados terroristas ocorridos da Síria neste domingo (21), que resultaram na morte de pelo menos 150 pessoas.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (22), o Ministério das Relações Exteriores classificou de “barbárie” os ataques contra civis.

“Trata-se de mais um crime covarde reivindicado pelo grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico. Ataques contras civis são atos de barbárie que devem ser repudiados e combatidos com firmeza pela comunidade internacional como um todo. Nenhum ataque terrorista pode ser justificado. Nenhuma manifestação de intolerância religiosa pode ter lugar no mundo de hoje”, diz o texto.

Homs, a terceira maior cidade do país, foi atingida pelo mais sangrento atentado ocorrido ali desde 2011, com 59 mortos, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

No sul de Damasco, segundo a agência síria de notícias, 83 pessoas foram mortas perto de um santuário xiita, em um duplo ataque jihadista. O observatório diz que foram 96 mortes.

Segundo o Itamaraty, o Brasil reitera seu apoio às iniciativas de paz em curso, que têm por objetivo buscar uma solução política para a crise na Síria.

“A paz na Síria deve ser alcançada pelo diálogo e pela reconciliação, em processo liderado pelos próprios sírios entre setores reconhecidos como idôneos, o que exclui grupos terroristas, nos termos da Resolução 2254 (2015) do Conselho de Segurança das Nações Unidas e os Comunicados de Viena de 2015 e de Genebra de 2012”, informou a nota.

Fonte: Jornal do Brasil

5 respostas em “Brasil condena atentados que deixaram pelo menos 150 mortos na Síria

  1. O governo brasileiro condenou os atentados terroristas ocorridos da Síria, que resultaram na morte de pelo menos 150 pessoas.Em nota divulgada, o Ministério das Relações Exteriores classificou de “barbárie” os ataques contra civis.
    Trata-se de mais um crime covarde reivindicado pelo grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico. Ataques contras civis são atos de barbárie que devem ser repudiados e combatidos com firmeza pela comunidade internacional como um todo. Nenhum ataque terrorista pode ser justificado. Nenhuma manifestação de intolerância religiosa pode ter lugar no mundo de hoje.
    A paz na Síria deve ser alcançada pelo diálogo e pela reconciliação, em processo liderado pelos próprios sírios entre setores reconhecidos como idôneos, o que exclui grupos terroristas, nos termos da Resolução 2254 (2015) do Conselho de Segurança das Nações Unidas e os Comunicados de Viena de 2015 e de Genebra de 2012.

  2. A Guerra Civil na Síria se iniciou no contexto da Primavera Árabe, com manifestações pacíficas em protesto contra um governo ditatorial, as quais foram reprimidas severamente. O ditador Assad se recusava a renunciar e, para piorar, o grupo radical Estado Islâmico tenta tomar conta da revolta, causando o caos e dificultando a mudança de governo. Vários atentados estão ocorrendo nessas regiões e são os civis que estão pagando o preço por isso. Há um resquício de Guerra Fria na questão, uma vez que os EUA, assim como boa parte dos países da Europa são contra as ações do ditador Assad, enquanto a Rússia apoia o regime. Com isso, os países contrários ao regime sírio e ao Estado Islâmico ficam um uma situação complicada, até mesmo a ONU. Na outra via, estão os sírios que tentam fugir para a Europa em situações incrivelmemente precárias, sofrendo com xenofobia e não obtendo o auxílio humanitário necessário. O Brasil também considera o grupo EI como terrorista, e consonância com os EUA. Porém, percebe que a embaixada está adotando uma postura liberalista wilsoniana, ao considerar uma situação tão complexa será resolvida por meio de simples diálogo, o que não deve ocorrer, infelizmente.

  3. Um novo acordo entre os EUA e a Rússia para impor um cessar-fogo na Síria foi alcançado, para que a cessação das hostilidades entrasse em vigor em 27 de Fevereiro deste ano. O cessar-fogo, sob a condição de um acordo entre as partes em conflito, excluiria Estado Islâmico, a Frente al-Nustra e outros grupos considerados organizações terroristas. O ceticismo a respeito da força desse cessar-fogo foi difundido, pois a última ordem planejada de cessar-fogo não aconteceu. Em vez disso, a Rússia continuou a sua campanha de bombardeios, os cercos de cidades que passavam fome não foram levantadas e outras medidas de segurança foram ignoradas. Mas a declaração conjunta da Rússia e dos Estados Unidos não teriam sido divulgadas após extensas deliberações se os dois países não tivessem indicações relativamente claras de que seus termos seriam aceitos pelas peças-chave, incluindo o governo sírio, as forças da oposição patrocinados pela Arábia Saudita e, por curdos sírios. O cessar-fogo foi cumprido, apesar de algumas violações.

  4. É importante o Brasil se posicionar diante de uma atrocidade como essa. O Estado Islâmico, rebeldes contra o governo da síria, diz que possui o objetivo de criar um Estado muçulmano que inclua as zonas sunitas do Iraque e da Síria, entretanto os integrantes do EI produzem atentados terroristas que ferem e matam inocentes – No dia 21 de fevereiro de 2016, o ataque resultou na morte de pelo menos 150 pessoas – , usando a religião como desculpa para cometer esses atos de terror.
    A guerra na síria foi apenas um começo de uma onda de ataques que afetou todo o mundo, pois com a entrada dos EUA na guerra e o apoio de outros países que tentam combater todo esse terrorismo, a situação se agravou ainda mais. É imprescindível que temas como esse sejam abordados cada vez mais na ONU e que todos os países se posicionem e cooperem uns com os outros para tentar achar soluções – de preferência pacífica, pois já houve muita dor e sofrimento – que visam exterminar esse problema.

  5. Os atentados ocorridos na Síria têm como objetivo prejudicar as negociações de paz, de acordo com o Ministério Russo das Relações Exteriores. Segundo o Observatório, a Síria sofre há quase cinco anos com o conflito.
    Com isso, o Brasil se manifestou condenando os atentados que deixaram 150 mortes na Síria.
    De acordo com o texto do Ministério das Relações Exteriores que afirma que ataques contras civis são atos de barbárie, é possível perceber que o documento transmite as condolências ás famílias da vítima e ao povo sírio e reitera o apoio do Brasil ás iniciativas de paz que buscam uma solução política para a crise da Síria ao qual o Brasil se sente ligado por profundos vínculos históricos. Além disso, o Brasil afirma que a paz na Síria deve ser alcançada pelo diálogo e pela reconciliação entre os próprios sírios, excluindo os terroristas.

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