Economia: “Esperança decrescente no Brasil” – Arminio Fraga


Publicado  originalmente em: 13/02/2016

1455386014085.jpg

Entrevista. Armínio Fraga

Arminio Fraga diz que, caso estivesse no governo, promoveria uma ‘grande mudança no regime econômico’ e alerta que o Brasil ‘está correndo bastante risco’

‘Levy jogou na defesa, eu ia jogar no ataque’

FERNANDO DANTAS / RIO – O ESTADO DE S.PAULO

O Estado de S. Paulo, 13 Fevereiro 2016 | 15h 52

Ex-presidente do Banco Central e apontado para ser ministro da Fazenda caso Aécio Neves vencesse as eleições de 2014, Arminio Fraga considera o atual momento político-econômico brasileiro pior do que o início dos anos 90, quando, em plena hiperinflação e moratória, entrou na vida pública como diretor do Banco Central. Para Fraga, o Brasil perdeu o rumo durante o governo Lula, e acordou num “pesadelo de um país paralisado, com um modelo ruim que não está sendo corrigido”.

Cético em relação ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ele diz que o antecessor, Joaquim Levy, aceitou o cargo por “coragem, com um pinguinho de sonho e loucura”. Fraga mantém-se convicto de que a situação do País seria outra em caso de vitória tucana, pois ele “jogaria no ataque”, com uma “grande mudança de regime econômico”, enquanto Levy “jogou na defesa”, para “segurar a barra e ver se conseguia ganhar tempo”. A seguir, trechos da entrevista à Agência Estado, concedida na quinta-feira, na sede no Rio da gestora Gávea Investimentos, da qual é sócio fundador.

Quais são os principais focos de preocupação econômica no mundo?

Acho que o epicentro ainda está mais na China, mas há também a sensação de que, se as economias principais derem para trás, não tem mais muito o que fazer, não há muito espaço fiscal e monetário. Não acredito que dê para ir tão longe no juro negativo, o que já vem ocorrendo em diversos países. Tem até relatórios de mercado falando que daria para ir até 4% de juro negativo, mas sou cético. Não há muita folga se tiver um problema. E todo o esforço dos bancos centrais até agora parece ter tido como efeito principal evitar outra depressão. Mas não muito mais. Do ponto de vista de inflação, pouquíssimo. Essas mudanças todas também estão afetando os bancos, que lidam com dinheiro, que está rendendo juro negativo. É uma margem de remuneração que desaparece. E aí há temores sistêmicos, envolvidos com problemas políticos de se proteger os bancos, é complicado. Outra questão é a alavancagem, que, ao contrário do que alguns suporiam, cresceu muito de 2007 para cá. Na China, por exemplo, as empresas aumentaram a alavancagem de 2007 para cá em 80 pontos porcentuais do PIB, mesmo com todo o crescimento do PIB chinês.

O sr. entrou na vida pública no governo Collor, um dos piores momentos econômico-políticos desde a redemocratização. Como compara aquela crise com a de hoje?

Sim, fui diretor do Banco Central em 1991 e 1992. O Brasil vinha de mais de dez anos de queda no PIB per capita, moratória, hiperinflação, uma situação caótica. Mas havia certa esperança de que poderia virar, já havia uma reflexão sobre a hiperinflação. Agora é muito diferente. Com a chegada do presidente Lula, parecia que o Brasil havia achado um caminho bom, com mudanças no lado social, e sem seguir a cartilha do PT, sem quebrar o Brasil. A frustração hoje é muito grande porque o Brasil chegou a bater na trave, fez vários gols nessa sequência de FHC 1 e 2 e Lula 1. Havia a sensação de que o País tinha uma agenda e de repente isso sumiu. Em algum momento, o País se perdeu completamente. Algo que veio junto com uma deterioração de costumes e da nossa política, que hoje é caótica, com quase 30 partidos. A sensação é que ninguém quer fazer qualquer passo mais ousado, qualquer sacrifício. O Brasil desembocou nessa situação meio fragilizado, dobrou as apostas todas, de expansão de crédito e fiscal, desleixo com a inflação, e acordou num pesadelo de um país paralisado com um modelo ruim, que não está sendo corrigido. É uma dinâmica econômica trágica, triste, algo inusitado para mim. Então, eu diria que, a meu ver, hoje está pior do que lá atrás, no início dos anos 90.

