Falta solidariedade com a crise dos refugiados da Síria?


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Há mais de 4,5 milhões de refugiados da Síria em apenas cinco países: Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito:

  • A Turquia acolhe 2,5 milhões de refugiados sírios, mais do que qualquer outro país no mundo.
  • O Líbano acolhe cerca de 1,1 milhões de refugiados da Síria, o que corresponde a aproximadamente uma em cada cinco pessoas da população do país.
  • A Jordânia acolhe aproximadamente 635.324 refugiados da Síria, o que é aproximadamente 10% da população.
  • Iraque, onde existem 3,9 milhões de deslocados internos, acolhe 245,022 refugiados da Síria.
  • O Egito acolhe 117.658 refugiados da Síria.

Ao final de 2015, o apelo humanitário da ONU para os refugiados sírios foi apoiado por apenas 61%. A escassez de financiamento para esta situação, significa que a população de refugiados sírios mais vulneráveis do Líbano recebe apenas 21,60 dólares por pessoa ao mês, o que equivale a cerca de 0,70 centavos por dia para assistência alimentar, um montante bem abaixo da linha de pobreza de ONU, fixada em 1,90 dólares.

Segundo a ONU, aproximadamente 250.000 pessoas morreram e 13,5 milhões precisam de assistência humanitária urgente no interior da Síria. Mais de 50% da população síria está deslocada.  Uma em cada duas pessoas que atravessaram o Mediterrâneo em 2015— meio milhão – era síria fugindo do conflito em seu país.

E os demais países?

Fontes: Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCAA), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Anistia Internacional.

9 respostas em “Falta solidariedade com a crise dos refugiados da Síria?

  1. Acho que as fronteiras devem permanecer abertas para aquelas que escapam do conflito.
    A comunidade internacional, em especial os países da União Europeia, Rússia, China, EUA e outros que tenham meios econômicos, devem financiar totalmente o apelo humanitário da ONU para Síria. O apoio humanitário deve ser sustentado e não uma contribuição em parcela única; deve haver um compromisso desenfreado da parte de países individuais e de grupos como o G20 para assegurar que os apelos humanitários continuem a ser financiados.
    Qualquer pessoa em fuga da Síria deve ser considerada carente de proteção internacional. A vasta maioria dos refugiados da Síria, incluindo refugiados palestinos, provavelmente atende aos critérios para status de refugiados sob a lei internacional. Devem contar com a proteção e os benefícios conferidos ao status do refugiado. A chave para esta questão é que os refugiados sírios não devem ser restritos a períodos curtos de residência ou excluídos de programas de reunificação familiar.
    Refugiados da Síria, como todos os refugiados, não devem ser sujeitos a detenção durante a imigração.

  2. Como já aludido em outra postagem, a Síria vivencia uma guerra civil desde março de 2011, durante a Primavera Árabe. São constatados números expressivos de vítimas e pessoas sem abrigo, que se viram obrigada a sair de suas moradias pelo medo e tensão instalado na Síria pelo conflito entre o governo e aqueles que são contra o regime. Mais além, há ainda o terrorismo que o Estado Islâmico tem disseminado pela intolerância religiosa. É um momento de extrema tensão vivenciada pelos Sírios que em busca de liberdade, estão imigrando para outros países. Entretanto, as demais nações não são tão colaborativas. Muitas são preconceituosas, marcadas pela xenofobia e intolerância religiosa e cultural. Ademais, algumas pessoas se findam no argumento de que os imigrantes irão toler os empregos, o acesso à moradia, educação e saúde daqueles que são nacionais.
    São pensamentos pequenos que não se adequam à necessidade de compreender que mais do que refugiados, são seres humanos que precisam de assistência e uma chance de terem uma vida digna sem represálias e desrespeito aos direitos inerentes a eles.
    É necessário abolir a xenofobia e unir os Estados para que seja adotadas medidas que se baseiam na solidariedade social, acolhendo todos os refugiados de modo digno.