Como vê a questão da dívida pública?

Acho que nosso Estado está cheio de problemas, é grande, ineficaz e a dinâmica financeira é inacreditavelmente complicada. E isso em meio a uma brutal recessão. São os astros se alinhando negativamente, mas não vamos culpar o zodíaco – nós mesmos alinhamos esses astros de uma forma inimaginável, fora de qualquer proporção. Então, há essa evolução galopante da dívida federal, os Estados estão em péssima situação, e o pior é o meu querido Rio de Janeiro, porque somos de certa maneira um emirado petrolífero. O governo bloqueou as contas do Rio Grande do Sul outra vez. O governo federal não tem como ajudar. E o mal-estar vai aumentando, desordem urbana, insegurança, agora essa incrível epidemia de zika. É um quadro dramático.

O Brasil voltará a crescer num ritmo compatível com a convergência para os padrões dos países mais avançados?

Do jeito que a economia está hoje desenhada, mesmo que este ciclo passe – e não vai passar fácil –, não está com cara de que o País vai crescer muito. Há essa ideia de que possa ser cíclico, de se fazer um ajuste gradual. Na verdade, tem de ajustar muita coisa, porque senão não vai ser cíclico, não: isso é uma queda de padrão, é um degrau. Caiu e acabou. Para voltar, vamos ter de trabalhar muito.

Como viu a substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa?

Achei estranho o Joaquim ter ido, e manifestei isso na época, como amigo dele. Acho que foi coragem, com um pinguinho de sonho e de loucura. Motivos bons, mas ele me surpreendeu. Infelizmente, deu no que parecia que ia dar. Porque um ministro da Fazenda, por melhor que seja, não é o presidente. Hoje, temos um novo ministro da Fazenda que foi o arquiteto de um modelo que deu errado. Portanto, tem de se provar em dobro. Como se a situação já não fosse complicada o suficiente, ele traz essa bagagem. Não é nada pessoal, tenho certeza de que ele quer acertar, mas parte em desvantagem no placar.

Barbosa tem defendido a CPMF e a reforma da Previdência. O que acha?

Não acredito que a CPMF vá resolver coisa alguma, é um imposto de péssima qualidade, cumulativo, causa distorções. O ministro está dando alguns sinais positivos, mas sem muita convicção, e tem vários públicos para agradar, inclusive o próprio PT. Nós precisamos é de uma recauchutagem geral da política econômica para dar a virada, o que passa por uma profunda reforma do Estado, que não deve acontecer sem uma importante reforma política.

O sr. não foi ministro da Fazenda por uma diferença pequena de votos entre Dilma e Aécio Neves. O que faria se Aécio tivesse ganhado?

O que eu faria é o que publiquei em artigos, inclusive no Estadão. É uma grande mudança de regime econômico, não é apertar um botão aqui e outro acolá. Precisamos de uma resposta muito mais abrangente e mais forte. Desvinculação de receitas; uma profunda reforma da Previdência, mexendo na idade e desvinculando o piso do salário mínimo; profunda reforma tributária; reforma trabalhista; abrir gradualmente a economia; desmontar a nova matriz econômica. Em paralelo a outros esforços, que trariam os juros para baixo para todo mundo. Um BNDES mais transparente e com mais rigor na análise do impacto social.

2015 foi um ano muito mais terrível do que o previsto. Isto não comprometeria também o desempenho de Aécio caso vocês ganhassem?

Nós sabíamos com bastante precisão o quadro fiscal geral. Estava claríssimo que, já durante a campanha, o governo tinha chutado o pau da barraca. O resultado disso é bem conhecido hoje. O Aécio acreditava que seria possível fazer um arranjo político bom e nós tínhamos uma proposta que creio que teria um impacto muito positivo nas expectativas, criando um círculo virtuoso. Que ia ser difícil eu não tenho dúvida, mas o clima ia mudar muito rapidamente.

O sr. diz que a vitória de Aécio poderia dar uma virada na confiança. Mas não foi isso que se tentou, sem sucesso, com a nomeação de Levy?

O Joaquim era ministro, não era presidente. E ele estava razoavelmente consciente de que a missão dele era mais defensiva do que ofensiva. Segurar a barra, ver se conseguia ganhar um tempo. Trouxe boas propostas, falou do patrimonialismo. No meu caso, ia ser diferente. Eu iria com uma equipe extraordinária, muito completa, com o presidente alinhado, com a proposta apresentada em campanha. Eu fui contratado para jogar no ataque, e não na defesa. O Joaquim foi jogar na defesa, uma opção que ele fez. Eu respeito.

Qual sua visão sobre o impeachment?

A minha posição é institucional. Acho que é legítimo, desde que ocorra dentro do devido processo. Se acontecer, é porque tinha de acontecer, e eu não teria medo, desde que fosse assim.

Como avalia a situação inflacionária?

Estamos falando de dois, três anos de profunda recessão com a inflação alta. Alguns preços que estavam represados foram liberados, isso foi importante, e o câmbio se depreciou, como tinha de acontecer. Feitos esses ajustes, daqui para a frente a inflação tenderia a cair. Isso é possível, mas não é certo. As expectativas ainda estão muito voláteis. Esse estado de estagflação pode se prolongar, inclusive com pressões no câmbio. Estamos correndo bastante risco. Com essa recessão, a inflação deveria estar caindo bem mais.

E a atuação do Banco Central?

Entendo a dificuldade do BC nos anos recentes, num quadro bastante esquizofrênico. Você quer segurar a inflação, e o governo expande mais o crédito dos bancos públicos, expande o fiscal, faz pedalada, etc. É uma tarefa muito inglória. Nesse contexto, o Banco Central teve, sim, alguns momentos de fraqueza, lamentavelmente. Mas muitos BCs têm. O Banco Central não é o nosso maior problema.

O sr. tem alguma esperança no Brasil?

Decrescente.

Fonte: Diplomatizzando

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11 respostas em “Economia: “Esperança decrescente no Brasil” – Arminio Fraga

  1. Gostaria de trazer ao debate dados e considerações que divergem das explanações proferidas pelo ex-presidente do Banco Central, no governo Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga. Inicialmente, apresento dados comparativos entre os períodos 1990-1992 e o atual cenário:

    Período: 1990-1992
    Crescimento do PIB: 1990: -4,35%/ 1991: 1,03%/ 1992 (até o afastamento de Collor): -0,54%. Crescimento Médio do PIB: -1,28%.
    Taxa anual de inflação: 1990: 1.639,11%/ 1991: 458,64%/ 1992: 1.129,56.
    Taxa média de inflação: 1.075,3%
    Ambiente político: surgimento de denúncias, oriundas de Pedro Collor, que apontavam o envolvimento direto do presidente em escândalos de corrupção. Impeachment iminente.

    Período: 2013-2015 (início da derrocada econômica)
    Crescimento do PIB: 2013: 3,0%/ 2014: 0,1%/ 2015: -3,8%
    Crescimento Médio do PIB: -0,2
    Taxa anual de inflação: 2013: 5,91%/ 2014: 6,42%/ 2015: 10,67%
    Taxa média de inflação: 7,6%
    Ambiente político: ameaça de impeachment. Denúncias de corrupção e acusações de imperícia administrativa. Impeachment não é iminente.