  3. Os refugiados são pessoas que , em razões econômicas ou outras razões politicas, optam por deixarem seu país para buscar melhores condições de vida em outro pais. Longe de casa, eles são inseridos em uma sociedade da qual não conhecem e sua permanência é dificultada pela falta de emprego e falta de moradia. A Organização das Nações Unidas (ONU), além de proteger estas pessoas, auxilia também na volta deles ao local de origem. O problema que têm ocorrido é aumentado os problemas sociais, como guerra, perseguição politica, catástrofes naturais. Os países que recebem estes imigrantes devem ter uma politica que consiga arcar com a permanência dos refugiados, tendo em vista que os problemas dos pais de origem não previsão de acabar. O problema se agrava também com o surgimento de doenças que podem alastrar e causar epidemias e mortes. Os governos, não somente aqueles que recebem os refugiados, mas também os governos que têm condições, devem se comprometer com o levantamento dos fundos necessários para suprir as demandas de saúde e sobrevivência dos refugiados.

  4. Debater dos porquês do processo de refúgio dos habitantes da Síria é sem dúvida uma discussão longa e necessária, pois não existiria esse refúgio se o pais fosse fonte de trabalho, educação, saúde… Mas, ao invés disso temos um país marcado pela ditadura de seu governante e opositores que em nome do divino, racha toda estrutura frágil familiar de seu povo, sem contar também, com o interesse brutal dos países bélicos patrocinarem tudo isso.
    Somado todo esse diagnostico não sobrou muito para o povo Sírio a não ser fugir do seu país e procurar principalmente a Europa para acolhimento. Assim, percebemos outro trauma, pois os europeus sabem de suas necessidades, mas não querem eles em seu país, mas mesmo assim são obrigados a recebe-los, gerando um caos total e estruturas dinamitadas pela falta de compaixão.
    A pergunta não se cala, qual o mais importante, as pessoas ou um regime de quem manda mais, será que um dia o sofrido povo do oriente e asiático terá um fim onde iremos e olharemos para o passado nefasto apenas como uma história e conquistaremos enfim um equilíbrio, seja ele religioso ou outro qualquer em harmonia e respeitando as diferenças?
    Tolerância ativa, isso sim seria um debate positivo e caloroso para o momento, mas não somente para os problemas do povo Sírio, mas sim um debate para toda humanidade, pois somente com a tolerância ativa poderemos buscar o respeito entre os povos e suas diferenças.
    Enquanto não chegamos a esse equilíbrio, não há dúvida que devemos acolher de todas as formas o povo Sírio, que quer apenas a dignidade de trabalho, saúde e educação, seja qual for seu destino em qualquer lugar do planeta terra, devemos nos doar a essa pujante necessidade de apoio e amor a essas pessoas.

  5. Os refugiados que buscam saídas do conflito que já dura mais de cinco anos enfrentam grandes obstáculos para encontrar segurança, enquanto a solidariedade internacional falha em responder e refletir a escala e gravidade desta tragédia humanitária de tantas vítimas. A Síria é a maior crise humanitária e de refugiados do nosso tempo, que continua causando sofrimento para milhões de pessoas e que deveria atrair o apoio de todo o mundo. Um acordo político poderia acabar com o sofrimento e mais países deveriam aceitar uma parcela maior de refugiados em seus territórios. Temos um cenário em que as fronteiras estão sendo cada vez mais restringidas pelos países vizinhos devido ao esgotamento e sob a tensão de acolher tantos refugiados. Isso faz com que milhares de pessoas vulneráveis estejam retidas dentro da Síria, incapazes de deixar o país. Estados europeus que já acolheram sírios estão agora fechando as portas diante do crescente número de refugiados que buscam segurança no continente. Vários países impuseram restrições de entrada e de fronteira, levando a um acúmulo de dezenas de milhares de refugiados na Grécia, enquanto a União Europeia negocia com a Turquia um acordo que poderia enviar os solicitantes de refúgio de volta ao país. Estamos falando de uma tragédia em larga escala que demanda uma solidariedade para além dos recursos financeiros. Faz-se necessário que mais países compartilhem o fardo, tomando uma parcela maior de refugiados desta que se tornou a maior crise de deslocamento de uma geração.