    Outra consideração: Na entrevista acima, Armínio Fraga pontua que Nelson Barbosa, novo ministro da Fazenda, foi um dos formuladores da Nova Matriz Econômica, plano econômico de Dilma-Mantega que substituiu o tripé macroeconômico adotado desde o segundo governo de FHC-Malan. Em que pese a participação de Barbosa na elaboração da Nova Matriz Macroeconômica, vista por liberais como símbolo-mor da irresponsabilidade petista, mas endossada por desenvolvimentistas, o novo ministro já teceu críticas à expansão fiscal realizada pelo governo do PT, como aponta reportagem da Folha de S. Paulo elencada nas fontes abaixo.

    Portanto, há que se considerar precipitada a declaração de Armínio acerca da superior gravidade da crise atual em relação a de 1990-1992. Ademais, faz-se imprescindível esperar que o ministro Nelson Barbosa, desenvolmentista/keynesiano, desenvolva seu trabalho, sem prejulgamentos contraproducentes.

    PS: Vale ressaltar que a atual crise não se vincula somente e principalmente à Nova Matriz Macroecônomica, mas também a fatores externos.

    Links para a checagem dos dados supramencionados:

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/12/1720985-conheca-o-novo-ministro-da-fazenda-nelson-barbosa.shtml

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/inflacao-oficial-fica-em-1067-em-2015.html

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/economia-podera-crescer-partir-do-quarto-trimestre-de-2016-diz-fazenda.html

    http://www.terra.com.br/economia/infograficos/pib-1990/

    https://educbrasil.wordpress.com/economia/

  2. O comércio e as finanças são os dois pilares da economia globalizada, dentro da qual estamos todos inseridos. No ambiente internacional, a nova configuração no peso relativo das economias deverá estar melhor refletida nas instituições e práticas econômicas. Assim, os regimes internacionais, especialmente no campo das operações financeiras, deverão sair da crise fortalecidos, com maior poder vinculante. De acordo com o artigo do autor Stephen Krasner no capítulo “Causas estruturais e consequências dos regimes internacionais”, podemos perceber que os regimes certamente podem afetar expectativas e podem afetar também valores. Longe de ser contrariada pela visão de que o comportamento internacional é largamente moldado pelos poderes e interesses, o conceito de Regime Internacional é consistente tanto com a importância dos poderes diferenciais quanto como com uma visão sofisticada de auto-interesse. As mudanças em princípios e normas são mudanças do próprio regime. Quando normas e princípios são abandonados ocorre ou uma mudança para um novo regime ou o desaparecimento dos regimes de determinada área das relações internacionais.

  3. O Brasil passa por uma situação de total paralisia política e econômica. Nos últimos anos o governo se preocupou apenas com a questão social, esquecendo-se do sistema produtivo, que em última análise é o que sustenta qualquer política social que possa vir a ser adotada e mantida. O máquina governamental se encontra aparelhada, grande e ineficiente. O governo não consegue diminuir suas despesas, o que gera um perigoso desiquilíbrio financeiro, reflexo disso, é a perda de credibilidade do país, gerando inflação, queda na renda do trabalhador, queda do investimento privado e desemprego.
    Enquanto o país não tiver uma agenda mínima focado no desenvolvimento nacional, independentemente do partido político que estiver no governo, a situação só tende a piorar. A busca pela manutenção do poder em detrimento do desenvolvimento nacional tem efeitos catastróficos para o país e principalmente para sua população.
    Existe a necessidade urgente de reformas na parte fiscal, de previdência, política e a diminuição da burocracia no país. Somente dessa forma será possível que o Brasil cresça de forma sustentável e com o mínimo de previsibilidade, o que tende a favorecer políticas de longo curto, médio e longo prazo que sejam mais realistas com a situação da nação.

  4. Na entrevista acima, Armínio Fraga tece várias críticas ao governo do PT, afirmando que a política econômica adotada foi descuidada, levando o país a uma situação econômica caótica, a qual os ministros da Fazenda não estão conseguindo remediar por não realizarem reformas mais profundas( Fraga cita as famigeradas reformas política e tributária).
    Apesar dos indicadores econômicos do Brasil não estarem bons, não podemos nos esquecer, no entanto, dos imensos ganhos sociais ocorridos durante os governos do PT, com uma queda da desigualdade de 9,22% com Lula contra 1,89% com FHC. O relatório da FAO mostra que o Brasil segue sendo um dos países com maior progresso no combate à fome e cita a criação do programa Fome Zero, em 2003. Além disso, não podemos deixar de citar as privatizações que ocorreram durante o governo FHC e que os índices do governo Collor foram piores que os do governo Dilma. Portanto, não devemos fazer uma demonização do PT, até porque ninguém garante que, caso Aécio Neves tivesse ganho a eleição de 2014, o país estaria em uma situação mais favorável, como aponta Fraga de forma otimista.

  5. O atual momento político-econômico brasileiro e considerado o pior do que o do início dos anos 90, quando ocorria a hiperinflação e moratória. O Brasil está fragilizado, tendo dobrado as apostas todas, de expansão de crédito e fiscal, tendo desleixo com a inflação e acordado em um pesadelo de um país paralisado com um modelo ruim, que não vem sendo corrigido. Mesmo que este ciclo passe, não há prospectivas de um crescimento para o país. É necessária uma desvinculação de receitas; uma profunda reforma da Previdência, mexendo na idade e desvinculando o piso do salário mínimo; profunda reforma tributária; reforma trabalhista; abrir gradualmente a economia; desmontar a nova matriz econômica.

  6. A atual situação econômica do Brasil, vem causando muita preocupação a toda parcela da população que depende do seu próprio trabalho para garantir o seu sustento. Seja empresários ou empregados.
    Para é preciso uma resposta muito mais abrangente e forte. Desvinculação de receitas;uma profunda reforma da Previdência,reforma trabalhista,abrir gradualmente a economia, desmontar a nova matriz econômica.
    Está claro que para sairmos dessa crise é necessário mudanças, e a principal delas a troca de nosso governo que como diz na entrevista está apenas “jogando na defensiva”, precisamos de um governo mais ativo e que faça mudanças de verdade.
    Com as últimas notícias do escândalo da Petrobras e com a justiça sendo feito tivemos uma queda no dólar é um grande aumento na bolsa de valores, ou seja isso significa que precisamos de uma mudança para melhorar o mercado.
    A atual situação econômica do Brasil pode ser revertida, mas se depender apenas dos empreendedores, sem a colaboração domgoverno, foca impossível.

  7. A crise econômica mundial atinge a vários países de forma intensa – até os países que fomentam de forma incisiva na economia está sofrendo, conforme dispôs a noticia anterior, sendo o caso da China.
    O Brasil como um país emergente está sofrendo ainda mais, pois com o governo atuante, com o arrombo financeiro, com as relações fiscais, a população interna sofre com desemprego, alta inflação, baixo poder de investimento, mas também a economia nacional influencia na economia internacional. É inegável que o Brasil é um país com potencia para crescer em vários ramos, pelo seu clima, por suas matérias primas, pela sua dimensão, mas, com fatores externos a isso, é impossível que surja algo positivo na economia brasileira.
    Com a economia diluída, o pais perde confiança com os seus investidores internacionais e retrocede em todo o incentivo que foi um dia positivo à economia.
    O impeachment é uma proposta viável para o inicio da solução, não somente financeira, mas em outros âmbitos relacionais, desde que realizado nas devidas formas legais. Cumpre destacar ainda que o governo atuante é não só essencial, mas imprescindível para a melhoria interna e internacional.