  6. A crise dos refugiados da Síria é uma das maiores da humanidade, o país está em guerra desde 2011, o Estado Islâmico também é responsável pelo aumento na violência no local, com medo, milhares de pessoa tem deixado o país, migrando principalmente para a Europa. O problema é que alguns países que anteriormente estavam recebendo e imigrantes e refugiados não estão sendo mais tão receptivos.
    É importante que os países eliminem as restrições das fronteiras e contribuam para o acolhimento dos refugiados, uma tragédia dessa proporção exige solidariedade internacional. Os governos devem trabalhar no sentido de aumentar a capacidade de abrigá-los, cumprindo também as promessas de doações.
    A ONU como organização internacional, bem como outras organizações humanitárias devem interferir no sentido de incentivar os países à cooperação, a intervenção desses entes é importante e significativa. Além da promoção de políticas destinada à eliminação das restrições das fronteiras e necessário a criação de meios de combate à violência e respeito aos Direitos Humanos.

  7. A Síria, desde 2011 com a chamada Primavera Àrabe, tem passado por uma onde de protestos. A questão dos refugiados ganhou maior destaque a partir do ano de 2015. A situação chegou ao ponto em que a ONU precisou fazer um apelo humanitário pra comunidade internacional. Existem alguns países, como mencionado no artigo, que acolheram esses refugiados em acampamentos que deveriam ser apenas temporários. A situação – diga-se de passagem, insustentável – em que os refugiados estão vivendo nesses acampamentos é calamitosa, triste. Apesar do apelo humanitário feito pela ONU, alguns países não parecem estar dispostos a acolher os refugiados. Não é nenhuma novidade as decorrências desse fato no território europeu. Até por uma questão geográfica, os refugiados cruzaram, em grande número, as fronteiras europeias, mas há um problema em relação ao número de refugiados que o países desse continente estão disposto e, mais do que isso, conseguem receber. A triste realidade é que muitos países, no ano de 2015, passaram a recusar a entrada dos refugiados e o problema ainda persiste.

  8. De um lado governo sírio de Bashar Al-Assad apoiado principalmente pela Rússia e Irã, do outro lado rebeldes, apoiados pelos americanos, Arábia Saudita,o grande rival do Irã no oriente médio, do outro lado temos os extremista como Estado Islâmico, nesse emaranhado de interesses políticos e econômicos é que se encontra o cidadão sírio, “entre a cruz e a espada”.
    Mais difícil do que sair da Síria e conseguir estabelecer em um outro país, já que os imigrantes sírio encontra-se muitas vezes com as portas fechadas. A Europa e os países vizinhos não dão conta de receber a quantidade de imigrantes que foge da guerra, o que me chamou a atenção foi o fato dos EUA ter anunciou receber 10 mil refugiados sírios no próximo ano, ou seja enquanto o país mais rico do mundo irá receber 10 mil refugiados A Turquia já acolheu 2,5 milhões de refugiados sírios, há uma desproporcionalidade de responsabilidade mundial no intuito de ajuda os imigrantes sírios, os países deveriam ajudar na proporção de sua riqueza para não onerar demais outros países.
    Não vejo uma solução a curto prazo, o problema não será resolvido enquanto a guerra não acabar, enquanto isso a ONU grita por soluções diplomáticas, e os grupos envolvidos tapam os ouvidos e escutam apenas a voz de seus interesses e cometem crimes contra a humanidade “a torto e a direita”.

  9. A guerra na Síria tornou-se cada vez maior; o país, que não é muito grande, foi totalmente arruinado. A destruição foi tão significativa, que uma parcela elevada da população teve que fugir do país, indo, principalmente, para países europeus com políticas de migração mais abertas e os países mais próximos. O que acontece, porém, é que a maioria destes países não consegue receber essa quantidade de novos cidadãos e, o que é pior, não consegue criar políticas que se mostrem eficientes para eles também.
    A diferença cultural também se mostra um empecilho, principalmente em se tratando de mulheres: a forma com que os homens sírios tratam as mulheres não é respeitoso na maioria dos países, o que acaba gerando conflitos internos, e a xenofobia por parte da população e a dificuldade e o custo da acomodação de tantos imigrantes acaba gerando um desconforto das duas partes e uma consequente marginalização da população síria. É preciso, antes de tudo, reorganizar a política de migração dos países, de forma a conseguir abarcar melhor tantas pessoas, e uma conscientização da população através de políticas públicas, para que ajudem a reinserção dessas pessoas em suas novas sociedades.

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