  8. Para o Ex-Presidente do Banco Central, Arminio Fraga o atual momento político-econômico brasileiro pior do que o início dos anos 90. Tendo em vista que a crise econômica é fenômeno mundial e não só ocorrente no Brasil, e que o Brasil apesar de ser um pais com grande reserva de recursos, é um pais ainda em desenvolvimento. O Brasil, assim como os demais países é afeado pela crise econômica, e como se a crise mundial já não fosse suficientes, vale destacar a má atação dos governantes a frente da economia do país, que ao invés de adotarem políticas públicas que fomentem e estimulem o desenvolvimento da economia em geral, visam obter vantagens pessoais em detrimento das questões públicas que realmente merecem interesse do governo. Tais atitudes comprovam cada vez mais o desinteresse dos líderes do país em garantir a todos no seus direitos e garantias fundamentais.

  9. Existe a necessidade urgente de reformas na parte fiscal, de previdência, política e a diminuição da burocracia no país. Somente dessa forma será possível que o Brasil cresça de forma sustentável e com o mínimo de previsibilidade, o que tende a favorecer políticas de longo curto, médio e longo prazo que sejam mais realistas com a situação da nação.
    Para é preciso uma resposta muito mais abrangente e forte. Desvinculação de receitas;uma profunda reforma da Previdência,reforma trabalhista,abrir gradualmente a economia, desmontar a nova matriz econômica.
    A atual situação econômica do Brasil pode ser revertida, mas se depender apenas dos empreendedores, sem a colaboração domgoverno, foca impossível.
    É necessária uma desvinculação de receitas; uma profunda reforma da Previdência, mexendo na idade e desvinculando o piso do salário mínimo; profunda reforma tributária; reforma trabalhista; abrir gradualmente a economia; desmontar a nova matriz econômica.

  10. O momento pelo qual o Brasil vem passando é preocupante.Vive-se um momento de insegurança em virtude da crise econômica e política que o país vem enfrentando.
    Os políticos no Brasil hoje, pensam muito mais em conseguir mais poder do que em governar que é sua função propriamente dita. E essa gana pelo poder é que desencadeou a crise em que vivemos hoje, foi em virtude alianças de políticas e consequentemente no aumento de poder, que muitas decisões foram tomadas no governo e não porque era decisão correta e mais sensata. Um exemplo disso, foi a substituição de do ministro Levy pelo Barbosa, escolha essa feita pelo PT.
    Diante dessas escolhas se desencadeou uma crise economica muita grande, a qual por sua vez motivou a crise política que também se tem hoje. Vale ressaltar que o surgimento dessa última so fez piorar a primeira , uma vez que em razão da insegurança trazida por essa varios investimentos foram retirados do Brasil. Ademais, é válido ressaltar que essa gana pelo poder não acabou, uma vez que muitos daqueles que que contribuiram para crise economica, hoje romperam com o governo agravando ainda mais a crise política com o simples intuito de se manter no poder.

  11. Até o final de 2016 a economia do Brasil pode ser 8% menor do que era no primeiro trimestre de 2014, quando se viu pela última vez o seu crescimento. Incapaz de aumentar os impostos, o governo Dilma pode preferir algo ainda mais preocupante para os investidores e os consumidores: a inflação. Diante da pressão inflacionária que veio com o real desvalorizado, o Banco Central realizou aumentou da sua taxa de referência em três pontos percentuais desde outubro de 2014 em face da recessão. Mas, apesar dessa taxa bastante alta, o real continua a depreciar. Há uma preocupação de que o banco pode não ser capaz de elevar as taxas ainda mais por medo de tornar a dívida pública incontrolável. É a chamada “dominância fiscal”. Além disso, o aumento das taxas pode ter um efeito perverso de alimentar ainda mais a inflação, em vez de extingui-la. Bem, se os políticos brasileiros agirem em conjunto, a década de 2020 poderá ser mais alegre. Infelizmente, se não o fizerem, as coisas vão piorar muito.

Comente esta notícia!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s